I80.2 Flebite e tromboflebite de outros vasos profundos dos membros inferiores
- trombose venosa profunda
- TVP de membros inferiores
- flebite profunda
- tromboflebite profunda
Em palavras simples
O código CID I80.2 significa que houve inflamação ou formação de coágulo em veias profundas da perna diferentes da veia femoral. Em palavras simples, é uma trombose ou flebite em veias internas da perna: não é só um problema da pele ou das veias superficiais visíveis, e costuma precisar de avaliação com exame de imagem para confirmar onde está o problema.
Você provavelmente sente dor na perna que pode ser contínua ou piorar quando anda, além de inchaço de um lado comparado ao outro. A perna pode estar mais quente ao toque e, às vezes, há vermelhidão. Algumas pessoas também sentem cansaço exagerado no membro afetado. Nem todo caso cursa com febre, mas quando há calor e dor intensos ou a perna fica muito inchada, isso indica que precisa de atenção rápida.
Sobre gravidade, a condição pode variar: muitas vezes é tratável e monitorada, mas há risco de o coágulo se deslocar e causar problemas em órgãos distantes, por isso o acompanhamento é importante. Não é uma doença contagiosa. O tempo de recuperação depende do caso e do tratamento indicado; decisões sobre afastamento do trabalho são individuais e feitas pelo médico que o examina.
O que normalmente vem a seguir são exames para confirmar o diagnóstico, especialmente uma ultrassonografia das veias da perna, além de acompanhamento médico para decidir a melhor abordagem. Você pode precisar de retorno para controle dos sintomas, repetição de imagem e ajustes no plano terapêutico conforme a resposta.
Em casa, observe se a dor ou o inchaço pioram rapidamente, se a cor da perna muda bastante, ou se surgem falta de ar ou dor no peito — nesses casos procure atendimento imediatamente. Também é útil anotar quando os sintomas começaram, se houve imobilidade recente, cirurgia ou uso de cateter venoso, pois essas informações ajudam no diagnóstico.
Lembre que o atestado pode trazer o CID apenas com sua autorização; se for necessário justificar afastamento prolongado junto ao INSS, o código e a documentação correta facilitam a avaliação pericial. Guarde cópias de exames e laudos e esclareça com seu médico qual será o acompanhamento previsto.
O que este código significa?
CID I80.2 designa inflamação e/ou trombose em veias profundas dos membros inferiores que não são a veia femoral, nem vasos superficiais, nem formas não especificadas. Aparece quando há sinais locais (dor, edema, calor) associados a evidência clínica ou por imagem de comprometimento venoso profundo. Não inclui flebites de veias superficiais (I80.0), tromboflebite exclusivamente da veia femural (I80.1) ou casos sem definição da veia afetada (I80.3). Este código é usado quando a localização é identificada como profunda em exames ou laudo clínico, e quando a etiologia e o contexto são avaliados separadamente.
Quando este código é usado?
Usa-se este código quando há diagnóstico de inflamação e/ou trombose em veias profundas de pernas ou tornozelos, diferente da veia femoral e não limitada a vasos superficiais. O registro deve refletir que a lesão afeta o sistema venoso profundo e foi sustentada por achados clínicos e/ou exames de imagem.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
I80.0 vs I80.2: I80.0 indica comprometimento de veias superficiais; a presença de compressão visível, cordão venoso palpável e eritema limitado à pele tende a orientar para I80.0, enquanto edema importante, dor profunda e exame de imagem confirmando trombo na rede profunda sustentam I80.2.
I80.1 vs I80.2: I80.1 é usado quando a veia femoral está explicitamente envolvida; se a ultrassonografia identificar trombo na veia femoral o código correto é I80.1, caso contrário I80.2 para outras veias profundas.
I80.3 vs I80.2: I80.3 é reservado para documentação em que a profundidade ou a veia afetada não foi esclarecida; se o laudo de imagem ou o relatório clínico especifica veias profundas distintas da femoral, deve-se usar I80.2 em vez de I80.3.
O que é?
Flebite e tromboflebite de outros vasos profundos dos membros inferiores referem-se à inflamação e à formação de coágulos em veias profundas das pernas, além da veia femoral. Manifesta-se por dor localizada ou difusa na perna, inchaço e, por vezes, febre baixa; o quadro resulta da interação entre estase venosa, lesão endotelial e alterações da coagulação.
A condição costuma aparecer em pessoas com fatores de risco como imobilidade, pós-operatório, variações anatômicas, uso de dispositivos intravenosos ou predisposição trombofílica, mas também pode surgir sem fator identificável. Pode variar do quadro agudo limitado a um segmento venoso até uma trombose extensa com sintomas mais acentuados.
Quais sintomas aparecem?
Os sinais mais frequentes são dor na perna que piora à marcha, edema unilateral, sensação de peso ou tensão no membro, calor e sensibilidade local; o início pode ser súbito ou progressivo. Sintomas iniciais comuns incluem desconforto e inchaço leves; sinais de agravamento são aumento rápido do edema, dor intensa, palidez ou cianose do membro e sinais sistêmicos como febre alta, que sugerem extensão do trombo ou complicações.
O que causa?
O mecanismo básico é a formação de coágulos e inflamação na parede venosa, geralmente favorecida por estase (por imobilização ou viagem longa), lesão endotelial (trauma, procedimentos vasculares) e alterações da coagulação (trombofilia, medicamentos). Na prática brasileira, causas comuns incluem imobilidade prolongada após cirurgias ou internações, varizes associadas e uso de cateteres venosos; infecções locais e câncer também podem estar envolvidos.
Como o médico confirma o diagnóstico?
O diagnóstico deste código é sustentado por achados clínicos compatíveis (dor, edema unilateral, sinais inflamatórios) combinados com confirmação por exame de imagem que documente trombo ou inflamação em veias profundas fora da femoral, tipicamente ultrassonografia duplex venosa. A consolidação do codificação exige que o laudo ou o prontuário explicite profundidade e localização não femoral; sem essa especificação, outros códigos podem ser mais adequados.
Como costuma ser tratado?
O manejo documentado no prontuário para justificar I80.2 costuma incluir medidas para controlar a formação de coágulos e administrar a inflamação, com acompanhamento ambulatorial ou hospitalar conforme a gravidade. Em registros médicos espera-se descrição de monitoramento clínico, decisões sobre anticoagulação e seguimento por imagem; o código descreve a condição, não a conduta específica.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
As classes frequentemente citadas no contexto deste diagnóstico são agentes anticoagulantes e, quando indicado, anti-inflamatórios ou analgésicos para controle sintomático. A escolha, duração e dose não são parte do código; o campo documenta apenas que terapêutica antitrombótica foi considerada ou instituída.
Quando procurar um médico?
Procurar atendimento quando houver aumento rápido da dor, inchaço marcante, alteração da cor do membro, falta de ar súbita ou dor torácica, pois podem indicar extensão do trombo ou embolia. Também é indicado retornar se houver piora apesar do tratamento registrado no prontuário ou sinais de infecção local com febre alta.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID fixa duração de afastamento; o período de licença é definido pelo médico que avaliou o caso, considerando a situação clínica individual, por isso pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.
Até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador; a partir do 16º dia o INSS assume e exige perícia. A soma de atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias conta para os 15 dias pagos pelo empregador, e o perito usa o CID registrado para verificar se os atestados se referem ao mesmo problema.
Para que um atestado seja aceito deve constar identificação do paciente, o período de afastamento, data, assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente; sem o código informado a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo perito.
Especificamente para I80.2, trata‑se tipicamente de um quadro agudo que demanda avaliação e registro de exames de imagem e terapêutica antitrombótica; pode provocar incapacidade temporária para atividades que exijam esforço de membros inferiores. Quando há recorrência ou episódios próximos no tempo, a regra dos 60 dias é relevante porque permite que atestados sucessivos sejam considerados como o mesmo episódio para fins de cálculo do período inicial pago pelo empregador.
Que direitos este código envolve?
O paciente tem direito à privacidade das suas informações de saúde; o CID só deve constar no atestado com sua concordância. Em relação ao trabalho, a documentação adequada é necessária para que empregador e seguridade social avaliem afastamentos e benefícios, mas a existência do código no prontuário não garante qualquer concessão automática.
Perguntas frequentes sobre I80.2
O CID I80.2 significa que eu tenho trombose?
Sim, indica inflamação e/ou trombose em veias profundas de membros inferiores além da femoral, mas o laudo clínico e de imagem é que confirmam a presença e localização do trombo.
Preciso me afastar do trabalho com este diagnóstico?
O afastamento depende da gravidade do quadro, das atividades do seu trabalho e da avaliação do médico; o CID por si só não determina tempo de afastamento.
Esse problema pode pegar outras pessoas?
Não é contagioso; trata‑se de um problema de coagulação e inflamação dentro das veias, não de infecção transmissível.
Que exame confirma I80.2?
A ultrassonografia Doppler venosa que mostra trombo ou alteração do fluxo nas veias profundas fora da femoral é o exame que mais frequentemente confirma esse diagnóstico.
Qual a diferença entre I80.2 e I80.0?
I80.0 refere‑se a veias superficiais; I80.2 refere‑se a veias profundas não femorais e requer documentação de profundidade no laudo.
Posso voltar a dirigir e trabalhar normalmente?
Depende do seu sintoma, do tipo de trabalho e da orientação do médico que o acompanha; decisões de retorno são individualizadas.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Qual foi a veia profunda especificamente comprometida além da femoral?
- O laudo de imagem confirma trombose ou apenas sinais inflamatórios sem trombo?
- Houve investigação de causas precipitantes (cirurgia recente, imobilidade, cateter)?
- Existe evidência de extensão proximal que mudaria o código para I80.1?
- Há histórico de trombofilias ou câncer documentado no prontuário?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- Em que situações este diagnóstico justifica perícia médica para afastamento superior ao inicial?
- Como o registro do CID no atestado influencia a soma dos períodos para fins de benefício previdenciário?
- Que documentos são relevantes para comprovar incapacidade temporária decorrente de I80.2 em perícia?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- O plano exige autorização prévia para exames de imagem no contexto de I80.2?
- Quais critérios a operadora usa para aprovar procedimentos relacionados a trombose venosa profunda?
- Há carência contratual aplicável a tratamentos descritos no prontuário para este diagnóstico?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco I80-I89
- OMS — ICD-10, versão 2019 (I80.2)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.