M18.2 — Artrose pós-traumática bilateral da primeira articulação carpometacarpiana

  • artrose pós-traumática do polegar bilateral
  • osteoartrose traumática da articulação trapeziometacarpiana bilateral

Em palavras simples

Receber o código CID M18.2 significa que a dor e a perda de função que você tem na base do polegar em ambas as mãos foram classificadas como artrose provocada por um trauma anterior. Em linguagem simples: a articulação que liga o osso do polegar ao carpo sofreu uma lesão no passado e, como consequência, a cartilagem e a estrutura dessa articulação se desgastaram mais cedo que o esperado, causando sintomas em ambos os lados.

Você provavelmente sente dor ao pegar ou apertar objetos, dificuldade para abrir potes, e perda de força na pinça entre polegar e indicador. É comum haver desconforto ao fazer movimentos que torcem o polegar, sensibilidade local e, às vezes, uma sensação de ‘estalido’ ou rigidez. Os sintomas podem começar após um incidente claro (queda, pancada, fratura) ou depois de esforços repetidos que provocaram lesões.

Esse quadro não é contagioso. A gravidade varia: para algumas pessoas os sintomas são moderados e controláveis com medidas conservadoras; para outras, a dor e a limitação podem progredir e afetar o trabalho e tarefas diárias. A duração também é variável; a artrose é uma alteração crônica que tende a persistir e pode evoluir com o tempo, mas o ritmo dessa evolução depende de vários fatores, incluindo o tipo de lesão inicial e as atividades que você realiza.

Na prática, o caminho comum inclui exames de imagem para documentar o desgaste e confirmar que a origem é pós-traumática, avaliações médicas para planejar tratamento e acompanhamento ambulatorial. Dependendo do impacto nas suas atividades, pode haver orientação sobre adaptações ou intervenções para reduzir dor e melhorar função. Em alguns casos, tratamentos locais ou cirúrgicos são discutidos quando as medidas iniciais não bastam.

Em casa, observar se a dor aumenta de forma súbita, se há inchaço importante, vermelhidão ou perda de mobilidade é importante; nesses casos, procurar atendimento. Também é útil anotar atividades que pioram ou aliviam os sintomas para levar ao médico. Se você trabalha com força manual repetitiva, informar seu empregador e médico pode ajudar a avaliar necessidade de afastamento temporário ou adaptações no posto de trabalho.

Este código é uma descrição do problema e serve para organizar o acompanhamento e o plano de cuidado; ele não determina sozinho os tratamentos ou direitos a benefícios. Para dúvidas sobre afastamento, cobertura de procedimentos ou prognóstico específico, recorra à equipe que acompanha seu caso e, quando necessário, à perícia médica.

O que este código significa?

O CID M18.2 designa artrose que afeta bilateralmente a primeira articulação carpometacarpiana (também chamada trapeziometacarpiana ou articulação do polegar) quando há relação com lesão prévia. Surge por desgaste e alteração da superfície articular após trauma que alterou a congruência ou estabilidade. Não inclui artrose primária (senil) nem formas unilaterais sem história de trauma definida. Não cobre alterações inflamatórias sistêmicas nem dor inespecífica do polegar sem evidência de degeneração pós-traumática.


Quando este código é usado?

Usa-se este código quando a degeneração da primeira articulação carpometacarpiana é claramente bilateral e atribuível a trauma ou lesão prévia que contribuiu para a artrose. O código corresponde a achados clínicos e de imagem que confirmem desgaste articular pós-trauma em ambas as mãos, diferenciando-se de artrose primária, artrose unilateral ou causas inflamatórias.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

M18.0 — Artrose primária bilateral da primeira articulação carpometacarpiana: diferenciar por história de trauma antecedente e imagens que mostrem alterações compatíveis com sequela traumática; M18.0 tem ausência de evento traumático causal e costuma ter início mais insidioso relacionado à idade e fatores degenerativos. M18.3 — Outras artroses pós-traumáticas da primeira articulação carpometacarpiana: M18.3 refere-se a localizações ou apresentações não bilaterais; usar M18.2 somente quando houver acometimento bilateral claramente relacionado a trauma. M18.9 — Artrose não especificada da primeira articulação carpometacarpiana: M18.9 é usado quando não há informação suficiente sobre relação com trauma ou lateralidade; M18.2 exige documentação de bilateralidade e associação pós-traumática.

O que é?

Artrose pós-traumática bilateral da primeira articulação carpometacarpiana é a degeneração da cartilagem e das superfícies articulares do encaixe entre o trapézio e o primeiro metacarpo (base do polegar) em ambas as mãos, ocorrida ou acelerada por lesão traumática anterior. A lesão pode ter sido uma fratura, luxação, entorse grave ou repetido trauma que alterou a congruência articular, levando a desgaste precoce.

Clinicamente manifesta-se por dor na base do polegar, perda de força de preensão e redução da amplitude de movimento, muitas vezes com crepitação e sensibilidade na palpação. A bilateralidade e a história de trauma são os elementos que definem este código em oposição a outros subtipos de M18.

Quais sintomas aparecem?

Dor localizada na base do polegar, agravada por pinça e torção, é o sintoma mais comum; aparece cedo em esforços repetidos. Perda de força de preensão e dificuldade para abrir potes ou segurar objetos aparecem com progressão. Rigidez matinal breve e crepitação articular indicam evolução do desgaste. Aumento da dor, deformidade visível na base do polegar, ou limitação marcante da função sugerem agravamento.

O que causa?

Mecanismo principal é dano estrutural à cartilagem e à congruência articular após trauma direto (fratura intra-articular, luxação) ou trauma por sobrecarga repetida que provoca instabilidade. No Brasil, fraturas da base do primeiro metacarpo e lesões ligamentares por quedas ou acidentes de trabalho são causas práticas frequentes. A sequência típica envolve alteração da distribuição de cargas, sobrecarga focal e resposta degenerativa com osteófitos e reabsorção subcondral.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico que sustenta M18.2 baseia-se em história de trauma prévio compatível, sintomas bilaterais e exames de imagem demonstrando alterações degenerativas (estreitamento do espaço articular, osteófitos, esclerose) em ambas as articulações carpometacarpianas. É importante documentar a relação temporal entre o trauma e o início/progressão dos sintomas. Exames complementares servem para excluir causas inflamatórias ou outras lesões que levariam a códigos diferentes.

Como costuma ser tratado?

O manejo costuma ser conservador inicial e pode incluir medidas para alívio da dor e suporte funcional, seguido por opções intervencionistas ou cirúrgicas em casos persistentes ou com perda funcional significativa. A escolha do tratamento depende da intensidade dos sintomas, impacto nas atividades e achados radiográficos; em muitos casos o seguimento ambulatorial é apropriado.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes de medicamentos usadas para controle sintomático incluem analgésicos e anti-inflamatórios não esteroidais para dor e inflamação, além de ocasional uso de analgésicos adjuvantes quando indicado clinicamente. Infiltrações locais com agentes condroprotetores ou corticosteroides podem ser consideradas em protocolos específicos. A indicação e monitorização devem seguir avaliação profissional individualizada.

Quando procurar um médico?

Procurar atendimento quando a dor limita atividades básicas (vestir, abrir frascos, segurar utensílios), houver aumento rápido da dor, sinais de inflamação intensa (vermelhidão, calor, febre local) ou perda súbita de função. Também é recomendada avaliação se sintomas bilaterais pioram progressivamente apesar de medidas conservadoras ou se há dúvida sobre sequência traumática e necessidade de intervenção.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

Quanto ao pagamento e à exigência de perícia, até 15 dias de afastamento o empregador é quem paga o salário (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. Atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para efeito desses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).

A regra dos 60 dias é aplicada com base no CID constante do atestado: é o código que o perito utiliza para verificar se é a mesma doença e, portanto, para somar períodos anteriores. Pouca gente sabe que a presença do CID no atestado é a razão prática pela qual essa verificação é possível.

Para que um atestado seja aceito ele precisa identificar o paciente, indicar o período de afastamento, trazer a data, a assinatura e o CRM do médico. O registro do CID só deve constar com a anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, e sem o código a soma dos 60 dias não pode ser comprovada pelo perito.

Este código, M18.2, designa artrose pós-traumática bilateral da primeira articulação carpometacarpiana, uma condição degenerativa crônica relacionada a lesão prévia. Trata‑se de uma enfermidade que costuma exigir acompanhamento e registro clínico por causa da dor crônica, perda de força e limitação funcional que podem ocorrer; nem sempre envolve incapacidade total para o trabalho, mas pode limitar atividades dependendo do caso. Por ser bilateral e associada a trauma prévio, episódios repetidos ou atestados sucessivos pelo mesmo diagnóstico tornam a regra dos 60 dias especialmente relevante para somar períodos e avaliar necessidade de perícia.

Perguntas frequentes sobre M18.2

O que significa ter o código CID M18.2 no meu atestado?

Indica que a degeneração da articulação da base do polegar em ambas as mãos está relacionada a um trauma prévio; é uma descrição diagnóstica usada em registros e guias.

Esse problema é contagioso ou hereditário?

Não é contagioso; a origem é lesional/degenerativa. Pode haver fatores mecânicos familiares, mas M18.2 refere-se a sequela de trauma, não a herança direta.

Preciso de radiografia para confirmar o diagnóstico?

Sim; radiografias comparativas das articulações carpometacarpianas suportam o diagnóstico ao mostrar alterações degenerativas em ambas as mãos e ajudam a relacionar o quadro ao trauma.

O CID M18.2 garante afastamento do trabalho?

O código por si só não garante afastamento; decisões sobre licença dependem da avaliação médica, da gravidade funcional e da perícia, além das regras do empregador e da previdência.

Qual a diferença entre M18.2 e M18.0?

M18.2 implica relação com trauma e acometimento bilateral; M18.0 descreve artrose primária bilateral sem história de lesão que a explique.

Se a dor piorar súbitamente, o que fazer?

Procurar avaliação médica para investigar complicações, inflamação aguda ou necessidade de ajuste do tratamento, especialmente se houver perda rápida de função ou sinais inflamatórios.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Existem documentos médicos que comprovem a relação causal entre o trauma e a artrose bilateral para fins de perícia?
  • Quais evidências clínicas ou de imagem sustentam incapacidade temporária ou permanente para fins trabalhistas?
  • Como a bilateralidade e a origem traumática influenciam pedidos de indenização por acidente de trabalho ou responsabilidade civil?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • A operadora exige documentação específica para autorizar cirurgia em caso de artrose pós-traumática bilateral?
  • Quais relatórios e imagens são aceitos como comprovação da sequência pós-traumática para reembolso?
  • O plano pode considerar cobertura diferente para procedimentos na presença de artrose pós-traumática bilateral comparado a artrose primária?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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