M91.8 — Outras osteocondroses juvenis do quadril e da pelve

  • osteocondrose juvenil não classificada do quadril
  • osteocondrose epifisária não específica do quadril

Em palavras simples

Receber o código CID M91.8 significa que o problema identificado envolve uma alteração no crescimento do osso ou da cartilagem do quadril ou da pelve em idade pediátrica, mas que a forma encontrada não corresponde exatamente às variantes clássicas mais conhecidas. Em palavras simples: é uma alteração de desenvolvimento de uma parte do quadril que causa dor e dificuldade para andar, e os médicos a classificaram como “outra” osteocondrose juvenil.

Você provavelmente sente dor na região do quadril ou na virilha, que às vezes irradia para o joelho, e pode perceber que a criança manca, evita correr ou que o movimento do quadril está mais restrito. A dor costuma piorar após atividade e melhorar com descanso no início; se a doença avança, a dor pode acontecer mesmo em repouso e a criança pode perder força ou massa muscular na perna afetada.

Na maioria dos casos essas condições não são contagiosas. A gravidade varia: algumas melhoram com medidas conservadoras e tempo, outras exigem acompanhamento mais prolongado e, raramente, intervenções. O curso costuma acompanhar o ritmo de crescimento, com necessidade de observação por meses até que a reossificação e a remodelação sejam avaliadas por imagem.

O próximo passo habitual é correlacionar os sintomas com radiografias e, se necessário, ressonância magnética para entender a extensão da lesão. Haverá retornos periódicos para avaliar evolução e adaptar o tratamento. O afastamento escolar ou de atividade física pode ser recomendado temporariamente conforme dor e limitação, mas isso depende da avaliação clínica.

Em casa, observe dor progressiva, febre, alteração marcada da marcha, inchaço importante ou perda súbita da capacidade de apoiar o membro: esses sinais justificam procurar atendimento. Se a dor está controlável com repouso e a criança melhora entre consultas, mantenha seguimento com o médico e registre alterações para informar no retorno. O objetivo do acompanhamento é preservar função e reduzir risco de sequelas a longo prazo.

O que este código significa?

O CID M91.8 designa formas de osteocondrose juvenil que atingem o quadril ou a pelve mas não se enquadram nas subcategorias específicas listadas em M91.0–M91.3 ou M91.9. Trata-se de processos que afetam a ossificação e a cartilagem de crescimento em crianças ou adolescentes, causando dor e alteração da marcha em graus variados. Este código é usado quando há diagnóstico clínico e imagiológico de osteocondrose juvenil no quadril ou pelve, mas a apresentação não corresponde às formas clássicas como Legg-Calvé-Perthes ou coxa plana. Não inclui outras causas de dor no quadril na infância por infecção, tumor, fratura de estresse ou doenças sistêmicas primárias. O uso adequado diferencia-se por achados de alterações da epífise/platô ou apófise em imagem de evolução compatível com osteocondrose juvenil.


Quando este código é usado?

Usa‑se este código quando há quadro clínico e exames de imagem que confirmem uma osteocondrose juvenil no quadril ou pelve, mas a apresentação não cumpre critérios para M91.0, M91.1, M91.2, M91.3 ou M91.9. Aparece quando o relato clínico e as alterações radiológicas apontam para uma afecção epifisária ou apofisária juvenil atípica ou não especificada no local.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

M91.1 (Osteocondrose juvenil da cabeça do fêmur [Legg-Calvé-Perthes]) — critério que separa: M91.1 exige colapso e reossificação típicos da cabeça femoral com fases clássicas progressivas; M91.8 é reservado quando as alterações não correspondem ao padrão de Perthes ou envolvem locais diferentes. M91.2 (Coxa plana) — critério que separa: coxa plana descreve achatamento difuso da cabeça femoral com história e imagem características; M91.8 cobre outras lesões epifisárias ou apofisárias sem o padrão de coxa plana. M91.9 — critério que separa: M91.9 é usado quando falta informação diagnóstica suficiente; M91.8 requer descrição clínica/imagiológica que indique uma variante identificada como “outra” forma, não simplesmente ausência de dados.

O que é?

O termo refere-se a um grupo de alterações do crescimento ósseo (osteocondroses) que atingem o quadril e a pelve em crianças e adolescentes. Essas lesões envolvem a cartilagem de crescimento ou a epífise óssea e decorrem de alterações locais do suprimento sanguíneo, carga mecânica ou desenvolvimento, resultando em degeneração, fragmentação e posterior reossificação da área afetada.

Na prática, manifestam‑se por dor local, claudicação ou limitação de movimento, e podem surgir durante períodos de crescimento acelerado. A expressão clínica e o curso variam bastante: algumas formas evoluem sem sequelas, outras podem deixar dor crônica, deformidade ou diferença de comprimento. Este código abrange formas que não se encaixam nas subcategorias clássicas.

Quais sintomas aparecem?

Dor no quadril ou virilha, frequentemente referida para o joelho em crianças; claudicação ou marcha mancada; limitação de abdução e rotação interna do quadril; rigidez e dor à mobilização após atividade. Sinais precoces incluem dor intermitente e mancar ao fim do dia; agravamento é sugerido por dor persistente mesmo em repouso, progressiva limitação da amplitude articular, atrofia muscular da coxa e alteração persistente da marcha.

O que causa?

Mecanismos geralmente envolvem comprometimento regional da vascularização epifisária durante o crescimento, somado a fatores mecânicos de sobrecarga e predisposição anatômica. No Brasil, apresentações associadas a atividades esportivas intensas em adolescentes e variações anatômicas locais são frequentemente observadas; traumas repetidos ou microlesões também contribuem. Não se trata de infecção ou tumor, e causas sistêmicas só são consideradas quando há sinais sugestivos fora da articulação.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico apoia‑se na correlação entre história clínica (dor, claudicação, idade de crescimento) e achados imagiológicos. Radiografia simples é o exame inicial, mostrando alterações epifisárias ou apofisárias; a tomografia e a ressonância magnética esclarecem extensão, fragmentação e edema medular, e ajudam a distinguir esta categoria de outras entidades específicas. Este código é sustentado quando a descrição imagiológica e clínica caracteriza uma osteocondrose juvenil atípica do quadril ou pelve.

Como costuma ser tratado?

O manejo costuma ser conservador e ambulatorial, focando controle da dor, redução de carga sobre a articulação e acompanhamento seriado por imagem para monitorar evolução. Em casos com deformidade progressiva ou falha do tratamento conservador, avaliação ortopédica especializada considera intervenções para preservar congruência articular e função.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classificam‑se analgésicos e anti‑inflamatórios para controle sintomático, e eventualmente agentes adjuvantes prescritos por especialista. O tratamento medicamentoso é parte do manejo sintomático, enquanto medidas não farmacológicas e reabilitação atuam na recuperação funcional.

Quando procurar um médico?

Procurar avaliação quando a criança ou adolescente apresenta dor persistente no quadril ou claudicação que não melhora com repouso, aumento progressivo da limitação de movimento, febre associada ou sinais de preocupação sistêmica. Também é necessária reavaliação se houver piora rápida da marcha, dor em repouso ou perda marcada da função.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou o paciente, considerando o caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

Na prática legal, até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3). A partir do 16º dia em diante o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. Acordos e decisões da perícia dependem da análise do caso individual e da documentação apresentada; não há garantia automática de concessão.

Atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). A forma prática de aplicação dessa regra é que o perito compara o CID informado nos atestados para verificar se se tratam da mesma condição — é esse código que o perito usa para saber se a doença é a mesma, um detalhe que muitos pacientes desconhecem.

Para que um atestado seja aceito é preciso que contenha identificação do paciente, período de afastamento, data, assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pela perícia.

Especificamente para M91.8 (outras osteocondroses juvenis do quadril e da pelve), trata‑se de um grupo de alterações do crescimento que pode ter apresentações variadas — desde quadros que evoluem de forma limitada e se resolvem com acompanhamento até condições que exigem seguimento prolongado por causa de sintomas persistentes, alterações da marcha ou risco de sequela. Esse código costuma ser usado para registrar e acompanhar o problema e não indica, por si só, um padrão uniforme de incapacidade laboral; quando a condição é recorrente ou intermitente, a regra dos 60 dias é especialmente relevante porque episódios separados documentados com o mesmo CID poderão ser somados para fins da contagem dos primeiros 15 dias pagos pelo empregador.

Perguntas frequentes sobre M91.8

O CID M91.8 significa que é uma forma grave de osteocondrose?

Nem sempre. M91.8 agrupa formas atípicas ou não especificadas; a gravidade depende de extensão da lesão e da resposta ao tratamento, avaliada pelo médico e por exames de imagem.

Preciso de atestado para justificar afastamento escolar ou esportivo?

Sim, atestados podem ser emitidos com base na intensidade dos sintomas e nas limitações funcionais relatadas, devendo incluir período estimado e necessidade de reavaliação.

O problema é contagioso para outros filhos da família?

Não. Osteocondrose juvenil é uma condição de desenvolvimento e mecânica local, não uma doença transmissível.

Que exames confirmam este diagnóstico?

Radiografia do quadril é o exame inicial; ressonância magnética é usada quando há dúvida diagnóstica ou para avaliar extensão e resposta ao tratamento.

Qual a diferença entre M91.8 e M91.1 no atestado?

M91.1 refere‑se especificamente à doença de Legg‑Calvé‑Perthes (cabeça femoral com fases típicas). M91.8 é usado quando a alteração não se encaixa nesse padrão e a descrição imagiológica é outra.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Qual é a extensão das alterações epifisárias na imagem inicial e como isso orienta codificação entre M91.8 e M91.1?
  • Qual a presença ou ausência de edema medular na ressonância e seu impacto prognóstico para este caso?
  • Qual foi a evolução radiológica em 6–12 meses que justificaria recodificar para uma subcategoria específica?
  • Há história de trauma repetitivo ou atividade esportiva que explique uma apófise comprometida versus epífise?
  • Existem sinais de doença sistêmica ou inflamatória que exigem investigação além da osteocondrose?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Que documentação e laudos médicos são necessários para instruir pedido de benefício por incapacidade temporária?
  • Como a evolução radiológica registrada ao longo do tempo influencia decisão pericial sobre sequela e incapacidade permanente?
  • Quais parâmetros dos relatórios (limitação funcional, incapacidade para trabalho habitual) são mais relevantes numa perícia para afastamento?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • Quais exames de imagem e condutas descritas no relatório justificam autorização de procedimentos de reabilitação pelo plano?
  • Em que situações a operadora costuma solicitar complementação de informação quando o CID registrado é M91.8 em vez de subcategoria específica?
  • Que documentação o médico solicitante deve incluir para justificar internação ou intervenção cirúrgica diante de evolução desfavorável?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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