D50-D53 — Anemias nutricionais

  • anemia por deficiência de ferro
  • anemia megaloblástica por B12
  • anemia por deficiência de folato
  • anemias nutricionais

Este bloco D50-D53 agrupa anemias causadas por deficiência de nutrientes, incluindo as mais buscadas: D50 (anemia por deficiência de ferro), D51 (anemia por deficiência de vitamina B12), D52 (anemia por deficiência de folato) e D53 (outras anemias nutricionais). Reúne condições onde a etiologia nutricional é o fator principal ou contributivo. Serve como ponto de partida para selecionar o código específico conforme o nutriente envolvido e a causa subjacente.


Quando usar este código

Usa-se este agrupamento quando a anemia é atribuída predominantemente à falta de nutrientes detectada ou suspeita. Ao codificar, o profissional deve procurar no interior do bloco o item que identifica o nutriente (ferro, B12, folato) e a causa associada (por exemplo, deficiência por má alimentação, má absorção, perda crônica). Se houver outra causa primária (hemólise, aplasia) deve-se usar os blocos irmãos apropriados.

Não confunda com

D50 vs D55-D59: separar anemia por deficiência de ferro (D50) de anemias hemolíticas (D55-D59) pelo sinal de hemólise (esplenomegalia, reticulocitose, bilirrubina direta/indireta alterada).

D51/D52 vs D60-D64: anemias megaloblásticas por B12 ou folato (D51/D52) distinguem-se de anemias aplásticas (D60-D64) pela presença de alterações macroscópicas das células (VCM elevado, hipersegmentação neutrofílica) e pela medula óssea hipercelular na megaloblástica versus hipocelular na aplasia.

O que este grupo reúne

Conjunto de anemias cujo mecanismo principal é a insuficiência de nutrientes essenciais para a eritropoiese: elementos estruturais ou co-fatores (ferro) e fatores de síntese do DNA (vitamina B12, folato). Em geral provocam redução da hemoglobina e alterações nos índices hematimétricos que variam conforme o nutriente.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que levam a esta rota incluem fadiga progressiva, fraqueza, palidez percebida, dispneia aos esforços e palpitações; sintomas digestivos ou neurológicos podem orientar para déficits específicos (p. ex. parestesias em deficiência de B12).

Mecanismos em comum

Mecanismos comuns: perda de ferro crônica (sangramento gastrointestinais, menstrual), ingestão insuficiente, má absorção (gastrectomia, doença celíaca), deficiências vitamínicas por dietas restritivas ou interações medicamentosas. D50 destaca-se por deficiência de ferro; D51 por deficiência de B12; D52 por deficiência de folato; D53 por outras carências ou indicações nutricionais mistas.

Como se define o código

O tipo de exame que define o código é laboratorial: hemograma com índices (VCM, RDW), reticulócitos, ferro sérico, ferritina, transferrina, saturação de transferrina, dosagem de vitamina B12 e folato, e testes de função intestinal/absorção conforme necessário. Na prática, o nutriente deficiente identificado separa os subcódigos.

Como o cuidado se organiza

O cuidado costuma ser ambulatorial para investigação e reposição, com encaminhamento a hematologia ou gastroenterologia conforme causa. Casos com perda sanguínea aguda, anemia sintomática grave ou falha terapêutica podem requerer atenção hospitalar. Programas do SUS envolvem atenção básica para triagem e suplementação, e rede especializada para investigação etiológica.

Classes de medicamentos

Classes empregadas incluem agentes quelantes/complexos de ferro administrados por via oral ou intravenosa (escolha depende da gravidade, tolerância e absorção), suplementos de vitamina B12 e folato (formas injetáveis ou orais conforme absorção), e agentes para tratar a causa subjacente (p. ex., anti-inflamatórios, antibióticos para infecções causadoras de perda). A seleção entre classes considera o nutriente deficiente, presença de má absorção e gravidade clínica.

Sinais de alarme do grupo

Procurar avaliação imediata se houver fraqueza súbita intensa, desmaio, dor torácica, dispneia severa, sangramento ativo ou sinais neurológicos agudos (confusão, perda sensorial), pois podem indicar anemia grave ou complicação associada.

Uso em atestado

Para atestados e afastamentos, a perícia costuma exigir documentação laboratorial que comprove anemia e sua etiologia nutricional; não há notificação compulsória específica para o grupo; o paciente pode pedir omissão do CID no atestado, salvo quando exigido por norma institucional para fins administrativos.

Perguntas frequentes sobre D50-D53

Quando uso D50 em vez de D51?

Use D50 quando a investigação laboratorial indicar deficiência de ferro como causa principal; use D51 quando a deficiência principal for de vitamina B12.

Posso omitir o CID em atestado por anemias nutricionais?

O paciente pode solicitar omissão do CID no atestado, mas a perícia ou critérios administrativos podem exigir a informação para fins de benefício ou controle.

Quais exames a perícia costuma pedir para confirmar diagnóstico neste grupo?

Hemograma completo com índices, ferritina, ferro sérico, saturação de transferrina e dosagens de vitamina B12 e folato são os exames básicos que costumam ser exigidos.

Quando devo procurar o bloco D55-D59 em vez deste bloco?

Procura-se os códigos D55-D59 quando há evidência de hemólise como causa primária da anemia (reticulocitose, esplenomegalia, bilirrubinas alteradas), em vez de deficiência nutricional.

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