I26-I28 — Doenças cardíaca pulmonar e da circulação pulmonar
Este bloco reúne doenças que afetam a circulação pulmonar e o coração em relação aos pulmões, incluindo embolia pulmonar aguda (I26), complicações crônicas como cor pulmonale e hipertensão pulmonar (I27) e outras alterações da circulação pulmonar (I28). São os códigos mais buscados casos de tromboembolismo, hipertensão arterial pulmonar e insuficiência cardíaca secundária a doenças pulmonares. A página orienta a navegação para diagnósticos específicos conforme apresentação clínica e achados laboratoriais ou de imagem.
Quando usar este código
Usa-se este agrupamento quando o problema primário envolve vasos ou pressão no circuito pulmonar ou o coração direito em consequência pulmonar. Para chegar ao código certo é preciso distinguir evento agudo (ex.: embolia, I26), condições crônicas e sequelares (I27) ou alterações anatômicas/funcionais não classificadas em outros lugares (I28). Examine exame de imagem, gasometria, ecocardiograma e evolução temporal para descer à subdivisão específica.
Não confunda com
I26 vs I20-I25: distinguir embolia pulmonar (I26) de síndrome coronariana (I20-I25) pelo padrão de dor torácica, troponina e imagem vascular/angiográfica.
I27 vs I10-I15: diferenciar hipertensão pulmonar crônica (I27) de doenças hipertensivas sistêmicas (I10-I15) usando medidas da pressão pulmonar por cateterismo ou ecocardiograma e contexto clínico.
I27 vs I30-I52: separar cor pulmonale/insuficiência cardíaca direita secundária pulmonar (I27) de doenças primárias do coração (I30-I52) pela presença de doença pulmonar ou hipoxemia crônica como causa predominante.
O que este grupo reúne
Reúne condições cujo alvo principal é a circulação pulmonar (vasos e pressão) ou o impacto dessa circulação sobre o coração direito. O critério comum é disfunção ou obstrução do fluxo sanguíneo pulmonar ou aumento sustentado da pressão vascular pulmonar, agudo ou crônico. Varia conforme ser evento tromboembólico, hipertensão vascular ou alteração anatômica dos vasos pulmonares.
Queixas que levam a este capítulo
Os quadros que levam a codificar aqui costumam iniciar por falta de ar súbita ou progressiva, dor torácica de características pleuríticas, síncope, cansaço fácil, edema de membros inferiores e cianose em casos crônicos. Em apresentações agudas, dispneia súbita e dor torácica levam direto à investigação de embolia pulmonar; em crônicas, dispneia progressiva e sinais de insuficiência direita orientam para hipertensão pulmonar ou cor pulmonale.
Mecanismos em comum
Os mecanismos que agrupam as doenças incluem obstrução vascular aguda (êmbolos tromboembólicos, I26), remodelamento e aumento crônico da resistência vascular pulmonar (hipertensão pulmonar, I27) e alterações estruturais dos vasos pulmonares (I28). Exemplos: tromboembolismo venoso, doença pulmonar crônica que eleva pressão pulmonar, doenças vasculares primárias ou secundárias a doenças cardíacas e pulmonares.
Como se define o código
O que define o código é o achado etiológico ou hemodinâmico: visualização de trombo em artérias pulmonares ou prova objetiva de embolia (I26), mensuração ou evidência de hipertensão pulmonar/insuficiência direita persistente (I27), ou alterações anatômicas/vasculares não classificadas (I28). A distinção prática usa tempo de evolução, exames de imagem, cateterismo e correlação com doenças de base.
Como o cuidado se organiza
O cuidado varia: eventos agudos como embolia pulmonar geralmente exigem atendimento hospitalar inicial e investigação rápida; condições crônicas são acompanhadas em serviços especializados de cardiologia e pneumologia, com seguimento ambulatorial e possibilidade de reabilitação respiratória. Protocolos e linhas de cuidado do SUS definem fluxos para emergência, internação e atenção especializada conforme gravidade.
Classes de medicamentos
As classes farmacológicas usadas nesses grupos incluem anticoagulantes para tromboembolismo, vasodilatadores pulmonares e agentes específicos para hipertensão arterial pulmonar, diuréticos para controle de congestão e suportes hemodinâmicos em casos agudos. A escolha entre classes depende do mecanismo (trombo vs hipertensão estrutural), gravidade hemodinâmica e contraindicações.
Sinais de alarme do grupo
Procure atendimento imediato se houver falta de ar súbita e intensa, dor torácica aguda com dificuldade para respirar, desmaio ou colapso, pressão arterial muito baixa ou sinais de choque. Em curso crônico, piora progressiva da dispneia, inchaço marcado de pernas ou cianose merecem avaliação urgente.
Uso em atestado
Para atestados e afastamentos, a perícia costuma exigir documentação objetiva do diagnóstico (relatórios de imagem, laudos de cateterismo, relatórios de internação). Não há notificação compulsória uniforme para todo o bloco; eventos como embolia pulmonar podem constar em listas locais. A omissão do CID a pedido do paciente é permitida em atestados quando prevista pela legislação e normas institucionais.
Direitos e benefícios
O enquadramento jurídico considera grupos de doenças para benefícios e encaminhamentos; a presença de um CID deste bloco é parte da documentação para perícia, mas a concessão de benefícios previdenciários ou sociais depende de avaliação pericial e das listas oficiais que definem incapacidade ou condições especiais. Encaminhamentos para reabilitação, atenção especializada e internação seguem protocolos do SUS e normas de seguridade social.
Perguntas frequentes sobre I26-I28
Quando uso I26 em vez de I27?
I26 descreve evento tromboembólico agudo comprovado nas artérias pulmonares; I27 é para hipertensão pulmonar crônica ou suas complicações.
Se o problema é insuficiência cardíaca direita por doença pulmonar, qual código buscar?
Procura-se I27 (cor pulmonale/hipertensão pulmonar secundaria) quando há insuficiência direita atribuída predominantemente a doença pulmonar crônica.
Posso omitir o CID no atestado a pedido do paciente?
A omissão do CID em atestados é permitida quando prevista pela legislação e normas institucionais, mas a documentação clínica deve ficar disponível para perícia quando exigida.
Em caso de suspeita de embolia pulmonar, que exames a perícia vai querer ver?
A perícia normalmente exige laudos de imagem que confirmem embolia (angiotomografia, cintilografia V/Q) e relatórios de internação/atendimento de emergência.
Onde recorro para tratamento especializado pelo SUS?
Casos agudos são tratados em emergência e internação; condições crônicas seguem para referência em cardiologia/pneumologia e serviços de hipertensão pulmonar conforme fluxos locais do SUS.
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