S93 — Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao nível do tornozelo e do pé

  • entorse do tornozelo
  • distensão de ligamentos do tornozelo
  • luxação de tornozelo
  • lesão ligamentar do pé

O CID S93 designa um grupo de lesões traumáticas nas articulações e ligamentos do tornozelo e do pé, incluindo luxações, entorses e distensões. Aparece quando há entorse com estiramento ou ruptura de fibras ligamentares, ou quando a articulação é deslocada. Não inclui fraturas ósseas (S92) nem ferimentos superficiais isolados (S90-S91). O código cobre desde torções simples sem ruptura até rupturas ligamentares confirmadas quando o foco é tornozelo ou partes do pé. A classificação se subdivide conforme ruptura ligamentar, entorse do tornozelo ou de outras partes do pé.


Em palavras simples

O código CID S93 indica que houve uma lesão no tornozelo ou no pé que afetou articulações ou ligamentos: diz respeito a torções, estiramentos ou deslocamentos, como entorse, distensão ou luxação. Em linguagem prática, significa que a estrutura que mantém o tornozelo está machucada pelo movimento forçado ou queda, e não que houve necessariamente uma fratura óssea.

Quem recebe este código costuma sentir dor local imediata após o incidente, inchaço ao redor da articulação e dificuldade para apoiar o pé. Pode aparecer uma mancha roxa (equimose) ou sensibilidade ao toque; em casos mais graves, a pessoa não consegue andar ou sente que o tornozelo “cedeu” ou ficou torto. A intensidade varia: há entorses leves que melhoram em dias e lesões mais sérias com dor e instabilidade prolongadas.

Na maioria dos casos não é uma condição contagiosa nem algo que se espalhe; trata-se de um problema mecânico. A duração depende da gravidade: entorses leves costumam melhorar em semanas com cuidados e reabilitação; rupturas ligamentares e luxações podem exigir avaliação mais detalhada e tempo maior de recuperação. Nem todo caso necessita internação nem cirurgia.

O caminho habitual é avaliação médica para excluir fratura, possivelmente radiografia, orientação sobre proteção do tornozelo e encaminhamento para fisioterapia quando indicado. O médico também registra no atestado as limitações e o tempo estimado para retorno às atividades. Em trabalhos que exigem esforço físico, pode haver necessidade de afastamento temporário até recuperação funcional.

Em casa, observar aumento rápido do inchaço, dor que impede qualquer apoio no pé, deformidade evidente, perda de sensibilidade ou palidez do pé. Nesses sinais, é importante procurar atendimento sem esperar. Para casos mais brandos, observar se a amplitude de movimento e a dor melhoram nos primeiros dias; se não houver progresso, retornar ao serviço de saúde para reavaliação.

Quando usar este código

Usa-se este código para registrar lesões agudas de ligamentos e articulações do tornozelo e do pé decorrentes de trauma, torção ou inversão do pé, quando a queixa principal e o exame focalizam tornozelo/pé e não há fratura documentada. Não é apropriado quando o diagnóstico confirmado é fratura (S92) ou quando se trata de lesões superficiais sem comprometimento articular/ligamentar (S90-S91).

Não confunda com

S92 — Fratura do pé (exceto do tornozelo): separa-se por imagem; presença de linha de fratura visível em radiografia/tomografia leva a S92 em vez de S93. S91 — Ferimentos do tornozelo e do pé: inclui cortes e lacerações da pele; se há ferida aberta profunda com lesão ligamentar, pode constar S91 associado, mas o dano ligamentar ativo é S93. S90 — Traumatismo superficial do tornozelo e do pé: contusões e hemorragias subcutâneas sem comprometimento articular pertencem a S90, não a S93. S93.2 (ruptura de ligamentos): distingue-se por relato clínico e/ou imagem de ruptura ligamentar; entorse simples sem ruptura fica em S93.4 ou S93.6 conforme local.

O que é

S93 é uma categoria da CID-10 que agrupa luxações, entorses e distensões das articulações e dos ligamentos do tornozelo e do pé. Em termos práticos, refere-se a torções ou deslocamentos que provocam estiramento, rompimento parcial ou total de ligamentos, ou desalinhamento articular, acompanhados de dor, inchaço e limitação funcional.

Manifesta-se tipicamente após trauma agudo: queda, torção durante atividade esportiva, escorregão ou impacto direto. Afeta pessoas de todas as idades, com maior frequência em adultos jovens e praticantes de esportes, mas também em idosos após tropeços ou quedas.

Sintomas

Principais sinais: dor localizada no tornozelo ou pé que aumenta ao caminhar, inchaço (edema) ao redor da articulação, limitação para apoiar o peso e sensibilidade à palpação. Equimose (mancha roxa) pode surgir nas primeiras 24–72 horas. Dor súbita e incapacidade de apoiar o pé aparecem cedo; dor progressiva, aumento rápido do inchaço, sensação de instabilidade articular ou perda de mobilidade sugerem lesão grave como ruptura ligamentar ou luxação.

Causas

O mecanismo mais frequente é a torção do pé em inversão ou eversão durante atividades de carga, como esportes, tropeços ou deslocamentos em superfícies irregulares. Entorses ocorrem por estiramento exagerado de ligamentos; rupturas acontecem quando as forças excedem a resistência das fibras. Luxações resultam de forças que deslocam a superfície articular além de sua congruência normal. No Brasil, entorses por inversão durante atividades recreativas ou ao pisar em desníveis são a causa mais comum.

Como é diagnosticado

O diagnóstico deste código baseia-se na história de trauma focal e no exame físico que demonstra dor localizada, edema e limitação funcional no tornozelo ou pé, sem evidência de fratura. A confirmação que sustenta S93 envolve exclusão de fratura por imagem simples, e, quando necessário, exames adicionais que mostrem lesão ligamentar ou desalinhamento articular. Se imagens evidenciam fratura, o código muda para S92; se houver ferimento aberto predominante, S91 pode ser aplicável.

Como costuma ser tratado

O manejo costuma ser conservador em muitos entorses, com medidas para controle de dor e edema e retorno gradual da função; casos com ruptura ligamentar importante ou luxação podem exigir imobilização mais rígida, redução articular e acompanhamento por especialista. O tratamento é ambulatorial na maioria das situações, mas lesões com instabilidade persistente ou deslocamento podem exigir intervenção ortopédica.

Quando procurar ajuda

Procurar avaliação imediata em serviços de urgência quando há incapacidade para apoiar o membro, deformidade visível que sugira luxação, perda de sensibilidade ou perfusão distal, sangramento ativo ou suspeita de fratura. Para dor intensa que não alivia com medidas iniciais ou aumento do inchaço nas primeiras 24–48 horas, buscar reavaliação médica.

Uso em atestado

Atestados por lesão do tornozelo/pé devem descrever a natureza da lesão (entorse, luxação, ruptura ligamentar), data do evento, limitações funcionais observadas e período estimado de afastamento quando indicado pelo avaliador. A indicação de afastamento deve estar fundamentada no exame clínico e na necessidade de proteção articular ou de reabilitação documentada.

Perguntas frequentes sobre S93

O que significa receber o CID S93 no meu atestado?

Indica que houve uma lesão nas articulações ou ligamentos do tornozelo ou pé, como entorse ou distensão, identificada pelo profissional que atendeu. Não diferencia automaticamente entre lesão leve ou grave; o prontuário detalha isso.

Preciso me afastar do trabalho quando tenho S93?

A necessidade de afastamento depende da gravidade, das tarefas do trabalho e da avaliação clínica; o atestado deve explicitar limitações e período sugerido pelo avaliador.

O CID S93 significa que tenho fratura?

Não; fraturas são classificadas em S92. A radiografia ou outro exame de imagem é usada para confirmar ou excluir fratura e assim alterar o código se necessário.

Quais exames provavelmente serão pedidos após esse diagnóstico?

Inicialmente radiografia para excluir fratura; em casos persistentes ou para avaliar ligamentos, ultrassonografia ou ressonância podem ser solicitadas conforme a suspeita clínica.

O S93 vai ficar no meu prontuário para sempre?

O registro do evento permanece no prontuário como histórico de lesão; a evolução e eventuais complicações também devem ser documentadas em consultas subsequentes.

Como diferenciar entorse simples de ruptura ligamentar?

A diferenciação combina relato do trauma, exame físico (instabilidade, amplitude de movimento) e exames de imagem quando necessário; a presença de instabilidade funcional ou resultado de imagem compatível sugere ruptura.

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