O85-O92 — Complicações relacionadas predominantemente com o puerpério

Este bloco (O85–O92) agrupa complicações que ocorrem predominantemente no puerpério, período após o parto. Inclui hemorragias pós-parto, infecções puerperais, transtornos da lactação e outras manifestações maternas específicas do pós-parto; códigos mais procurados dentro do bloco incluem O85 (choque séptico puerperal), O86 (outras complicações puerperais), O90 (comportamento e ajustes puerperais) e O91 (doenças da mama associadas ao puerpério).


Quando usar este código

Usa-se este agrupamento quando a condição começou ou foi identificada após o parto e a primeira hipótese é que esteja relacionada ao puerpério. Do site pai (O00–O99) desce-se ao bloco específico conforme o órgão afetado (ex.: mama → O91), presença de infecção documentada (O85/O86) ou quadro hemorrágico (O85/O72 se continuar no parto). A escolha do código final exige detalhes clínicos e achados.

Não confunda com

O85 vs O86: O85 é usado quando há evidência de choque séptico puerperal ou sepse puerperal documentada; O86 cobre outras complicações puerperais sem sepse clara.

O91 vs N64: O91 refere-se a afecções da mama diretamente ligadas ao puerpério (mastite puerperal, ingurgitamento por lactação); N64 descreve alterações mamárias fora do contexto puerperal.

O72 vs O85: O72 registra hemorragia obstétrica (no parto/imediato) enquanto O85 é empregado se a hemorragia cursar com infecção ou choque séptico no puerpério.

O que este grupo reúne

Reúne doenças e complicações cuja ocorrência e causalidade estão relacionadas temporalmente ao puerpério, isto é, ao período que segue imediatamente o parto. O critério comum é a associação clínica com eventos do parto ou com a lactação, e não doenças pré-existentes não modificadas pelo parto.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que levam a classificar no bloco incluem febre pós-parto, dor ou inchaço mamário, sangramento vaginal excessivo após o parto, secreção purulenta, mal-estar sistêmico, sinais de sepse, e alterações comportamentais ou de adaptação materna.

Mecanismos em comum

Mecanismos incluem infecção puerperal ascendente ou sistêmica (ex.: endometrite, sepse puerperal), distúrbios da involução uterina, complicações da lactação (mastite, ingurgitamento) e alterações psicológicas associadas ao pós-parto. Varia conforme o subgrupo: infecções predominam em O85/O86; transtornos da lactação em O91; problemas de adaptação em O90.

Como se define o código

A definição do código dentro do bloco depende de achados clínicos e documentados: sinais de infecção e/ou choque e exames microbiológicos orientam códigos de sepse puerperal; localização anatômica (mama, útero) distingue subgrupos; o caráter hemorrágico, infeccioso ou comportamental determina a subclassificação.

Como o cuidado se organiza

O cuidado varia conforme a complicação: pode ser ambulatorial (seguimento de lactação, tratamentos locais) ou hospitalar (infecções severas, sangramentos, sepse). Envolve atenção obstétrica/geriátrica, infectologia, mastologia e suporte psicossocial; serviços de atenção básica e maternidades do SUS são os pontos de entrada habituais.

Classes de medicamentos

Classes frequentemente utilizadas no grupo incluem antimicrobianos (p. ex. betalactâmicos, macrolídeos) para infecções puerperais, anti-inflamatórios e analgésicos para dor e anti-hemorrágicos ou terapias de reposição hemodinâmica nos casos de sangramento; a escolha depende da gravidade, agente identificado e via de administração.

Sinais de alarme do grupo

Sinais de alarme: febre alta persistente, calafrios, taquicardia, hipotensão, sangramento vaginal abundante, dor abdominal intensa, secreção purulenta ou abscesso mamário, dificuldade respiratória ou sinais de confusão mental após o parto. Esses sintomas justificam avaliação imediata.

Uso em atestado

Atestados e afastamentos devem descrever o diagnóstico clínico e o período estimado de incapacidade; a notificação compulsória aplica-se quando houver sepse de etiologia que figure em listas oficiais ou surtos. O CID pode ser omitido a pedido do paciente em documentos destinados a terceiros; perícias costumam exigir prontuário, exames e relatório de evolução.

Perguntas frequentes sobre O85-O92

Quando uso O85 e quando uso O86?

O85 é aplicado quando há sepse ou choque séptico puerperal documentado; O86 cobre outras complicações puerperais sem evidência de sepse.

Uma mastite puerperal deve ser codificada O91 ou N64?

Se a alteração mamária está ligada ao puerpério (lactação, ingurgitamento, mastite puerperal) usa-se O91; N64 refere-se a alterações da mama fora do contexto puerperal.

É obrigatório notificar uma sepse puerperal?

A notificação depende da etiologia e das listas oficiais de doenças de notificação compulsória; sepse grave frequentemente exige comunicação conforme norma local e institucional.

Posso omitir o CID no atestado a pedido da paciente?

Sim, o CID pode ser omitido em documentos destinados a terceiros se houver solicitação da paciente, mas a perícia pode exigir registro clínico completo.

Assine nossa newsletter
© CIDs Med. Todos os direitos reservados.
Política de privacidade