D55-D59 — Anemias hemolíticas

  • hemólise|anemia hemolítica autoimune|anemia hemolítica hereditária|esferocitose hereditária

O que este código significa?

Este bloco reune condições em que a anemia decorre da destruição acelerada dos eritrócitos (hemólise). Inclui anemias autoimunes, hemoglobinopatias e defeitos enzimáticos ou de membrana; códigos frequentemente buscados dentro do bloco incluem D55 (defeitos enzimáticos), D56 (talassemias) e D57 (doença falciforme) conforme a subdivisão local. Serve como agrupamento para situações em que a causa primária é hemólise, distinguindo-se de anemias por perda, deficiência nutricional ou falência medular. A apresentação clínica, investigação laboratorial e necessidade de encaminhamento variam conforme o subtipo e a severidade.


Quando se usa um código deste grupo?

Este bloco é usado quando o quadro clínico e exames sustentam hemólise como mecanismo predominante da anemia. Para escolher o código específico, desce-se aos subcódigos que identificam etiologia (por exemplo, enzimopatia, hemoglobinopatia, autoimune) ou extensão/fatores associados. A decisão entre códigos depende de achados laboratoriais, resultados de testes específicos (hemoglobinopatia, Coombs, enzimas) e histórico familiar ou de exposição.

Com que grupos este se confunde?

D50-D53: distinguir de anemias nutricionais pela presença de reticulocitose e marcadores de hemólise (elevada bilirrubina indireta, LDH) em vez de índices de deficiência (baixo VCM, ferritina baixa).

D60-D64: diferenciar de anemias aplásticas/hipoplásicas pela contagem medular; aplasia mostra medula hipocelular e pancitopenia, enquanto hemólise tem medula reativa com reticulocitose.

D65-D69: distinguir de distúrbios hemorrágicos pela história de sangramento, testes de coagulação alterados e sem evidência laboratorial de hemólise predominante.

O que é?

Reúne anemias cujo defeito primário é a destruição anormalmente acelerada dos glóbulos vermelhos, seja por fatores intrínsecos (hemoglobina anômala, defeitos de membrana ou enzimáticos) ou extrínsecos (anticorpos, toxinas, infeções). O critério comum é evidência de hemólise: aumento de bilirrubina indireta, LDH, reticulócitos, e/ou perda de haptoglobina, com variação entre intravascular e extravascular. Varia conforme a causa: hereditárias têm início precoce e curso crônico; adquiridas podem ser agudas ou crônicas e associar-se a outras doenças.

Que queixas costumam cair neste grupo?

Queixas que levam a este agrupamento incluem cansaço progressivo, palidez, icterícia, urina escura, episódios de dor torácica ou abdominal em hemoglobinopatias, e história de crises ou transfusões. Em casos agudos, sintomas de anemia grave (taquicardia, tontura) ou icterícia súbita costumam motivar a investigação. Achados incidentais em exames laboratoriais também direcionam para este bloco.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Mecanismos incluem: destruição extrínseca mediada por anticorpos (anemias hemolíticas autoimunes), defeitos intrínsecos da hemoglobina (talassemias, doença falciforme), alterações enzimáticas (deficiência de G6PD) e defeitos de membrana (esferocitose). Também entram hemólises por agentes físicos ou químicos e por infecções. Cada subtipo do bloco corresponde a mecanismos específicos e exemplos estão distribuídos pelos códigos D55 a D59.

Como se chega a um código deste grupo?

O diagnóstico é baseado em achados de hemólise: reticulocitose, elevação de bilirrubina indireta e LDH, redução de haptoglobina, esferócitos ou hemácias falciformes no esfregaço, e testes específicos para causa (teste de Coombs direto para autoimune; eletroforese de hemoglobina ou estudos genéticos para hemoglobinopatias; dosagem enzimática para G6PD). A diferenciação entre subgrupos depende do teste etiológico positivo ou do padrão morfológico/hematimétrico.

Como costuma ser tratado?

O cuidado varia do ambulatório ao hospitalar conforme gravidade: monitoramento e manejo ambulatorial em formas crônicas estáveis; intervenções agudas e transfusões em episódios severos; encaminhamento para hematologia é comum para confirmação etiológica e seguimento. Programas do SUS oferecem diagnóstico laboratorial e tratamento conforme protocolos locais e necessidade de transfusão ou terapias específicas.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes usadas incluem imunossupressores/imunomoduladores (no caso de anemias hemolíticas autoimunes), agentes quelantes e transfusões para hemoglobinopatias com sobrecarga, e medicamentos de suporte como agentes para reduzir crises vaso-oclusivas em doença falciforme. A escolha entre classes depende da etiologia (autoimune versus hereditária), gravidade e resposta ao tratamento inicial.

Quando procurar um médico?

Procura atendimento urgente se houver fraqueza súbita intensa, desmaio, dor torácica ou abdominal intensa, icterícia de instalação rápida, urina muito escura ou sinais de insuficiência respiratória ou hemodinâmica. Para sintomas mais leves, avaliação ambulatorial com hemograma e exames hemolisos é indicada.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

Na prática legal, até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia o INSS assume e passa a exigir perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). O CID do atestado é o elemento que o perito usa para saber se a doença é a mesma — por isso é o código prático que permite somar os períodos quando aplicável.

Para que um atestado seja aceito deve constar identificação do paciente, período de afastamento, data, assinatura e CRM do médico. O CID só entra com anuência do paciente: informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, e sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo INSS.

O bloco D55–D59 reúne anemias hemolíticas, que podem ter apresentações variadas: algumas formas são crônicas e exigem acompanhamento e registro regular por especialista, outras se apresentam em crises agudas que demandam intervenção pontual. Em muitas situações deste bloco o manejo ambulatorial e o encaminhamento para hematologia são frequentes, e episódios agudos podem requerer tratamento hospitalar ou transfusão.

Por serem, em grande parte, condições crônicas ou recorrentes (especialmente hemoglobinopatias e defeitos enzimáticos ou de membrana), esses códigos costumam aparecer repetidamente em atestados ao longo do tempo; por isso a regra dos 60 dias é particularmente relevante para quem tem episódios ou seguimento contínuo, pois permite ao perito reconhecer a continuidade da mesma condição quando o CID é informado com o consentimento do paciente.

Perguntas frequentes sobre D55-D59

Quando usar D56 em vez de D57?

D56 refere-se a talassemias e D57 à doença falciforme; a diferenciação baseia-se em eletroforese de hemoglobina ou teste genético que identifique o tipo de hemoglobina anômala.

D55 é adequado para diagnóstico de deficiência enzimática como G6PD?

Sim; D55 abrange defeitos enzimáticos eritrocitários quando confirmados por dosagem enzimática ou genética e associados a quadro hemolítico.

Quando escolher D59 (anemias hemolíticas não especificadas)?

D59 é usado quando há evidência de hemólise mas a investigação ainda não identificou a causa específica ou os testes etiológicos estão inconclusivos.

O CID deste grupo deve aparecer no atestado médico?

O CID pode constar no atestado salvo pedido formal do paciente para omissão; a perícia pode exigir exames que comprovem hemólise para fins de afastamento ou benefícios.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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