M18.0 — Artrose primária bilateral das primeiras articulações carpometacarpianas

  • artrose basal do polegar bilateral
  • artrose da articulação carpometacarpiana 1 bilateral

O CID M18.0 designa artrose primária que afeta bilateralmente a primeira articulação carpometacarpiana (CMC1), a articulação na base do polegar. Aparece tipicamente com dor na base do polegar, perda de força de preensão e rigidez progressiva, frequentemente em pessoas de meia-idade ou idosas, sobretudo mulheres. Este código refere-se a uma forma primária (degenerativa) e bilateral; não inclui artrose decorrente de trauma isolado, sequelas inflamatórias ou casos não especificados. O diagnóstico é sustentado por exame clínico e imagem que mostre alterações degenerativas típicas em ambas as CMC1. Utiliza-se este código quando a origem é degenerativa e as duas articulações estão comprometidas simultaneamente.


Em palavras simples

Este código indica que você tem artrose degenerativa na base dos dois polegares, ou seja, a articulação entre o polegar e o carpo está desgastada em ambos os lados. Não é uma infecção nem uma doença que se pega; trata‑se de um processo de desgaste das superfícies articulares que geralmente aparece com a idade ou por uso repetitivo.

Você provavelmente sente dor localizada na base do polegar ao agarrar, torcer, girar ou segurar objetos; pode perceber perda de força na mão, dificuldade para abrir potes, e alguma rigidez pela manhã ou após uso. Pode haver estalidos ou sensação de atrito na articulação. O desconforto tende a ser progressivo e mais notável quando a articulação é forçada.

Na maior parte dos casos, não é algo que ameaça a vida, nem se transmite a outras pessoas. A duração varia: algumas pessoas controlam os sintomas por anos com medidas simples; outras evoluem para dor persistente e perda de função que exige tratamentos mais específicos. O curso costuma ser crônico e lento.

O que vem a seguir normalmente é uma avaliação clínica detalhada e radiografias das mãos para documentar as alterações nas duas articulações. Em consultas de rotina, o médico pode propor fisioterapia, adaptações de atividades, órteses ou medicamentos para dor; se a função manual ficar muito prejudicada, pode ser discutida avaliação para procedimentos mais invasivos. A necessidade de afastamento do trabalho depende da sua função e do grau de limitação.

Em casa, observe aumento da dor, inchaço intenso, vermelhidão ou perda súbita de força – nesses casos procure atendimento. Se a dor apenas aumenta gradualmente ou atrapalha tarefas diárias, agende retorno com seu médico para reavaliação e ajuste do plano. Guarde e leve exames de imagem antigos e relatos de incapacidade para consultas e perícias.

Quando usar este código

Usa-se quando há evidência clínica e radiográfica de artrose degenerativa nas duas articulações carpometacarpianas primeiras (direita e esquerda), sem história predominante de trauma ou doença inflamatória que explique as alterações. Empregado na codificação ambulatorial, pericial e de faturamento para descrever especificamente a forma primária bilateral.

Não confunda com

M18.1 — Diferencia-se porque M18.1 cobre outras artroses primárias da CMC1 não necessariamente bilaterais; M18.0 exige comprometimento bilateral. M18.2 — Artrose pós‑traumática bilateral da CMC1 depende de história e sinais de lesão prévia; M18.0 não tem relação temporal clara com trauma. M18.9 — Artrose não especificada da CMC1 falta especificação de primariedade ou lateralidade; escolha M18.0 quando for primária e bilateral.

O que é

Artrose primária bilateral da primeira articulação carpometacarpiana é uma degeneração progressiva da cartilagem e das estruturas articulares na base de ambos os polegares, resultando em dor e redução da função. A CMC1 é frequentemente afetada por sobrecarga mecânica e alterações degenerativas que levam a perda de cartilagem, osteófitos e alterações da superfície articular.

Manifesta-se por dor local na base do polegar, dificuldade para fazer pinça e segurar objetos, e eventual limitação dos movimentos de oposição e abdução do polegar. O quadro costuma surgir gradualmente e é mais prevalente em adultos de meia‑idade e idosos, com maior frequência em mulheres.

Sintomas

Principais sintomas incluem dor na base do polegar, especialmente ao agarrar, torcer ou abrir recipientes; perda de força de preensão e pinça fina; rigidez e redução da amplitude de movimento; crepitação ou sensação de atrito na articulação e deformidade progressiva com tempo. Sintomas iniciais costumam ser dor ao esforço e sensibilidade local; aumento da dor em repouso, limitação marcada da função manual ou dor noturna podem indicar agravamento.

Causas

Mecanismos envolvem desgaste da cartilagem articular e remodelamento ósseo por sobrecarga mecânica ao longo de anos, fatores anatômicos predisponentes e alterações na biomecânica da mão. Na prática brasileira, a causa mais comum é a artrose degenerativa relacionada à idade e uso repetitivo; fatores hormonais e predisposição feminina também influenciam. Causas secundárias como trauma prévio, doenças inflamatórias ou anomalias congênitas não se enquadram neste código.

Como é diagnosticado

O código M18.0 é sustentado por exame clínico bilateral que mostra dor e limitação na CMC1 de ambos os lados, associada a achados de imagem que confirmem alterações degenerativas em ambas as articulações. A documentação deve distinguir primariedade e bilateralidade: histórico sem trauma relevante e laudo radiográfico compatível em direita e esquerda justificam M18.0. Se apenas uma articulação estiver afetada, usar M18.1 ou outro código adequado.

Como costuma ser tratado

Abordagem terapêutica é multimodal e geralmente ambulatorial; inclui medidas de suporte para controlar dor e preservar função, reabilitação ocupacional e técnicas de proteção articular. Intervenções podem variar conforme a intensidade dos sintomas e impacto funcional; tratamentos cirúrgicos são considerados quando medidas conservadoras não controlam sintomas, especialmente com prejuízo significativo da preensão. O regime e duração do tratamento dependem da gravidade e resposta individual.

Quando procurar ajuda

Procurar atendimento se houver aumento significativo da dor que limita atividades diárias, perda rápida de força na mão, sinais de inflamação aguda (inchaço quente, vermelhidão) ou incapacidade de realizar tarefas básicas. Também é indicado reavaliação quando sintomas persistem apesar de medidas conservadoras ou quando há dificuldade para realizar trabalho ou atividades essenciais.

Uso em atestado

Atestados ou laudos devem descrever lateralidade, cronologia e impacto funcional (limitação de atividades e necessidade de afastamento). Para perícias, documentar exames de imagem que confirmem degeneração bilateral e diferenciar primária de causas secundárias. Registro claro de incapacidade específica para função manual facilita avaliações administrativas.

Perguntas frequentes sobre M18.0

O que significa receber o CID M18.0 no meu atestado?

Indica diagnóstico de artrose degenerativa na base de ambos os polegares; o atestado deve descrever impacto funcional e lateralidade. Uma cópia do laudo e imagens ajuda a justificar tratamentos e afastamentos.

Isso significa que vou perder o uso das mãos?

Não necessariamente; a progressão é variável. Muitas pessoas mantêm função com medidas conservadoras, mas alguns têm perda significativa de força que afeta tarefas finas.

O CID M18.0 é contagioso ou hereditário?

Não é contagioso. Há fatores genéticos que aumentam risco, mas não é uma condição infecciosa; costuma relacionar‑se principalmente ao desgaste ao longo do tempo.

Que exames o médico vai pedir para confirmar o diagnóstico?

Radiografias das mãos costumam confirmar alterações articulares em ambas as CMC1; em casos duvidosos exames complementares podem ser solicitados. O laudo deve documentar bilateralidade.

Qual a diferença entre esse código e M18.2?

M18.2 refere‑se à artrose pós‑traumática bilateral da mesma articulação; para usar M18.2 é necessária história clara de trauma que explique as alterações radiológicas, enquanto M18.0 é primária (degenerativa) sem trauma evidente.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Há história de trauma ou processo inflamatório que justifique reclassificar para M18.2/M18.3?
  • Quais sinais clínicos bilaterais e exames de imagem sustentam a primariedade e a escolha de M18.0?
  • Existe acometimento radiográfico simétrico suficiente para codificar como bilateral ou deve codificar-se lado por lado?
  • Qual a duração e resposta às medidas conservadoras antes de considerar alteração do código para intervenção cirúrgica?
  • Há outros diagnósticos coexistentes (ex.: rizartrose com síndrome do túnel do carpo) que exigem códigos adicionais?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Há base para afastamento por incapacidade laborativa com documentação de M18.0 e limitação funcional comprovada?
  • Como a perícia diferencia incapacidade parcial para funções que exigem preensão fina vs tarefas gerais?
  • Que provas documentais (exames, laudos de fisioterapia, relatos ocupacionais) fortalecem pedido administrativo ou judicial relacionado a M18.0?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • Qual documentação radiográfica e relatórios clínicos a operadora costuma exigir para autorizar procedimento cirúrgico relacionado a artrose CMC1 bilateral?
  • A cobertura para órteses ou intervenções físicas exige CID específico ou justificativa funcional além do CID?
  • Em caso de divergência entre laudo pericial e laudo do convênio, qual procedimento de contestação a operadora prevê?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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