N94.3 Síndrome de tensão pré-menstrual
- Tensão pré-menstrual
- TPM (forma moderada a grave)
- Distúrbio disfórico pré-menstrual (quando predominam sintomas emocionais)
Na dúvida entre códigos parecidos? Veja CID de cólica menstrual: todos os códigos que podem aparecer e o que diferencia cada um.
Em palavras simples
Receber o código CID N94.3 significa que seus sintomas foram avaliados como parte da síndrome de tensão pré-menstrual: um conjunto de sinais e sensações que costumam aparecer na fase que antecede a menstruação e melhoram depois que o fluxo começa. Em linguagem simples, trata-se de um padrão cíclico em que corpo e emoções ficam mais sensíveis perto do período menstrual.
O que você provavelmente sente varia: pode haver inchaço na barriga, sensibilidade nos seios, dor de cabeça, cansaço, sono alterado, intestino mais solto ou preso, além de mudanças de humor como irritação, tristeza, ansiedade ou dificuldade de concentração. Nem todas as pessoas têm todos os sintomas; alguns notam mais desconforto físico, outras mais sintomas emocionais.
Na maioria dos casos não é uma doença contagiosa nem progressiva; trata-se de uma condição relacionada às flutuações hormonais do ciclo. A gravidade varia: para muitas mulheres os sintomas são incômodos mas gerenciáveis, enquanto em outras podem atrapalhar o trabalho e a vida social. O tempo que cada episódio dura acompanha o ciclo menstrual e tende a melhorar quando a menstruação começa.
O caminho comum depois do diagnóstico inclui acompanhamento com o profissional de saúde, registro dos sintomas por alguns ciclos se houver dúvida, e eventualmente exames para descartar outras causas se houver sinais incomuns (como dor pélvica intensa ou sangramento anormal). A necessidade de afastamento do trabalho depende do impacto dos sintomas em suas atividades; o médico que avaliou você é quem define o período no atestado, e a somatória de atestados com o mesmo CID pode ser usada em avaliações futuras.
Em casa, observe se há piora súbita, surgimento de dor pélvica diferente do habitual, sangramentos incomuns ou sinais de que sua saúde física ou mental está em risco. Procure ajuda imediatamente se sentir ideação suicida, pensamento de se machucar ou perda de contato com a realidade. Para sintomas persistentes ou que atrapalham suas tarefas, retorne ao profissional para reavaliação e orientação. Este código serve para nomear o padrão de sintomas; o acompanhamento é a melhor forma de ajustar medidas que melhorem seu bem-estar.
O que este código significa?
O CID N94.3 designa a síndrome de tensão pré-menstrual: um conjunto recorrente de sintomas físicos e emocionais que surge na fase lútea do ciclo menstrual e regride após o início da menstruação. Aparece em mulheres em idade reprodutiva, tipicamente em ciclos ovulatórios regulares, e pode afetar o funcionamento social e laboral. Não inclui dismenorreia isolada (N94.4–N94.6) nem condições psiquiátricas primárias que expliquem os sintomas. O código abrange variações de intensidade, desde sinais leves até formas que causam prejuízo funcional importante. É um diagnóstico clínico baseado no padrão temporal e no impacto, apoiado por história prospectiva quando necessário.
Quando este código é usado?
Use-se este código quando uma paciente apresenta um padrão repetido de sintomas físicos e/ou emocionais que surgem na segunda metade do ciclo menstrual e melhoram com a menstruação, sem explicação alternativa que justifique os sinais. O registro destina-se a episódios cíclicos diretamente relacionados ao período pré-menstrual e ao impacto funcional por esse padrão.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
N94.4 (Dismenorréia primária) — Dismenorreia primária refere-se a dor menstrual predominante iniciada com a menstruação e sem causa orgânica; distingue-se por o sintoma principal ser dor menstrual intensa ocorrendo com a menstruação, e não um conjunto cíclico de sintomas pré-menstruais que melhoram após o fluxo.
N94.5 (Dismenorréia secundária) — Dismenorreia secundária decorre de patologia pélvica identificável (endometriose, miomas, adenomiose); separa-se pela presença de sinalização imagiológica, achados no exame pélvico ou história de doença pélvica crônica que explique a dor menstrual.
N94.6 — Usar N94.6 quando a dor menstrual não está caracterizada por padrão nem causa; em contraste, N94.3 exige padrão pré-menstrual claro com sintomas físicos e emocionais que se repetem antes da menstruação.
O que é?
Síndrome de tensão pré-menstrual é um quadro clínico caracterizado por um conjunto de sintomas físicos, comportamentais e emocionais que aparecem de maneira previsível na fase pré-menstrual e melhoram com o início do fluxo. Manifesta-se por alterações como sensibilidade mamária, distensão abdominal, cefaleia, alterações do sono, irritabilidade, tristeza e ansiedade; a combinação e intensidade variam entre mulheres.
Ocorre em mulheres em idade reprodutiva com ciclos ovulatórios normais e tende a repetir-se ciclo após ciclo. Em alguns casos, os sintomas atingem intensidade suficiente para interferir nas atividades sociais, domésticas e laborais, enquanto em outros são leves e bem tolerados; o diagnóstico se baseia no padrão temporal e no impacto funcional.
Quais sintomas aparecem?
Os principais sintomas incluem alterações de humor (irritabilidade, tristeza), ansiedade, alterações do sono, fadiga e sintomas somáticos como sensibilidade mamária, inchaço abdominal e cefaleia. Sintomas que aparecem cedo na fase lútea e se repetem a cada ciclo sustentam o diagnóstico, enquanto aumento progressivo da intensidade ou surgimento de sinais somáticos que não melhoram com a menstruação podem indicar agravamento ou outra causa. Sintomas predominantes de depressão severa, ideação suicida, perda marcante de peso ou sintomas psicóticos não são típicos deste código e exigem investigação adicional.
O que causa?
O mecanismo exato não é totalmente definido, envolvendo interação entre hormônios ovarianos do ciclo (principalmente variações na fase lútea) e sensibilidade do sistema nervoso central a esses hormônios. Fatores genéticos, história familiar e fatores psicossociais modulam a expressão dos sintomas; no Brasil, a apresentação mais frequente combina sintomas somáticos (inchaço, mastalgia) e alterações do humor que se repetem cíclicamente. Não se trata de infecção ou de doença transmissível; muitas vezes as queixas refletem hipersensibilidade aos efeitos das flutuações hormonais sobre neurotransmissores como serotonina e GABA.
Como o médico confirma o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico, baseado em história detalhada demonstrando relação temporal com o ciclo menstrual e impacto funcional. Registros prospectivos de sintomas por ciclos podem confirmar o padrão cíclico quando houver dúvida. Exames laboratoriais e de imagem não são necessários para o diagnóstico de rotina, mas podem ser solicitados para excluir causas orgânicas que mimetizem os sintomas, especialmente quando há dor pélvica predominante, sangramentos anormais ou sinais que sugiram outra condição.
Como costuma ser tratado?
O manejo visa reduzir sintomas e melhorar o funcionamento; é predominantemente ambulatorial e personalizado conforme tipos de sintomas e sua gravidade. Estratégias não farmacológicas incluem suporte psicoeducativo, alterações no estilo de vida e medidas para manejo de sintomas físicos; interventions farmacológicas e terapias de suporte são usadas quando o impacto funcional é significativo. O acompanhamento regular permite ajuste das medidas conforme resposta e tolerabilidade.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Classes com uso na prática incluem analgésicos para sintomas somáticos, agentes para sintomas depressivos ou ansiosos e tratamentos hormonais que modulam o ciclo quando indicado; a escolha depende do padrão sintomático, com avaliação médica individualizada. Esta seção descreve categorias, não indica doses ou esquemas específicos.
Quando procurar um médico?
Procure avaliação quando os sintomas interditam o trabalho, relacionamentos ou atividades diárias, quando houver início recente de sintomas severos ou alterações de humor profundas, ou se surgirem sinais como dor pélvica intensa, sangramento anormal ou sintomas sugestivos de outra doença. Busque emergência se houver risco de autoagressão, ideação suicida ou sintomatologia neurológica grave.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes. Até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador; do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias. A regra dos 60 dias considera o CID do atestado que o perito usa para verificar se a doença é a mesma, razão prática pela qual o código aparece na documentação. Para que um atestado seja aceito, ele precisa conter identificação do paciente, período de afastamento, data, assinatura e CRM do médico; o CID só entra com anuência da paciente — informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada. Este código costuma representar um quadro cíclico e recorrente, com episódios que frequentemente se resolvem ou melhoram após o início da menstruação; embora nem sempre provoque incapacidade completa, em formas mais graves pode limitar o trabalho e justificar afastamento e acompanhamento. Quando o problema é recurrente em curtos intervalos, a regra dos 60 dias é particularmente relevante porque permite agrupar atestados e avaliar continuidade do quadro para fins de perícia.
Que direitos este código envolve?
As informações legais sobre pagamento de salário e exigência de perícia foram descritas em certificate_notes; direitos trabalhistas e previdenciários dependem da legislação vigente, do vínculo empregatício e da avaliação pericial. Este texto não garante concessão de benefícios nem substitui orientação jurídica especializada.
Perguntas frequentes sobre N94.3
O que significa receber o CID N94.3 no atestado?
Significa que seus sintomas foram enquadrados como síndrome de tensão pré-menstrual, um padrão cíclico de sintomas físicos e emocionais que ocorrem antes da menstruação e melhoram com seu início.
Preciso sempre fazer exames para confirmar esse código?
O diagnóstico é sobretudo clínico; exames são usados quando há sinais que sugiram outra condição ou para excluir causas orgânicas que mimetizem os sintomas.
Esse quadro é contagioso ou vai piorar com o tempo?
Não é contagioso; a evolução varia entre pessoas — muitos episódios seguem o padrão cíclico e respondem a acompanhamento, mas algumas mulheres têm sintomas recorrentes que necessitam manejo contínuo.
Posso receber afastamento do trabalho por esse motivo?
O afastamento depende do impacto funcional e da avaliação do médico; o atestado registra o período decidido pelo médico e pode ser avaliado em perícia quando necessário.
Quando devo procurar atendimento urgente?
Procure ajuda imediata se houver risco de autoagressão, pensamentos suicidas, dor pélvica intensa, sangramento anormal ou sinais neurológicos agudos.
Qual a diferença entre este código e N94.4?
N94.4 refere-se principalmente à dor menstrual isolada (dismenorreia) enquanto N94.3 envolve um conjunto de sintomas físicos e emocionais no período pré-menstrual.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Houve registro prospectivo de sintomas por pelo menos dois ciclos antes do diagnóstico?
- Quais sintomas predominam (somáticos vs. emocionais) e qual o impacto funcional relatado?
- Há sinais ou história que sugiram causa orgânica que precise de investigação ginecológica?
- Os sintomas respondem a intervenções anteriores e houve alterações no padrão ao longo do tempo?
- Existe uso de medicações ou comorbidades que possam mimetizar ou agravar o quadro?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- Este diagnóstico pode justificar afastamento trabalhista prolongado na perícia do INSS?
- Como a soma de atestados com mesmo CID em 60 dias pode influenciar uma perícia médica?
- Quais documentos médicos são essenciais para instruir um pedido de benefício previdenciário relacionado a este código?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- O plano exige autorização prévia para consultas de acompanhamento específicas relacionadas a sintomas pré-menstruais graves?
- Procedimentos diagnósticos solicitados para excluir causas orgânicas são cobertos sob este CID conforme a política do plano?
- Mudança de CID em laudos posteriores pode alterar a análise de cobertura pelo plano e justificar revisão de autorização?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco N80-N98
- OMS — ICD-10, versão 2019 (N94.3)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.