M18.5 — Outras artroses secundárias da primeira articulação carpometacarpiana

  • artrose secundária do polegar
  • osteoartrite secundária da articulação carpometacarpiana
  • artrose trapeziometacarpiana secundária

O CID M18.5 designa artrose secundária da primeira articulação carpometacarpiana — a articulação na base do polegar — que não é classificada nas subcategorias bilaterais ou pós‑traumáticas específicas. Refere‑se a degeneração articular associada a causas identificáveis secundárias, como doenças metabólicas, inflamatórias ou sequelas de lesão não especificada. Aparece tipicamente com dor e perda de função ao agarrar, torcer e aplicar força com o polegar. Não inclui artrose primária, artrose estritamente bilateral codificada em M18.4, nem artrose pós‑traumática claramente documentada em M18.3 ou M18.2. Este código é usado quando a artrose da primeira CM articulação é secundária e não se enquadra nas outras subdivisões do bloco M18.


Em palavras simples

Receber o código CID M18.5 significa que foi identificada artrose na articulação na base do polegar e que essa alteração é considerada secundária a outra condição ou fator — por exemplo, uma inflamação geral, sequela de lesão ou sobrecarga. Em palavras simples: a superfície da articulação que permite o movimento do polegar está desgastada e esse desgaste tem uma causa conhecida que o médico registrou.

Você provavelmente sente dor localizada na base do polegar, especialmente ao segurar objetos, girar uma chave ou abrir potes. No início a dor pode aparecer só em movimentosforçados; com o tempo pode se tornar mais frequente e vir acompanhada de rigidez matinal breve, perda de força ao apertar com a mão e às vezes estalos ou sensação de que a articulação falha. Pode haver inchaço discreto quando há componente inflamatório.

Na maioria dos casos não é uma doença contagiosa. A gravidade varia: algumas pessoas mantêm boa função com medidas simples, outras têm limitação significativa nas tarefas do dia a dia. A duração é imprevisível — a artrose tende a ser progressiva ao longo de meses ou anos, mas a velocidade de piora depende da causa secundária, do tratamento e da carga sobre a articulação.

O próximo passo costuma ser exames de imagem e avaliações para identificar ou confirmar a causa secundária mencionada no laudo. Você será orientado quanto a medidas conservadoras (proteção da articulação, exercícios, adaptações ocupacionais) e poderá ter acompanhamento com fisioterapia ou terapia ocupacional. Em alguns casos, quando a dor e a perda de função persistem, são discutidas opções cirúrgicas; tudo depende da avaliação especializada.

Em casa observe se a dor aumenta, se aparece inchaço persistente, vermelhidão, febre, perda sensorial ou fraqueza súbita: nesses casos procure atendimento. Também é importante registrar como a condição afeta seu trabalho e atividades diárias para que os atestados e laudos descrevam objetivamente a limitação. Mantenha cópia dos exames e relatórios que justificaram o código para consultas futuras e para eventuais pedidos de benefício ou reavaliações.

Quando usar este código

Usa‑se quando a degeneração da articulação carpometacarpiana do polegar tem causa secundária identificável (inflamatória, metabólica, iatrogênica ou sequela de lesão não classificada) e não atende aos critérios das subcategorias primárias, bilaterais ou pós‑traumáticas. Emprega‑se para registros clínicos, perícia e faturamento quando o diagnóstico final documentado descreve artrose secundária naquela articulação específica.

Não confunda com

M18.1 — Outras artroses primárias da primeira articulação carpometacarpiana: separado por ausência de causa secundária identificável; M18.5 exige fator secundário associado documentado.

M18.3 — Outras artroses pós‑traumáticas da primeira articulação carpometacarpiana: diferencia‑se quando há história clara e documentada de trauma responsável; se o trauma é causa direta e especificada, usar M18.3 em vez de M18.5.

M18.4 — Outras artroses secundárias bilaterais das primeiras articulações carpometacarpianas: use M18.4 quando houver acometimento bilateral documentado; M18.5 é para acometimento não classificado como bilateral.

O que é

Artrose é o desgaste da cartilagem que reveste as superfícies articulares; na primeira articulação carpometacarpiana (base do polegar) esse processo leva a dor, rigidez e perda de força de preensão. A designação “secundária” indica que a degeneração articular surge associada a outra condição conhecida ou fator predisponente, como artrite inflamatória, alterações endócrinas, sequela de lesão ou sobrecarga ocupacional, e não por envelhecimento isolado.

Clinicamente manifesta‑se por dor localizada na base do polegar agravada por movimentos de pinça e apreensão, redução da força de preensão e, em estágios mais avançados, deformidade visível e limitação funcional. A apresentação pode variar conforme a causa secundária e se há comprometimento unilateral ou bilateral.

Sintomas

Dor focal na base do polegar que aumenta ao agarrar, virar chaves ou abrir potes; inicialmente intermitente e associada a esforços, podendo tornar‑se constante com avanço. Rigidez matinal breve e perda de amplitude de movimento em oposição do polegar são comuns. Estalos ou crepitação ao mover a articulação e fraqueza na pinça fina indicam piora funcional. Inflamação persistente, deformidade visível (hiperdesvio ou subluxação) e limitação importante nas tarefas domésticas e profissionais sugerem doença mais avançada.

Causas

Mecanismos incluem desgaste por alteração na distribuição de cargas na articulação carpometacarpiana devido a doenças sistêmicas (por exemplo, artrite reumatoide ou outras artrites inflamatórias), sequelas de lesão ou instabilidade crônica, alterações metabólicas que afetam o tecido conjuntivo, ou causas iatrogênicas. No Brasil, causas secundárias mais observadas na prática incluem sequelas de lesões esportivas/ocupacionais e artropatias inflamatórias não controladas. A perda da cartilagem e remodelamento ósseo local resultam na dor e na perda de função.

Como é diagnosticado

O código M18.5 é sustentado por exame clínico que documenta artrose na primeira articulação carpometacarpiana associada a causa secundária identificável, com relato e registros da condição causal ou exame complementar que comprove processo sistêmico relacionado. A diferenciação de outras subcategorias depende de documentação da lateralidade, história de trauma e história clínica que comprove fator secundário. Para fins de codificação, registrar claramente a natureza secundária e a articulação afetada.

Como costuma ser tratado

O manejo é interdisciplinar e orientado por objetivo funcional e controle sintomático. Tratamento conservador ambulatorial com adaptações de atividades, órteses e programas de reabilitação ocupacional costuma ser a primeira linha; intervenções locais e cirúrgicas são consideradas conforme gravidade e impacto funcional. A documentação do plano terapêutico e da resposta ao tratamento é relevante para acompanhamento, perícia e reavaliação do código se houver mudança no padrão (por exemplo, bilateralidade, causa primária identificada ou pós‑traumática).

Classes de medicamentos

Classes medicamentosas utilizadas para controle sintomático incluem analgésicos e anti‑inflamatórios para alívio da dor e controle da inflamação associada; em casos com componente inflamatório sistêmico, agentes antirreumáticos podem ser parte do manejo específico. A prescrição específica, doses e regimes não são descritos aqui por serem condição clínica individualizada.

Quando procurar ajuda

Procurar reavaliação quando dor e perda de função progressam apesar de medidas conservadoras, quando há sinais de inflamação persistente, infecção ou alteração neurológica (formigamento, perda sensorial) na mão. Agende retorno se ocorrer aumento súbito da dor, febre associada ou incapacidade de realizar atividades básicas; documentação clínica é importante para atualização do diagnóstico e do código se houver mudança no quadro.

Uso em atestado

Atestados e laudos devem descrever claramente a articulação afetada, lateralidade, natureza secundária e evidências que sustentam a causa secundária. Para afastamento ou perícia, justificar a incapacidade funcional em termos de limitação objetiva de preensão, força e atividades da vida diária, com referência aos exames e evolução clínica registrados.

Perguntas frequentes sobre M18.5

O que exatamente significa o código CID M18.5?

Indica artrose da primeira articulação carpometacarpiana (base do polegar) classificada como secundária a uma causa identificável, não enquadrada em outras subcategorias do mesmo bloco.

Esse diagnóstico implica afastamento do trabalho automaticamente?

Não. A necessidade de afastamento depende do impacto funcional documentado e da avaliação pericial; o CID no laudo auxilia a perícia, mas não determina por si só o afastamento.

Como o médico confirma que é artrose secundária e não primária?

A distinção baseia‑se na história clínica, presença de doença ou lesão associada, e em exames que sustentem a condição causal; a documentação dessa associação no prontuário é essencial.

Quais exames costumam ser solicitados após receber M18.5?

Radiografias da articulação são usuais para avaliar desgaste; ultrassonografia e exames laboratoriais podem ser pedidos se houver suspeita de componente inflamatório ou doença sistêmica relacionada.

O CID M18.5 pode mudar com o tempo?

Sim; se surgir acometimento bilateral, história clara de trauma ou se a causa secundaria for reclassificada, o código pode ser alterado para outra subcategoria apropriada.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Há documentação clínica e/ou exames que comprovem a condição secundária associada à artrose na primeira articulação carpometacarpiana?
  • Qual a lateralidade e se há acometimento bilateral documentado que mudaria o código para M18.4?
  • Existe história de trauma claramente relacionada ao início do quadro que justificaria codificação como pós‑traumática (M18.3/M18.2)?
  • Quais exames de imagem ou laboratoriais sustentam a classificação como secundária e onde estão registrados no prontuário?
  • Houve evolução clínica que justifique reclassificação para artrose primária (M18.1) ou artrose não especificada (M18.9)?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • O impacto funcional documentado no laudo é suficiente para pleitear afastamento ou benefício previdenciário?
  • Como a documentação da causa secundária influencia na avaliação pericial para estabilidade ocupacional e incapacidade?
  • Quais evidências clínicas e exames o perito considerará decisivos para reconhecer incapacidade laboral relacionada a este código?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • Este procedimento ou intervenção indicada para artrose secundária da primeira articulação carpometacarpiana requer autorização prévia da operadora?
  • Quais documentos e relatório clínico o plano exige para avaliar cobertura de procedimentos relacionados a M18.5?
  • Existe exigência de carência, protocolo de tratamento ou tentativa conservadora documentada antes de autorizar procedimentos para este diagnóstico?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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