I80.0 Flebite e tromboflebite dos vasos superficiais dos membros inferiores
- tromboflebite superficial
- flebite superficial
- trombose superficial
- inflamação venosa superficial
Em palavras simples
O código CID I80.0 significa que houve inflamação de uma veia perto da pele da perna, muitas vezes com um pequeno coágulo nessa veia. É uma descrição médica do que o seu médico observou: dor localizada, uma área vermelha e quente ao longo de onde passa a veia e às vezes uma sensação de um cordão duro ao toque. Não é uma infecção generalizada nem uma trombose profunda automaticamente; é um problema nas veias superficiais da perna.
Você provavelmente está sentindo dor localizada e sensibilidade ao longo de uma veia, às vezes ao caminhar ou ao encostar. Pode haver vermelhidão e calor sobre essa veia, e a pele pode parecer mais firme. Em alguns casos há leve inchaço ao redor, mas não é o mesmo inchaço generalizado de uma trombose profunda. Febre baixa pode ocorrer se houver inflamação mais intensa ou infecção associada.
O diagnóstico costuma ser feito pelo exame do médico; se houver dúvida ou para excluir que o problema atinja as veias mais profundas, o médico pode pedir um ultrassom Doppler. Em muitos episódios o quadro é tratado sem internação, com orientações para alívio dos sintomas e acompanhamento. Nem todo caso precisa de exame de sangue ou internação. O tempo de recuperação varia, e o médico que avaliou você decide se precisa de afastamento do trabalho e por quanto tempo.
Se recebeu um atestado, ele deve conter seus dados, as datas do afastamento, a assinatura e o CRM do médico; o CID só entra se você concordou. O atestado com o código permite que períodos de afastamento pelo mesmo motivo dentro de 60 dias sejam somados para efeitos administrativos, o que pode ser útil em processos junto ao empregador ou ao INSS. Em geral, este quadro não é contagioso; não se transmite para outras pessoas.
Em casa observe se a vermelhidão, o inchaço ou a dor aumentam, se surgir febre persistente ou se a dor passar a impedir que você caminhe normalmente. Nesses casos, procure reavaliação. Também retorne ao médico se o sintoma não melhorar com as medidas iniciais ou se houver novas áreas de vermelhidão que se espalhem pela perna.
O que este código significa?
O CID I80.0 designa inflamação da parede de veias superficiais das pernas, frequentemente associada à formação de coágulos (trombo) nesse segmento. Aparece como dor localizada, vermelhidão, calor e endurecimento ao longo de uma veia superficial do membro inferior. Este código refere-se especificamente a vasos superficiais e não inclui trombose venosa profunda das veias profundas da perna. Usa-se I80.0 quando há exame clínico ou imagem que mostre tromboflebite superficial nos membros inferiores; casos de flebite sem trombo ou em sítios diferentes devem ser codificados conforme as subdivisões apropriadas. Não descreve doença arterial nem processos infecciosos que não afetem a parede venosa.
Quando este código é usado?
Use I80.0 quando o quadro clínico e, se disponível, exames de imagem confirmarem inflamação e/ou trombo em veias superficiais do membro inferior. O código é aplicado a episódios agudos localizados nas pernas, identificados por sinais inflamatórios sobre o trajeto venoso e, às vezes, por ultrassom que mostra trombo superficial. Não aplicar quando houver extensão para o sistema venoso profundo, o que exige outro código.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
I80.1 – Flebite e tromboflebite dos vasos superficiais dos membros superiores: diferenciar pela localização anatômica; I80.1 refere-se a braços e ombros, I80.0 apenas a pernas. A18.0 – Tromboflebite séptica (nota hipotética): distinguir pela presença documentada de infecção sistêmica ou cultura positiva; I80.0 descreve inflamação/trombo superficial sem evidência obrigatória de infecção sistêmica. I82.9 – Trombose venosa profunda não especificada: separar pela profundidade venosa envolvida; trombose profunda envolve veias profundas e risco e manejo diferentes do processo superficial codificado em I80.0.
O que é?
Flebite e tromboflebite superficial dos membros inferiores é a inflamação de uma veia próxima à pele na perna, frequentemente acompanhada de formação de coágulo no interior dessa veia. Manifesta-se por dor localizada, sensibilidade e um cordão palpável ao longo do trajeto venoso com pele avermelhada e aquecida.
Costuma ocorrer em adultos, mais frequentemente em pessoas com varizes, lesões locais, uso de cateteres periféricos, trauma na perna, imobilidade parcial ou em situações que favoreçam estase venosa e alteração do revestimento venoso. Pode ser um episódio isolado ou ocorrer repetidamente em quem tem doença venosa crônica.
Quais sintomas aparecem?
Os sintomas mais típicos incluem dor focal e sensibilidade ao longo de uma veia superficial, vermelhidão localizada e sensação de calor sobre a área afetada; um cordão firme pode ser palpado. Sintomas iniciais geralmente são dor e vermelhidão circunscritas. Sinais de agravamento que indicam maior extensão ou possível complicação incluem aumento rápido da vermelhidão e do edema da perna, febre persistente, dor intensa que limita a marcha ou sinais sugerindo comprometimento das veias profundas (dor difusa, inchaço importante), o que exige investigação imediata.
O que causa?
O mecanismo envolve inflamação da parede venosa com trombose local; fatores que favorecem isso são estase venosa, lesão endotelial e alteração na coagulação. Na prática brasileira o fator mais comum é a presença de varizes associadas a trauma menor ou imobilidade localizada, que facilitam a formação do trombo superficial. Outros fatores incluem uso de cateteres periféricos, infecção localizada, hipercoagulabilidade e cirurgias recentes nas extremidades inferiores.
Como o médico confirma o diagnóstico?
O diagnóstico de I80.0 baseia-se em achados clínicos—dor localizada, cordão venoso palpável, eritema e calor ao longo de uma veia superficial—e é sustentado quando a história e exame físico são compatíveis. A ultrassonografia Doppler venosa confirma trombose em veias superficiais quando há dúvida, ajuda a excluir extensão para veias profundas e orienta o código correto. Exames laboratoriais não definem o código, mas podem ser solicitados se houver suspeita de infecção ou de estado trombótico sistêmico.
Como costuma ser tratado?
O tratamento do episódio de tromboflebite superficial é, na maioria dos casos, ambulatorial e visa aliviar sintomas e prevenir extensão para o sistema venoso profundo. Medidas locais e medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos podem ser usados conforme indicação clínica; em situações com alto risco de extensão ou trombose extensa, o manejo e a necessidade de anticoagulação são avaliados pelo médico. A observação clínica e o seguimento com exame físico e, quando indicado, ultrassom são parte do cuidado.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
As classes medicamentosas usadas no manejo incluem analgésicos e anti-inflamatórios para controle de dor e inflamação, e anticoagulantes quando há risco aumentado de extensão ou confirmação de trombose extensa; antibióticos são reservados apenas se houver suspeita clara de infecção associada. A decisão sobre o uso de anticoagulantes ou antibióticos depende do quadro clínico e do risco individual avaliado pelo médico.
Quando procurar um médico?
Procure atendimento se a vermelhidão, o edema ou a dor aumentarem rapidamente, se surgir febre persistente, se houver sinal de comprometimento vascular mais profundo (inchaço difuso da perna, dor intensa ao caminhar) ou se notar áreas de pele muito quente ou com ulceração. Solicitar reavaliação rápido é importante quando há suspeita de extensão para veias profundas ou quando os sintomas não melhoram com o tratamento inicial.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período de afastamento é definido pelo médico que examinou, conforme o caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes. Até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). O CID do atestado é utilizado pelo perito para verificar se os atestados referem-se à mesma doença na soma desses 60 dias.
Para que um atestado seja aceito ele precisa identificar o paciente, especificar o período de afastamento, trazer data, assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente; não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo INSS ou pelas ferramentas administrativas.
Em geral, a tromboflebite superficial dos membros inferiores costuma apresentar curso agudo e muitos episódios se resolvem sem incapacidade prolongada, embora possa haver dor que limite temporariamente certas atividades. Por isso, I80.0 costuma originar atestados de curta duração e acompanhamento ambulatorial; se houver risco de extensão para veias profundas ou complicação infecciosa, o caso tende a exigir perícia e reavaliação. Quando o quadro recorre em quem tem doença venosa crônica, a soma dos atestados dentro de 60 dias é relevante porque documenta continuidade do mesmo problema e afeta a análise administrativa do afastamento.
Se o atestado não contiver o CID e você desejar que o período conte para a soma dos 60 dias, converse com o médico sobre a possibilidade de registro do código e sobre a informação que você autoriza ser incluída; a decisão final sobre registro e validade do afastamento seguirá as normas administrativas e a perícia quando aplicável.
Que direitos este código envolve?
O empregador paga os primeiros 15 dias de afastamento; a partir do 16º dia o benefício é administrado pelo INSS, que exige perícia. Atendimentos e atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para contabilizar os primeiros 15 dias. A inclusão do CID no atestado depende do consentimento do paciente e é utilizada nas verificações administrativas.
Perguntas frequentes sobre I80.0
O que exatamente significa receber o código CID I80.0 no atestado?
Significa que o médico avaliou inflamação e/ou trombo em veias superficiais da perna; é uma forma de registrar o diagnóstico para fins administrativos quando o paciente concorda.
Isso quer dizer que tenho trombose profunda e estou em risco grave?
Não necessariamente; I80.0 refere-se a veias superficiais. O risco de trombose profunda é avaliado pelo médico e pelo ultrassom; sinais de inchaço difuso e dor intensa indicam investigação imediata.
Vou precisar de exames de imagem obrigatoriamente?
Nem sempre; o ultrassom Doppler é solicitado quando há dúvida diagnóstica ou para excluir extensão às veias profundas; a necessidade depende do quadro e da avaliação clínica.
O atestado com CID I80.0 conta para o tempo de afastamento junto ao INSS?
O CID no atestado permite somar atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias para contabilizar os primeiros 15 dias de afastamento; após esse período a perícia do INSS é exigida para continuidade.
Posso transmitir essa condição para outras pessoas?
Não é uma condição contagiosa; trata-se de inflamação e trombo local na veia, não de infecção transmissível em geral.
Quando devo voltar a trabalhar ou buscar nova avaliação?
Retorne se a dor, vermelhidão ou inchaço aumentarem, se surgir febre persistente, ou se o sintoma impedir suas atividades habituais; a decisão sobre retorno depende do médico que acompanha seu caso.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Quando o sintoma começou exatamente e qual foi o evento desencadeante (trauma, variz, cateter)?
- Qual é a extensão estimada do trajeto venoso afetado e há sinal de propagação em direção às veias profundas?
- Foi realizado ultrassom Doppler para documentar trombo e excluir trombose venosa profunda?
- Há sinais clínicos ou laboratoriais que indiquem infecção associada à tromboflebite?
- Existem fatores de risco para hipercoagulabilidade que justificariam investigação adicional ou mudança de manejo?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- Este registro em atestado pode justificar pedido de afastamento prolongado perante o INSS ou plano de saúde?
- Como a soma dos atestados com CID I80.0 dentro de 60 dias pode influenciar uma perícia trabalhista ou previdenciária?
- O código I80.0 em laudo pericial distingue entre incapacidade temporária para funções que exigem esforço das que não exigem?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- O plano exige documentação específica, como ultrassom Doppler, para autorizar procedimentos relacionados a tromboflebite?
- Há cobertura contratual para procedimentos ou tratamentos invasivos indicados por tromboflebite superficial?
- O registro do CID I80.0 na guia é suficiente para solicitação de exames por imagem ou o plano exige relatório clínico adicional?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco I80-I89
- OMS — ICD-10, versão 2019 (I80.0)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.