M91 — Osteocondrose juvenil do quadril e da pelve

  • Legg-Calvé-Perthes
  • coxa plana
  • pseudocoxalgia
  • osteocondrose da pelve

O CID M91 designa um grupo de alterações do desenvolvimento e da vascularização do osso e da cartilagem no quadril e na pelve em indivíduos jovens. Aparece tipicamente na infância e adolescência e inclui entidades como Legg‑Calvé‑Perthes (necrose da cabeça femoral), coxa plana e pseudocoxalgia. Não inclui osteomitias, osteonecroses do adulto nem fraturas por compressão ou osteoporose. É um código de categoria que agrupa subtipos específicos conforme a topografia e a descrição clínica.

O registro com M91 reflete um processo primariamente ortopédico de crescimento alterado, confirmado por achados de imagem e clínica compatível; tratamentos e prognóstico variam com a idade de início, a extensão da lesão e a resposta ao manejo conservador ou cirúrgico.


Em palavras simples

O código CID M91 refere‑se a um problema do desenvolvimento do osso e da cartilagem do quadril ou da pelve em crianças e adolescentes. Isso quer dizer que, durante o crescimento, parte do osso pode perder temporariamente o suprimento de sangue e sofrer alterações que mudam sua forma e função. Entre os subtipos está a doença de Legg‑Calvé‑Perthes, que afeta a cabeça do fêmur.

Quem tem esse diagnóstico geralmente sente dor na virilha ou no lado do quadril, pode mancar e notar redução de movimentos como girar ou afastar a perna. A dor costuma aparecer ao caminhar, correr ou após esforço, e pode ser intermitente nos estágios iniciais. Em alguns casos há encurtamento discreto da perna afetada ou alteração visível na marcha.

Em termos de gravidade, muitos casos evoluem bem com acompanhamento e medidas conservadoras, especialmente quando o diagnóstico ocorre cedo e a criança ainda tem crescimento por frente. Em outros cenários, principalmente se a lesão for extensa ou o diagnóstico for tardio, pode haver deformidade que exige intervenções mais complexas. A condição não é contagiosa e não se transmite entre pessoas.

O que vem a seguir costuma ser exame de imagem (radiografia e, às vezes, ressonância) para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão. O médico ortopedista pediátrico decidirá o plano de acompanhamento: seguimentos periódicos, limitações de atividades de impacto e terapia física. Em alguns casos é preciso afastamento de exercícios esportivos; o tempo e a necessidade de afastamento dependem da idade da criança e da evolução do quadro.

Em casa, observe aumento da dor, febre, incapacidade de apoiar o pé ou mudança clara na marcha; nesses sinais procure atendimento. Também é importante cumprir consultas e exames de imagem agendados para monitorar qualquer mudança. Anote quando a dor piora, que atividades a desencadeiam e se há algo que alivie, pois essas informações ajudam o médico a avaliar evolução.

Receber o código M91 indica que há uma condição do crescimento ósseo que precisa de acompanhamento, não uma sentença definitiva: muitos retornam às atividades com função preservada, enquanto outros necessitam de intervenções para proteger a articulação a longo prazo.

Quando usar este código

Usa-se M91 quando há diagnóstico de osteocondrose juvenil afetando o quadril ou a pelve—por exemplo, Legg‑Calvé‑Perthes (M91.1) ou formas não especificadas (M91.9). Não se usa para osteocondroses de outros sítios (ver M92), para osteonecrose do adulto (M87) nem para fraturas ou infecções ósseas.

O código de categoria é aplicado na documentação clínica, laudos de imagem e autorizações quando a condição primária envolvida é uma osteocondrose juvenil dessa região.

Não confunda com

M91.1 vs M87: M91.1 (Legg‑Calvé‑Perthes) refere-se à osteocondrose juvenil da cabeça femoral em crianças com padrão evolutivo ligado ao crescimento; M87 (osteonecrose) é termo mais usado em adultos e associa-se a causas como corticoterapia ou alcoolismo e não descreve especificamente a doença do desenvolvimento infantil.

M91.0 vs M90: M91.0 significa osteocondrose juvenil da pelve com padrões radiológicos e clínicos de infância; M90 cobre osteopatias relacionadas a outras doenças classificadas em outra parte, portanto só se usa quando houver doença sistêmica com comprometimento ósseo primário.

M91.2 vs M92: M91.2 (coxa plana) é uma forma localizada de osteocondrose juvenil do quadril; M92 refere-se a outras osteocondroses juvenis em sítios distintos ou com características que não correspondem ao quadril/pelve.

O que é

Osteocondrose juvenil do quadril e da pelve é um termo coletivo para alterações no crescimento e na vascularização do osso e da cartilagem dessa região em crianças e adolescentes. Essas alterações podem causar colapso parcial da cabeça femoral, achatamento articular ou dor e limitação do movimento, dependendo do subtipo e da fase da doença.

Na prática, manifesta‑se por dor inguinal ou lateral de quadril, claudicação, redução da amplitude de movimento e sinais radiológicos característicos. O quadro costuma surgir entre os 4 e 12 anos para muitas formas, mas a idade de início e a evolução variam conforme o subtipo.

Sintomas

Principais sintomas incluem dor localizada na virilha ou face lateral do quadril, claudicação (mancar), limitação para abdução e rotação interna do quadril e marcha antálgica. Sintomas iniciais podem ser intermitentes, com desconforto ao correr ou subir escadas; agravamento tende a apresentar dor persistente, aumento da limitação articular e possível encurtamento do membro afetado.

Sinais de piora são dor noturna, perda progressiva da função, desvio mecânico da marcha e alterações radiológicas que mostram colapso ou deformidade da cabeça femoral.

Causas

Mecanismos envolvem comprometimento da circulação local e alterações no centro de crescimento subcondral durante período de desenvolvimento, levando a necrose isquêmica focal, fragmentação e remodelamento ósseo. Fatores de risco descritos incluem alteração vascular local, traumas repetidos, carga mecânica excessiva e, em alguns casos, predisposição genética.

No contexto brasileiro, os quadros mais frequentes observados na prática clínica são aqueles relacionados a Legg‑Calvé‑Perthes e a sobrecarga em crianças ativas, muitas vezes sem um evento traumático único identificável.

Como é diagnosticado

O diagnóstico do CID M91 baseia‑se em combinação de história clínica compatível (criança com claudicação ou dor de quadril), exame físico focado em mobilidade articular e achados de imagem que confirmem alterações osteocondrais na cabeça femoral ou na pelve. Radiografias simples em séries são o primeiro passo; ressonância magnética é indicada quando há dúvida precoce ou para avaliar extensão da necrose e do colapso.

O código M91 é sustentado por correlação entre quadro clínico de osteocondrose juvenil e exames de imagem específicos que localizam o processo no quadril ou pelve, diferenciando‑o de infecções, fraturas de tração ou doenças sistêmicas.

Como costuma ser tratado

O manejo varia do conservador ao cirúrgico conforme a idade, o estágio da lesão e a gravidade—opções conservadoras incluem repouso relativo, orientação para reduzir atividades de alto impacto e reabilitação funcional; opções cirúrgicas são consideradas quando há risco de deformidade irreversível ou incapacidade funcional persistente. O objetivo é aliviar dor, preservar congruência articular e permitir remodelamento adequado durante o crescimento.

O seguimento é frequente nos primeiros anos para monitorar evolução radiológica e funcional.

Classes de medicamentos

Classes medicamentosas empregadas no controle sintomático incluem analgésicos e antiinflamatórios de uso habitual na prática pediátrica; eventualmente podem ser usados adjuvantes para controlar dor ou inflamação em protocolos definidos pelo médico assistente. Medicamentos não curam a alteração estrutural, servem para conforto e reabilitação enquanto ocorre remodelamento.

Quando procurar ajuda

Procurar avaliação médica sempre que houver dor persistente no quadril, claudicação, marcha alterada ou limitação crescente dos movimentos. Busca imediata por emergência é indicada se surgir dor súbita intensa após trauma, febre associada ou incapacidade de apoiar o membro.

O acompanhamento regular com ortopedista pediátrico é recomendado quando já houver diagnóstico ou suspeita para monitorar evolução e necessidade de intervenção.

Uso em atestado

Em atestados e documentos, descreva a condição como osteocondrose juvenil do quadril/pelve e referencie o código M91 com subtipo quando definido. Indique período estimado de limitação funcional e necessidade de reavaliação; evite afirmar duração fixa sem acompanhamento clínico e de imagem.

Perguntas frequentes sobre M91

O que significa ter o CID M91 no laudo?

Significa que foi identificada uma alteração do crescimento ósseo no quadril ou pelve típica de osteocondrose juvenil; é uma descrição diagnóstica que orienta seguimento e tratamento.

Esse problema é contagioso ou genético?

Não é contagioso; há fatores de predisposição, mas normalmente não se transmite entre pessoas; causas genéticas podem existir em alguns casos, mas não são o padrão.

Preciso fazer ressonância magnética sempre que houver suspeita?

Nem sempre; radiografias são o primeiro passo e a ressonância é usada quando o diagnóstico é incerto ou para avaliar extensão e fase da lesão.

O CID M91 garante afastamento do trabalho ou escola?

O registro do CID em si não garante afastamento; atestados e laudos descrevendo limitação funcional e necessidade de restrição são usados para decisões administrativas e periciais.

Qual a diferença entre M91 e M87 no laudo?

M91 refere‑se a osteocondrose juvenil ligada ao crescimento em crianças; M87 descreve osteonecrose mais típica de adultos e com causas distintas.

O tratamento costuma ser cirúrgico?

Muitos casos são manejados de forma conservadora com monitoramento e fisioterapia; cirurgia é considerada se houver risco de deformidade ou perda funcional significativa.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Qual o estágio radiológico atual e como isso altera a indicação para tratamento conservador versus cirúrgico?
  • Qual a idade de início e como a maturidade óssea influencia o prognóstico anatômico?
  • Há indicação de ressonância magnética para definir extensão da necrose antes de decidir intervenção?
  • Quais critérios radiográficos fariam migrar o registro deste código para um código cirúrgico ou de sequela em M87/M93?
  • Existem sinais clínicos precoces que sugerem necessidade de imobilização ou restrição de carga imediata?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Com base no laudo, que documentação é necessária para requerer afastamento por incapacidade temporária?
  • Como o laudo pericial deve descrever limitação funcional para fundamentar benefício previdenciário ou auxílio-doença?
  • Quais evidências médicas fortalecem pedido de estabilidade ou adaptação no trabalho para jovem em tratamento prolongado?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • Quais documentos e laudos devem acompanhar pedido de autorização para exame de ressonância por suspeita de M91?
  • Como o plano costuma avaliar cobertura de terapia ocupacional ou fisioterapia para osteocondrose juvenil do quadril?
  • Que critérios técnicos a operadora exige para autorizar procedimentos cirúrgicos relativos a deformidade da cabeça femoral?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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