M70.7 — Outras bursites do quadril

  • bursite periarticular do quadril
  • inflamação de bursa do quadril (outras localizações)

O CID M70.7 designa “Outras bursites do quadril”: inflamações agudas ou crônicas das bursas situadas ao redor da articulação do quadril que não são classificadas como bursite trocantérica (M70.6). Aparece quando a bursa — pequeno saco cheio de líquido que reduz atrito entre tendões, músculos e osso — fica inflamada por sobrecarga, trauma localizado, infecção ou doenças inflamatórias sistêmicas. Não inclui bursite trocantérica (trocânter maior), bursites de outras articulações (como joelho ou cotovelo) nem transtornos tendinosos puros sem envolvimento da bursa. O código é usado quando a localização da bursa acometida no quadril é distinta do trocânter ou quando a documentação descreve bursite no quadril sem subcategorização trocantérica.


Em palavras simples

Receber o código CID M70.7 significa que seu médico identificou inflamação em uma das pequenas bolsas cheias de líquido (bursas) que ficam ao redor da articulação do quadril, mas não na bursa do trocânter maior, que tem código próprio. Em palavras mais simples: trata‑se de uma bursite no quadril em uma localização considerada “outra” dentro da própria articulação.

O que você provavelmente sente é dor localizada no lado do quadril, sensibilidade ao toque e desconforto ao movimentar a perna, especialmente ao levantar, caminhar, subir escadas ou deitar sobre o lado afetado. Pode haver rigidez matinal leve e dificuldade para apoiar o peso sobre a perna do lado dolorido. Em alguns casos há inchaço ou calor local, mas isso depende da causa.

Na maioria das situações, bursite do quadril não é uma condição com risco de contágio e não é considerada uma doença que “pega” de outra pessoa. A gravidade varia: muitas vezes é um problema que melhora com medidas conservadoras e tempo; outras vezes precisa de investigação e tratamentos mais específicos. A duração pode ser breve (se aguda e tratada) ou prolongada quando se instala um processo crônico por sobrecarga ou causa inflamatória de base.

O caminho usual depois do diagnóstico inclui registro dos sintomas, exame físico detalhado e, se necessário, exames de imagem como ultrassonografia ou ressonância para confirmar a localização da bursa e a extensão da inflamação. O médico pode recomendar alterações nas atividades, orientação de movimentação e encaminhamento para fisioterapia; em alguns casos, procedimentos específicos ou investigação de infecção são necessários. O retorno e a continuidade do cuidado dependem da evolução e da resposta ao tratamento inicial.

Em casa, observe a intensidade e o padrão da dor: piora rápida, dor que impede caminhar, febre ou aumento do inchaço exigem contato imediato com serviço de saúde. Se a dor é suportável e melhora com repouso relativo e orientação recebida, acompanhe a evolução e compareça às revisões agendadas. Guarde laudos e relatórios de exames, pois eles ajudam a documentar a localização exata da bursite e orientam decisões sobre trabalho e tratamentos.

Se você trabalha em atividade com esforços repetitivos ou cargas sobre o quadril, informe ao médico e ao empregador as limitações relatadas para avaliar a necessidade de adaptações temporárias. Em caso de dúvida sobre afastamento ou benefícios sociais, consulte um profissional legal ou a perícia competente, levando os documentos clínicos e de imagem que descrevem a bursite.

Quando usar este código

Usa-se este código quando a documentação clínica ou de imagem descreve inflamação de uma bursa do quadril que não corresponde à bursite trocantérica (M70.6) e quando existe evidência clínica ou por exame complementar de processo bursítico localizado no quadril. Emprega-se em laudos, guias e registros sempre que a origem do quadro é a bursa periarticular do quadril e não há indicação inequívoca para códigos irmãos ou para transtornos de outra articulação.

Não confunda com

M70.6 (Bursite trocantérica) — critério que separa: M70.6 é aplicado quando a inflamação afeta explicitamente a bursa do trocânter maior; M70.7 é escolhido quando a bursa acometida está em outra topografia do quadril ou a descrição clínica/imagem não identifica o trocânter como sítio primário.

M70.8 (Outros transtornos dos tecidos moles relacionados com o uso, uso…) — critério que separa: M70.8 refere-se a lesões de tecidos moles relacionados a uso ou esforço repetitivo que não são bursites; se o laudo descreve inflamação de bursa, o código correto é M70.7.

M70.9 — critério que separa: M70.9 é usado quando a documentação é insuficiente para identificar o tipo de lesão; se há registro claro de bursite no quadril, usar M70.7 em vez de M70.9.

O que é

M70.7 refere-se a processos inflamatórios da(s) bursa(s) ao redor da articulação do quadril, exceto a clássica bursite trocantérica. A bursa é uma pequena bolsa repleta de líquido que facilita o deslizamento entre estruturas como tendões, músculos e superfícies ósseas; quando inflamada, provoca dor e limitação de movimento localizados.

Manifesta-se geralmente por dor localizada no quadril, piora à movimentação ou apoio e sensibilidade à palpação sobre a área afetada. Pode surgir em pacientes submetidos a sobrecarga mecânica, trauma direto, presença de doença inflamatória sistêmica ou, menos frequentemente, por infecção. Idosos, trabalhadores com movimentos repetitivos e praticantes de esportes com impacto no quadril estão entre os grupos mais comumente afetados.

Sintomas

Os sinais e sintomas centrais são dor localizada no quadril, sensibilidade à palpação sobre a bursa afetada e limitação de amplitude de movimento devido ao desconforto. A dor pode agravar-se ao caminhar, subir escadas, deitar sobre o lado afetado ou ao realizar certos movimentos de quadril. Sintomas precoces frequentemente incluem desconforto ao toque e dor ao iniciar o movimento; sinais de agravamento incluem dor constante, irradiação para coxa ou virilha, aumento da sensibilidade à pressão e limitação funcional marcada.

Causas

O mecanismo básico é a inflamação da membrana sinovial da bursa por atrito repetido, compressão direta ou microtrauma. No Brasil, a causa mais comum na prática é sobrecarga mecânica: movimentos repetitivos, posturas de trabalho prolongadas e trauma direto. Outras causas incluem processos inflamatórios sistêmicos (como artrites), depósitos metabólicos, e, menos frequentemente, infecção bacteriana primária ou secundária.

Como é diagnosticado

O diagnóstico de M70.7 é sustentado por quadro clínico compatível com bursite do quadril e confirmação da localização da bursa acometida por exame de imagem ou documentação clínica clara. A inspeção e a palpação que localizam dor sobre a bursa, testes de movimento que reproduzem dor e a exclusão de diagnósticos diferenciais (por exemplo, coxartrose, tendinopatias isoladas) orientam a codificação. Quando disponível, ultrassonografia ou ressonância magnética que demonstrem líquido ou espessamento da bursa confirmam o diagnóstico e permitem diferenciar de M70.6 se a bursa trocantérica não for a envolvida.

Como costuma ser tratado

O tratamento de quadros codificados como M70.7 é predominantemente conservador e ambulatorial, dirigido à redução da inflamação da bursa e alívio da dor, com medidas de modificação de atividades e reabilitação funcional. Intervenções locais podem ser consideradas quando a clínica e exames indicam persistência dos sintomas. Em casos de suspeita de causa infecciosa ou falha do manejo ambulatorial, a conduta pode incluir investigação e tratamentos específicos, sempre documentados para justificar mudança de codificação se necessário.

Classes de medicamentos

As classes medicamentosas empregadas no manejo incluem analgésicos, anti-inflamatórios e medicamentos que modulam processos inflamatórios; em casos de infecção documentada, antibióticos dirigidos ao agente identificado são a classe indicada. A escolha da classe depende da etiologia (inflamatória versus infecciosa) e da avaliação clínica, devendo constar nos registros sem detalhar esquema posológico.

Quando procurar ajuda

Procurar avaliação médica se a dor no quadril for intensa, incapacitante, acompanhada de febre, aumento rápido de inchaço local, sinais de infecção (vermelhidão, calor focal) ou se houver perda acentuada de função. Também é indicado retorno se não houver melhora com medidas iniciais e reabilitação, pois pode haver necessidade de reavaliação diagnóstica ou mudança de estratégia terapêutica.

Uso em atestado

Atestados e relatórios devem descrever localização precisa da bursite, duração dos sintomas, limitações funcionais e medidas adotadas. Para fins de afastamento ou perícia, detalhar os exames complementares que confirmam a bursite e justificar a necessidade e duração previstas de qualquer restrição laboral.

Perguntas frequentes sobre M70.7

O que significa receber o código CID M70.7 no laudo?

Significa que foi registrada inflamação de uma bursa do quadril em local não classificado como trocantérico; é a descrição técnica do achado clínico ou de imagem.

Esse diagnóstico exige afastamento do trabalho?

A necessidade de afastamento depende da intensidade dos sintomas, da função exigida pelo trabalho e da avaliação médica; o código em si não determina automaticamente o afastamento.

O CID M70.7 indica que há infecção na bursa?

Nem sempre; a maioria dos casos tem origem inflamatória ou mecânica. Sinais como febre, vermelhidão intensa e exames laboratoriais alterados aumentam a suspeita de infecção e exigem investigação.

Quais exames confirmam bursite do quadril?

Ultrassonografia e ressonância magnética são os exames de imagem que melhor demonstram líquido ou espessamento da bursa e ajudam a confirmar o diagnóstico e a localização.

Qual a diferença entre M70.7 e M70.6?

M70.6 refere‑se especificamente à bursite trocantérica (no trocânter maior); M70.7 é usado quando a bursa acometida tem outra topografia no quadril ou quando a descrição não corresponde ao trocânter.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Localize com precisão a bursa acometida: qual exame confirmou a topografia fora do trocânter?
  • Qual foi a duração dos sintomas antes da codificação e isso justificaria reclassificação para M70.9 se a documentação for insuficiente?
  • Há sinais de infecção local ou sistêmica que exigem cultura ou investigação microbiológica antes de codificar como bursite não infecciosa?
  • Que intervenções locais foram tentadas e por quanto tempo antes de considerar procedimentos que mudariam o código de procedimento associado?
  • Existem sinais de doença sistêmica (artrite inflamatória) que precisariam de codificação adicional junto a M70.7?
O que perguntar ao seu advogado (4)
  • O registro de CID M70.7 em prontuário serve como prova suficiente para solicitar afastamento laboral em perícia previdenciária?
  • Como a documentação da topografia e exames de imagem influencia a decisão pericial sobre duração do afastamento?
  • Em caso de acidente de trabalho que resultou em bursite do quadril, que elementos documentais vinculam o CID M70.7 ao nexo causal ocupacional?
  • Quais documentos clínicos adicionais (laudos de imagem, relatórios de fisioterapia) fortalecem recurso contra indeferimento de benefício por incapacidade?
O que perguntar ao seu plano de saúde (4)
  • O plano exigirá laudo de imagem que identifique a bursa acometida para autorizar procedimentos locais no quadril?
  • Quais procedimentos relacionados à bursite do quadril costumam necessitar autorização prévia quando o diagnóstico é registrado como CID M70.7?
  • A presença de CID M70.7 em guia é suficiente para cobertura de sessões de reabilitação ou o plano solicita documentação complementar de incapacidade funcional?
  • Há prazos de carência ou exclusões contratuais que costumam afetar cobertura de intervenções para bursite do quadril?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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