P50-P61 — Transtornos hemorrágicos e hematológicos do feto e do recém-nascido

  • hemorragias e distúrbios hematológicos perinatais
  • coagulopatias e anemias do recém-nascido

Este bloco reúne transtornos hemorrágicos e hematológicos que afetam o feto e o recém-nascido (P50-P61), incluindo hemorragias fetais/neonatais, anemias hemolíticas e imunes (ex.: eritroblastose fetal), trombocitopenias e alterações da coagulação. Entre os códigos mais procurados estão P55 (eritroblastose fetal), P50 (hemorragia intraventricular do feto e do recém-nascido) e P61 (outras afecções hematológicas). A página orienta a escolha do subcódigo conforme o achado principal e a etiologia presumida.


Quando usar este código

Usa-se este bloco quando o problema principal do atendimento é um sangramento, anemia, icterícia por hemólise, plaquetopenia ou distúrbio da coagulação identificado no feto ou no recém-nascido. Para chegar ao código preciso é necessário especificar localização (ex.: intracraniana), mecanismo (imune vs não imune), e se há eritroblastose ou trombocitopenia neonatal. Na dúvida, descer aos capítulos e subcódigos que descrevem localização anatômica, causa imune ou resultado laboratorial.

Não confunda com

P55 vs P59: P55 (eritroblastose fetal) exige evidência de isoimunização materno-fetal; P59 abrange icterícia neonatal por outras causas sem comprovação de eritroblastose.

P50 vs P52: P50 refere-se a hemorragias do feto/recém-nascido por localização específica (ex.: intraventricular), enquanto P52 cobre hemorragias respiratórias ou de outro sítio neonatal.

P61 vs P60: P61 inclui outras afecções hematológicas não classificadas, diferindo de P60 que é trombocitopenia do recém-nascido quando a plaquetopenia é o achado predominante.

O que este grupo reúne

Reúne condições em que o sangue, as células sanguíneas ou os mecanismos de coagulação do feto ou do recém-nascido estão alterados. O critério comum é a existência de anomalia hematológica ou hemorrágica detectada no período perinatal, engloba causas imunes, hemorrágicas localizadas, defeitos da coagulação e alterações quantitativas de glóbulos vermelhos ou plaquetas.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que levam ao uso destes códigos incluem sangramento visível (natimorto ou pós-parto), palidez, icterícia intensa precoce, taquicardia, sinais neurológicos por hemorragia intracraniana, manchas petéquias ou sangramento mucocutâneo, e necessidade de transfusão no período neonatal.

Mecanismos em comum

Mecanismos variam: hemólise imune materno-fetal como eritroblastose (P55); traumas e anóxia que provocam hemorragias intracranianas (P50); trombocitopenias por isoimunização ou causas neonatais (P61/P60); e coagulopatias congênitas ou adquiridas que resultam em sangramento generalizado. Cada bloco costuma agrupar por mecanismo (imune, hemorrágico local, plaquetário, coagulopático).

Como se define o código

O código depende do achado clínico e laboratorial dominante: localização anatômica do sangramento ou o tipo de anormalidade hematológica. Exames confirmatórios, histórico materno (isoimunização), e documentos de imagem ou laboratório determinam se se usa P50-P61 e qual subcategoria.

Como o cuidado se organiza

O manejo varia conforme gravidade: pode ser acompanhamento ambulatorial para alterações leves, intervenção hospitalar neonatal para transfusão, fototerapia por icterícia severa, ou cuidados intensivos e intervenção cirúrgica em hemorragias significativas. Encaminhamento para serviços de neonatologia, hemoterapia e perícia é frequente; muitos casos são acompanhados em rede hospitalar do SUS.

Classes de medicamentos

Classes usadas incluem agentes hemostáticos e coagulantes quando indicados, imunoglobulina intravenosa em isoimunização hemolítica, fototerapia para hiperbilirrubinemia e, em contexto de infecção ou sequela inflamatória, antibióticos conforme cultura. A escolha depende do mecanismo (hemólise, coagulopatia, plaquetopenia) e da gravidade clínica.

Sinais de alarme do grupo

Procure atendimento imediato se houver sangramento ativo, convulsões, apneia, palidez extrema, icterícia muito precoce ou progressiva, respiração difícil ou sinais de choque no recém-nascido.

Uso em atestado

Atestados e afastamentos devem descrever o diagnóstico clínico e os exames que o fundamentam; ausência do CID a pedido do paciente é possível em situações legais, mas a perícia pode exigir documentos laboratoriais e imagem. Não há notificação compulsória universal para todo o grupo; algumas causas específicas (ex.: hemorragia relacionada a etiologia infecciosa) podem ter notificação.

Perguntas frequentes sobre P50-P61

Quando uso P55 em vez de P59?

Use P55 quando houver evidência de eritroblastose fetal por isoimunização materno‑fetal; P59 cobre icterícia neonatal sem comprovação de eritroblastose.

Qual código para hemorragia intracraniana do recém-nascido?

Hemorragias intracranianas estão classificadas em P50; escolha a subcategoria que descreve a localização e a causa quando conhecida.

Onde registrar trombocitopenia neonatal isolada?

A trombocitopenia do recém-nascido costuma cair em P60 quando é o achado predominante; use P61 para outras afecções hematológicas não especificadas.

O atestado médico precisa trazer o CID completo?

O CID facilita perícias e faturamento; o médico pode omitir o CID a pedido do paciente, salvo exigência legal ou institucional.

Quais serviços do SUS são acionados para esses casos?

Casos graves são encaminhados a neonatologia, bancos de sangue/hemoterapia e UTI neonatal via regulação; acompanhamento ambulatorial ocorre em serviços especializados.

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