S82.6 — Fratura do maléolo lateral

  • fratura do maléolo fibular
  • fratura do maléolo externo
  • fratura do tornozelo lateral

Em palavras simples

O código CID S82.6 significa que você teve uma fratura no maléolo lateral — o osso que forma a parte externa do tornozelo, chamado fíbula distal. Em linguagem simples, é uma quebra no “dentin” do lado de fora do tornozelo. Esse código apenas descreve a lesão óssea nessa região; não diz quanto tempo vai durar ou se haverá cirurgia, mas aponta para a localização e a necessidade de avaliação.

Você provavelmente está sentindo dor aguda no lado externo do tornozelo, inchaço que aparece nas primeiras horas, e possivelmente um hematoma. É comum ter dificuldade para apoiar o pé e caminhar; a área pode estar sensível ao toque e o tornozelo inflamar ao redor. Em alguns casos há deformidade visível se o osso estiver deslocado.

Se a fratura for simples, pode ser tratada sem cirurgia e a dor e o inchaço melhoram gradualmente nas semanas seguintes. Em fraturas deslocadas, pode ser necessária redução ou operação para alinhar os ossos; o tempo total de recuperação varia conforme a gravidade, idade, condições de saúde e se houve cirurgia. A fratura em si não “pega” como uma infecção; é um problema localizado e geralmente não contagioso.

O que costuma acontecer depois é repetir exames de imagem (radiografias) para confirmar a fratura e monitorar o alinhamento. O médico decidirá por imobilização, orientar sobre carga de peso e agendar retorno. Se houver cirurgia, há acompanhamento para retirar pontos e iniciar fisioterapia. Em muitos casos há necessidade de evitar apoio total por semanas e retornar gradualmente às atividades.

Em casa, observe controle do inchaço com elevação do membro e proteção da área; evite movimentos que causem dor intensa. Procure ajuda sem esperar se notar aumento rápido do inchaço com tensão da pele, dor que não cede com as medidas habituais, ferida aberta na região da fratura, perda de sensibilidade no pé, palidez ou ausência de pulsos no pé. Esses sinais exigem avaliação imediata.

O que este código significa?

O CID S82.6 designa a fratura do maléolo lateral — a lesão óssea que atinge o maléolo do lado externo do tornozelo. Aparece tipicamente após torção do tornozelo, queda ou trauma direto e costuma manifestar dor intensa, inchaço e incapacidade de apoiar o pé. Não inclui fraturas da tíbia distal, da rótula ou da diáfise tibial, que têm códigos distintos. A confirmação é por imagem com radiografia, e casos complexos usam tomografia para avaliar desalinhamento e extensão.


Quando este código é usado?

Usa-se o código quando há fratura comprovada do maléolo lateral (porção distal da fíbula) identificada em exame de imagem e quando o problema principal a ser codificado é essa fratura isolada ou predominante no contexto do atendimento. Não se aplica a dores sem fratura comprovada, nem a lesões da tíbia, patela ou da diáfise tibial descritas por outros códigos.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

S82.3 (Fratura da extremidade distal da tíbia) — separa-se por local: S82.3 refere a fratura do segmento distal da tíbia (inclui maléolo medial e pilão tibial); S82.6 refere especificamente ao maléolo lateral (fíbula distal). A imagem mostra qual osso está fraturado e a topografia.

S82.2 (Fratura da diáfise da tíbia) — critério: fratura ao longo da haste da tíbia (meio da perna) é S82.2; fratura no maléolo lateral é S82.6 porque envolve a fíbula distal, não a diáfise tibial.

S82.1 (Fratura da extremidade proximal da tíbia) — critério: lesão na região proximal junto ao joelho é S82.1; a lesão no tornozelo/lateral distal é S82.6.

O que é?

Fratura do maléolo lateral é a quebra do osso localizado na parte externa do tornozelo, correspondente à extremidade distal da fíbula. A fratura pode ser simples (sem deslocamento) ou com deslocamento e envolvimento da articulação do tornozelo; o grau de gravidade varia conforme o desalinhamento, o número de fragmentos e a lesão associada a estruturas ligamentares.

Clinicamente manifesta-se por dor localizada no lado externo do tornozelo, inchaço rápido, equimose e dificuldade ou impossibilidade de apoiar o pé. Pode ocorrer sensibilidade ao toque sobre o ponto de fratura e pelo exame físico costuma haver dor à manipulação e ao movimento do tornozelo.

Quais sintomas aparecem?

Os sintomas principais incluem dor aguda e focal no lado externo do tornozelo, edema local que surge nas primeiras horas, hematoma e perda da capacidade de caminhar ou suportar o peso. Sintomas precoces são dor intensa e inchaço; equimose pode surgir em horas a dias. Sinais de agravamento são deslocamento visível, deformidade do tornozelo, aumento progressivo do inchaço com tensão da pele, dor insuportável mesmo em repouso ou sinais de comprometimento neurovascular (sensação de formigamento, palidez, frio do pé), que indicam risco de complicação.

O que causa?

Os mecanismos incluem inversão ou eversão forçada do tornozelo com carga, traumas por entorse severa, quedas com apoio sobre o pé e impactos diretos na região lateral. Na prática brasileira, torções durante esporte e acidentes de trânsito ou quedas domésticas são causas frequentes. Fraturas por impacto direto sobre o malleolus lateral (por exemplo, batida) também ocorrem e lesões osteoporóticas podem produzir fraturas em idosos após traumas de baixa energia.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico exige correlação clínica com exame de imagem. Radiografia simples do tornozelo em incidências anteroposterior, lateral e oblíqua é o exame inicial e costuma confirmar a fratura, sua localização e o grau de deslocamento; critérios radiográficos determinam se há envolvimento articular. Tomografia computadorizada é indicada quando a radiografia não esclarece a extensão, quando há fragmentação complexa ou para planejamento cirúrgico. Exame físico detalha sensibilidade local, estabilidade articular e sinais neurovasculares que influenciam urgência.

Como costuma ser tratado?

O tratamento varia conforme a estabilidade e o deslocamento: fraturas estáveis e sem deslocamento frequentemente tratadas de forma não cirúrgica com imobilização e controle de carga; fraturas deslocadas ou instáveis podem requerer redução e fixação cirúrgica para restaurar a congruência articular. Reabilitação progressiva para recuperar amplitude de movimento e força é parte importante da recuperação, e o prognóstico depende da precisão da redução e de lesões associadas.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Medicamentos de suporte incluem analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor, medicamentos para profilaxia tromboembólica em pacientes de risco quando houver imobilização prolongada, e antibióticos somente em casos de fratura exposta. O uso de medicamento sintomático é parte do manejo, sem detalhar doses ou esquemas.

Quando procurar um médico?

Procurar avaliação imediata ao perceber dor intensa após trauma, deformidade visível, incapacidade de apoiar o pé, sangramento ou sinais de comprometimento circulatório/neurológico no pé (palidez, perda de sensibilidade, dormência). Buscar atendimento de urgência também se houver aumento rápido do inchaço com tensão da pele, ferida aberta sobre o local da fratura ou febre que sugira infecção.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que avaliou o caso concreto. Duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes; esta é a resposta direta e fundamental para quem já recebeu um atestado e quer verificar se está correto.

Na prática legal, o pagamento do salário durante o afastamento segue regras claras: até 15 dias o empregador é responsável pelo pagamento (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia em diante o INSS passa a assumir o benefício e requer realização de perícia; e atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para contagem dos primeiros 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). Essas normas determinam quem paga e quando a perícia do INSS se torna necessária.

Para que um atestado seja aceito para fins trabalhistas e previdenciários, ele precisa identificar o paciente, especificar o período de afastamento, conter a data, a assinatura e o CRM do médico. A presença do CID no atestado só ocorre com anuência do paciente: o médico não é obrigado a informar o diagnóstico ao empregador. Importante: sem o código CID registrado, não é possível somar atestados pelo mesmo motivo segundo a regra dos 60 dias, porque é o CID que o perito usa para verificar se se trata da mesma doença.

O CID S82.6 descreve uma fratura do maléolo lateral, que é um evento agudo — uma lesão óssea que tipicamente ocorre após torção, queda ou trauma direto e que demanda avaliação por imagem e manejo que pode variar entre imobilização e cirurgia. Por ser um quadro predominantemente agudo e dependente da gravidade e do tratamento realizado, este código costuma estar associado a episódios de incapacidade temporária para o trabalho enquanto durar a fase aguda e a recuperação; em alguns casos com complicações ou necessidade de procedimento cirúrgico, o registro e o acompanhamento são mais longos. Quando o paciente recebe mais de um atestado para a mesma fratura dentro do intervalo de 60 dias, a regra de soma dos atestados é relevante para determinar quem arca com os primeiros 15 dias e quando a situação passa à apreciação do INSS.

Perguntas frequentes sobre S82.6

O que significa receber o código CID S82.6 no laudo?

Significa que foi identificada uma fratura no maléolo lateral do tornozelo, ou seja, quebra do osso na parte externa do tornozelo, confirmada por exame de imagem.

Preciso sempre operar uma fratura do maléolo lateral?

Nem sempre; a decisão entre tratamento conservador ou cirurgia depende do deslocamento, da estabilidade articular e de lesões associadas, avaliada por imagem e exame clínico.

Quanto tempo dura o afastamento do trabalho por esse tipo de fratura?

A duração varia conforme gravidade, tratamento (cirúrgico ou não) e exigência do trabalho; a necessidade de afastamento e sua extensão são definidas por atestado e, se necessário, por perícia.

O CID S82.6 implica risco de sequela permanente?

Algumas fraturas deslocadas ou com lesão articular podem deixar rigidez, dor crônica ou artrose; o risco depende da precisão do tratamento e de fatores individuais.

Como é confirmado o diagnóstico de S82.6?

Radiografia do tornozelo é o exame inicial; em casos complexos ou quando houver dúvida, a tomografia é usada para avaliar melhor os fragmentos e o alinhamento.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Qual a configuração radiográfica (localização exata e deslocamento) que indicaria cirurgia em vez de tratamento conservador?
  • Há lesões ligamentares ou fraturas associadas que alteram o código ou a conduta (por ex., fratura bimaleolar)?
  • Qual é a estabilidade da articulação talocrural ao exame e sob estresse radiográfico?
  • Há evidência de fratura exposta ou comprometimento neurovascular que exija tratamento urgente?
  • A tomografia é necessária para planejamento cirúrgico neste caso ou radiografias são suficientes?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Qual o enquadramento jurídico para afastamento por incapacidade temporária decorrente de S82.6 na perícia judicial?
  • Como documentar, em laudos e atestados, o nexo entre acidente de trabalho e a fratura para fins de indenização ou benefícios?
  • Que provas (exames de imagem, relatórios cirúrgicos) são essenciais para contestar negativas de indenização relacionadas a fraturas do tornozelo?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • Quais procedimentos de imobilização, radiologia ou cirurgia para fratura do maléolo lateral exigem autorização prévia da operadora?
  • Que documentação o plano costuma pedir para liberar cirurgia ortopédica em fratura deslocada do maléolo lateral?
  • A operadora costuma exigir relatórios de evolução e exames complementares para autorizar fisioterapia após fratura do maléolo lateral?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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