D27 — Neoplasia benigna do ovário

  • tumor benigno do ovário
  • cisto ovariano benigno
  • neoplasia ovariana não maligna

Em palavras simples

Receber o código CID D27 significa que foi identificada uma alteração no ovário considerada benigna, isto é, um tumor ou cisto que, até onde se sabe, não apresenta características de câncer. Na linguagem do dia a dia, é um ‘nódulo’ ou ‘cisto’ no ovário que não invade outros órgãos. Muitas vezes essas lesões são descobertas por acaso em um ultrassom feito por outro motivo, ou quando há investigação de dor na ‘barriga’ baixa.

O que você provavelmente sente depende do tamanho e do comportamento da lesão. Algumas pessoas não sentem nada; outras têm pontadas ou sensação de peso na pelve, incômodo ao caminhar ou durante relações, e às vezes sinais urinários leves por pressão na bexiga. Sintomas mais alarmantes são dor súbita e intensa, náusea ou vômito, que sugerem torção do ovário, ou um aumento rápido da barriga, que pode indicar ruptura ou sangramento.

Na maioria dos casos, uma neoplasia benigna do ovário não é contagiosa nem uma condição que ‘pega’ outra pessoa. Quanto à gravidade, o termo ‘benigna’ indica menor risco imediato de câncer, mas isso não elimina a necessidade de acompanhamento. O tempo de evolução varia muito: algumas lesões desaparecem sozinhas, outras permanecem estáveis e algumas crescem, exigindo cirurgia.

O caminho comum depois do diagnóstico inclui exames de imagem de controle, normalmente ultrassom, e, se houver dúvida ou sintomas, encaminhamento para cirurgia e exame da peça cirúrgica. Nem toda pessoa com CID D27 precisa operar; muitas fazem acompanhamento periódico. Sobre atestado, o médico que acompanha avalia se há necessidade de afastamento em função de dor, tratamento ou cirurgia.

Em casa, observe dor que muda de intensidade, febre, vômito, sangramento vaginal fora do habitual ou aumento rápido do volume abdominal; esses sinais justificam procurar atendimento urgente. Se os sintomas forem leves, mantenha o acompanhamento com o ginecologista e compareça às consultas de controle e aos exames de imagem agendados. Guarde relatórios e exames, pois eles ajudam a acompanhar alterações e a esclarecer decisões sobre cirurgia ou seguimento.

Converse com seu médico sobre desejo reprodutivo se houver indicação de cirurgia, pois opções conservadoras podem ser consideradas. Em caso de dúvidas sobre o relatório médico ou o atestado, peça esclarecimentos escritos e, se desejar, uma segunda opinião para ajudá-la a decidir sobre o tratamento.

O que este código significa?

O CID D27 designa neoplasias benignas do ovário, isto é, crescimentos tumorais das células ovarianas que não apresentam invasão local nem metastização. Aparece quando um nódulo ou cisto ovariano é identificado por exame de imagem ou quando a peça cirúrgica mostra características não malignas na anatomia patológica. Não inclui tumores ovarianos malignos nem lesões metastáticas no ovário, que recebem códigos diferentes. Muitas vezes é assintomática e achada em investigação por dor pélvica, aumento abdominal ou em exames de rotina. A confirmação definitiva depende da avaliação histológica; a conduta e o impacto funcional variam conforme tamanho, sintomatologia e risco de complicação.


Quando este código é usado?

Usar quando há diagnóstico de tumor ovariano considerado benigno por imagem e/ou anatomia patológica sem evidência de malignidade.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

D25 (Leiomioma do útero): diferenciar por origem no útero versus no ovário; a ultrassonografia ginecológica e a localização durante cirurgia definem se a massa é uterina (mioma) ou ovariana (D27). D24 (Neoplasia benigna da mama): ambos são neoplasias benignas em órgãos distintos; a separação se baseia no sítio primário da lesão, confirmado por exame físico, imagem e anatomia patológica. D33 (Neoplasia benigna do encéfalo): códigos de órgãos diferentes; sinais neurológicos locais e exames de imagem craniana versus pélvica determinam a classificação. D34 (Neoplasia benigna da glândula tireóide): distingue-se por localização anatômica e por exames específicos (ultrassonografia cervical e função tireoidiana) em vez de exames abdominais.

O que é?

Neoplasia benigna do ovário é um termo que engloba diferentes tipos de tumores ovarianos sem características de malignidade histológica. Manifesta-se como cistos funcionais, tumores de células da superfície ovariana ou de estroma, tipicamente com crescimento limitado e sem infiltração de tecidos adjacentes; muitos são descobertos por acaso em exame de imagem ginecológica ou durante avaliação de dor pélvica. Pessoas em idade reprodutiva e na perimenopausa podem apresentar essas lesões; a prevalência e o tipo morfológico variam com a faixa etária e com fatores hormonais. Em geral, massas pequenas e assintomáticas seguem vigilância, enquanto massas maiores, sintomáticas ou com sinais de complicação são investigadas e tratadas.

Quais sintomas aparecem?

Os achados podem ser silenciosos ou aparecer como dor pélvica ou abdominal intermitente, sensação de aumento de volume na ‘barriga’, desconforto durante relações e alterações urinárias por compressão. Sintomas precoces costumam ser leves, como pontadas ou sensação de peso; sinais que indicam agravamento incluem dor súbita intensa (sugerindo torção ovariana), febre, vômitos ou distensão abdominal progressiva, que podem refletir hemorragia intra-cística, ruptura ou complicada evolução. Sangramento menstrual anormal não é o sintoma típico, salvo quando há lesões hormonais produtoras de estrogênio.

O que causa?

Os mecanismos incluem formação de cistos funcionais relacionados ao ciclo menstrual, crescimento de neoplasias epiteliais ou de células do estroma ovariano e proliferação de células germinativas em tipos específicos. No Brasil, as causas mais frequentemente observadas na prática são cistos funcionais e tumores epiteliais benignos identificados em exames de imagem de rotina ou durante investigação de dor pélvica. Fatores hormonais, histórico reprodutivo e alterações celulares locais influenciam o surgimento; raramente uma massa benigna tem relação direta com infecção ou trauma.

Como o médico confirma o diagnóstico?

A suspeita inicial nasce da história clínica e do exame físico com palpação pélvica. O ultrassom pélvico é o exame de triagem principal e diferencia características que sugerem benignidade (conteúdo líquido, paredes finas, ausência de vegetações sólidas) de sinais de alerta. Marcadores tumorais podem ser solicitados conforme idade e imagem, mas a confirmação final de benignidade é histológica, obtida após ressecção ou biópsia da lesão. Para codificar D27 é necessário que não haja evidência de malignidade na avaliação complementar ou na anatomia patológica que justifique outro código.

Como costuma ser tratado?

O manejo varia desde observação com seguimento por imagem até ressecção cirúrgica, dependendo de sintomas, tamanho, risco suspeito e desejo reprodutivo. Tratamento ambulatorial e expectante é frequente em lesões pequenas e sem sinais de complicação; intervenção cirúrgica é considerada se há dor persistente, crescimento, risco de torção ou características que não permitem exclusão de malignidade. O acompanhamento clínico e radiológico define se e quando a conduta muda; decisões individuais consideram idade, fertilidade e risco operatório.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Não existe uma classe medicamentosa específica que ‘cure’ uma neoplasia benigna ovariana; em cistos funcionais, medicamentos hormonais podem ser usados para manejo sintomático ou para reduzir recorrência em contextos selecionados. Analgésicos e anti-inflamatórios são usados para controle da dor aguda, e medicações pré-operatórias podem ser empregadas conforme indicação médica. Antibióticos não são rotineiros a menos que haja infecção associada comprovada.

Quando procurar um médico?

Procure avaliação médica imediata se houver dor pélvica súbita e intensa, náusea e vômito associados, febre ou aumento abdominal rápido, pois esses sinais podem indicar torção ovariana, ruptura ou complicação hemorrágica. Agende retorno com o ginecologista se houver aumento progressivo de sintomas, massa palpável nova ou alterações menstruais significativas. Mantenha acompanhamento por imagem quando o médico indicar vigilância para detectar crescimento ou mudança na aparência da lesão.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento, e o período é definido pelo médico que examinou, pelo caso concreto – duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes. Até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador; do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia; e atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias. Na prática, o CID do atestado é usado pelo perito para verificar se atestados sucessivos referem-se à mesma condição, e por isso o código aparece no documento quando o paciente autoriza. Para que um atestado seja aceito ele precisa trazer identificação do paciente, período de afastamento claro, data, assinatura e CRM do médico; o registro do CID no atestado ocorre apenas com o consentimento do paciente. Especificamente para D27, muitas vezes a condição é uma lesão benigna que pode ser assintomática ou causar sintomas intermitentes; quando há cirurgia, pode haver incapacidade temporária relacionada ao procedimento, mas nem todo registro de D27 resultará em afastamento. Como a recorrência de sintomas ou a necessidade de múltiplos atestados por crises é possível em algumas pacientes, a regra dos 60 dias é relevante para somar períodos e para a avaliação de continuidade pelo perito do INSS.

Perguntas frequentes sobre D27

O que exatamente significa ter o CID D27 no meu atestado?

Indica que foi identificado um tumor ou cisto no ovário considerado benigno pela avaliação clínica e de imagem ou pela anatomia patológica; não é a mesma coisa que câncer.

Vou precisar de cirurgia sempre que aparecer D27?

Nem sempre; muitas lesões benignas podem ser acompanhadas por imagem e apenas algumas, por tamanho, sintomas ou incerteza diagnóstica, exigem cirurgia.

O CID D27 implica afastamento do trabalho automaticamente?

Não; o afastamento depende da avaliação do médico sobre sua capacidade funcional, do tratamento indicado e das exigências do empregador ou do INSS.

Esse diagnóstico pode mudar para câncer depois?

Em alguns casos a imagem inicial sugere benignidade, mas a anatomia patológica da peça cirúrgica pode revelar outro achado; por isso a confirmação histológica é o padrão-ouro.

Preciso me preocupar com contágio para familiares?

Não, neoplasia benigna do ovário não é contagiosa; é uma alteração individual das células do ovário.

Que exames vou fazer depois do diagnóstico D27?

O mais comum é ultrassom de controle; em casos selecionados, exames complementares de imagem e avaliação laboratorial e encaminhamento para cirurgia podem ser necessários.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Quais características ultrassonográficas tornam uma massa ovariana mais provável de ser codificada como D27 em vez de suspeita de malignidade?
  • Qual exame ou conjunto de exames levaria à indicação de anatomia patológica para confirmação do diagnóstico D27?
  • Em que situações um diagnóstico inicial de D27 é reclassificado para código de neoplasia maligna após avaliação complementar?
  • Como o histórico reprodutivo e a idade da paciente influenciam a escolha entre seguimento e cirurgia para uma lesão D27?
  • Quais sinais clínicos ou de imagem justificam mudança de conduta imediata em uma paciente com diagnóstico de D27?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Este CID pode fundamentar pedido de afastamento por incapacidade transitória ou só avaliando a cirurgia e recuperação?
  • Como a soma de atestados com CID D27 impacta perícias trabalhistas ou benefícios previdenciários?
  • Em caso de reclassificação diagnóstica de D27 para tumor maligno, quais são os efeitos sobre atestados e perícias anteriores?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • Que documentação a operadora costuma exigir para autorizar cirurgia indicada por diagnóstico classificado como CID D27?
  • O plano pode considerar negativa se a indicação cirúrgica for apenas por observação de massa ovariana rotineira com poucos sintomas?
  • É comum a operadora solicitar laudo anatomopatológico posterior para finalizar cobertura de procedimento indicado por CID D27?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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