I20-I25 — Doenças isquêmicas do coração

  • Doença coronariana
  • Síndromes isquêmicas cardíacas
  • Angina e infarto
  • Isquemia do miocárdio

Este bloco reúne as síndromes causadas por diminuição do suprimento sanguíneo ao músculo cardíaco: angina estável e instável, infarto agudo do miocárdio e as sequelas isquêmicas crônicas. Os códigos mais procurados aqui incluem I20.0 (angina instável), I21 (infarto agudo do miocárdio) e I25 (doença isquêmica crônica do coração). A página serve para orientar a escolha entre diagnóstico agudo, sequelas e doença estável.


Quando usar este código

Chega-se a este bloco quando a suspeita clínica ou exames sugerem isquemia coronariana; a escolha do código certo exige descer para códigos de angina (I20), infarto agudo (I21-I22) ou doença isquêmica crônica e sequelas (I23-I25). Verifique tempo de evolução, achados eletrocardiográficos, marcadores de necrose e presença de complicações para selecionar a subcategoria adequada.

Não confunda com

I20.0 (angina instável) x I21 (infarto agudo do miocárdio): critério que separa é a presença de elevação persistente de marcadores de necrose miocárdica e alterações isquêmicas compatíveis no ECG indicando lesão miocárdica aguda.

I25.1 (atherosclerotic heart disease) x I10-I15 (doenças hipertensivas): critério que separa é a etiologia predominante das alterações cardíacas — aterosclerose coronariana documentada versus lesão hipertensiva sem evidência de isquemia coronariana.

I21 (infarto agudo) x I26 (embolia pulmonar): critério que separa é o principal achado diagnóstico e exames; dor torácica com elevação de troponina e padrão isquêmico no ECG indica infarto, enquanto evidência de tromboembolismo pulmonar nas imagens ou angioTC indica embolia.

O que este grupo reúne

Reúne condições provocadas por redução do fluxo sanguíneo nas artérias coronárias, causando isquemia e possível necrose do miocárdio. Engloba manifestações agudas (angina instável, infarto) e status crônicos ou sequelares de episódios isquêmicos. O eixo comum é o comprometimento do aporte coronariano, independentemente da causa específica.

Queixas que levam a este capítulo

Sintomas que levam a códigos deste bloco incluem dor torácica típica ou atípica, falta de ar de início agudo ou progressivo, sudorese, náusea, síncope ou mal-estar súbito. Também chegam aqui pacientes com alterações eletrocardiográficas ou elevação de biomarcadores sugestivos de dano miocárdico.

Mecanismos em comum

Principal mecanismo: aterosclerose das artérias coronárias com ruptura de placa e trombose (I20-I25). Outros mecanismos incluem vasoespasmo coronariano, embolia coronariana e disfunção microvascular; as sequelas crônicas (I25) resultam de múltiplos episódios, revascularização prévia ou isquemia prolongada.

Como se define o código

O código é definido por combinação de achado clínico, ECG e exames laboratoriais: angina estável versus instável depende da clínica e do risco; infarto agudo exige biomarcadores de necrose miocárdica compatíveis e correlação eletrocardiográfica; códigos de sequelas definem-se por história prévia e achados de disfunção cardíaca crônica.

Como o cuidado se organiza

O cuidado varia do manejo ambulatorial para angina estável ao atendimento de urgência em infarto agudo com possibilidade de internação e intervenções coronarianas. Envolve atenção especializada cardiológica, acesso a serviços de emergência e, quando indicado, programas de reabilitação cardíaca e seguimento ambulatorial no SUS.

Classes de medicamentos

Classes usadas incluem antiagregantes plaquetários, anticoagulantes, antianginosos (vasodilatadores e betabloqueadores), estatinas e agentes que modificam o remodelamento cardíaco. A escolha entre classes depende do quadro (angina estável versus infarto), presença de trombose, comorbidades e risco hemorrágico.

Sinais de alarme do grupo

Sinais de alarme que demandam busca imediata: dor torácica intensa e súbita, falta de ar aguda, desmaio, sudorese profusa com náusea ou sensação de morte iminente; qualquer suspeita de infarto exige avaliação emergencial.

Uso em atestado

Atestados devem registrar diagnóstico por extenso e CID quando autorizado pelo paciente; a notificação compulsória não é geral para este bloco, exceto quando houver evento relacionado a procedimentos ou surtos definidos por vigilância. Perícias costumam exigir documentação de exames, evolução temporal e relatórios de intervenção (por ex., angioplastia).

Perguntas frequentes sobre I20-I25

Quando uso I20 (angina) em vez de I21 (infarto agudo do miocárdio)?

Use I20 quando houver quadro isquêmico sem evidência laboratorial de necrose miocárdica; I21 exige marcadores de necrose compatíveis e correlação clínica/ECG.

Como diferenciar I21 (infarto agudo) de I22 (infarto subsequente)?

I22 refere-se a um novo infarto que ocorre dentro de poucas semanas após um infarto inicial; a separação depende do intervalo temporal e da documentação clínica.

Devo informar I25 (doença isquêmica crônica) em atestado de incapacidade provisória?

I25 descreve doença coronariana crônica e pode constar em atestados; a avaliação de incapacidade para trabalho cabe à perícia, que considera gravidade, funcionalidade e exames.

Quando escolher I20.0 (angina instável) versus I20.9 (angina não especificada)?

Angina instável (I20.0) aplica-se a piora recente da angina ou dor em repouso; I20.9 é usada quando há registro de angina sem especificação clínica suficiente.

O código I21 garante prioridade para procedimentos?

O código indica diagnóstico de infarto agudo, que orienta necessidade clínica de procedimentos; a priorização para acesso a serviços depende de protocolos e avaliação clínica institucional.

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