S93.6 — Entorse e distensão de outras partes e de partes não especificadas do pé
- entorse do pé não especificada
- distensão muscular/ligamentar do pé
- torção leve do pé sem ruptura
Em palavras simples
Este código significa que houve uma torção ou estiramento em alguma parte do seu pé, mas que o registro médico não especificou exatamente qual ligamento, tendão ou estrutura foi afetada. Em termos simples: é uma ‘torção do pé’ sem comprovar ruptura ou fratura. O médico usou S93.6 quando descreveu dor e inchaço após um movimento brusco ou pisada em falso, e não houve informação suficiente para dizer exatamente qual parte do pé foi lesionada.
O que você provavelmente está sentindo é dor localizada no pé no momento do trauma, inchaço que pode aumentar nas horas seguintes, sensibilidade ao toque e dificuldade para apoiar o peso. Pode aparecer mancha roxa (hematoma) e limitar sua caminhada. A intensidade varia: algumas pessoas conseguem andar com dor moderada, outras mal conseguem apoiar o pé.
Na maioria dos casos não é algo que “pegue” no sentido de ser contagioso, nem costuma ser grave como uma fratura — mas isso depende do exame e da evolução. A recuperação pode levar dias a semanas; atos simples como caminhar, trabalhar ou praticar esportes ficam prejudicados temporariamente. Se houver piora ou incapacidade para apoiar o pé, exames adicionais são necessários.
O que costuma acontecer a seguir é uma avaliação clínica e, quando o médico considerar necessário, um raio-X para descartar fratura. Se os sintomas persistirem ou houver suspeita de lesão de partes moles mais séria, podem pedir ultrassom ou ressonância magnética. Você provavelmente receberá orientações sobre proteção do pé, controle da dor e retorno gradual às atividades, e possivelmente fisioterapia se houver limitação funcional.
Em casa, observe o nível de dor, se o inchaço piora, se aparece dormência, formigamento ou mudança de cor do pé, e se não consegue apoiar o pé. Procure ajuda imediata se a dor for muito intensa, se houver deformidade visível, sangramento que não para, ou sinais de perda de circulação (mãos ou pés frios, pálidos, sem pulso perceptível). Para dúvidas sobre trabalho ou atestados, leve o laudo e os exames à sua empresa ou ao seu médico assistente para orientação específica.
O que este código significa?
O CID S93.6 designa entorse e distensão de partes do pé que não foram especificadas com precisão ao codificar — por exemplo estiramentos de músculos, tendões ou cápsulas articulares do pé quando o local exato ou a estrutura lesionada não foi registrada. Aplica-se quando há história de torção, pisada em falso ou trauma direto que cause dor, inchaço e limitação funcional, mas sem confirmação de ruptura ligamentar que justificaria S93.2 ou quando a lesão não é no tornozelo (S93.4). Não inclui fraturas ósseas, lesões isoladas do tornozelo bem definidas, nem rupturas documentadas de ligamentos.
Quando este código é usado?
Usa-se este código quando o registro clínico descreve entorse, distensão ou estiramento em região do pé sem detalhamento suficiente para identificar ligamento, tendão ou estrutura específica, e sem confirmação de ruptura. O código também é aplicado em atendimentos agudos e em revisões quando o laudo informa torção ou estiramento do pé, mas o exame de imagem não mostra ruptura ou fratura.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
S93.2 — Ruptura de ligamentos ao nível do tornozelo e do pé: este código exige documentação ou imagem que comprove ruptura ligamentar. S93.6 é usado quando há entorse/distensão sem confirmação de ruptura. S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo: separa-se por localização; se o relato ou exame localiza a lesão no tornozelo, usa-se S93.4, enquanto S93.6 indica partes do pé não especificadas. S92.x — Fratura do pé: fraturas têm imagem radiográfica confirmando solução de continuidade óssea; presença de fratura afasta S93.6.
O que é?
Entorse e distensão referem-se a lesões agudas por excesso de alongamento ou torção das estruturas de suporte do pé — ligamentos, tendões, cápsulas e músculos. Quando o local exato ou a estrutura lesionada não foi informado, ou quando o relato clínico descreve apenas “torção” ou “estiramento” do pé sem imagens que detalhem ruptura, o código S93.6 é empregado.
Clinicamente manifesta-se com dor localizada, inchaço, dificuldade para apoiar o pé e limitação para caminhar. Afeta pessoas de todas as idades, ocorrendo comumente em atividades ambulatoriais, prática esportiva recreativa e quedas domésticas; adultos jovens e idosos que têm alteração do equilíbrio estão entre os grupos mais afetados.
Quais sintomas aparecem?
Principais sintomas incluem dor aguda no pé após um movimento de torção ou impacto, edema localizado e dificuldade para apoiar o peso. Nos primeiros momentos predominam dor e incapacidade parcial para andar; hematoma e sensibilidade à palpação aparecem em horas a dias. Sinais de agravamento são aumento progressivo do inchaço e dor que impede qualquer apoio, formigamento ou perda sensorial, e deformidade evidente, que sugerem fratura ou ruptura e exigem reavaliação imediata.
O que causa?
Mecanismos típicos são torção do pé ao pisar em superfície irregular, entorse por inversão/eversion durante atividade física, trauma direto por impacto ou queda, e sobrecarga repetitiva. No Brasil, as causas mais frequentes na prática são pisadas em buracos/irregularidades, torções em esportes recreativos e acidentes domésticos. A lesão resulta do alongamento excessivo ou microlesão das fibras de ligamentos, tendões ou da bainha articular.
Como o médico confirma o diagnóstico?
O diagnóstico deste código é clínico e baseado na história de trauma com dor e limitação funcional localizada no pé, quando não há documentação de ruptura ligamentar ou fratura. Confirma-se a exclusão de fratura por exame de imagem básico quando indicado; se não há detalhamento anatômico suficiente no prontuário sobre qual estrutura foi lesionada, o registro se traduz em S93.6. A manutenção do código depende da ausência de achados compatíveis com códigos irmãos (por exemplo ruptura ligamentar S93.2 ou entorse do tornozelo S93.4).
Como costuma ser tratado?
O manejo padrão é conservador e ambulatorial com medidas de proteção local, controle de dor e reabilitação funcional conforme evolução. O tratamento visa reduzir dor e edema, restaurar amplitude de movimento e força, e retomar atividades progressivamente. Casos sem melhora ou com sinais de complicação podem necessitar de imagem avançada e reavaliação especializada.
Quando procurar um médico?
Procure avaliação médica se houver incapacidade de apoiar o pé, dor muito intensa, deformidade evidente, perda de sensibilidade ou circulação no pé, ou aumento progressivo do inchaço e hematoma. Retorno para reavaliação é indicado se a dor ou a função não melhorarem conforme o esperado nas primeiras semanas, ou se novos sintomas neurológicos surgirem.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que avaliou o caso e pelo quadro concreto — duas pessoas com o mesmo CID podem receber prazos diferentes.
Quanto à forma como o prazo funciona na prática: até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3). A partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. Atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são considerados de forma cumulativa para esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).
A regra dos 60 dias depende do CID constante no atestado: é o código que o perito usa para verificar se tratam-se do mesmo problema clínico, por isso a presença do CID no documento é o mecanismo prático que permite essa soma temporal; muitos pacientes e empregadores desconhecem esse detalhe.
Para que um atestado seja aceito deve conter identificação do paciente, o período de afastamento, a data de emissão, a assinatura e o CRM do médico. A inclusão do CID depende da anuência do paciente — informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório; entretanto, sem o código não há como verificar e somar atestados pelos mesmos 60 dias conforme a regra acima.
Especificamente para S93.6, trata‑se de uma classificação usada quando houve entorse ou distensão do pé sem especificação precisa da estrutura lesionada. O quadro é tipicamente agudo e de evolução clínica observável, muitas vezes manejado de forma ambulatorial; o código registra a ocorrência e o acompanhamento, podendo representar uma incapacidade temporária para certas atividades, dependendo do exame clínico. Como episódios semelhantes podem reaparecer ou serem registrados em atestados sucessivos, a regra dos 60 dias torna‑se relevante para quem precisa somar períodos e verificar a transição entre pagamento pelo empregador e avaliação pelo INSS.
Que direitos este código envolve?
Direitos trabalhistas e afastamento dependem da legislação vigente, do laudo pericial e do contrato de trabalho ou plano de saúde. A classificação como S93.6 não garante automaticamente afastamento previdenciário nem cobertura de procedimentos; decisões periciais e questões de benefício são avaliadas caso a caso.
Perguntas frequentes sobre S93.6
O que exatamente o CID S93.6 significa no meu prontuário?
Indica que houve entorse ou distensão em alguma parte do pé sem especificação da estrutura lesionada e sem confirmação de fratura ou ruptura ligamentar; é um registro clínico descritivo.
Preciso fazer raio‑X sempre que recebo esse diagnóstico?
Nem sempre; o raio‑X é indicado quando há suspeita de fratura (dor intensa, incapacidade para apoiar, deformidade). A decisão depende da avaliação clínica.
Posso receber atestado de trabalho com esse diagnóstico?
A emissão de atestado depende do impacto funcional avaliado pelo médico; o CID aparece no documento, mas duração e necessidade de afastamento variam conforme caso e perícia.
Qual a diferença entre S93.6 e S93.2 no laudo?
S93.2 requer evidência de ruptura ligamentar documentada por exame ou avaliação; S93.6 é usado quando há entorse/distensão sem confirmação de ruptura.
Esse problema costuma precisar de cirurgia?
A maioria dos casos é tratada de forma conservadora; cirurgia é considerada apenas se houver ruptura significativa comprovada ou complicação, conforme avaliação especializada.
Quando devo retornar ao médico após o diagnóstico inicial?
Retorne se a dor e a função não melhorarem nas semanas seguintes, ou antes se houver piora, perda de sensibilidade, aumento do inchaço ou incapacidade para apoiar o pé.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (1)
- Quais exames de imagem já foram realizados e eles descartam fratura óssea?
O que perguntar ao seu advogado (1)
- Como a lateralidade e o grau de limitação funcional influenciam cálculo de indenização por acidente?
O que perguntar ao seu plano de saúde (1)
- Existe cobertura para procedimentos invasivos se a imagem confirmar ruptura ligamentar?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco S90-S99
- OMS — ICD-10, versão 2019 (S93.6)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.