H60-H62 — Doenças do ouvido externo
- ouvido externo|otite externa|cerume impactado|lesões do pavilhão auricular
O que este código significa?
Este bloco reúne doenças do ouvido externo (H60-H62), incluindo otite externa difusa e localizada, corpos estranhos, cerume impactado e lesões traumáticas ou inflamatórias do pavilhão auricular. Os códigos mais consultados incluem H60.3 (otite externa difusa), H61 (corpos estranhos e obstruções) e H62 (lesões do pavilhão). Aqui estão agrupadas condições que afetam o conduto auditivo externo e a orelha externa visível.
Quando se usa um código deste grupo?
Usa-se este agrupamento quando a queixa principal é dor, secreção, obstrução ou lesão na orelha externa sem evidência de acometimento do ouvido médio (H65-H75) ou interno (H80-H83). Do caso agrupado o codificador deve descer aos subcódigos segundo causa (infecção, corpo estranho, trauma), cronologia e localização precisa.
Com que grupos este se confunde?
H60 vs H65-H75: separa-se pela presença de sinais de ouvido médio (otoscopia com tímpano alterado) que desloca o caso para H65-H75.
H61 vs H60: corpos estranhos e cerume (H61) distinguem-se da otite externa (H60) quando a obstrução for mecânica sem inflamação infecciosa predominante.
H62 vs S00-S09 (trauma): lesões puramente traumáticas recentes podem codificar como ferida traumática (S-codes); H62 é usado quando a principal classificação segue doença/inflamação crônica do pavilhão auricular.
O que é?
Condições que afetam o conduto auditivo externo e o pavilhão auricular, incluindo inflamação, infecção superficial, obstrução mecânica e alterações cutâneas. O critério comum é a localização anatômica externa ao tímpano: pele do conduto e cartilagem/pavilhão. Varia conforme etiologia (infecciosa, mecânica, inflamatória, traumática).
Que queixas costumam cair neste grupo?
Queixas que levam a codificar nestes códigos incluem dor auricular localizada, prurido, secreção ou otorreia, diminuição da audição por obstrução, sensação de ouvido cheio e presença visível de lesão ou corpo estranho no pavilhão ou conduto.
O que costuma estar por trás deste grupo?
Como se chega a um código deste grupo?
O diagnóstico que define o código costuma vir da inspeção/otoscopia e da descrição da lesão: presença de inflamação difusa versus localizada, corpo estranho visível, cerume impactado ou ulceração do pavilhão. Persistência, cronicidade e causa conhecida orientam a escolha do bloco.
Como costuma ser tratado?
O manejo destes problemas é predominantemente ambulatorial com profissionais de atenção primária ou otorrinolaringologia; casos com complicação ou necessidade de cirurgia seguem para atendimento especializado. Programas do SUS cobrem consultas, procedimentos ambulatoriais e internação quando necessário; o detalhamento depende do diagnóstico específico.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Classes usadas no grupo incluem antimicrobianos tópicos (antibacterianos, antifúngicos), anti-inflamatórios tópicos ou sistêmicos, analgésicos e ceruminolíticos; a escolha depende da etiologia (infecciosa vs obstrutiva vs inflamatória) e da extensão da lesão.
Quando procurar um médico?
Procura-se avaliação urgente se houver dor intensa, febre, aumento rápido da tumefação, secreção purulenta persistente, perda auditiva súbita associada ou sinais de celulite peri-auricular; sinais de comprometimento sistêmico ou progressão afastam do manejo apenas ambulatorial.
Como este grupo aparece em atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.
Na prática legal, até 15 dias de afastamento o empregador paga o salário (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são considerados para somar esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). O CID do atestado é o elemento que o perito usa para verificar se tratamentos ou atestados visam a mesma doença — por isso o código tem efeito prático sobre a contagem.
Para que um atestado seja aceito, ele precisa identificar o paciente, indicar o período de afastamento, trazer a data, a assinatura e o CRM do médico. A inclusão do CID só ocorre com anuência do paciente: informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo INSS ou pelo empregador.
Em geral, as condições agrupadas em H60–H62 afetam a parte externa do ouvido e costumam ter curso agudo e de manejo ambulatorial, embora algumas situações (processos inflamatórios recorrentes, cerume que obstrui ou lesões traumáticas do pavilhão) possam voltar com o tempo ou exigir acompanhamento. Esses problemas raramente provocam incapacidade permanente para o trabalho; muitas vezes implicam cuidados e procedimentos ambulatoriais. Como episódios semelhantes podem reaparecer, a regra dos 60 dias importa aqui: quando vários atestados com o mesmo CID se sucedem no período, eles são computados para a contagem dos 15 dias pagos pelo empregador e para a exigência de perícia pelo INSS a partir do 16º dia.
Que direitos este código envolve?
Do ponto de vista jurídico, este conjunto integra doenças tratadas na rede de saúde; direitos como afastamento ou benefício previdenciário dependem de perícia médica e da legislação aplicável. Não existe listagem automática de benefícios por código CID isolado; requer-se avaliação e enquadramento conforme normas do INSS e legislações correlatas.
Perguntas frequentes sobre H60-H62
Quando devo escolher um código H60 versus H61?
Use H60 quando a queixa principal é inflamação/infeção do conduto auditivo externo; use H61 se a principal causa for corpo estranho ou cerume impactado sem inflamação predominante.
Um corte ou hematoma na orelha externa é classificado em H62 ou em trauma (S-codes)?
Lesões cuja classificação clínica segue doença inflamatória ou crônica do pavilhão usam H62; ferimentos agudos e traumáticos primários podem ser codificados nos S-codes conforme a natureza e temporalidade do evento.
É obrigatório informar o CID no pedido do paciente que não quer constar o código?
O paciente pode solicitar omissão do CID no atestado; práticas administrativas variam, mas a ocultação pode ser aceita conforme a legislação de privacidade e políticas institucionais.
Quais exames mais sustentam a escolha entre H60 e H65-H75?
A otoscopia que documenta integridade ou alteração do tímpano é decisiva: alteração timpânica sugere encaminhamento aos códigos do ouvido médio (H65-H75).
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco H60-H62
- OMS — ICD-10, versão 2019 (H60-H62)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.