M70.2 — Bursite do olécrano
- bursite olecraniana
- bursite do cotovelo posterior
- inflamação da bursa do olécrano
O CID M70.2 designa a bursite do olécrano, isto é, inflamação da bursa localizada sobre o olécrano (ponta do cotovelo). Aparece tipicamente com dor focal, edema e eventualmente vermelhidão na região posterior do cotovelo, frequentemente relacionada a trauma repetido ou pressão direta. Não inclui outras causas de dor no cotovelo como epicondilite ou lesões intra-articulares, nem bursites em outras localizações. O código orienta a codificação quando a hipótese clínica ou confirmação aponta para inflamação da bursa olecraniana isolada ou predominante.
Em palavras simples
O código CID M70.2 significa que você tem uma bursite do olécrano, ou seja, inflamação da pequena bolsa situada na ponta do cotovelo. Essa bursa funciona como um amortecedor entre a pele e o osso; quando fica irritada, costuma inchar e doer. O nome técnico descreve exatamente onde está o problema: a bursa sobre o olécrano.
Provavelmente você sente um inchaço visível ou uma protuberância na parte de trás do cotovelo, dor ao apoiar o braço em superfícies duras, e talvez calor ou vermelhidão na pele sobre a região. A dor costuma ser localizada e piora com pressão direta; a mobilidade do cotovelo pode ficar um pouco desconfortável, mas movimentos amplos em geral são preservados, a menos que haja muita dor ou infecção.
Na maioria dos casos não é uma doença grave e não é contagiosa. Em geral, tende a melhorar com medidas locais e tempo, mas a duração varia: alguns episódios cedem em dias ou semanas, outros persistem semanas a meses, especialmente se a causa que irrita a bursa (como apoiar o cotovelo no trabalho) continuar. Se houver suspeita de infecção, a situação exige avaliação mais célere.
O caminho usual envolve exame clínico, possivelmente uma ultrassonografia para confirmar líquido na bursa e, se houver sinais de infecção, exames de sangue e cultura. O médico poderá orientar sobre cuidados locais e agendar retorno para verificar melhora; em casos de coleção importante, pode ser necessária drenagem sob indicação clínica.
Em casa, observe se o inchaço aumenta muito, se aparece febre, se a pele fica muito vermelha ou há secreção — nesses casos é importante procurar atendimento sem demora. Se a dor e o inchaço forem moderados, evite apoiar fortemente o cotovelo e siga as orientações recebidas no atendimento. Se os sintomas não melhorarem no tempo combinado com o profissional, retorne para nova avaliação.
Quando usar este código
Usa-se este código quando a queixa clínica e o exame apontam para inflamação da bursa do olécrano, confirmada por achados locais (edema, dor focal, flutuação) e quando o responsável pela codificação quer registrar especificamente bursite olecraniana e não outra patologia do cotovelo. Serve para episódios agudos ou crônicos primários dessa bursa; se houver outra causa sistêmica predominante, registrar também o diagnóstico associado conforme regras vigentes.
Não confunda com
M70.3 — Outras bursites do cotovelo: distingue-se por localização diferente da inflamação bursal; M70.2 refere-se especificamente à bursa olecraniana (ápice posterior) enquanto M70.3 cobre bursas laterais ou medais do cotovelo.
M77.1 — Epicondilite lateral: separa-se por origem tendinosa na inserção muscular do antebraço; epicondilite causa dor de esforço localizada na lateral do cotovelo e ao movimento de preensão, ao passo que M70.2 envolve sinal inflamatorio e edema sobre o olécrano.
M25.5 — Dor articular do cotovelo: se a dor decorre predominantemente de estrutura articular (dor ao movimento articular, derrame intra-articular), usa-se M25.5 em vez de M70.2, que exige sinais de bursite superficial.
O que é
Bursite do olécrano é a inflamação da pequena bolsa (bursa) que fica sobre a ponta posterior do osso do cotovelo. A bursa funciona como um amortecedor entre pele e osso; quando inflamada, acumula líquido ou tecido inflamado, causando inchaço visível e dor localizada.
Manifesta-se sobretudo por edema sobre o olécrano, sensibilidade ao toque e limitação discreta de alguns movimentos por desconforto; é mais frequente em pessoas que apoiam repetidamente o cotovelo sobre superfícies duras, em trabalhadores que fazem pressão direta ou em casos de traumatismo localizado e, ocasionalmente, em contextos infecciosos ou inflamatórios sistêmicos.
Sintomas
Os sintomas principais são edema localizado sobre o ápice do cotovelo, dor focal ao apoio ou pressão direta, e sensação de calor ou vermelhidão na pele sobre a bursa. Sintomas que aparecem cedo incluem desconforto ao apoiar o cotovelo e leve inchaço; sinais de agravamento são aumento rápido do edema, dor intensa, febre ou sinais de infecção local (vermelhidão extensa, calor marcado, secreção), o que sugere bursite séptica e demanda avaliação urgente.
Causas
Os mecanismos incluem irritação por pressão direta repetida (apoio frequente do cotovelo), microtraumatismos e lesões por impacto que levam a inflamação da bursa. Em muitos casos no Brasil, a causa prática mais comum é o trauma por apoio prolongado ou ocupacional. Menos frequentemente, a bursite resulta de infecção por contaminação direta da pele sobrejacente ou de doenças inflamatórias sistêmicas que envolvem bursas.
Como é diagnosticado
O diagnóstico baseia-se na história e no exame físico: inchaço localizado sobre o olécrano, sensibilidade focal e piora ao apoio. Este código é sustentado quando a avaliação descreve achados típicos de bursite olecraniana e não predomina outra etiologia (articular ou tendinosa). Em situações suspeitas de infecção, sinais sistêmicos ou dúvida diagnóstica, exames complementares e documentação clínica que confirmem processo inflamatorio da bursa apoiam a codificação como M70.2.
Como costuma ser tratado
O manejo habitual é conservador e ambulatorial, com medidas locais de redução de pressão e tratamento sintomático. Em casos sépticos ou com coleção purulenta, procedimentos para drenagem e investigação microbiológica são considerados. O tratamento da causa subjacente (pressão repetida, doença sistêmica) e acompanhamento para resolução ou recorrência orientam a evolução e a necessidade de reclassificação do diagnóstico.
Classes de medicamentos
As classes medicamentosas empregadas no controle dos sintomas incluem analgésicos e anti-inflamatórios não esteroidais para alívio da dor e inflamação, e, quando há infecção confirmada, antibióticos dirigidos conforme cultura. Em alguns cenários, agentes tópicos e terapias locais de suporte são utilizados para complementar o cuidado conservador.
Quando procurar ajuda
Procurar avaliação médica se o inchaço crescer rapidamente, houver aumento da dor, febre, sinais de infecção local (vermelhidão marcante, calor, secreção) ou se houver perda significativa de função do cotovelo. Também é indicada nova avaliação se não houver melhora com tratamento conservador inicial ou se ocorrerem episódios repetidos, para investigar causa subjacente.
Uso em atestado
Atestados e relatórios devem descrever sinais locais, período de evolução, intervenções realizadas e se houve investigação laboratorial ou imagem; para afastamentos, justificar a necessidade clínica com base em limitação funcional documentada. Em casos de bursite séptica, incluir resultados de cultura e procedimentos realizados.
Direitos e benefícios
Direitos trabalhistas e previdenciários dependem da legislação e da comprovação clínica do impacto funcional. O diagnóstico codificado como M70.2 é parte da documentação médica, mas concessões de benefícios, afastamentos ou estabilidade exigem avaliação pericial conforme regras do INSS e normas trabalhistas vigentes.
Perguntas frequentes sobre M70.2
A bursite do olécrano é contagiosa?
Não, bursite do olécrano é uma inflamação local; somente se houver infecção com bactérias presentes na bursa pode haver transmissão por contato com secreção, situação que requer avaliação.
Preciso de atestado para o trabalho quando tenho CID M70.2?
O atestado depende do impacto funcional e da recomendação do profissional; documente sintomas, limitações e tempo estimado de afastamento no relatório médico para fins administrativos.
Quais exames confirmam a bursite do olécrano?
Exame físico e ultrassonografia local costumam confirmar a presença de líquido ou espessamento da bursa; radiografia pode excluir alterações ósseas associadas.
Como diferenciar bursite de epicondilite?
A bursite causa inchaço e sensibilidade sobre o olécrano (parte posterior) enquanto a epicondilite causa dor na região lateral do cotovelo relacionada à movimentação de preensão; o exame físico e a imagem ajudam a distinguir.
Quando a bursite precisa de procedimento para drenar?
Drenagem é considerada se houver coleção importante, dor intensa, limitação funcional significativa ou suspeita de infecção; a indicação e o método dependem da avaliação clínica.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Há drenagem purulenta ou sinais sistêmicos que exijam cultura e antibioterapia?
- O edema é limitado à bursa olecraniana ou há derrame articular concomitante?
- Há história de pressão repetida ou trauma local que explique a bursite?
- Qual a duração esperada até resolução clínica com tratamento conservador e quando reavaliar para intervenção?
- Devem ser solicitadas imagens para excluir lesão óssea ou corpo estranho na região?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- A bursite do olécrano por atividade ocupacional pode fundamentar pedido de reconhecimento de acidente de trabalho ou indenização?
- Quais elementos documentais (atestados, laudos de imagem, relatórios) são necessários para perícia que comprove incapacidade temporária?
- O trabalho que exige apoio do cotovelo pode justificar adaptação de função ou afastamento temporário com base na documentação clínica?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- Quais procedimentos de imagem ou intervenção (por exemplo, drenagem guiada) exigem autorização prévia da operadora neste caso?
- A cobertura para tratamentos ambulatoriais e eventuais procedimentos depende de autorização prévia quando o diagnóstico é CID M70.2?
- Quais documentos o plano costuma solicitar para analisar pedidos de cobertura por bursite olecraniana (atestados, laudos de imagem, relatórios)?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
Códigos relacionados
- M70.0 Sinovite crepitante crônica da mão e do punho
- M70.1 Bursite da mão
- M70.3 Outras bursites do cotovelo
- M70.4 Bursite pré-patelar
- M70.5 Outras bursites do joelho
- M70.6 Bursite trocantérica
- M70.7 Outras bursites do quadril
- M70.8 Outros transtornos dos tecidos moles relacionados com o uso, uso excessivo e pressão
- M70.9 Transtorno não especificado dos tecidos moles relacionados com o uso, uso excessivo e pressão