I60-I69 — Doenças cerebrovasculares

  • AVC e eventos cerebrovasculares
  • Acidente vascular cerebral
  • Doença vascular cerebral

Este bloco reúne as condições classificadas como doenças cerebrovasculares: hemorragias subaracnóideas e intracerebrais (I60, I61), infartos cerebrais isquêmicos (I63), eventos classificados como AVC não especificado (I64), oclusões e estenoses de artérias cerebrais sem infarto especificado (I65-I66), outras doenças cerebrovasculares (I67-I68) e as sequelas de AVC (I69). Os códigos mais procurados costumam ser I63 (infarto cerebral), I61 (hemorragia intracerebral), I60 (subaracnoidea) e I69 (sequelas).


Quando usar este código

Usa-se este agrupamento quando o problema primário é uma lesão vascular cerebral aguda ou suas sequelas. Daqui o usuário desce para o código específico conforme o tipo de evento (hemorrágico vs isquêmico), a artéria envolvida, ou presença de sequela residual. Identificar o episódio agudo e/ou registrar a condição como sequela orienta a escolha do subcódigo.

Não confunda com

I61 vs I63 — critério: presença de sangue evidente em neuroimagem ou exame/líquor define I61 (hemorragia intracerebral); imagem indicando infarto sem sangue define I63 (infarto cerebral).

I60 vs I61 — critério: sangramento predominantemente subaracnóideo em tomografia ou punção lombar dirige para I60; localização parenquimatosa com hematoma para I61.

I64 vs I63/I61 — critério: I64 é usado quando não há registro suficiente de neuroimagem ou descrição para distinguir entre infarto e hemorragia; exames determinam reclassificação para I63 ou I61.

O que este grupo reúne

Condições cuja causa imediata é uma lesão vascular no cérebro: ruptura de vaso com sangramento ou obstrução/estreitamento que provoca isquemia. O agrupamento cobre tanto o episódio agudo (hemorragia, infarto, oclusão) quanto as consequências duradouras (déficits residuais) quando atribuídas a evento vascular.

Queixas que levam a este capítulo

Quadros que levam a buscar estes códigos incluem instalação súbita de cefaleia intensa, perda de força ou sensibilidade unilateral, fala arrastada, confusão súbita, perda visual ou desequilíbrio; também déficits neurológicos crônicos persistentes avaliados como sequela de evento vascular.

Mecanismos em comum

Mecanismos comuns: ruptura de aneurisma ou vaso com hemorragia (I60, I61), oclusão trombótica ou embólica levando a infarto cerebral (I63), estenose/oclusão arterial crônica que predispõe a isquemia (I65-I66), além de vasculopatias e processos inflamatórios vasculares listados em I67.

Como se define o código

O código depende do achado objetivo: presença de sangramento em neuroimagem ou líquor orienta para códigos hemorrágicos; infarto visível por tomografia ou ressonância orienta para I63; ausência de diferenciação por exames leva a I64; identificação da artéria comprometida ou estadiamento das sequelas define subcategorias.

Como o cuidado se organiza

O manejo varia: eventos agudos costumam requerer atendimento hospitalar e cuidados neurológicos/UTI; seguimento e reabilitação são multidisciplinares (fisioterapia, fonoaudiologia, atenção ambulatorial especializada). O SUS oferece redes de atenção ao AVC com linhas de cuidado e reabilitação; a organização do cuidado depende do tipo e da fase da doença.

Classes de medicamentos

Classes empregadas no contexto incluem anticoagulantes e antitrombóticos (para prevenção ou tratamento isquêmico conforme indicação), antihipertensivos (controle de pressão), agentes que reduzem risco cardiovascular (estatinas), e terapias sintomáticas; a escolha entre classes depende de hemorragia versus isquemia, risco de sangramento e causas subjacentes.

Sinais de alarme do grupo

Sinais de alarme: início súbito de fraqueza ou dormência unilateral, dificuldade acentuada para falar ou entender, perda súbita da visão, desequilíbrio grave ou cefaleia de início súbito e intenso. Qualquer suspeita de AVC exige avaliação imediata em serviço de urgência.

Uso em atestado

Para atestados e afastamentos, deve constar a condição clínica discutida e o período estimado de incapacidade; o CID pode ser omitido a pedido do paciente. Notificação compulsória segue normas locais para certos tipos (por exemplo, alguns serviços registram AVCs em vigilância). Perícias costumam exigir documentação de neuroimagem e laudos clínicos para vínculo do afastamento ao evento.

Perguntas frequentes sobre I60-I69

Quando uso I63 em vez de I61?

Use I63 quando a neuroimagem ou laudo descreve infarto cerebral isquêmico sem evidência de sangramento; I61 é para hematoma intracerebral com sangue confirmado.

Se não houver exame que diferencie infarto de hemorragia, qual código aplicar?

Nesse caso aplica-se I64 (AVC não especificado) até que haja informação de imagem ou relato que permita migrar para I63 ou I61.

Como registrar sequelas antigas de AVC?

Se o quadro atual são déficits residuais atribuídos a evento vascular prévio, usa-se I69 para indicar as sequelas, mencionando a natureza do déficit quando possível.

O CID deste bloco é obrigatório no atestado?

O CID pode ser informado; o paciente pode solicitar omissão. Perícia e benefícios exigem documentação clínica e de exames associando a incapacidade ao diagnóstico.

Quais códigos registram obstrução arterial sem infarto visível?

Oclusões ou estenoses sem infarto agudo costumam ser classificadas em I65-I66, com base em achado angiográfico ou relatos de oclusão arterial.

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