H80-H83 — Doenças do ouvido interno

  • labirintopatias
  • transtornos do labirinto auditivo
  • doenças labirínticas

Este bloco reúne doenças do ouvido interno (H80-H83), incluindo labirintopatias e lesões do aparelho vestibulococlear. Entre os códigos mais procurados estão H81 (transtornos do equilíbrio, como vertigem posicional paroxística benigna), H83 (outros transtornos do ouvido interno, como fístula labiríntica e otosclerose com componente labiríntico) e H90-H95 como comparação para perda auditiva. A página orienta a navegação entre blocos próximos (ouvido externo, médio e demais transtornos) e identifica sinais que levam à subdivisão em códigos específicos.


Quando usar este código

Usa-se este agrupamento quando a queixa principal aponta para dysfunction do labirinto ou do nervo vestibulococlear e não há confirmação imediata do diagnóstico específico. A partir daqui, desce-se para um código mais preciso conforme exame clínico, audiometria, vestibulometria ou imagens, escolhendo H81, H82 ou H83 conforme o padrão de sinais e achados.

Não confunda com

Confusão com H60-H62 (Doenças do ouvido externo): criterioso quando sinais locais externos (otite externa, cerume) explicam a queixa; presença de inflamação visível ou dor local aponta para ouvido externo (H60-H62) e não H80-H83.

Confusão com H65-H75 (Doenças do ouvido médio e da mastóide): se há história de otorreia, perfuração timpânica ou otoscopia com efusão, prefere-se códigos do ouvido médio (H65-H75) em vez dos do ouvido interno.

Confusão com H90-H95 (Outros transtornos do ouvido): critérios que separam incluem predominância de perda auditiva condutiva ou sequelas cirúrgicas; perda auditiva sensorioneural primária e sintomas vestibulares favorecem H80-H83, enquanto alterações condutivas ou próteses auditivas recaem em H90-H95.

O que este grupo reúne

Reúne condições que afetam o ouvido interno: o labirinto (cochlea e vestíbulo) e o nervo vestibulococlear. Em geral a unidade funcional comprometida é a parte sensorial para audição e equilíbrio; varia conforme o padrão (predominantemente vestibular, coclear ou misto).

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que tipicamente conduzem a códigos deste grupo incluem vertigem ou tontura rotatória, desequilíbrio persistente, perda auditiva de instalação súbita ou progressiva do tipo sensorioneural, zumbido (tinnitus) e sensação de plenitude auditiva.

Mecanismos em comum

Mecanismos abrangem lesão sensorial do labirinto (ex.: doenças vestibulares como VPPB em H81), isquemia ou trauma labiríntico, processos degenerativos, infecções que atingem o ouvido interno e anomalias congênitas. Alguns blocos distinguem etiologias agudas (inflamatórias/infecciosas) de crônicas ou estruturais.

Como se define o código

O código específico depende do achado que definir o sítio e o mecanismo: testes vestibulares e padrões de nistagmo para distinguir transtornos vestibulares (H81), audiometria para confirmar perda sensorioneural, e imagem ou exames otoneurológicos para fístulas ou malformações (H83). Histórico temporal (súbito vs recorrente) também separa subdivisões.

Como o cuidado se organiza

O manejo varia: muitos casos são avaliados e acompanhados em ambulatório otorrinolaringológico ou de otoneurologia; episódios graves ou com risco neurológico podem requerer internação. Programas de reabilitação vestibular e serviços especializados do SUS acolhem pacientes com incapacidade persistente. A prática clínica determina encaminhamento e nível de cuidado.

Classes de medicamentos

Classes farmacológicas utilizadas no grupo incluem antieméticos e vestibulares (para controlar náuseas e sintomas vestibulares), anti-inflamatórios e corticosteroides sistemicos quando indicados por quadro agudo e antibióticos se houver infecção comprovada; a escolha entre classes baseia-se na causa (inflamatória, infecciosa, isquêmica) e na gravidade clínica.

Sinais de alarme do grupo

Procurar atenção imediata em casos de início súbito de perda auditiva unilateral, vertigem intensa com queda ou desmaio, sinais neurológicos focais (fraqueza, alteração da fala) ou febre e otorreia que sugiram infecção profunda.

Uso em atestado

Em atestados, registrar o CID do diagnóstico estabelecido do ouvido interno (H80-H83) ou o CID mais específico quando conhecido. A notificação compulsória não é padrão para a maioria dos códigos do grupo; peritos costumam requerer documentação de exames objetivos (audiometria, exames vestibulares, imagens) quando o afastamento ou incapacidade são alegados. O paciente pode solicitar omissão do CID no documento quando previsto em lei.

Perguntas frequentes sobre H80-H83

Quando devo usar H81 em vez de H65-H75?

Use H81 quando a investigação indicar transtorno vestibular primário (vertigem e alterações no exame vestibular) sem sinais de orelha média, enquanto H65-H75 é indicado se houver otorreia, perfuração timpânica ou efusão.

Posso codificar H83 sem exames de imagem?

H83 engloba vários transtornos do ouvido interno; a codificação depende do conjunto clínico e de exames funcionais (audiometria, testes vestibulares); imagem é exigida quando se suspeita de fístula ou malformação.

O CID H90-H95 não seria mais apropriado para perda auditiva?

H90-H95 cobre outros transtornos e sequelas auditivas; prefira H80-H83 quando a perda for de origem labiríntica ou associada a sintomas vestibulares.

É necessário colocar o CID no atestado?

O CID pode ser informado no atestado, mas o paciente pode solicitar omissão; peritos geralmente pedem documentação complementar para afastamentos.

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