M65.0 — Abscesso da bainha tendínea

  • abscesso de bainha tendinosa
  • coleção purulenta peritendinosa

O CID M65.0 designa um abscesso localizado na bainha que envolve um tendão, caracterizado por acúmulo purulento entre o tendão e sua bainha. Aparece tipicamente como dor localizada, inchaço, calor e limitação do movimento da estrutura afetada; pode ocorrer após ferimentos, inoculações ou disseminação por contiguidade. Não inclui sinovites não purulentas, tendinites degenerativas ou lesões traumáticas sem coleção purulenta; essas pertencem a códigos próximos como M65.8 ou M65.9. O diagnóstico costuma requerer exame clínico direcionado e apoio de exames de imagem e microbiologia para confirmar pus e agente causal. A evolução pode levar à compressão do tendão, aderências e perda funcional se não houver drenagem adequada; por isso é diferenciado de processos inflamatórios não infecciosos da bainha.


Em palavras simples

O código CID M65.0 foi usado quando há um abscesso na bainha do tendão, ou seja, uma coleção de pus entre o tendão e a camada que o envolve. Em termos simples, é uma infecção localizada ao redor do tendão que dificulta seu movimento. Normalmente ocorre depois de uma pequena ferida, mordida ou infecção próxima, mas também pode aparecer em pessoas com diabetes ou baixa defesa.

Você provavelmente percebeu dor localizada que aumentou ao tentar mover a parte afetada, junto com inchaço, calor e talvez vermelhidão. Pode haver sensibilidade ao toque e, em casos mais avançados, dificuldade para usar a mão ou o membro como de costume. Febre nem sempre aparece, mas se surgir refere maior intensidade da infecção.

Nem sempre é grave se tratada rápido, mas a presença de pus e a limitação do movimento tornam a situação mais séria do que uma tendinite comum. Em geral o tratamento envolve remover o pus (aspiração ou drenagem) e usar remédios para combater a infecção; sem tratamento adequado, pode haver aderências ao tendão ou perda de função local. A duração da recuperação varia conforme a gravidade e a resposta ao tratamento, podendo necessitar de acompanhamento por semanas.

O que costuma acontecer depois de identificarem esse diagnóstico é a realização de exames de imagem simples para confirmar coleção e, se indicado, aspiração ou drenagem e envio do material para cultura. Retornos são usados para acompanhar a cicatrização e a recuperação do movimento; alguns pacientes precisam de fisioterapia para restaurar a função. Em caso de procedimento, peça ao profissional que descreva no laudo o que foi feito e o resultado da cultura, se houver.

Em casa, observe evolução da dor e do inchaço, sinais de drenagem com pus, febre ou piora rápida. Procure ajuda imediata se a dor aumentar muito, aparecer febre alta, houver drenagem purulenta visível ou dificuldade crescente para movimentar o membro. Pessoas com diabetes ou outras condições que afetem a cicatrização devem buscar avaliação sem demora, porque o quadro pode progredir mais rápido.

Quando usar este código

Usar este código quando houver evidência clínica e, quando possível, confirmatória de coleção purulenta dentro da bainha tendínea, com sinais de infecção local e/ou cultura ou visualização de pus durante procedimento.

Não confunda com

M65.1 (Outras (teno)sinovites infecciosas): distingue-se pela presença de sinovite infecciosa sem formação localizada de abscesso dentro da bainha; se houver coleção purulenta circunscrita na bainha, usar M65.0. M65.8 (Outras sinovites e tenossinovites): inclui formas não especificadas e não purulentas; a identificação de pus ou drenagem purulenta orienta para M65.0. M65.3 (Dedo em gatilho): manifesta-se por bloqueio e crepitação do dedo sem coleção purulenta; se há abscesso na bainha flexora com pus, o código correto é M65.0. S61.0-S61.9 (ferimentos das mãos): ferimento com contaminação pode coexistir, mas se a principal entidade clínica for abscesso da bainha tendínea documentado, use M65.0 em vez de código de ferimento simples.

O que é

Abscesso da bainha tendínea é uma coleção de pus localizada entre um tendão e sua bainha sinovial. A bainha tendínea facilita o deslizamento do tendão; quando contaminada por bactérias, forma-se pus que causa compressão e inflamação local.

Clinicamente manifesta-se por dor focal intensa, edema e limitação do deslizamento do tendão; acomete com frequência mãos e dedos, mas pode ocorrer em qualquer tendão com bainha. Pessoas com ferimentos penetrantes, diabetes, imunossupressão ou infecções adjacentes têm maior risco.

Sintomas

Dor localizada progressiva e intensa ao movimento do tendão, edema e calor sobre a região afetada, dor em repouso que piora ao mobilizar a estrutura; sinais precoces incluem sensibilidade focal e limitação passiva/ativa do movimento. Indícios de agravamento são aumento rápido do volume, presença de flutuação ou drenagem purulenta, febre sistêmica e sinais de comprometimento neurovascular distal.

Causas

Mecanismo habitual é inoculação bacteriana na bainha por ferida penetrante, mordida, lesão por agulha ou contiguidade de infecção cutânea. Em algumas situações, hematogênese pode levar microrganismos à bainha. No Brasil, agentes comuns incluem Staphylococcus aureus e outros cocos gram-positivos; em imunossuprimidos ou feridas específicas, germes gram-negativos e anaeróbios também podem ocorrer.

Como é diagnosticado

O diagnóstico baseia-se em história de ferimento ou infecção próxima, exame físico que mostra dor localizada, edema e sinais inflamatórios e, quando possível, confirmação por visualização de coleção purulenta em exame cirúrgico ou por aspiração. Exames complementares que sustentam o código incluem ultrassonografia que mostra coleção peritendinosa, tomografia nos casos mais profundos e cultura do material purulento para identificar agente. A presença de pus ou cultura positiva favorece este código sobre sinovite não purulenta.

Como costuma ser tratado

O manejo costuma combinar drenagem da coleção e terapia antimicrobiana dirigida, com suporte para controle da dor e proteção funcional do tendão durante a cicatrização. Casos sem confirmação laboratorial que respondem apenas a medidas conservadoras devem ser reavaliados para excluir coleção persistente. O seguimento avalia cicatrização, restauração do deslizamento tendíneo e sinais de complicação como fístula ou tenossinovite crônica.

Classes de medicamentos

Classes farmacológicas envolvem antimicrobianos de espectro adequado para cobertura de cocos gram-positivos e outros agentes suspeitos, analgésicos e anti-inflamatórios para controle sintomático, e em alguns casos terapia adjuvante para comorbidades que dificultam controle da infecção.

Quando procurar ajuda

Procurar avaliação imediata se houver dor intensa, aumento rápido do inchaço, drenagem de pus, febre ou perda de função do membro. Buscar serviço de saúde também se uma ferida próxima evoluir com calor local, dor progressiva ou formação de nódulo sensível. Em pacientes com diabetes ou imunossupressão, baixa tolerância clínica justifica avaliação precoce.

Uso em atestado

Atestados devem descrever local, sinais e procedimentos realizados (por exemplo, drenagem), sem indicar duração de afastamento fixa; informações clínicas objetivas sustentam pedidos de licença ou benefício.

Perguntas frequentes sobre M65.0

O que significa receber o código CID M65.0?

Indica que foi identificado um abscesso na bainha de um tendão, isto é, uma coleção purulenta ao redor do tendão que costuma causar dor, inchaço e restrição de movimento.

Isso é contagioso para minha família?

O abscesso em si não é uma doença transmitida casualmente; trata-se de uma infecção localizada. Medidas habituais de higiene e cuidado com curativos são recomendadas para evitar contaminação da lesão.

Preciso de atestado médico e quanto tempo afastado ficarei?

O atestado depende do procedimento realizado, da dor e da limitação funcional; a duração não é padronizada e será avaliada pelo médico com base no tratamento e recuperação.

Quais exames confirmam o diagnóstico?

Ultrassonografia pode mostrar coleção peritendinosa; a confirmação definitiva costuma vir da aspiração ou drenagem com visualização de pus e cultura do material.

Qual a diferença entre este código e uma tendinite comum?

Tendinite comum é inflamação sem coleção purulenta; a presença de pus, flutuação ou cultura positiva orienta para CID M65.0 em vez de códigos de sinovite/tenossinovite não purulentas.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu advogado (3)
  • O procedimento de drenagem e laudo cirúrgico servem como prova para afastamento por incapacidade temporária?
  • Como a presença de comorbidades (diabetes, imunossupressão) influencia avaliação pericial de incapacidade?
  • Quais documentos médicos específicos a perícia deve exigir para reconhecer tratamento cirúrgico e sequela funcional?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • O procedimento de drenagem realizado em ambulatório exige autorização prévia do plano com base neste diagnóstico?
  • Quais critérios documentais a operadora costuma exigir para cobertura de internação por infecção da bainha tendínea?
  • Em casos de tratamento com imagem guiada para aspiração, quais justificativas clínicas são aceitas pelo plano para liberação?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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