H90 — Perda de audição por transtorno de condução e/ou neuro-sensorial
- hipoacusia
- redução auditiva
- diminuição da audição
- perda auditiva neurossensorial
- perda auditiva por condução mista
O CID H90 designa perda de audição causada por problemas de condução do som no ouvido externo ou médio, por lesão da cóclea/nervo auditivo (neurosensorial) ou por combinação desses mecanismos. É usado quando há confirmação clínica ou por exame audiométrico de redução da sensibilidade auditiva que não se enquadra como otite aguda com supuração isolada. Não inclui zumbido isolado, otites externas agudas sem perda auditiva persistente nem sequelas especificadas em outro código. O código abrange apresentações unilaterais, bilaterais e não especificadas conforme subdivisões. Serve tanto para relato clínico quanto para codificação em guias, perícia e faturamento.
Em palavras simples
Receber o código CID H90 significa que os profissionais identificaram uma redução na sua capacidade de ouvir. Esse código junta problemas que vêm de duas origens principais: dificuldades na transmissão do som até o tímpano e ossículos (chamadas de perda por condução) ou prejuízo das estruturas sensoriais e do nervo que processam o som (chamadas neurossensoriais). Às vezes há uma combinação dos dois.
Você provavelmente nota que precisa aumentar o volume da TV, pede que as pessoas repitam o que disseram, ou tem dificuldade para entender conversas em lugares com muito ruído. Pode haver sensação de ouvido “entupido” e, em muitos casos, zumbido. Se a perda surgiu de forma súbita, a pessoa percebe uma mudança óbvia em horas ou dias; quando é gradual, pode demorar meses até que se torne incômoda.
Na maior parte das situações, perdida auditiva não é contagiosa. A gravidade varia: algumas perdas são leves e corrigíveis com tratamento local (remoção de cerume, tratamento de infecção), outras são permanentes e exigem reabilitação. Em idosos é comum a perda neurossensorial progressiva; em trabalhadores expostos a ruído, a perda pode se instalar ao longo do tempo.
O caminho usual inclui exame clínico pelo otorrinolaringologista, audiometria para quantificar e classificar a perda, e às vezes exames adicionais. Com base no resultado, o médico discute opções: tratamento de causas reversíveis quando possível, acompanhamento periódico e medidas de reabilitação auditiva. Em crianças, o diagnóstico é importante para proteger o desenvolvimento da fala e da aprendizagem.
Em casa, observe se a dificuldade aumenta rapidamente, se aparece dor, secreção, tontura intensa ou perda súbita de audição — nesses casos procure avaliação imediata. Note também efeitos na vida diária: isolamento, dificuldade no trabalho ou em estudar podem indicar necessidade de intervenção. Registre datas de início e fatores possíveis (exposição a barulho, medicação nova) para levar ao profissional.
Quando usar este código
Usa-se este código quando a avaliação clínica e/ou exames auditivos documentam perda auditiva por transtorno de condução, neurossensorial ou ambos, sem outro diagnóstico principal em capítulo diferente. Aparece em prontuários, laudos, guias de autorização e relatórios periciais que registram diminuição da audição.
Não confunda com
H90.3 vs H90.5: H90.3 exige documentação de perda auditiva bilateral neurossensorial por exames (audiometria tonal e/ou emissões otoacústicas) enquanto H90.5 é aplicado quando o tipo não foi especificado na documentação clínica.
H90.4 vs H90.3: H90.4 descreve perda neurossensorial unilateral documentada por exame e relatório clínico; H90.3 é bilateral e requer evidência de comprometimento em ambos os ouvidos.
H92 vs H90: H92 refere-se a otalgia e secreção auditiva como sintomas ou sinais; se a queixa principal e os exames documentam perda auditiva persistente, o código H90 é o apropriado, não H92.
O que é
Perda de audição por transtorno de condução e/ou neurossensorial é uma categoria que engloba reduções da sensibilidade auditiva causadas por falhas na transmissão do som através do ouvido externo/médio (condução), por insucesso das estruturas sensoriais da cóclea ou do nervo auditivo (neurosensorial), ou por uma combinação de ambos. Manifesta-se como diminuição da capacidade de ouvir sons, principalmente tons agudos, e dificuldade em compreender fala em ambientes ruidosos.
Costuma afetar pessoas de todas as idades: crianças podem apresentar perda por otites crônicas ou malformações; adultos jovens por trauma ou exposição ocupacional a ruído; idosos frequentemente por perda neurossensorial progressiva relacionada à idade. A apresentação pode ser súbita ou gradual, unilateral ou bilateral.
Sintomas
Principais sintomas incluem redução da audibilidade (não ouvir conversas normais), dificuldade para entender fala, sensação de ouvido tampado e necessidade de aumentar o volume de aparelhos. Sintomas que aparecem cedo incluem leve diminuição da compreensão em ambientes ruidosos e sensação de abafamento; progressão para perda importante, isolamento social, ou queixa de audição apenas por um lado indica agravamento. Zumbido pode acompanhar a perda, mas zumbido isolado sem perda audiométrica não caracteriza este código.
Causas
Mecanismos incluem obstrução ou alteração do mecanismo de condução (cerume impactado, perfuração timpânica, otosclerose, efusões no ouvido médio) e lesão das estruturas sensoriais ou neurais (presbiacusia, exposição a ruído, ototoxicidade, infecções virais, doença de Ménière, trauma acústico). Na prática brasileira, perdas neurossensoriais por exposição ocupacional a ruído e presbiacusia são causas frequentes; perdas por transtorno de condução seguem causas infecciosas ou hipoacusia condutiva crônica por otite média com efusão.
Como é diagnosticado
O código H90 se sustenta quando a história clínica e o exame otológico associados a exames auditivos documentam redução da sensibilidade auditiva e permitem classificar o tipo (condução, neurossensorial, mista) ou quando o tipo não foi especificado. Audiometria tonal e exames funcionais (ex.: logoaudiometria, emissões otoacústicas, potencial evocado auditivo) corroboram o diagnóstico e definem unilateralidade, bilateralidade e grau, diferindo de códigos de sintomas isolados.
Como costuma ser tratado
O manejo varia com o mecanismo e grau: tratamentos voltados a reverter causas de condução (remoção de cerume, tratamento de otite média, cirurgia otológica) e medidas para perdas neurossensoriais (reabilitação auditiva, adaptação de próteses auditivas, intervenções cirúrgicas em casos selecionados). A escolha do plano e a duração do esquema terapêutico dependem do tipo e da evolução; em muitos casos o acompanhamento é ambulatorial e inclui reavaliação audiométrica periódica.
Classes de medicamentos
Classes de medicamentos podem ser usadas quando há componente infeccioso ou inflamatório (antibióticos tópicos ou sistêmicos conforme indicação clínica) ou suspeita de componente agudo viral/inflamatório (antivirais, corticosteroides em situações específicas documentadas por especialista). O uso e a indicação de medicamentos são definidos pelo profissional responsável e não pelo código em si.
Quando procurar ajuda
Procure avaliação médica se houver perda de audição súbita, progressiva em curto período, perda unilateral acompanhada de tontura ou desequilíbrio, secreção purulenta persistente ou dor intensa. Agendamento rápido é indicado para perda súbita e para crianças com suspeita de déficit auditivo que afete fala e desenvolvimento.
Uso em atestado
Em atestados e laudos, descrever o tipo (condução, neurossensorial, mista), unilateralidade/bilateralidade, grau e exames que sustentam o diagnóstico. Indicar procedimentos terapêuticos realizados e recomendações de reavaliação; evitar termos vagos sem suporte documental.
Direitos e benefícios
Direitos relacionados dependem da legislação trabalhista e previdenciária: perda auditiva documentada pode compor exame ocupacional, justificar afastamento temporário, ou subsidiar pedido de reabilitação; perícias administrativas e judiciais exigem documentação objetiva (audiometrias, laudos). Cobertura por planos e benefícios previdenciários depende de critérios específicos e contrato.
Perguntas frequentes sobre H90
O que exatamente significa ter CID H90 no prontuário?
Significa que foi registrada redução da audição por transtorno de condução, neurossensorial ou ambos, sustentada por avaliação clínica e/ou exames auditivos. O laudo deve detalhar tipo, grau e unilateralidade quando disponíveis.
CID H90 indica que preciso de afastamento do trabalho?
O código por si só não determina afastamento. A necessidade de afastamento depende do grau da perda, das exigências da função e da avaliação médica ou perícia.
CID H90 é contagioso para familiares?
Não. A perda auditiva descrita em H90 não é uma condição contagiosa; algumas causas subjacentes infecciosas podem ser transmissíveis, mas o código em si descreve a perda, não contágio.
Quais exames confirmam CID H90?
Audiometria tonal e testes de fala são os principais para confirmar e quantificar a perda; exames funcionais cocleares e otoscopia complementam a investigação.
Qual a diferença entre CID H90 e H92?
H92 refere-se a dor ou secreção auditiva como sintoma principal. Se a apresentação e exames documentam perda auditiva persistente, o código H90 é o mais adequado.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (4)
- O início foi súbito (horas/dias) ou gradual (semanas/meses)?
- Existem exposição ocupacional a ruídos ou uso de ototóxicos documentados?
- Há sintomas vestibulares associados (tontura, episódios de vertigem) e sua relação temporal com a perda?
- O exame otoscópico e a timpanometria mostram fatores de condução reversíveis (perfuração, efusão)?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- A perda auditiva documentada por H90 permite pedido de perícia trabalhista por redução de capacidade?
- Quais documentos audiométricos mínimos o perito deve exigir para reconhecer incapacidade parcial?
- A codificação H90 em prontuário influencia prazo de estabilidade ou concessão de auxílio-doença junto ao INSS?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- Quais exames audiométricos são exigidos pela operadora para autorizar aparelhos auditivos ou tratamentos cirúrgicos?
- O plano costuma considerar perda auditiva unilateral comprovada para cobertura de reabilitação auditiva?
- A documentação com CID H90.3 (bilateral neurossensorial) é suficiente para avaliação de cobertura ou faltam critérios adicionais da operadora?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.