D50-D89 — Capítulo III – Doenças do sangue e dos órgãos hematopoéticos e alguns transtornos imunitários

O que este código significa?

Este conjunto reúne as doenças do sangue, dos órgãos hematopoéticos e alguns transtornos imunitários (D50-D89). Inclui anemias nutricionais (D50-D53), anemias hemolíticas (D55-D59), anemias por falência medular e outras anemias (D60-D64), distúrbios da coagulação e púrpuras (D65-D69), outras doenças hematológicas (D70-D77) e defeitos imunológicos (D80-D89). Códigos frequentemente consultados neste capítulo incluem D50 (anemia por deficiência de ferro), D56 (talassemias), D65 (coagulação intravascular disseminada) e grupos de imunodeficiências em D80-D89. Em geral, a apresentação clínica e achados laboratoriais conduzem à escolha do bloco e ao código específico.


Quando se usa um código deste grupo?

Use esta página quando a busca for pelo grupo amplo de doenças hematológicas ou imunes (D50–D89) e o usuário precisa entender como navegar para o bloco e o código preciso; avance para o bloco adequado conforme o achado clínico ou laboratorial dominante (por exemplo, anemia por deficiência, hemólise, falência medular, distúrbio de coagulação, imunodeficiência).

Com que grupos este se confunde?

D50 vs D63: separa-se por provas de ferro (ferro sérico, ferritina) e contexto de doença crônica — D50 indica deficiência de ferro, D63 indica anemia associada a doenças crônicas.
D55-D59 vs D60-D64: hemólises (marcadores de hemólise positivos, reticulócitos aumentados) distinguem D55-D59; pancitopenia e disfunção medular ou mielograma orientam para D60-D64.
D65 vs D69: coagulação intravascular disseminada (alterações sistêmicas de coagulação como consumo de fatores) diferencia D65 de púrpuras e trombocitopenias isoladas em D69.

O que é?

Conjunto de doenças que afetam o sangue (células e fatores de coagulação), os órgãos formadores de sangue (medula óssea, baço) e mecanismos de defesa imunitária. O critério que os reúne é o comprometimento hematológico ou imunológico detectável clinicamente ou por exames laboratoriais.

Que queixas costumam cair neste grupo?

Queixas que trazem uma pessoa a estes códigos incluem cansaço e falta de ar progressivos, palidez, sangramentos fáceis (epistaxe, gengivorragia, petéquias), infecções recorrentes ou graves, equimoses, febre com alterações hematológicas e sinais de fragilidade ou cansaço súbito associado a exames alterados.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Os mecanismos variam: deficiência nutricional ou má absorção (D50-D53), hemólise por defeitos genéticos ou adquiridos (D55-D59), insuficiência medular por aplasia ou infiltração (D60-D64), ativação patológica da cascata de coagulação (D65-D69), doenças mieloproliferativas e outras desordens hematológicas (D70-D77) e defeitos do sistema imune (D80-D89). Em alguns casos a causa é infecciosa, tóxica, autoimune, genética ou iatrogênica.

Como se chega a um código deste grupo?

A definição e a escolha do bloco dependem de exames: contagem celular no hemograma define anemia, leucopenia ou trombocitopenia; provas de hemólise, ferro e ferritina, testes de coagulação, mielograma e estudos imunológicos (dosagem de imunoglobulinas, painéis linfocitários) costumam distinguir os blocos entre si.

Como costuma ser tratado?

O cuidado varia conforme o grupo: muitas condições começam em atenção primária (triagem inicial e tratamento de deficiência nutricional), com referência a hematologia para exames confirmatórios, terapias específicas e seguimento; episódios graves (sangramento intenso, neutropenia febril, falência medular) exigem internação e cuidados hospitalares. Serviços de transfusão, centros de hemoterapia e programas do SUS podem integrar o manejo conforme o diagnóstico.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes farmacológicas comuns incluem: suplementos de ferro e agentes de reposição nutricional (para anemias por deficiência); imunossupressores e agentes citotóxicos (para causas autoimunes ou aplasia medular); agentes que modulam a coagulação ou concentrados de fatores (para coagulopatias); fatores estimulantes da eritropoiese ou da medula (quando indicados); antibióticos/antifúngicos para infecções associadas; imunoglobulina humana para defeitos de anticorpos. A escolha entre classes depende do mecanismo subjacente identificado.

Quando procurar um médico?

Procurar atendimento imediato diante de sangramento abundante ou incontrolável, síncope/hipotensão, falta de ar súbita, febre alta com neutropenia conhecida, palidez intensa com queda rápida da hemoglobina ou sinais de trombose/agudização súbita.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou, considerando o caso concreto — duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes.

Quanto ao pagamento e à necessidade de perícia, vale o seguinte: até 15 dias de afastamento o empregador é quem paga o salário; a partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. A lei também prevê que atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são considerados em conjunto para efeito desses 15 dias, o que pode alterar quem paga nesse conjunto de períodos.

Sobre a aplicação prática dessa regra dos 60 dias: é o CID informado no atestado que o perito usa para avaliar se os atestados se referem à mesma condição. Por isso o código no documento é a razão prática para que vários atestados sejam somados entre si — informação que muitos pacientes e empregadores desconhecem.

Para que um atestado seja aceito precisa constar: identificação do paciente, período de afastamento, data, assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID depende da anuência do paciente — não há obrigação de informar o diagnóstico ao empregador — porém, sem o código não é possível verificar a soma dos 60 dias mencionada acima.

Especificamente para o capítulo D50–D89, o grupo inclui condições muito variadas: há situações agudas que se resolvem com tratamento e episódios que exigem atenção hospitalar, e também doenças crônicas ou recorrentes (anemias hereditárias, condições por deficiência ou defeitos imunológicos) que demandam acompanhamento e registro. Alguns diagnósticos desse conjunto podem levar a limitações temporárias para o trabalho em episódios agudos, enquanto outros implicam seguimento prolongado sem afastamento persistente; por serem condições que costumam reaparecer ou dar episódios sucessivos, a regra dos 60 dias tem importância maior aqui para somar atestados do mesmo CID e definir corretamente quem responde pelo pagamento.

Perguntas frequentes sobre D50-D89

Quando devo procurar códigos em D50-D53 (anemias nutricionais)?

Procura-se esse bloco quando o quadro é dominado por sinais de deficiência nutricional ou provas laboratoriais que evidenciem deficiência de ferro, vitamina B12 ou folato, sem sinais claros de hemólise ou falência medular.

Como diferencio uma anemia hemolítica (D55-D59) de uma aplasia medular (D60-D64) para codificação?

A hemólise costuma ter reticulocitose, sinais bioquímicos de hemólise e frotis compatível; a aplasia/falência medular apresenta pancitopenia com reticulócitos baixos e alteração do mielograma, direcionando para D60-D64.

As imunodeficiências (D80-D89) exigem notificação e como afetam atestados?

Em geral, imunodeficiências não são notificação compulsória por si só, salvo determinações específicas; em atestados o CID pode ser omitido a pedido do paciente e a perícia costuma exigir exames imunológicos para comprovação.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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