CIDs Med
H60–H95 · Capítulo VIII · Doenças do ouvido e da apófise mastóide

H91 Outras perdas de audição

  • perda auditiva não especificada
  • hipoacusia não especificada
  • deficiência auditiva não classificada

Na dúvida entre códigos parecidos? Veja CID de perda auditiva: todos os códigos que podem aparecer e o que diferencia cada um.

Em palavras simples

Receber o código CID H91 significa que houve identificação de redução da sua audição, mas que essa perda não foi classificada de forma detalhada naquele momento. Em palavras simples, o médico registrou que você tem perda auditiva que não se encaixa claramente em outras categorias mais específicas ou que ainda está em investigação. O rótulo serve para descrever a queixa ou o achado até que exames complementares esclareçam a causa.

Você provavelmente está sentindo dificuldade para entender conversas, especialmente em ambientes com barulho, precisa aumentar o volume da TV ou percebe que outras pessoas falam baixo demais. É comum vir junto zumbido (um chiado ou som no ouvido) ou sensação de ouvido abafado. Nem sempre há dor ou secreção; nesses casos o código seria outro.

Sobre gravidade: H91 cobre desde perdas leves que atrapalham a comunicação até perdas que podem interferir no trabalho, mas o código por si só não indica prognóstico. Algumas perdas são crônicas e progridem com a idade, outras podem ser resultado de um evento agudo e exigirem investigação rápida. O tempo de recuperação depende da causa, por isso o próximo passo é fazer exames que detalhem o tipo e o grau da perda.

Normalmente o médico pedirá exames audiométricos para quantificar a perda e poderá solicitar testes adicionais como impedanciometria ou avaliações neurológicas se houver suspeita de envolvimento do nervo. Você terá retorno com os resultados para decidir se o tratamento é observação, reabilitação auditiva ou outro procedimento. A necessidade de afastamento do trabalho varia conforme quanto a perda atrapalha suas funções profissionais e deve ser avaliada caso a caso.

Em casa, observe se a dificuldade auditiva piora rapidamente, se aparece dor, secreção, tontura marcada ou perda súbita da audição; nesses casos procure atendimento sem demora. Se a perda é estável ou lenta, registre como está afetando sua rotina e leve essas informações nas consultas para orientar exames e ajustes. Conservação auditiva (evitar ruídos altos) e acompanhamento periódico com exames são medidas importantes quando o diagnóstico é confirmado.

Se recebeu atestado com CID H91, saiba que ele descreve a condição observada, mas não determina sozinho tratamento ou tempo de afastamento: isso é avaliado pelo médico conforme sua situação e pelos procedimentos legais quando for o caso.

O que este código significa?

O CID H91 designa outras perdas de audição que não se enquadram nas categorias específicas de perda por condução ou neurossensorial (H90) nem em causas como dor ou secreção (H92). Aparece quando há diminuição da audição documentada ou relatada, mas a classificação precisa exige mais investigação ou refere-se a formas não detalhadas. Não inclui perdas auditivas congênitas bem definidas, infecções agudas com otorreia primária ou transtornos do equilíbrio exclusivos. H91 é usado tanto em relatos clínicos quanto em registros administrativos quando o diagnóstico é genérico ou ainda em investigação. A categoria inclui subtipos como presbiacusia (H91.1) e perda não especificada (H91.9).

Quando este código é usado?

Usa-se este código quando a queixa ou o exame documenta redução auditiva e não existe classificação clara como transtorno condutivo, neurossensorial específico, otalgia ou secreção auditiva; é apropriado quando o diagnóstico é genérico, provisório ou corresponde a formas não detalhadas da perda auditiva.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

H90 — Perda de audição por transtorno de condução e/ou neuro-sensorial: distingue-se por critérios de tipo audiométrico. H90 exige evidência de componente condutivo e/ou neurossensorial bem caracterizado no exame audiométrico e nos testes de condução, enquanto H91 é usado quando esses componentes não estão claramente definidos ou quando o relato é vago.

H91.1 — Presbiacusia: separa-se por história de perda auditiva progressiva associada à idade avançada e padrão audiométrico bilateral simétrico de perda de alta frequência; se esses achados estiverem presentes, o código correto é H91.1 e não H91.9.

H92 — Otalgia e secreção auditiva: distingue-se pela presença predominante de dor ou otorreia. Se o quadro principal for dor ou secreção infecciosa ativa, usa-se H92 em vez de H91, que se reserva à perda auditiva em si.

O que é?

Perda de audição classificada em H91 refere-se a redução da capacidade auditiva que não foi atribuída de forma precisa a uma das categorias específicas da seção H90-H95. Manifesta-se por diminuição na percepção de sons, dificuldade para entender fala, necessidade de aumentar volumes e sensação de abafamento, podendo ser unilateral ou bilateral e de início agudo ou insidioso. Muitas vezes é um rótulo provisório enquanto investigações complementares (audiometria, diagnóstico por imagem) definem a causa.
Clinicamente, quem traz H91 costuma ser adulto com queixa de diminuição auditiva sem sinais claros de otite aguda, trauma ou diagnóstico prévio que justifique outro código. Pode representar presbiacusia não detalhada, sequelas de otites antigas, exposição a ruído ou perdas indefinidas em pacientes com comorbidades que dificultam a classificação precisa.

Quais sintomas aparecem?

Principais sintomas incluem dificuldade progressiva para entender fala, especialmente em ambientes ruidosos, necessidade de aumentar o volume da TV ou rádio e sensação de ouvido ‘abafado’. Sintomas que aparecem cedo são fadiga ao ouvir e necessidade de solicitar repetição. Sinais que indicam agravamento são perda rápida de áreas de frequência, instalação súbita acompanhada de zumbido intenso, ou comprometimento funcional significativo que prejudique comunicação e trabalho; esses sinais justificam investigação urgente e reclassificação do código se uma causa específica for encontrada.

O que causa?

Mecanismos variam: perda neurossensorial por dano às células ciliadas cocleares ou ao nervo auditivo, perda condutiva por lesões do ouvido médio ou externo que impedem transmissão sonora, e mistos quando ambos coexistem. No Brasil, causas comuns na prática incluem presbiacusia relacionada à idade, exposição ocupacional a ruído, sequelas de otites médias crônicas e perdas auditivas idiopáticas em adultos. Doenças sistêmicas, medicamentos ototóxicos e traumas também podem levar a apresentações inscritas em H91 quando a etiologia não estiver completamente esclarecida no momento do registro.

Como o médico confirma o diagnóstico?

A confirmação que sustenta H91 baseia-se em anamnese detalhada e exame otorrinolaringológico associado a audiometria tonal e logoaudiometria que documentem redução auditiva. O uso de H91 é apropriado quando esses exames mostram perda, mas não definem com clareza um padrão atribuível a H90 ou outro código; se testes adicionais (impedanciometria, emissões otoacústicas, imagens) identificarem causa específica, o código deve ser atualizado conforme a classificação correta.

Como costuma ser tratado?

O manejo depende da causa identificada; em H91 o enfoque inicial é estabelecer a etiologia com exames e monitorar a evolução funcional. Tratamento pode variar de acompanhamento e adaptação ambiental a intervenções audiológicas, reabilitação com recursos de amplificação ou procedimentos cirúrgicos quando uma causa condutiva tratável for encontrada e o código for alterado para refletir essa causa.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Não há medicamentos específicos exclusivos de H91; quando há componente infeccioso ou inflamatório documentado, antibióticos ou anti-inflamatórios podem ser usados conforme diagnóstico. Em perdas neurossensoriais súbitas investigadas, outras classes podem ser consideradas pelo médico; H91 em si não define uma classe medicamentosa única.

Quando procurar um médico?

Procurar avaliação médica se houver perda auditiva súbita, progressiva com impacto nas atividades diárias, zumbido associado novo, tontura, dor ou secreção. Também é importante buscar reavaliação se a audição piorar rapidamente ou se exames iniciais não esclarecerem a causa, para confirmar ou reclassificar o diagnóstico e ajustar o plano de cuidado.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou, conforme o caso concreto, e duas pessoas com o mesmo código podem receber prazos diferentes. Até 15 dias de afastamento o empregador é responsável pelo pagamento; do 16º dia em diante o INSS assume e exige perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias. O CID do atestado é o instrumento prático que o perito usa para verificar se dois atestados referem-se ao mesmo motivo e essa soma é a razão pela qual o código aparece no documento.
Para que um atestado seja aceito precisa indicar identificação do paciente, período de afastamento, data, assinatura e CRM do médico. O registro do CID só ocorre com anuência do paciente; não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada.
No caso de H91, o quadro costuma ser crônico ou de evolução insidiosa em muitos pacientes, com necessidade de acompanhamento e registro da função auditiva; isso significa que atestados sucessivos podem ser frequentes e a regra dos 60 dias torna-se relevante para somar períodos de afastamento pelo mesmo motivo. Quando H91 representa um quadro agudo inicial em investigação, o atestado pode ser temporário até a conclusão dos exames e eventual recodificação para um diagnóstico específico. Assim, H91 frequentemente implica acompanhamento e registro, não apenas afastamentos pontuais, e pode refletir condição que afeta a capacidade de comunicação no trabalho dependendo do grau e do contexto ocupacional.

Perguntas frequentes sobre H91

O que exatamente significa o código CID H91 no meu atestado?

Indica perda auditiva não especificada ou classificada naquele momento. Serve como registro de que há redução da audição enquanto se investigam causas ou antes de uma codificação mais precisa.

Preciso fazer exames após receber H91?

Sim. Audiometria e exames complementares são normalmente solicitados para quantificar a perda e identificar se é condutiva, neurossensorial ou mista, o que pode mudar o código.

H91 indica que vou ficar com a audição comprometida para sempre?

Nem sempre. H91 é um rótulo inicial que não define prognóstico; alguns casos são crônicos e outros podem melhorar conforme a causa e o tratamento.

Posso ser afastado do trabalho por causa de H91?

A possibilidade de afastamento depende do impacto funcional da perda auditiva no trabalho e da avaliação médica; o CID no atestado é um elemento do processo, mas a decisão considera a incapacidade concreta.

Qual a diferença entre H91 e H90 na prática?

H90 indica que há diagnóstico mais específico de perda por condução e/ou neurossensorial identificado nos exames. H91 é reservado quando isso não está claramente estabelecido ou quando a apresentação é genérica.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Quando a audiometria demonstra padrão neurossensorial bem definido, qual critério leva à recodificação para H90 em vez de manter H91?
  • Que exames complementares (impedanciometria, emissões otoacústicas, imagem) você considera essenciais para esclarecer um H91 inicialmente inespecífico?
  • Em que situações de início súbito de perda auditiva o código H91 deve ser temporário até investigação e possível mudança de classificação?
  • Como documentar no prontuário os achados que justificam manter H91 em vez de apontar uma causa específica?
  • Quais sinais clínicos na anamnese indicam maior probabilidade de recodificação de H91 para H90 ou H92?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Em perícia trabalhista, como a presença do CID H91 em atestados sucessivos influencia a avaliação de incapacidade temporária ou permanente?
  • O registro de H91 em atestado é suficiente para pleitear estabilidade ou auxílios, ou depende de avaliação pericial complementar?
  • Como se comprova, em processo, que diferentes atestados com H91 referem-se ao mesmo quadro para fins de soma dos períodos de afastamento?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • Que documentação a operadora costuma exigir quando a guia traz CID H91 para liberação de exame diagnóstico avançado?
  • A operadora pode pedir recategorização do diagnóstico quando o laudo que acompanha a solicitação detalha presbiacusia (H91.1) em vez de H91 genérico?
  • Em casos de H91, quais critérios contratuais podem levar à negativa de cobertura para alternativas audiológicas ou aparelhos auditivos?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.