S82.1 — Fratura da extremidade proximal da tíbia
- fratura proximal da tíbia
- fratura da região proximal da tíbia
- fratura tibial proximal
Em palavras simples
Receber o diagnóstico “fratura da extremidade proximal da tíbia” significa que o osso da canela que fica logo abaixo do joelho sofreu uma quebra. É uma lesão causada por um impacto ou torção, e a parte afetada fica geralmente dolorida, inchada e difícil de usar — muitas pessoas não conseguem apoiar o pé no chão sem dor ou instabilidade.
No dia a dia a sensação comum é dor intensa no local da fratura, inchaço que aparece nas horas seguintes e às vezes hematoma (mancha roxa). A perna pode ficar deformada se o osso tiver saído do lugar, e você pode notar dormência, formigamento ou sensação de frio no pé se houver pressão sobre nervos ou vasos.
Se a fratura foi causada por um acidente, a gravidade depende do desalinhamento dos fragmentos e se a superfície do osso que faz parte da articulação do joelho foi atingida. Nem todas as fraturas são iguais: algumas se tratam com imobilização e repouso, outras precisam de redução e cirurgia para alinhar os pedaços do osso. O tempo de recuperação varia muito conforme o padrão da fratura e o tratamento escolhido.
Depois do diagnóstico é comum que o médico peça radiografias para documentar a posição dos fragmentos; em casos mais complexos pode pedir tomografia. Haverá retorno para revisar a consolidação e ajustar o tratamento; se houve cirurgia, o paciente terá consultas de acompanhamento e fisioterapia para recuperar movimento e força do joelho.
Em casa, observar o local: aumento da dor, calor, vermelhidão excessiva, saída de secreção ou febre justificam contato com serviços de saúde. Também procure reavaliação imediata se houver perda de sensibilidade no pé, palidez, sensação de frio intenso ou se os dedos do pé ficarem sem circulação visível. Seguir as orientações de imobilização e retornar nas consultas marcadas ajuda a reduzir complicações e melhorar a recuperação.
Lembre‑se de que a presença do CID no atestado é uma opção sua; se precisar afastar‑se do trabalho, o documento deve conter identificação, período de afastamento, data, assinatura e CRM do médico. O curso da recuperação e a necessidade de afastamento variam conforme a gravidade da fratura e o tratamento adotado.
O que este código significa?
O CID S82.1 designa fratura da extremidade proximal da tíbia, isto é, uma quebra do osso tibial perto da articulação do joelho. Surge habitualmente após trauma direto ou torção com carga, e causa dor intensa, inchaço e limitação para apoiar a perna. Não inclui fraturas da rótula, da diáfise tibial, da extremidade distal da tíbia ou fraturas isoladas do maléolo lateral, que têm códigos diferentes. A confirmação exige exame de imagem que mostre descontinuidade óssea nessa região proximal. O manejo varia conforme o padrão da fratura e pode ser conservador ou cirúrgico, conforme a estabilidade e o desalinhamento.
Quando este código é usado?
Usa-se este código quando a fratura acomete a região proximal da tíbia — a porção do osso logo abaixo do joelho — e essa localização é confirmada por imagem. Não se emprega quando o diagnóstico é contusão, entorse, fratura de outro osso vizinho (patela, fíbula) ou quando a fratura atinge outra porção da tíbia.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
S82.0 (Fratura da rótula [patela]) — a rótula é um osso sesamoide anterior ao joelho; se a estrutura quebrada for a patela o código é S82.0, não S82.1. S82.2 (Fratura da diáfise da tíbia) — a diáfise é o corpo longo do osso; fraturas na porção média da tíbia entram em S82.2, não em S82.1. S82.3 (Fratura da extremidade distal da tíbia) — quando a fratura ocorre perto do tornozelo deve-se usar S82.3; a diferenciação depende do local anatômico na imagem. S82.6 (Fratura do maléolo lateral) — o maléolo é parte distal da fíbula/tíbia; fraturas isoladas do maléolo lateral não são codificadas como S82.1.
O que é?
Fratura da extremidade proximal da tíbia é a ruptura do osso tibial perto da articulação do joelho. Pode envolver a superfície articular, a metáfise proximal ou extensões que atingem a articulação, e manifesta‑se por dor localizada, incapacidade de carregar peso e sinais inflamatórios locais.
O quadro aparece após traumas como quedas, acidentes de trânsito ou esportes de contato, e afeta adultos jovens em traumas de alta energia e idosos em quedas de baixa energia quando existe perda de densidade óssea. A gravidade varia de fissuras estáveis a fraturas com desvio importante que alteram a congruência da articulação do joelho.
Quais sintomas aparecem?
Dor intensa e localizada na região proximal da tíbia, incapacidade ou grande dificuldade para apoiar a perna, inchaço e sensibilidade ao toque logo abaixo do joelho. Equimoses e deformidade visível indicam deslocamento óbvio. Dor que não melhora com imobilização ou sinais de comprometimento vascular ou neurológico no pé (formigamento, ausência de pulsos palpáveis) são sinais de agravamento que exigem avaliação imediata.
O que causa?
O mecanismo típico é trauma direto sobre a região proximal da tíbia ou forças de torção/compressão transmitidas ao joelho, como em quedas, colisões de veículos e impactos esportivos. Em idosos, fraturas podem ocorrer com menor trauma quando há osteopenia ou osteoporose. Lesões que envolvem a superfície articular resultam de forças que comprimem ou cisalham a cartilagem e o osso subcondral, gerando padrões complexos.
Como o médico confirma o diagnóstico?
O diagnóstico deste código exige confirmação por exame por imagem que mostre fratura na porção proximal da tíbia; radiografias em ânodos padrão costumam evidenciar a linha de fratura, e tomografia computadorizada é usada para avaliar extensão articular e fragmentação. O laudo radiológico que descreve a localização proximal da fratura e presença ou ausência de desvio sustenta a aplicação do S82.1.
Como costuma ser tratado?
O manejo depende do padrão da fratura: fraturas estáveis e sem desvio podem ser tratadas com imobilização e controle da dor de forma ambulatorial; fraturas deslocadas, instáveis ou com comprometimento articular frequentemente requerem redução e estabilização, que pode incluir tratamento cirúrgico. Reabilitação com fisioterapia e acompanhamento radiológico são usados para monitorar consolidação e recuperar função do joelho.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Medicações destinadas ao controle da dor e da inflamação são parte do manejo agudo, juntamente com agentes para prevenção de trombose venosa em casos de imobilização prolongada quando indicado. Em pacientes com risco de fratura por fragilidade óssea, agentes que atuam na saúde óssea podem ser considerados no seguimento, conforme avaliação especializada.
Quando procurar um médico?
Procure atendimento imediato se houver dor intensa incapacitante, deformidade óbvia, incapacidade de apoiar a perna, sinais de perda da circulação ou sensibilidade no pé, ou se ocorrer aumento rápido do inchaço. Se o paciente recebeu alta com tratamento conservador, buscar reavaliação se a dor agravar, houver febre ou sinais de infecção no local do curativo ou cirurgia.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou, considerando o caso concreto, por isso duas pessoas com o mesmo código podem receber prazos diferentes. Até 15 dias de afastamento o empregador paga o salário; a partir do 16º dia o INSS assume e exige perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias. Para somar os atestados nesses 60 dias o perito usa o CID do atestado para verificar se é o mesmo motivo clínico, razão prática pela qual o código costuma constar no documento.
Para que um atestado seja aceito precisa conter identificação do paciente, período de afastamento, data, assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo INSS. Esses requisitos são aplicáveis a atestados por fratura da extremidade proximal da tíbia como para outras condições.
No caso de fratura proximal da tíbia trata‑se tipicamente de um quadro agudo decorrente de trauma, com potencial de incapacidade temporária para atividades que exijam apoio ou esforço da perna afetada; muitos episódios requerem imobilização inicial e, dependendo do padrão, cirurgia e reabilitação. Por isso este código costuma justificar afastamentos que variam com a gravidade e o tratamento instituído.
Quando a fratura envolve deslocamento articular ou exige procedimento cirúrgico, o registro e acompanhamento médicos são mais intensos, e a presença do CID no atestado facilita a consolidação do histórico clínico para perícias. Quando o quadro recorre por fragilidade óssea, a regra dos 60 dias é relevante porque múltiplos atestados relacionados à mesma fratura ou às suas complicações podem ser somados para avaliação de benefício.
Que direitos este código envolve?
Direitos trabalhistas e previdenciários dependem de vínculo, duração do afastamento e resultado de eventual perícia; o CID no atestado é um elemento usado pelo INSS para somar atestados e analisar benefícios. A cobertura de planos de saúde para procedimentos e internações varia conforme contrato e não é garantida por este código isoladamente.
Perguntas frequentes sobre S82.1
O que exatamente significa o CID S82.1 no meu atestado?
Significa que a fratura localizada é na porção proximal da tíbia, ou seja, a parte do osso logo abaixo do joelho. O código indica localização e ajuda a periciar e a registrar o motivo do afastamento.
Preciso sempre de cirurgia quando tenho S82.1?
Nem sempre; a necessidade de cirurgia depende do tipo de fratura, desalinhamento e envolvimento articular, e é decidida pelo médico com base na imagem e no exame clínico.
Esse código implica direito automático a afastamento e pagamento pelo INSS?
Não há garantia automática; até 15 dias o empregador paga o salário, a partir do 16º dia o INSS assume e exige perícia. A concessão de benefícios depende de avaliação e perícia.
Como diferenciar essa fratura de uma fratura da rótula ou da diáfise tibial?
A diferenciação é anatômica: imagem que mostra fratura na porção proximal da tíbia caracteriza S82.1; fratura da rótula ou da diáfise têm localização distinta e códigos próprios.
Quando devo voltar ao serviço de emergência após alta inicial?
Volte se a dor aumentar muito, houver deformidade nova, perda de sensibilidade ou sinais de comprometimento da circulação no pé, ou sinais de possível infecção no local da cirurgia ou imobilização.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Qual a extensão articular e presença de desvio na imagem que justifica tratamento cirúrgico em vez de conservador?
- Há comprometimento neurovascular distal que exige intervenção imediata?
- Que estabilidade mecânica da fratura e quais são os critérios para troca de código se houver lesão associada (patela, fíbula, ligamentos)?
- Qual o plano radiológico de controle e em que momento a consolidação será avaliada para liberação de carga?
- Há indicação de profilaxia para trombose venosa ou necessidade de investigação de fragilidade óssea subjacente?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- A fratura proximal da tíbia com afastamento prolongado pode caracterizar incapacidade para fins de perícia trabalhista?
- Como é comprovada a ligação entre o acidente de trabalho e a fratura para fins de estabilidade ou indenização?
- Que documentos e registros médicos fortalecem uma reclamação trabalhista relacionada ao afastamento por essa fratura?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- Quais procedimentos de imagem e cirúrgicos relacionados a S82.1 exigem autorização prévia da operadora?
- O plano pode negar cobertura para cirurgia por alegar tratamento conservador insuficiente se houver laudo que descreve deslocamento articular?
- Há necessidade de enviar laudos radiológicos e relatórios cirúrgicos junto à solicitação de autorização para procedimentos relacionados a essa fratura?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco S80-S89
- OMS — ICD-10, versão 2019 (S82.1)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.