M18.4 — Outras cartroses secundárias bilaterais das primeiras articulações carpometacarpianas

  • artrose secundária CMC1 bilateral
  • osteoartrose secundária da articulação trapezio-metacarpal bilateral

O CID M18.4 designa artrose secundária bilateral da primeira articulação carpometacarpiana (a articulação na base do polegar), em que há desgaste articular associado a uma causa identificável. Aparece por alterações mecânicas ou metabólicas pré-existentes que afetam as superfícies articulares em ambas as mãos. Não inclui artrose primária (M18.0/M18.1) nem artrose pós-traumática isolada sem caráter bilateral ou sem outra causa secundária. Este código descreve distribuição bilateral e natureza secundária, não detalha gravidade ou tratamento.


Em palavras simples

Este código, CID M18.4, significa que há desgaste nas duas articulações na base dos polegares e que esse desgaste é consequência de alguma condição conhecida — por exemplo uma inflamação crônica, alteração metabólica ou sequela de procedimento que afetou as articulações. Em palavras simples: é artrose na base do polegar de ambos os lados, e não uma forma “natural” sem causa aparente.

Quem recebe esse diagnóstico geralmente sente dor na base do polegar quando pega objetos, torce um frasco, abre uma tampa ou faz trabalho manual fino. A dor tende a acontecer ao fazer força, pode vir com rigidez curta ao acordar, e às vezes percebe-se perda de força ao segurar coisas. Em estágios mais adiante a dor pode surgir em repouso e a articulação pode parecer inchada ou ruidosa ao mover.

Não é uma doença contagiosa. A gravidade varia: algumas pessoas têm sintomas controláveis no dia a dia por anos; outras têm progressão que afeta a capacidade de trabalhar ou realizar tarefas domésticas. A presença de uma condição secundária significa que os profissionais buscarão tratar ou considerar essa causa na estratégia terapêutica.

Normalmente os próximos passos incluem exames de imagem e avaliação com especialista para documentar o quadro e definir medidas para reduzir dor e melhorar função. Pode haver indicação de fisioterapia, adaptações ergonômicas ou órteses; em casos persistentes, procedimentos específicos podem ser discutidos. A necessidade de afastamento do trabalho depende do impacto funcional e da avaliação médica/pericial.

Em casa, observe aumento da dor, febre local, inchaço progressivo ou perda rápida de função; nesses casos procure atendimento. Anote quais atividades pioram o sintoma e leve essa informação ao médico: ajuda a relacionar a condição à causa secundária e a planejar o tratamento.

Quando usar este código

Usa-se quando a artrose da primeira articulação carpometacarpiana envolve ambas as mãos e há uma causa secundária identificável (ex.: alterações inflamatórias, endócrinas, sequela de cirurgia bilateral ou doença sistêmica) confirmada na avaliação clínica ou por exames. Não aplicar se a artrose for primária, unilateral sem justificativa sistêmica, ou exclusivamente pós-traumática unilateral.

Não confunda com

M18.0 — Artrose primária bilateral das primeiras articulações carpometacarpianas: diferencia-se por ausência de causa secundária conhecida; M18.4 exige identificação de fator secundário que explique o desgaste.

M18.2 — Artrose pós-traumática bilateral da primeira articulação carpometacarpiana: separa-se quando o histórico é de trauma direto bilateral predominante; se houver causa metabólica ou inflamatória comprovada, usar M18.4.

M18.5 — Outras artroses secundárias da primeira articulação carpometacarpiana: M18.5 é utilizado para formas não bilateralizadas ou quando a classificação especifica outra topografia; M18.4 exige bilateralidade explícita.

O que é

Artrose é o desgaste da cartilagem que reveste as superfícies articulares; na primeira articulação carpometacarpiana (CMC1), na base do polegar, isso compromete a função de pinça e preensão. A designação “secundária” indica que o processo degenerativo tem uma causa reconhecível — por exemplo alterações inflamatórias crônicas, doenças metabólicas, sequelas cirúrgicas ou deformidades anatômicas que sobrecarregam a articulação.

Quando bilateral, o quadro afeta as duas mãos e tende a reduzir a força de preensão, causar dor ao agarrar objetos e limitar atividades finas. Geralmente aparece em adultos e idosos, mas pode ocorrer mais cedo se a condição secundária estiver presente.

Sintomas

Dor localizada na base do polegar ao agarrar, torcer ou empurrar; rigidez matinal breve; perda de força de preensão e pinça. Sintomas iniciais incluem dor de esforço e desconforto nas mudanças de atividade; sinal de agravamento é dor em repouso, redução marcada da mobilidade articular e deformidade visível ou instabilidade da articulação. Crepitação e edema local podem aparecer em fases mais avançadas.

Causas

O mecanismo central é a perda de cartilagem e remodelamento ósseo por sobrecarga e alteração da congruência articular. No Brasil, causas secundárias comuns incluem artrite inflamatória crônica, alterações metabólicas (por exemplo, doenças endócrinas), sequelas de tratamentos cirúrgicos ou infiltração, e deformidades anatômicas congênitas ou adquiridas que aumentam o atrito articular. Microtraumas repetidos por trabalho manual intenso também contribuem quando associadas a outras condições.

Como é diagnosticado

O código M18.4 requer documentação clínica de artrose na CMC1 em ambas as mãos e evidencia de causa secundária relevante. O diagnóstico é sustentado por história clínica detalhada, exame físico que demonstra dor à mobilização, limitação da pinça e sinais locais; confirmação por imagem demonstrando alterações degenerativas bilaterais e correlação com o fator secundário conhecido. A diferenciação de artrose primária, pós-traumática especificada ou unilateral depende do histórico e dos achados complementares.

Como costuma ser tratado

O manejo tende a ser conservador inicialmente, com medidas que reduzam a carga articular e melhorem a função: orientação ergonômica, órtese noturna ou de atividade, fisioterapia e modificação de atividades. Procedimentos infiltrativos e intervenções cirúrgicas são considerados conforme a persistência dos sintomas e impacto funcional, sempre levando em conta a etiologia secundária para decidir a melhor estratégia.

Classes de medicamentos

Fármacos para controle da dor e inflamação servis como analgésicos e anti-inflamatórios não esteroidais; quando há componente inflamatório sistêmico, agentes específicos para a doença de base podem ser indicados pelo especialista. O uso de medicamentos deve ser individualizado segundo comorbidades e orientação médica.

Quando procurar ajuda

Procurar avaliação médica se há dor persistente na base do polegar que limita atividades diárias, perda crescente de força ou sinais de inflamação (vermelhidão, calor, edema) ou se houver sintoma novo em ambas as mãos associado a doença sistêmica. Avaliação é necessária para documentar a causa secundária e planejar tratamento que preserve função.

Uso em atestado

Atestados e relatórios devem descrever laterização, intensidade funcional, exames que sustentam a classificação como secundária e relação com condição de base. Para perícia, registrar duração dos sintomas, impacto nas atividades laborais e provas de correlação etiológica.

Perguntas frequentes sobre M18.4

O que exatamente significa receber o CID M18.4?

Significa que há artrose na base dos polegares em ambas as mãos e que foi identificada uma causa secundária que provavelmente contribuiu para esse desgaste. O código documenta distribuição bilateral e natureza secundária do problema.

Esse quadro é contagioso ou progressivo?

Não é contagioso. A progressão varia: algumas pessoas estabilizam com medidas conservadoras, outras podem ter agravamento e perda de função, especialmente se a causa secundária persistir.

Preciso de exame de imagem para confirmar o CID M18.4?

Sim. A radiografia das articulações CMC1 em ambas as mãos costuma ser necessária para demonstrar alterações degenerativas bilaterais que sustentem a codificação.

Posso pedir atestado médico para trabalho com esse diagnóstico?

A emissão de atestado depende do impacto funcional avaliado pelo médico; para fins de perícia e afastamento, é importante documentar a relação entre a limitação e a condição secundária.

Como diferenciar este código de M18.0 ou M18.2?

Difere pela presença de uma causa secundária identificável (M18.4) ou pela ausência desta (M18.0) e pelo histórico de trauma predominante bilateral (M18.2).

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Há evidência imagiológica bilateral compatível com desgaste em ambas CMC1 e correlação com condição secundária identificada?
  • Qual foi a causa secundária documentada (inflamatória, metabólica, sequela cirúrgica, deformidade) e como ela explica a bilateralidade?
  • Houve trauma bilateral significativo que justificaria uso de M18.2 em vez de M18.4?
  • Que achados clínicos e de imagem atuais sustentam a mudança de codificação para outro subgrupo (ex.: M18.5 ou M18.0)?
  • Qual é o impacto funcional mensurável nas atividades de trabalho e de vida diária que deve constar no relatório pericial?
O que perguntar ao seu advogado (4)
  • Existe documentação médica e de exames que vincule a artrose à causa secundária apontada para fins de perícia?
  • A bilateralidade e a relação causal podem fundamentar afastamento laboral temporário ou estabilidade para reabilitação?
  • Há evidências que vinculem a condição a exposição ocupacional que permitam pleitear indenização ou reconhecimento de doença ocupacional?
  • Quais elementos no prontuário fortalecem um pedido de benefício previdenciário relacionado a M18.4?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • O procedimento indicado para controle da dor e função na CMC1 bilateral exige autorização prévia do plano quando associado a M18.4?
  • O plano pode solicitar documentação específica que comprove a causa secundária antes de autorizar procedimentos cirúrgicos?
  • A cobertura de órteses, fisioterapia e infiltrações depende da apresentação do CID M18.4 ou de relatório clínico detalhado?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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