I00-I02 — Febre reumática aguda

  • febre reumática aguda
  • coreia reumática
  • cardite reumática aguda

Este bloco agrupa as formas agudas da febre reumática e suas manifestações iniciais, incluindo cardite, artrite migratória e coreia. São os códigos procurados quando há suspeita recente de reação inflamatória pós‑estreptocócica (I00, I01, I02). Não cobre as lesões crônicas valvares, que têm bloco próprio (I05‑I09). A página serve para direcionar ao código específico conforme sinais clínicos, temporalidade e achados laboratoriais.


Quando usar este código

Usa‑se este agrupamento quando há suspeita clínica de febre reumática ativa após faringite estreptocócica ou quando aparecem sinais sistêmicos compatíveis; daí procede‑se à diferenciação entre artrite, cardite, coreia e manifestações menores para escolher o código certo. A decisão exige correlação temporal com infecção prévia, critérios clínicos e exames inflamatórios e sorológicos. Se o episódio evolui para dano valvar persistente, codifica‑se no bloco das doenças reumáticas crônicas do coração (I05‑I09).

Não confunda com

Confusão com I05‑I09 — Critério de separação: I00‑I02 descrevem a fase aguda e inflamatória; I05‑I09 descrevem lesões valvares crônicas e sequelas estabelecidas, identificadas por ecocardiograma com lesão estrutural persistente e história de doença prévia.

Confusão com I33 (Endocardite aguda/subaguda) — Critério de separação: endocardite costuma ter cultura positiva, vegetações ecocardiográficas e foco infeccioso persistente; febre reumática tem padrão migratório de artrite, coreia e marcadores sorológicos pós‑estreptocócicos sem vegetações bacterianas típicas.

O que este grupo reúne

Reúne reações inflamatórias sistêmicas que ocorrem tipicamente após infecção por Streptococcus pyogenes, manifestando‑se por cardite, artrite migratória, coreia e manifestações cutâneas. O bloco cobre a fase aguda e ativa da doença, não as sequelas crônicas. O critério que une esses códigos é a natureza pós‑infecciosa e o padrão clínico inflamatório multissistêmico.

Queixas que levam a este capítulo

Pessoas que caem neste agrupamento costumam buscar por febre persistente, dores e inchaço articulares que migram entre articulações, sopro novo ou piora de sopro, palpitações, falta de ar e movimentos involuntários (coreia). Também há intolerância ao esforço e sinais gerais de inflamação, como mal‑estar e sudorese noturna.

Mecanismos em comum

A maioria dos casos tem relação temporal com faringite estreptocócica não tratada ou subtratada; o mecanismo é imunomediado por reação cruzada entre antígenos estreptocócicos e tecidos cardíacos e neurológicos. Exemplos: cardite aguda com envolvimento valvar e miocárdio, poliartrite migratória e coreia reumática.

Como se define o código

O diagnóstico e a classificação do código dependem da combinação de sinais clínicos (critério de Jones modificados), evidência sorológica de infecção por estreptococo e achados de imagem como ecocardiograma que documente cardite. Na prática, a presença de cardite ativa ou de coreia muda a escolha do código dentro do bloco.

Como o cuidado se organiza

O manejo se organiza entre atenção primária, ambulatorial reumatológica/cardiológica e hospitalar quando há cardite grave ou complicações. Programas de saúde pública registram e acompanham episódios para prevenção secundária. A organização inclui vigilância da infecção de garganta e seguimento ecocardiográfico para detectar evolução para valvopatia crônica.

Classes de medicamentos

As classes envolvidas incluem antibióticos para erradicação do estreptococo (p. ex. betalactâmicos) e anti‑inflamatórios/anti‑reumáticos para controle da inflamação (AINEs, corticosteroides em casos selecionados). A escolha entre classes e intensidade do tratamento depende da gravidade das manifestações (cardite significativa versus artrite isolada) e da presença de complicações.

Sinais de alarme do grupo

Sinais de alarme que justificam avaliação rápida: falta de ar progressiva, edema periférico, dor torácica, síncope, sinais de insuficiência cardíaca ou movimentos involuntários intensos que prejudiquem função diária. Febre alta persistente após faringite também recomenda busca imediata.

Uso em atestado

Atestados para fases agudas costumam descrever o diagnóstico clínico sem necessidade de expor detalhes sensíveis; a notificação obrigatória varia por órgão local e não é rotineira para todo episódio. Perícias normalmente exigem documentação clínica, resultados sorológicos e ecocardiograma para avaliar gravidade e tempo de afastamento.

Perguntas frequentes sobre I00-I02

Quando este bloco I00‑I02 é usado em vez de I05‑I09?

I00‑I02 descreve a fase aguda e inflamatória (episódio pós‑estreptocócico), enquanto I05‑I09 registram lesões valvares crônicas e sequelas estabelecidas confirmadas por ecocardiograma e história de doença prévia.

Preciso de exame para provar cardite ao abrir um atestado por I00‑I02?

Perícias e documentação clínica valorizam ecocardiograma e registros de sinais clínicos; a combinação de exame físico compatível, exames inflamatórios e ecocardiograma é o que costuma diferenciar graus de gravidade.

Como distinguir febre reumática de endocardite (I33)?

Endocardite costuma apresentar hemoculturas positivas e vegetações ecocardiográficas; febre reumática tem padrão migratório de artrite, coreia e sorologia pós‑estreptocócica sem vegetações bacterianas típicas.

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