S82.3 — Fratura da extremidade distal da tíbia
- fratura distal da tíbia
- fratura da região pilonar tibial
- fratura do segmento distal tibial
Em palavras simples
Receber o diagnóstico CID S82.3 significa que houve uma fratura na parte da tíbia mais próxima ao tornozelo. Em termos simples, um pedaço do osso da canela que fica perto do tornozelo quebrou. O termo não indica necessariamente o tamanho do quebrado nem se a articulação do tornozelo foi afetada, apenas que a lesão está nessa região específica do osso.
Você provavelmente sente dor forte e imediata no local, inchaço e dificuldade ou impossibilidade de apoiar o pé. É comum haver hematoma e redução dos movimentos do tornozelo. Em alguns casos a perna pode parecer deformada se os fragmentos do osso se deslocarem. Se o pé ficar muito frio, pálido ou sem sensibilidade, isso precisa ser avaliado com urgência.
Se a fratura foi causada por queda, entorse severo ou acidente, a gravidade varia: algumas fraturas são estáveis e curam com imobilização, outras atingem a superfície da articulação e são mais complexas. Em pessoas idosas com ossos frágeis, uma queda mais simples pode causar a fratura. O tempo de recuperação depende da gravidade, idade e saúde óssea, e pode ir de semanas a vários meses até consolidação e reabilitação.
O próximo passo costuma ser fazer radiografias e, se houver suspeita de envolvimento da articulação ou fragmentos, uma tomografia para ver melhor. O ortopedista vai decidir se é possível um tratamento com imobilização e controle ambulatorial ou se há indicação de procedimento para alinhar e fixar os ossos. Retornos para reavaliação clínica e por imagem são esperados até a consolidação.
Em casa, manter o membro imobilizado conforme orientado, controlar dor com os medicamentos prescritos e evitar apoiar o pé até liberação profissional são medidas comuns. Observar o local quanto a aumento do inchaço, alteração da cor ou temperatura do pé, perda de sensação, febre ou saída de secreção do local; qualquer um desses sinais recomenda contato imediato com o serviço de saúde que acompanha o caso.
O que este código significa?
O CID S82.3 designa fratura da extremidade distal da tíbia, ou seja, ruptura óssea na porção da tíbia próxima ao tornozelo. Aparece tipicamente após trauma por queda, entorse grave com rotação ou impacto direto, e costuma associar dor intensa, inchaço e incapacidade de apoiar o membro. Não inclui fraturas da patela, da diáfise tibial, nem fraturas isoladas dos maléolos (essas têm códigos diferentes). O código cobre variantes que afetem a porção distal anatômica da tíbia, com ou sem desvio ou comunicação com a articulação do tornozelo. Em documentos de codificação, o diagnóstico costuma ser sustentado por imagem que mostra solução de continuidade na região distal da tíbia.
Quando este código é usado?
Usa-se S82.3 quando a lesão radiológica ou o laudo descreve fratura localizada na extremidade distal da tíbia, independentemente de pequeno desvio, com ou sem extensão articular. Não usar para fraturas proximais, da diáfise ou fraturas isoladas de maléolos sem acometimento da tíbia distal.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
S82.0 (Fratura da rótula [patela]) — separa-se por ter a lesão na patela, não na tíbia; clínica e imagem mostram fragmentação ou linha de fratura na patela sobre a rótula, não na porção distal tibial.
S82.1 (Fratura da extremidade proximal da tíbia) — critério é a localização proximal ao joelho; S82.3 envolve a região próxima ao tornozelo.
S82.2 (Fratura da diáfise da tíbia) — a diáfise é o corpo longo do osso; deslocamento na porção média da tíbia identifica S82.2, não S82.3.
S82.6 (Fratura do maléolo lateral) — quando apenas o maléolo lateral do tornozelo está fraturado, sem envolvimento da tíbia distal, o código correto é S82.6; fratura que atinge a tíbia distal justifica S82.3.
O que é?
Fratura da extremidade distal da tíbia é a solução de continuidade do osso na sua porção mais próxima ao tornozelo, podendo envolver a superfície articular (pilon tibial) ou apenas a região metafisária. Manifesta-se por dor localizada intensa, inchaço, hematoma e limitação de movimento do tornozelo e do pé.
Afeta adultos após mecanismos de alta energia como quedas de altura e acidentes viários, assim como idosos em quedas de baixa energia com osso fragilizado. A gravidade varia desde fraturas estáveis sem desvio até fraturas com fragmentação articular que exigem avaliação ortopédica imediata.
Quais sintomas aparecem?
Os sinais iniciais típicos são dor forte e imediata na frente ou lateral do tornozelo, inchaço e incapacidade de apoiar o pé. Hematoma local e deformidade visível sugerem deslocamento. A dor que aumenta progressivamente, perda crescente da sensibilidade distal, palidez, frio no pé ou incapacidade de movimentar dedos indicam agravamento e possível comprometimento vascular ou nervoso.
O que causa?
O mecanismo mais comum na prática brasileira é trauma por entorse grave com rotação forçada do tornozelo, impacto direto (queda sobre a perna) e acidentes de trânsito. Em idosos com osteoporose, queda da própria altura pode fraturar a extremidade distal. Lesões de alta energia tendem a provocar fragmentação e lesões articulares; baixa energia costuma gerar fraturas mais simples.
Como o médico confirma o diagnóstico?
Confirma-se por exame de imagem que mostre solução de continuidade na extremidade distal da tíbia; radiografias em múltiplas incidências são o ponto de partida. Tomografia computadorizada é indicada quando há suspeita de extensão articular, com fragmentação ou para planejamento cirúrgico. O laudo que descreve a localização distal da tíbia é o dado que sustenta o uso do código S82.3.
Como costuma ser tratado?
O manejo depende da estabilidade, alinhamento e extensão articular: fraturas alinhadas e estáveis costumam seguir tratamento conservador e vigilância clínica e radiológica; fraturas deslocadas ou com articulação comprometida frequentemente requerem redução e, em alguns casos, cirurgia para restaurar alinhamento e congruência articular. O acompanhamento ortopédico define necessidade e momento de reavaliações e reabilitação.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Analgesia e anti-inflamatórios são usados para controle da dor aguda e do processo inflamatório; agentes para suporte ósseo podem ser considerados em contexto de osteoporose. Antibiótico profilático e anticoagulação dependem do procedimento realizado e das comorbidades, e são decisões cirúrgicas ou hospitalares.
Quando procurar um médico?
Procurar atendimento imediato em caso de deformidade evidente, dor intensa e progressiva, perda de sensibilidade, palidez ou frio no pé, sangramento ativo ou incapacidade completa de movimentar os dedos. Para sinais de infecção ou febre após procedimento, procurar o serviço que acompanhou a lesão.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou o caso concreto — duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes.
Quanto ao pagamento e à fiscalização previstos em lei, até 15 dias de afastamento o empregador é responsável pelo pagamento (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3). A partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. A legislação também estabelece que atestados pelo mesmo motivo emitidos dentro de 60 dias são computados para esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).
Sobre a regra dos 60 dias: é o código CID constante no atestado que o perito usa para verificar se a mesma doença ou condição motivou os atestados sucessivos — por isso o CID no documento tem papel prático para somar períodos, e esse aspecto é pouco conhecido do público em geral.
Para que um atestado seja aceito, ele deve identificar o paciente, indicar o período de afastamento, conter a data, a assinatura e o CRM do médico. A inclusão do CID depende da concordância do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo perito.
No caso específico do CID S82.3 (fratura da extremidade distal da tíbia), trata‑se tipicamente de um quadro agudo decorrente de trauma que costuma exigir imobilização inicial e acompanhamento ortopédico, podendo variar muito em gravidade — desde lesões que permitem tratamento conservador até fraturas articulares que exigem redução ou cirurgia. Esse código costuma estar associado a incapacidade funcional temporária enquanto persistem dor, edema e limitação de apoio; por ser uma condição relacionada a evento agudo e com possível evolução clínica rápida, a regra dos 60 dias importa porque atestados sucessivos para o mesmo CID em curto espaço de tempo serão avaliados em conjunto para fins de responsabilidade pelo pagamento e exigência de perícia.
Que direitos este código envolve?
Direitos trabalhistas e previdenciários dependem da caracterização do acidente (acidente de trabalho versus trajeto versus comum) e da documentação médica e pericial. A concessão de auxílio ou estabilidade requer avaliação da legislação e prova documental; o CID é um dado técnico dentro desse processo, não suficiente por si só.
Perguntas frequentes sobre S82.3
O que significa o código CID S82.3 no meu atestado?
Indica que a lesão registrada é uma fratura na extremidade distal da tíbia, ou seja, a porção da canela próxima ao tornozelo; o atestado deve detalhar também o procedimento e as limitações funcionais quando houver.
Preciso de cirurgia sempre que o laudo menciona S82.3?
Nem sempre; a necessidade de cirurgia depende de estabilidade, desalinhamento e envolvimento articular. A decisão é clínica e radiológica, tomada pelo ortopedista.
Quanto tempo costuma durar o afastamento do trabalho?
O tempo varia conforme gravidade, função exigida pelo trabalho e evolução radiográfica; a estimativa deve constar no atestado e ser reavaliada em seguimento.
Esse diagnóstico implica risco de contágio ou algo transmissível?
Não. Fratura óssea é consequência de trauma e não é transmissível.
Quais exames normalmente são solicitados após o diagnóstico inicial?
Radiografias são o primeiro passo; se houver dúvida sobre a extensão articular ou fragmentos, o médico pode solicitar tomografia para planejamento.
Como diferenciar S82.3 de uma fratura só do maléolo lateral?
A diferenciação é feita por imagem: se a solução de continuidade envolve a tíbia distal, é S82.3; se apenas o maléolo lateral do tornozelo estiver fraturado, o código é outro.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Qual é a extensão articular da fratura no laudo de imagem e há desvio significativo?
- Existe comprometimento vascular ou neural distal no exame físico inicial?
- Há fragmentação que justifique tomografia para planejamento cirúrgico?
- A fratura é estável após redução inicial ou há necessidade de fixação interna?
- Qual a expectativa radiológica de consolidação considerando idade e densidade óssea?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- O evento que causou a fratura foi classificado como acidente de trabalho ou trajeto, e isso está documentado?
- Qual documentação (laudos de imagem, prontuário, atestados) comprova a incapacidade temporária alegada?
- Há registros de sequelas funcionais permanentes que possam embasar pedido de indenização?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- O plano exige autorização prévia para procedimentos de fixação interna do segmento distal da tíbia?
- Quais exames de imagem são cobertos para confirmar extensão articular antes da cirurgia?
- Existem períodos de carência ou autorização diferenciada para internação e cirurgia ortopédica?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco S80-S89
- OMS — ICD-10, versão 2019 (S82.3)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.