D60-D64 — Anemias aplásticas e outras anemias

  • Anemias por insuficiência medular
  • Anemia aplástica e anemias hipoplásticas
  • Anemias do grupo D60-D64

Este bloco reúne anemias decorrentes de hipoplasia ou aplasia medular e outras formas não classificadas em anemias nutricionais, hemolíticas ou por perda. Inclui códigos mais procurados como D61 (anemia aplástica) e D63 quando relacionada a doenças crônicas; engloba também formas secundárias e idiopáticas. Serve para casos em que a causa principal é a redução da produção de células sanguíneas na medula ou quadros afins.


Quando usar este código

Usa‑se este agrupamento quando a anemia decorre de falha da medula ou de mecanismos que diminuem a produção de células sanguíneas, e não por deficiência nutricional, hemólise predominante ou perda aguda. A partir daqui o codificador deve descer para o código específico (ex.: D61.0 vs D61.9) conforme achados laboratoriais, história de exposição ou doença associada. Documentos clínicos, laudos hematológicos e etiologia conhecida orientam a escolha do dígito final.

Não confunda com

D63 (Anemia em doenças crônicas) — separa‑se por associação direta a doença crônica inflamatória ou neoplasia documentada; D60-D64 privilegia falha medular predominante.

D55-D59 (Anemias hemolíticas) — critério: sinais predominantes de hemólise (reticulocitose, LDH alta, haptoglobina baixa, esferócitos) em vez de produção insuficiente.

D50-D53 (Anemias nutricionais) — critério: evidência laboratorial de deficiências nutricionais (ferro, B12, folato) explicando a citopenia sem perda de celularidade medular primária.

O que este grupo reúne

Conjunto de anemias cujo problema central é a redução da produção de células sanguíneas pela medula óssea ou síndromes que mimetizam essa falha. Em geral incluem aplasia ou hipoplasia medular, pancitopenias por insuficiência da linhagem eritroide e formas secundárias associadas a doenças sistêmicas ou exposições. Varia conforme o grau de comprometimento e se há causa identificável (medicamentos, radioterapia, toxinas, autoimunidade, idiopático).

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que levam a um código deste bloco costumam ser fadiga intensa, fraqueza, palidez, dispneia aos esforços e episódios de infecções ou sangramentos quando há pancitopenia. Sintomas de doenças associadas (febre, perda de peso, sinais de exposição tóxica) também direcionam a investigação. Muitas vezes o achado inicial é um hemograma com hemoglobina baixa e reticulócitos baixos.

Mecanismos em comum

Mecanismos comuns incluem destruição ou supressão da medula (aplasia idiopática, mielotoxicidade por drogas/quimioterapia, radiação), infiltração medular por doenças neoplásicas ou infecciosas e síndromes autoimunes que afetam progenitores hematopoiéticos. Exemplos: D61 (anemia aplástica), anemias secundárias a agentes tóxicos ou drogas dentro do bloco.

Como se define o código

O critério que define o código é o padrão de achados: hemograma com pancitopenia ou anemia hipoproliferativa, reticulócitos baixos e confirmação por mielograma/aspirado e/ou biópsia de medula que documente hipoplasia, aplasia ou infiltração. A diferenciação entre blocos passa pela presença de hemólise, deficiência nutricional ou doença crônica comprovada.

Como o cuidado se organiza

O cuidado varia de ambulatorial a hospitalar conforme gravidade: casos leves seguem avaliação e acompanhamento, quadros com falha medular grave demandam referência para hematologia, possíveis internações e terapias específicas. No SUS, o manejo envolve atenção especializada, transfusões quando necessárias e programas de referência para transplante de medula em centros habilitados; o encaminhamento depende da gravidade e da etiologia.

Classes de medicamentos

Classes empregadas incluem imunossupressores (por ex. agentes que modulam resposta autoimune), agentes estimuladores da eritropoiese em contextos específicos, quimioterápicos ou agentes citotóxicos quando há doença maligna subjacente, e terapias de suporte como transfusões e antibióticos para infecções. A escolha entre classes depende da causa (idiopática vs secundária), da severidade e da intenção terapêutica (cura vs suporte).

Sinais de alarme do grupo

Procurar atendimento diante de fraqueza intensa, tontura, taquicardia, sangramentos incomuns (petéquias, equimoses, sangramento gengival) ou sinais de infecção com febre em pacientes com suspeita de anemia por falha medular.

Uso em atestado

Em atestados e afastamentos, registrar o diagnóstico clínico e o CID se o paciente permitir; a notificação compulsória depende da causa subjacente (por exemplo, algumas infecções) e não do bloco em si. Perícias costumam exigir laudos laboratoriais e de medula que comprovem aplasia/hipoplasia ou a etiologia associada.

Perguntas frequentes sobre D60-D64

Quando usar D61 em vez de D63?

Use D61 quando houver evidência de anemia por aplasia ou hipoplasia medular documentada por mielograma; D63 indica anemia secundária a doença crônica claramente identificada.

Posso omitir o CID no atestado se o paciente pedir?

O CID pode ser omitido a pedido do paciente, mas a perícia e alguns procedimentos administrativos podem exigir documentação detalhada que fundamente o diagnóstico.

Quais exames a perícia costuma pedir para confirmar falha medular?

Hemograma com reticulócitos e mielograma/biópsia de medula são os exames centrais; provas de hemólise e investigações de causas secundárias complementam o laudo.

D60-D64 corresponde a doenças transmissíveis obrigatoriamente notificáveis?

O bloco em si não; a notificação depende da causa subjacente (algumas etiologias específicas podem ser compulsórias).

Como distinguir anemias deste bloco de anemias por deficiência de ferro (D50)?

A distinção baseia‑se em provas laboratoriais de ferro e reticulócitos e, quando necessário, avaliação da medula óssea que mostra produção inadequada sem padrão de deficiência nutricional.

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