CIDs Med
I00–I99 · Capítulo IX · Doenças do aparelho circulatório
  • flebite femoral
  • trombose venosa femoral
  • flebite profunda da coxa

Em palavras simples

Receber o diagnóstico anotado como CID I80.1 significa que houve inflamação e/ou trombose na veia femoral, uma veia grande da coxa. Em palavras práticas, é um problema com a circulação venosa profunda daquela região, que costuma causar dor e inchaço no lado afetado. O registro do código ajuda a identificar claramente o local do problema e a organizar exames e tratamentos que você vai precisar.

O que você provavelmente está sentindo é dor localizada na coxa ou na virilha, um inchaço do membro por baixo da pele, e sensibilidade ao tocar. Pode haver sensação de calor na pele sobre a veia e alguma dificuldade para apoiar ou usar a perna normalmente. Às vezes vem febre baixa ou mal-estar, mas nem sempre. Sintomas que aparecem cedo são dor e aumento do volume da perna; se a dor aumentar muito ou a respiração ficar difícil, é sinal para buscar atendimento urgente.

Quanto à gravidade, ter I80.1 não implica automaticamente algo permanente ou contagioso; não se trata de infecção transmitida de pessoa a pessoa. O curso costuma ser agudo e tratado com medidas médicas para evitar que o coágulo aumente ou que se solte e viaje para o pulmão. O tempo de recuperação varia conforme a extensão e a gravidade, por isso o médico que acompanhou o caso decide sobre afastamento e retorno às atividades.

O passo seguinte normalmente inclui um ultrassom das veias para confirmar a localização e extensão do trombo. Em função dos achados, o médico pode pedir acompanhamento ambulatorial, medicação e retorno para reavaliação. Alguns casos são tratados sem internação; outros exigem observação se houver risco de complicação. O atestado médico pode usar o CID I80.1 para registrar a condição, e esse código ajuda a somar atestados similares para efeitos legais em períodos de 60 dias.

Em casa, observe o tamanho do inchaço, a intensidade da dor e sinais de infecção no local (vermelhidão intensa, calor marcado, febre alta). Procure ajuda sem esperar se a dor piorar rapidamente, se a perna aumentar muito de volume, ou se surgirem sintomas respiratórios como falta de ar ou dor no peito. Também comunique qualquer sangramento ou reação a medicações que tenham sido prescritas.

Durante o acompanhamento, mantenha os retornos agendados e leve sempre os exames de imagem que receber. Se tiver dúvidas sobre o atestado, a necessidade de afastamento ou a duração, converse com o médico responsável e guarde cópias dos relatórios e laudos que identifiquem a veia femoral — eles serão úteis tanto para o seu cuidado quanto para qualquer avaliação administrativa ou de seguro.

O que este código significa?

O CID I80.1 designa flebite e tromboflebite da veia femoral: inflamação da parede venosa da veia femoral que frequentemente acompanha formação de coágulo. Aparece em contexto de dor, edema e sensibilidade na coxa ou região inguinal, por vezes com febre local ou sistêmica. Não inclui tromboses de veias superficiais dos membros inferiores (I80.0) nem necessariamente outras veias profundas além da femoral (I80.2). O código indica que a lesão principal está na veia femoral e é usado quando o diagnóstico é sustentado por exame clínico e/ou imagem. Não descreve por si só complicações específicas como embolia pulmonar, que são codificadas separadamente quando documentadas.

Quando este código é usado?

Use I80.1 quando o laudo clínico ou de imagem identifica inflamação e/ou trombose localizada na veia femoral. Valida-se o código quando o médico responsável registrou explicitamente a veia femoral como sítio afetado. Não se use este código para trombose exclusivamente em veias superficiais, nem para tromboses não especificadas dos membros inferiores.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

I80.0 — Flebite e tromboflebite dos vasos superficiais dos membros inferiores: este código refere-se a veias superficiais (ex.: safena); I80.1 envolve a veia femoral profunda, identificada por exame físico com sinais profundos e por imagem. I80.2 — Flebite e tromboflebite de outros vasos profundos dos membros inferiores: I80.2 é usado quando a trombose profunda é em vasos como a veia poplítea ou tibial; escolha I80.1 somente se o laudo localizar a femoral. I80.3 — Flebite e tromboflebite dos membros inferiores, não especificada: use I80.3 apenas quando não houver documentação do sítio; se houver prova da veia femoral, use I80.1.

O que é?

A tromboflebite da veia femoral é um processo em que ocorre inflamação da parede da veia femoral frequentemente associada à formação de trombo. Manifesta-se por dor, edema e sensibilidade na coxa ou na virilha, e pode resultar de fatores locais ou sistêmicos que favorecem a trombose.

Costuma ocorrer em adultos com fatores de risco como imobilidade, trauma, cateter venoso ou estados pró-trombóticos; também aparece em pós-operatório ou em pessoas com antecedentes de tromboembolismo. O quadro pode ser agudo e exigir investigação por imagem para confirmar extensão e presença de trombo.

Quais sintomas aparecem?

Os principais sinais são dor localizada na coxa ou virilha, inchaço unilateral do membro, calor e sensibilidade ao toque; dor progressiva e aumento do edema indicam agravamento. Febre baixa e sinais inflamatórios locais podem acompanhar. Sinais de alarme que sugerem complicação incluem dor súbita torácica ou falta de ar (sugerindo embolia pulmonar) e aumento rápido do edema ou da dor que pode significar extensão do trombo.

O que causa?

O mecanismo básico é a tríade de Virchow: estase venosa, lesão endotelial e hipercoagulabilidade. No Brasil, causas comuns na prática são imobilização prolongada, pós-operatório, uso de cateter venoso central ou trauma local; condições médicas pró-trombóticas (câncer, uso de anticoncepcionais em alguns casos, trombofilias) também contribuem. Inflamação local da veia pode preceder ou resultar da formação do trombo.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico de I80.1 apoia-se na correlação entre quadro clínico compatível (dor, edema, sinal de Homans não é específico) e exames que documentem trombose ou inflamação na veia femoral, em particular o ultrassom vascular com compressão e Doppler; a identificação explícita da veia femoral no laudo diferencia este código dos demais. A confirmação por imagem é o principal suporte para atribuir o código quando há dúvida clínica.

Como costuma ser tratado?

O manejo costuma combinar medidas gerais, controle da dor e terapia para prevenir progressão do trombo e embolia. Em muitos casos o tratamento inicial é ambulatorial com seguimento, mas a decisão depende da extensão, risco de complicação e fatores do paciente. Procedimentos invasivos ou internação são reservados para situações com risco elevado ou falha do tratamento clínico.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

As classes envolvidas no manejo incluem anticoagulantes para prevenir extensão e embolia, analgésicos para controle da dor local e, quando indicado, anti-inflamatórios. Em cenários específicos, podem ser considerados agentes trombolíticos ou intervenções endovasculares, conforme avaliação especializada.

Quando procurar um médico?

Procure avaliação médica urgente se a dor ou o inchaço piorarem rapidamente, se surgir falta de ar, dor torácica, tontura ou desmaio, ou se houver sinais de infecção progressiva (febre alta, calor e vermelhidão intensa). Também busque reavaliação se medicações prescritas provocarem sangramento significativo ou efeitos adversos.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que avaliou o caso e pela situação clínica individual — duas pessoas com I80.1 podem receber períodos diferentes. Até 15 dias de afastamento o empregador paga o salário; do 16º dia em diante o INSS assume e exige perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para contabilizar esses 15 dias. A verificação dos 60 dias usa o CID do atestado para identificar se o motivo é o mesmo, e é por isso que o código aparece na documentação trabalhista.

Para que um atestado seja aceito ele precisa identificar o paciente, conter o período de afastamento, a data, assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID só ocorre com a anuência do paciente; o empregador não exige a descrição detalhada do diagnóstico, mas sem o código a soma dos atestados para efeito do limite legal não pode ser verificada pelo perito.

No caso de I80.1 trata-se tipicamente de um quadro agudo que demanda confirmação por imagem e acompanhamento; o código costuma acompanhar episódios que podem levar a restrição temporária do trabalho se houver dor marcada, edema ou risco de progressão. Por isso, atestados sucessivos pelo mesmo CID dentro do período de 60 dias podem ser reunidos para avaliar a continuidade do afastamento.

Quando há risco de complicações (extensão do trombo ou eventos tromboembólicos) o registro clínico e a documentação por imagem que identifiquem a veia femoral são importantes para a perícia. A natureza aguda e a possibilidade de impacto funcional fazem com que este código seja relevante na análise de incapacidade temporária, embora a concessão de benefício dependa de perícia e vínculo empregatício.

Perguntas frequentes sobre I80.1

O que significa ter o código CID I80.1 no atestado?

Significa que o médico identificou inflamação e/ou trombose na veia femoral, ou seja, um problema na circulação venosa profunda da coxa. O código especifica o local e facilita a documentação clínica e administrativa.

CID I80.1 é contagioso para outras pessoas?

Não é contagioso; trata-se de um problema circulatório interno associado a trombo e inflamação, não a um agente transmissível entre pessoas.

Que exame confirma I80.1?

O ultrassom venoso com compressão e Doppler é o exame padrão para localizar trombo na veia femoral e é o principal suporte para usar este código.

Posso trabalhar com este diagnóstico?

A possibilidade de trabalhar depende da intensidade dos sintomas e da avaliação médica; o médico define necessidade e duração do afastamento com base no quadro e nas demandas do trabalho.

O que diferencia I80.1 de I80.0?

I80.0 é para flebites/tromboses de veias superficiais dos membros inferiores; I80.1 indica envolvimento da veia femoral, que é uma veia profunda e costuma ter implicações diferentes para risco e tratamento.

Se o laudo não citar a veia femoral, posso exigir que conste no atestado?

Você pode solicitar que o laudo descreva o local da lesão; para fins de registro e perícia, a especificação do sítio facilita a classificação como I80.1.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • O laudo de ultrassom identifica presença e extensão do trombo na veia femoral?
  • Há sinais de extensão proximal ou comprometimento da circulação venosa profunda que justifiquem mudança de conduta?
  • Existem fatores de risco pró-trombóticos documentados que exijam investigação complementaria?
  • Há indicação de intervenção endovascular ou trombólise além do manejo clínico?
  • A documentação descreve explicitamente o sítio (veia femoral) para enquadramento em I80.1?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Este quadro e compatível com incapacidade temporária para minha função específica (teletrabalho, presencial, esforço físico)?
  • Como a soma de atestados com CID I80.1 nos últimos 60 dias pode influenciar uma perícia previdenciária?
  • Quais documentos clínicos e de imagem devo juntar para instruir um pedido administrativo ou judicial que trate de afastamento?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • O plano exige autorização prévia para exames de imagem avançada (angio-TC/angio-RM) relacionados a I80.1?
  • Há cobertura para procedimentos endovasculares ou trombólise associados a trombose femoral sob este contrato?
  • Quais documentos e laudos o plano costuma solicitar para avaliar cobertura de tratamentos invasivos neste diagnóstico?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.