O10-O16 — Edema, proteinúria e transtornos hipertensivos na gravidez, no parto e no puerpério

  • hipertensão na gravidez
  • pré-eclâmpsia eclâmpsia
  • edema gestacional
  • proteinúria gestacional

O que este código significa?

Este bloco reúne transtornos hipertensivos e manifestações associadas na gravidez, parto e puerpério (O10-O16). Inclui hipertensão crônica com complicações (O10), hipertensão gestacional sem e com proteinúria (O13, O14), pré-eclâmpsia grave e eclâmpsia (subcódigos de O14 e O15) e transtornos hipertensivos no puerpério (O16). Entre os códigos mais procurados estão O13 (hipertensão gestacional), O14.0/O14.1 (pré-eclâmpsia) e O15 (eclâmpsia).


Quando se usa um código deste grupo?

Usa-se este agrupamento ao registrar qualquer hipertensão associada à gestação, quando há dúvida sobre cronicidade ou presença de proteinúria e sinais de gravidade. Para codificar precisamente é necessário descer ao código específico que indica início (pré-existente vs gestacional), presença de proteinúria e complicações como convulsões ou insuficiência orgânica. Se o relato clínico for lacunar, o encadeamento segue em geral: determinar se era prévia à gravidez, se apareceu após 20 semanas, e se há proteinúria ou sinais de dano materno.

Com que grupos este se confunde?

O10 vs O13: diferenciar hipertensão crônica complicada (O10) de hipertensão gestacional (O13) pelo início prévio à gravidez ou diagnóstico antes de 20 semanas.

O13 vs O14: O13 (hipertensão gestacional sem proteinúria) é separado de O14 (pré-eclâmpsia) pela presença documentada de proteinúria ou sinais de lesão orgânica.

O14 vs O15: O14 indica pré-eclâmpsia com ou sem gravidade; O15 (eclâmpsia) requer registro de convulsões ou estado convulsivo associado ao quadro hipertensivo.

O que é?

Reúne condições caracterizadas por pressão arterial elevada emergente ou presente durante a gravidez, parto ou puerpério, frequentemente acompanhada por retenção hídrica (edema) e proteinúria. O critério que as une é a associação temporal com a gestação e a presença de alterações hemodinâmicas e de perfusão que podem afetar mãe e feto. Varia conforme início (pré-concepção, antes ou depois de 20 semanas) e por achados laboratoriais ou clínicos que definem gravidade.

Que queixas costumam cair neste grupo?

Queixas que conduzem aqui incluem pressão alta detectada em consulta pré-natal ou emergência, inchaço súbito ou severo (edema), cefaleia intensa, alterações visuais, dor epigástrica ou sensação de mal-estar, redução de movimentos fetais e, no puerpério, persistência de hipertensão ou convulsões.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Mecanismos comuns são disfunção endotelial placentária e vasoconstrição materna que elevam a pressão e alteram a permeabilidade renal, gerando proteinúria e edema. Exemplos dentro do bloco: hipertensão crônica agravada pela gestação (O10), hipertensão de início na gestação sem proteinúria (O13) e síndromes com disfunção multiorgânica como pré-eclâmpsia (O14) e eclâmpsia (O15).

Como se chega a um código deste grupo?

O diagnóstico dentro do grupo depende de mensuração repetida da pressão arterial, detecção de proteinúria e sinais de lesão orgânica (renal, hepática, neurológica). Na prática, separa-se hipertensão crônica de gestacional pelo momento de início; pré-eclâmpsia é definida pela associação de hipertensão com proteinúria ou disfunção orgânica; eclâmpsia é a presença de convulsões no contexto hipertensivo.

Como costuma ser tratado?

O cuidado é organizado segundo gravidade: acompanhamento ambulatorial para hipertensão leve, atenção especializada em pré-nata de alto risco para quadros com proteinúria ou sinais de lesão, e internação para pré-eclâmpsia grave ou eclâmpsia. Serviços do SUS incluem atenção pré-natal, referência a maternidades de risco e protocolos hospitalares para manejo obstétrico e neonatal.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes usadas no grupo incluem anti-hipertensivos vasodilatadores, bloqueadores dos canais de cálcio e betabloqueadores para controle pressórico; agentes anticonvulsivantes quando há risco de eclâmpsia; e drogas para manejo de falha orgânica conforme a complicação. A escolha entre classes depende da intensidade da hipertensão, da idade gestacional e de contraindicações maternas ou fetais.

Quando procurar um médico?

Procurar atendimento ante pressão arterial muito elevada, cefaleia intensa persistente, alterações visuais, dor abdominal superior, redução do movimento fetal, inchaço súbito generalizado ou ocorrência de convulsões no período gestacional ou puerperal.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

Na prática legal, até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia o INSS assume e passa a exigir perícia. A lei também determina que atestados expedidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para efeito desses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).

Na aplicação dessa regra, é o CID do atestado que o perito usa para saber se a doença é a mesma — por isso o código no atestado tem papel prático: permite verificar se episódios relacionados devem ser agregados dentro do período de 60 dias.

Para que um atestado seja aceito ele precisa trazer identificação do paciente, o período de afastamento, a data, a assinatura e o CRM do médico. O CID só deve constar com anuência do paciente; não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada.

Especificamente para O10-O16 (edema, proteinúria e transtornos hipertensivos na gravidez, no parto e no puerpério): em geral estes são quadros associados ao curso da gestação e podem se manifestar de forma aguda durante a gravidez, parto ou no puerpério, necessitando, na maioria dos casos, de acompanhamento e registro especializados — alguns subtipos implicam episódios de gravidade que podem limitar a capacidade para o trabalho, enquanto outros são manejados com vigilância ambulatorial. Como os episódios relacionados à gestação podem reaparecer ou persistir em períodos próximos, a regra dos 60 dias costuma ser relevante para agrupar atestados do mesmo problema e avaliar o limite de responsabilidade entre empregador e INSS.

Perguntas frequentes sobre O10-O16

Quando usar O13 em vez de O14?

Use O13 quando a gestante tem hipertensão de início na gravidez sem evidência de proteinúria ou lesão orgânica; O14 descreve pré-eclâmpsia com proteinúria ou disfunção de órgão.

Como diferenciar O10 (hipertensão crônica complicada) de hipertensão gestacional?

O10 é atribuído quando há história ou diagnóstico prévio à gravidez ou antes de 20 semanas; se houver agravamento com complicações documentadas na gestação, registra-se O10 com o subtipo adequado.

O diagnóstico de eclâmpsia corresponde a qual código?

Convulsões associadas ao quadro hipertensivo da gestação, parto ou puerpério são classificadas em O15, que identifica a eclâmpsia.

É obrigatório registrar o CID em atestados obstétricos?

Não há obrigatoriedade absoluta de expor o CID ao paciente, mas na prática pericial e para fins de afastamento o CID costuma ser exigido e documentado.

Estes códigos abrangem complicações fetais?

O bloco foca nas manifestações maternas hipertensivas; complicações fetais são registradas em outros códigos ou seções quando houver comprometimento fetal documentado.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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