CIDs Med
N00–N99 · Capítulo XIV · Doenças do aparelho geniturinário
  • dor menstrual secundária
  • dismenorréia por causa orgânica
  • dor pélvica associada ao ciclo menstrual por doença subjacente

Na dúvida entre códigos parecidos? Veja CID de cólica menstrual: todos os códigos que podem aparecer e o que diferencia cada um.

Em palavras simples

O código CID N94.5 significa que a dor que você sente nos dias de menstruação é atribuída a alguma condição pélvica ou ginecológica identificável, e não só às cólicas comuns. Em vez de ser “só” dor menstrual por contrações do útero, há uma causa que pode ser visualizada ou suspeitada em exames — por exemplo, endometriose, mioma, aderências de cirurgias anteriores ou sequelas de infecções.

Você provavelmente sente cólicas fortes na barriga baixa que podem irradiar para as costas ou pernas, e pode vir junto sensação de cansaço, alterações do intestino (como intestino mais solto perto da menstruação) e dor durante o sexo. O padrão que leva ao diagnóstico costuma ser dor com início novo ou piora progressiva, ou dor que não respondia às medidas habituais que você já conhecia.

Esse quadro não é transmissível; não “pega” outras pessoas. A gravidade varia muito: para algumas pessoas é um desconforto que melhora com tratamento; para outras pode limitar atividades diárias. O tempo que dura depende da causa — algumas situações são tratáveis e melhoram com intervenção, outras podem ser crônicas e exigir manejo prolongado.

O caminho comum depois do diagnóstico inclui exames de imagem (geralmente ultrassom, às vezes ressonância) e, em alguns casos, avaliação por cirurgia minimamente invasiva para confirmar a causa. O médico também pode propor tratamentos que visam a condição subjacente e medidas para aliviar a dor. A necessidade de afastamento do trabalho depende de como a dor afeta suas atividades e da decisão do profissional que a avalia.

Em casa, observe se a dor aumenta muito, vem acompanhada de febre, sangramento muito diferente do habitual, náuseas intensas ou sinais de infecção; nesses casos procure atendimento sem esperar. Se a dor apenas persiste ou piora aos poucos apesar de cuidados, retorne ao médico para reavaliação e exames adicionais.

Ter o CID N94.5 no atestado indica que a dor menstrual tem uma razão orgânica documentada; isso ajuda na comunicação com o serviço de saúde e com o trabalho, mas o tempo de afastamento e as decisões sobre tratamento são individuais. Guarde cópias de exames e relatórios para acompanhar a evolução e facilitar encaminhamentos e eventuais avaliações futuras.

O que este código significa?

O CID N94.5 designa a dismenorreia secundária, isto é, dor menstrual que se atribui a uma causa orgânica ou patológica identificável nos órgãos genitais ou região pélvica. Aparece tipicamente quando a dor menstrual tem início após anos de ciclos normais ou muda de padrão — por exemplo, piora progressiva, início na vida adulta ou associação com sinais de doença pélvica. Não inclui a dismenorreia primária (N94.4), que é dor menstrual sem lesionologia pélvica detectável, nem a síndrome pré-menstrual (N94.3). Este código cobre quadros em que há suspeita ou confirmação de endometriose, miomas, adenomiose, infecções pélvicas, malformações ou aderências que expliquem a dor.

Quando este código é usado?

Use N94.5 quando a dor menstrual for atribuível a uma causa pélvica identificada ou fortemente suspeita, documentada por história, exame ou exames complementares. Não deve ser usado para dores menstruais sem achados orgânicos (N94.4) nem para sintomas pré-menstruais dominantes (N94.3).

Este código documenta a relação entre dor e uma condição subjacente; se a etiologia for especificada (por exemplo, endometriose) o registro clínico pode incluir ambos os códigos conforme a regra local de codificação.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

N94.4 — Dismenorréia primária: diferencial pelo critério de ausência de doença pélvica detectável; N94.5 exige história, exame ou imagem que apontem lesão ou condição orgânica explicativa. N94.3 — Síndrome de tensão pré-menstrual: separa-se por predomínio de sintomas emocionais e somáticos na fase pré-menstrual em vez de dor menstrual centrada no período menstrual; se dor for o sintoma principal e houver doença pélvica associada, usar N94.5. N80 (Endometriose): N80 é a doença etiológica; N94.5 descreve o quadro sintomático (dismenorreia) secundário a uma causa como a endometriose — registre o código da causa quando conhecido e o N94.5 para indicar a dor menstrual como manifestação.

O que é?

Dismenorreia secundária é dor menstrual que resulta de uma condição orgânica pélvica ou ginecológica detectável — por exemplo, endometriose, miomas uterinos, adenomiose, doenças inflamatórias pélvicas ou aderências pós‑cirúrgicas. Ao contrário da dismenorreia primária, que se relaciona sobretudo com contrações uterinas e ocorre sem lesão identificável, a secundária tem uma causa clara ou suspeita que explica o início ou a mudança do padrão da dor.

As manifestações incluem dor cólica ou contínua na região abdominal baixa que começa pouco antes ou durante a menstruação, podendo irradiar para lombar e pernas, frequentemente com aumento da intensidade ao longo do tempo ou com alterações do ciclo. Costuma ocorrer em mulheres em idade reprodutiva, frequentemente com histórico de procedimentos pélvicos, cirurgia ginecológica, infecções ou outros sinais sugestivos da causa.

Quais sintomas aparecem?

Os principais sintomas são dor menstrual intensa na região inferior do abdome e pelve, tipicamente cólica e/ou em queimação, que pode irradiar para lombar e membros inferiores. Sinais associados frequentes incluem menorragia ou fluxo menstrual alterado, dor durante a relação sexual (dispareunia), dor fora do período menstrual em casos avançados e alterações intestinais (diarreia, urgência) ou urinárias quando há comprometimento peritoneal.

Sintomas que aparecem cedo são cólicas menstruais que progridem em intensidade e dor logo no início do sangramento; sinais de agravamento incluem aumento constante da intensidade, dor que limita atividades diárias, febre ou presença de sangramento anormal não habitual, ou sintomas sugestivos de infecção pélvica.

O que causa?

Mecanismos incluem presença de lesões ou alterações anatômicas na pelve que provocam dor por inflamação, estiramento, compressão ou irritação peritoneal. No Brasil, causas comuns na prática são endometriose e miomas uterinos; doenças inflamatórias pélvicas e aderências pós‑cirúrgicas também são causas relevantes. A adenomiose e malformações uterinas podem explicar quadros com dor e sangramento anormais.

O mecanismo fisiopatológico varia: tecido ectópico (endometriose) provoca resposta inflamatória cíclica; miomas podem distorcer a cavidade uterina e alterar contratilidade; infecções e aderências geram tração e dor constante. Identificar a causa orienta a investigação e o manejo.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico de N94.5 baseia‑se na correlação entre dor menstrual e a presença de uma causa pélvica demonstrada ou fortemente suspeita. A anamnese detalhada (início do sintoma, mudança de padrão, antecedentes cirúrgicos, infecções, infertilidade) e o exame físico ginecológico são fundamentais para documentar a relação temporal e sinais locais.

Exames de imagem, especialmente ultrassonografia pélvica e ressonância magnética, e quando indicado avaliação laparoscópica, sustentam a atribuição do código ao demonstrar miomas, lesões sugestivas de endometriose, adenomiose ou aderências. Atribui‑se N94.5 quando a documentação clínica e/ou exames apontam para uma causa orgânica da dor menstrual.

Como costuma ser tratado?

O manejo de dismenorreia secundária depende da causa identificada; o objetivo é tratar a condição subjacente e controlar a dor. Para causas como endometriose ou miomas, estratégias podem incluir acompanhamento clínico, medidas farmacológicas para controle da dor e manifestações cíclicas, intervenções minimamente invasivas ou cirúrgicas quando indicadas e apropriadas. Em infecções pélvicas o tratamento é dirigido à etiologia microbiana e suas complicações.

Na prática, a escolha entre tratamento conservador ou intervenção invasiva considera intensidade dos sintomas, desejo reprodutivo e achados dos exames. O caráter ambulatorial ou hospitalar do tratamento depende da opção terapêutica e da gravidade da condição subjacente.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes de medicamentos usadas para controle dos sintomas incluem analgésicos e anti‑inflamatórios para alívio da dor, e agentes hormonais que alteram o padrão menstrual para reduzir sintomatologia em quadros como endometriose ou adenomiose. Em infecções pélvicas são utilizados antimicrobianos dirigidos. Em alguns casos, medicações adjuvantes para sintomas específicos (antiespasmódicos, agentes para sintomas intestinais) podem ser consideradas.

Quando procurar um médico?

Procure avaliação médica se a dor menstrual aumentar claramente em intensidade ou frequência, se começar de forma súbita e severa, se vier acompanhada de febre, sangramento anormal, náuseas intensas ou sinais de infecção, ou se a dor interferir nas atividades diárias. Também é indicado buscar reavaliação quando há dor durante relações sexuais, infertilidade associada ou quando os tratamentos iniciais não controlam os sintomas.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou o caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes. Até 15 dias o empregador paga o salário; do 16º dia em diante o INSS assume e exige perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para o limite de 15 dias. Para efeito de soma dos 60 dias o CID informado no atestado é o critério prático que o perito usa para verificar se os episódios são do mesmo motivo.

Um atestado aceito deve conter identificação do paciente, período de afastamento indicado, data da emissão, assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente; não há obrigação de informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada administrativamente.

Para N94.5, o curso costuma ser associado a uma causa identificável que pode exigir investigação e tratamento específico; isso faz com que atestados sequenciais muitas vezes sejam emitidos durante o período de investigação diagnóstica ou tratamento. A presença de uma doença pélvica subjacente pode justificar atestados por motivos de dor recorrente ou para períodos de tratamento, dependendo da avaliação clínica.

O código pode envolver incapacidade transitória para certas atividades laborais, especialmente quando a dor é intensa ou há intervenções diagnósticas/cirúrgicas programadas. Quando o quadro tende a ser crônico ou recorrente, a regra dos 60 dias é relevante porque atestados fragmentados com o mesmo CID dentro desse intervalo somam para fins do benefício previdenciário e para a avaliação pericial de continuidade da doença.

Perguntas frequentes sobre N94.5

O que exatamente significa receber um atestado com CID N94.5?

Significa que a dor menstrual que você tem foi atribuída pelo médico a uma condição pélvica ou ginecológica detectável; o CID identifica esse quadro como dismenorreia secundária, ou seja, dolorosa por causa orgânica.

N94.5 significa que vou precisar de cirurgia?

Nem sempre; a necessidade de cirurgia depende da causa específica e da intensidade dos sintomas. Muitas pessoas são avaliadas com exames de imagem e recebem opções de manejo clínico antes de qualquer intervenção cirúrgica.

O CID N94.5 pode constar no atestado sem que eu autorize?

A inclusão do CID no atestado requer sua anuência; você pode optar por não informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o CID a soma administrativa de atestados para fins previdenciários não pode ser verificada.

Se me derem atestados repetidos com N94.5, isso conta para o INSS?

A soma administrativa considera atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias; o CID registrado é usado para verificar se os atestados se referem ao mesmo motivo na análise pericial.

Quais exames são mais prováveis para investigar N94.5?

Ultrassonografia transvaginal é geralmente o primeiro exame; ressonância pélvica e, em casos selecionados, laparoscopia diagnóstica podem ser necessários para esclarecer causas como endometriose ou aderências.

N94.5 significa que sou incapaz de trabalhar permanentemente?

Não automaticamente; incapacidade depende da gravidade dos sintomas, do tipo de trabalho e da avaliação médica/pericial. O código descreve a condição, não determina por si só a duração do afastamento.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Quando a investigação por imagem for inconclusiva, qual é o achado clínico ou de laboratório que justificaria manter N94.5?
  • Qual mudança no padrão de dor (duração, intensidade, relação com ciclo) faria migrar o código para outra categoria?
  • Quais achados na ultrassonografia tornam a atribuição a N94.5 mais robusta do que a classificação como dismenorreia primária?
  • Em que situação a laparoscopia diagnóstica é necessária para confirmar a causa e consolidar o uso de N94.5?
  • Que sinais ou sintomas associados levavam você a registrar com mais certeza N94.5 em vez de N94.4?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Com N94.5, quais documentos e laudos devo reunir para fundamentar pedido de afastamento de longo prazo ou auxílio‑doença?
  • N94.5 pode ser usado como base para perícia médica que avalie incapacidade temporária ou permanente; quais tipos de prova documental a perícia mais valoriza?
  • Como a repetição de atestados com o mesmo CID em 60 dias impacta a análise de continuidade do afastamento pelo INSS?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • O plano exige justificativa clínica documentada para procedimentos cirúrgicos relacionados a condições que causam N94.5?
  • Quais exames de imagem são normalmente solicitados como pré‑autorização para procedimentos indicados por N94.5?
  • O histórico de tratamentos prévios e resposta terapêutica influencia a cobertura de procedimentos para dismenorreia secundária?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.