S82 — Fratura da perna, incluindo tornozelo

  • Fratura tibial
  • Fratura da perna
  • Fratura do tornozelo
  • Fratura da patela
  • Fratura do maléolo lateral

Em palavras simples

O código CID S82 significa que houve uma fratura na região da perna, que inclui ossos como a tíbia, a fíbula, a patela (rótula) ou os maléolos do tornozelo. Em linguagem simples, é um “osso quebrado” na perna ou perto do tornozelo, e o código documenta essa lesão nos registros médicos e administrativos.

Você provavelmente está sentindo dor localizada intensa, inchaço e pode ter dificuldade ou incapacidade de apoiar o pé no chão. Pode haver hematoma (mancha roxa), deformidade visível ou sensação de “estalido” no momento da lesão. Em alguns casos há dormência ou sensação de formigamento se nervos foram afetados, e calor e vermelhidão se houver infecção associada, o que é menos frequente inicialmente.

Se é grave depende do tipo da fratura: algumas fraturas são estáveis e tratadas com imobilização e cuidados ambulatoriais; outras — com desalinhamento ou envolvendo a articulação — exigem cirurgia. A duração da recuperação varia muito: fraturas simples melhoram em semanas, enquanto fraturas complexas ou com cirurgia podem levar meses para recuperação funcional completa.

O que costuma acontecer a seguir é avaliação por imagem (normalmente radiografia) para confirmar a fratura e localizar exatamente o osso afetado. Com base nisso, a equipe decide se basta imobilizar, limitar carga no membro e acompanhar, ou se é necessário procedimento cirúrgico. Retornos ambulatoriais e fisioterapia costumam ser parte do seguimento para recuperar movimento e força. A necessidade de afastamento do trabalho depende da atividade e da recomendação do médico e pode ser avaliada com base em função e gravidade.

Em casa, observar controle da dor com as medidas indicadas no serviço de saúde e manter o membro imobilizado conforme instruções recebidas. Procurar ajuda sem esperar se houver aumento rápido do inchaço, dor que piora apesar da imobilização, mudança na cor ou temperatura do pé, perda de sensibilidade, febre alta ou saída de secreção pela pele perto da lesão. Esses sinais podem indicar complicações que precisam de avaliação urgente.

O que este código significa?

O CID S82 designa fratura da perna, incluindo a tíbia, a fíbula, a rótula (patela) e os maléolos do tornozelo. Aplica‑se quando há solução de continuidade óssea documentada por exame de imagem ou ato cirúrgico na região da perna ou tornozelo. Não inclui lesões superficiais (S80), ferimentos cortantes (S81) nem entorses ou lesões ligamentares isoladas (S83). As subdivisões especificam localizações como rótula, extremidade proximal, diáfise ou distal da tíbia e maléolo lateral. O código orienta registros, perícias e faturamento; o manejo clínico depende do padrão da fratura e do quadro do paciente.


Quando este código é usado?

Usar quando houver fratura radiológica ou cirúrgica da tíbia, fíbula, patela ou maléolos da perna/tornozelo, incluindo lesões agudas tratadas em ambulatório ou internamento.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

S82.0 (Fratura da rótula [patela]) versus S83.0 (Lesão de menisco): S82.0 exige evidência de fratura óssea na patela por imagem ou cirurgia; S83.0 refere‑se a lesão meniscal articular sem fratura.

S82.2 (Fratura da diáfise da tíbia) versus S82.3 (Fratura da extremidade distal da tíbia): S82.2 localiza‑se na diáfise (terço médio) da tíbia; S82.3 cobre fraturas que atingem a porção distal próximo à articulação do tornozelo.

S82.6 (Fratura do maléolo lateral) versus S83.5 (Entorse do tornozelo): S82.6 requer ruptura óssea do maléolo lateral confirmada por imagem; entorse é lesão ligamentar sem fratura radiológica.

S80 (Traumatismo superficial da perna) versus S82 em geral: S80 descreve lesões de pele e tecido subcutâneo sem fratura; presença de solução de continuidade óssea classifica como S82.

O que é?

S82 é a categoria da CID‑10 usada para fraturas na região da perna, abrangendo ossos como tíbia, fíbula, patela e maléolos do tornozelo. A fratura implica quebra ou fissura do osso que pode variar de um trincamento estável a fragmentação com desalinhamento, e normalmente é identificada por exame de imagem (radiografia, tomografia) ou durante procedimento cirúrgico.

Manifestação típica inclui dor intensa localizada, inchaço, deformidade visível ou incapacidade de suportar peso. Pessoas de qualquer idade podem apresentar S82, com maior frequência em acidentes de trânsito, quedas e trauma direto; em idosos, fraturas podem ocorrer com quedas de baixa energia devido a osteoporose.

Quais sintomas aparecem?

Principais sinais: dor localizada intensa, incapacidade de apoiar o membro, inchaço e equimose. Deformidade visível ou encurtamento do membro indica deslocamento e aparece precocemente. Sintomas que sugerem agravamento incluem aumento rápido do inchaço, dor progressiva apesar de imobilização, sinais de pressão sobre tecidos (dor desproporcional, parestesia) e comprometimento circulatório distal (palidez, ausência de pulso), que elevam a suspeita de lesão neurovascular associada.

O que causa?

O mecanismo mais comum no Brasil é trauma de alta energia como acidentes de trânsito e quedas de altura, causando fratura por impacto direto. Fraturas por torção (mecanismo rotacional) ocorrem em esportes e quedas; fraturas por compressão ou carga excessiva podem afetar a extremidade distal. Em idosos, fragilidade óssea por osteoporose aumenta risco mesmo em quedas de baixa energia.

Como o médico confirma o diagnóstico?

A confirmação do CID S82 exige evidência de fratura óssea na região da perna ou tornozelo em exame de imagem (radiografia simples é o exame inicial; tomografia é usada quando necessário). O código se sustenta quando a documentação descreve local anatômico compatível (rótula, diáfise tibial, extremidade distal, maléolo lateral) ou quando há registro de redução cirúrgica/osteossíntese desses ossos. Relatos apenas de dor, entorse ou lesão de partes moles sem imagem de fratura não justificam S82.

Como costuma ser tratado?

O tratamento varia conforme padrão da fratura: pode ser conservador com imobilização e restrição de carga em fraturas estáveis ou cirúrgico quando há deslocamento, fraturas intra‑articulares ou comprometimento neurovascular. O manejo inicial inclui imobilização, controle da dor e avaliação de perfusão distal, seguida por definição terapêutica com base em imagem e condição do paciente. Reabilitação funcional e fisioterapia são parte importante da recuperação para retorno de mobilidade e força.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes usadas no manejo incluem analgésicos para controle da dor e anti‑inflamatórios para reduzir inflamação; quando indicado, medicamentos para profilaxia de trombose venosa em pacientes imobilizados podem ser considerados. Em caso de cirurgia, antibióticos profiláticos são usados conforme protocolo hospitalar. Terapia para osteoporose pode ser avaliada em fraturas por fragilidade óssea, conforme orientação especializada.

Quando procurar um médico?

Procurar atendimento imediato em caso de dor intensa, deformidade visível, incapacidade de movimentar ou apoiar o membro, perda de sensibilidade ou sinais de interrupção da circulação (membro frio, pálido, sem pulso). Se o quadro piorar após descarga inicial, com aumento rápido do inchaço, dor desproporcional ou sinais de infecção na pele próximo à lesão, a avaliação urgente é necessária.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou o caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes. Esta é a resposta direta: o CID S82 indica o tipo de lesão, mas não determina o tempo de afasta­mento.

Quanto ao procedimento legal: até 15 dias de afastamento o empregador é quem paga o salário (Lei 8.213/91, art. 60, §3); a partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. A legislação também prevê que atestados expedidos pelo mesmo motivo, dentro de 60 dias, são somados para efeito desse período inicial de responsabilidade do empregador (Decreto 3.048/99, art. 75).

A regra dos 60 dias funciona na prática porque, quando o INSS ou o perito precisa verificar se episódios distintos correspondem à mesma condição, é o código CID indicado no atestado que serve como referência para identificar se é o mesmo motivo. Ou seja, é o CID que o perito usa para saber se a doença ou lesão é a mesma — informação que muitos desconhecem.

Para que um atestado seja aceito pelo empregador ou pelo INSS, ele deve trazer identificação do paciente, o período de afastamento, a data, assinatura do médico e o número do CRM. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigação, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo perito.

No caso do código S82, trata‑se de uma lesão tipicamente aguda — fratura da perna ou do tornozelo — que demanda registro e acompanhamento objetivos (imagens, avaliação ortopédica) e frequentemente resulta em incapacidade temporária para certas atividades laborais, dependendo do padrão da fratura e do tratamento realizado. Como não é uma condição crônica por natureza, episódios relacionados (por exemplo, sequelas, complicações ou novos atestados com o mesmo CID) podem ocorrer durante o período de recuperação; por isso a regra dos 60 dias é relevante: atestados sucessivos com o mesmo CID dentro desse intervalo são considerados como sequência do mesmo evento para fins de somar o período inicial de responsabilidade do empregador.

Perguntas frequentes sobre S82

O que exatamente o CID S82 descreve?

CID S82 registra uma fratura na região da perna, incluindo tíbia, fíbula, patela ou maléolos; identifica localização e documentação da lesão para registros clínicos e administrativos.

Preciso de radiografia para o diagnóstico aparecer no prontuário?

Sim; a confirmação por imagem é o padrão para caracterizar a fratura e justificar o registro do CID S82, embora registros cirúrgicos que documentem fratura também sustentem o código.

O CID S82 indica tempo de afastamento do trabalho?

O CID em si não determina prazo de afastamento; o período depende do tipo de fratura, tratamento e avaliação funcional feita pelo médico ou perito.

Como diferenciar S82 de uma entorse de tornozelo?

Entorse refere‑se a lesão ligamentar sem fratura radiológica; S82 exige evidência de solução de continuidade óssea na região da perna ou tornozelo.

O código muda se fizer cirurgia?

A subdivisão do código pode ser atualizada quando a documentação cirúrgica detalhar a localização ou o tipo de fratura, por exemplo especificando rótula ou maléolo lateral.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Qual a localização exata da fratura nas imagens (rótula, diáfise tibial, extremidade distal, maléolo lateral)?
  • Há desalinhamento, fragmentação articular ou deslocamento que justifique osteossíntese?
  • Existem sinais de comprometimento neurovascular distal que alterem o manejo inicial?
  • A fratura é por baixa energia em paciente idoso, sugerindo investigação de fragilidade óssea?
  • Houve exposição óssea ou risco de infecção que mude a abordagem e o código secundário?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Qual o período provável de incapacidade para trabalho conforme o relatório e tratamento documentado?
  • O evento descrito e os documentos disponíveis permitem caracterizar acidente de trabalho ou trajeto?
  • Que provas médicas (imagens, laudos cirúrgicos) são necessárias para sustentar vínculo entre fratura e atividade laboral?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • O procedimento cirúrgico ou imobilização proposta exige autorização prévia com indicação de CID e imagem anexa?
  • Quais documentos a operadora solicita para análise de cobertura de órtese, fisioterapia e exames de imagem complementares?
  • Existe cobertura parcial ou negativa prevista em contrato para tratamentos ambulatoriais ou internação por fratura?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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