M92.1 — Osteocondrose juvenil do rádio e do cúbito [ulna]

  • osteocondrose do antebraço
  • osteocondrite juvenil do rádio/ulna
  • osteocondropatia juvenil do rádio e cúbito

Em palavras simples

O código CID M92.1 significa que a alteração está no processo de crescimento do osso do antebraço, justamente no rádio ou no cúbito (ulna). Em termos simples, uma parte do osso que deveria se formar normalmente durante o crescimento apresenta hesitação ou pequenas lesões, o que pode causar dor e desconforto local. Não é uma infecção nem, em geral, algo contagioso; é uma condição do desenvolvimento ósseo que acontece em crianças e adolescentes.

Você provavelmente sente dor localizada no antebraço, que aparece ou piora quando usa muito o braço em atividades repetitivas — por exemplo, lançar bola, empurrar, carregar mochilas pesadas ou durante treinos. Pode haver sensibilidade quando alguém toca a área afetada, alguma rigidez ou perda de mobilidade no cotovelo ou no punho, e cansaço do braço ao final do dia. Em muitos casos a dor vem de forma lenta, não de um acidente súbito.

Na maior parte das situações não é uma condição gravíssima e não “pega” de outras pessoas. O tempo de recuperação varia: para alguns a dor melhora em semanas com descanso e ajustes de atividade; para outros a recuperação se estende por meses até que a placa de crescimento evolua normalmente. Em casos raros podem haver fragmentos ósseos ou alterações que demoram mais para se estabilizar e exigem acompanhamento mais prolongado.

O que costuma acontecer depois de receber esse diagnóstico é: o médico avalia como você usa o braço, pede exames de imagem (começando por radiografias) e pode solicitar uma ressonância se precisar ver detalhes. Normalmente haverá orientação para reduzir atividades que sobrecarreguem o antebraço, medidas para aliviar a dor e retornos agendados para acompanhar a evolução. A necessidade de afastamento da escola ou do esporte depende da intensidade da dor e do risco de piora com atividade.

Em casa, observe se a dor melhora com menor uso do braço e se consegue realizar atividades diárias. Procure ajuda sem esperar quando a dor piorar progressivamente, houver inchaço importante, perda rápida de movimento, sinais de infecção (febre, pele muito quente e avermelhada) ou se um trauma recente desencadeou dor súbita. Essas situações merecem avaliação imediata.

Lembre que o acompanhamento médico e as imagens são a forma de verificar se o osso está se recuperando e de evitar que atividades repetitivas atrasem a evolução. O foco do tratamento é proteger o crescimento do osso e manter a função do braço enquanto a região se reorganiza.

O que este código significa?

O CID M92.1 designa osteocondrose juvenil que afeta especificamente o rádio e/ou o cúbito (ulna) em crianças e adolescentes. Trata-se de uma alteração do desenvolvimento da cartilagem de crescimento e do osso subcondral, identificada clinicamente por dor, limitação de movimento ou alterações à imagem. Surge tipicamente durante períodos de crescimento rápido e costuma afetar crianças ativas ou submetidas a sobrecarga repetitiva do membro superior. Não inclui osteocondroses de outros ossos, infecções ósseas, fraturas de estresse ou doenças metabólicas ósseas. O diagnóstico diferencial com os códigos vizinhos depende de localização anatômica precisa e de achados radiológicos específicos.


Quando este código é usado?

Usa-se este código quando a apresentação clínica e os exames de imagem indicam lesionamento osteocondral ou alteração de ossificação localizada ao rádio e/ou cúbito em pacientes pediátricos, sem evidência de outra causa primária (como infecção, tumor ou fratura aguda).

Qual a diferença dos códigos parecidos?

M92.0 (Osteocondrose juvenil do úmero) — diferencia-se pela localização: M92.0 envolve o úmero proximal ou distal; M92.1 envolve exclusivamente rádio e/ou cúbito. A separação baseia‑se em clínica focal e confirmação radiográfica.

M92.2 (Osteocondrose juvenil da mão) — M92.2 refere‑se a ossos da mão (metacarpos e falanges), enquanto M92.1 refere‑se ao antebraço; imagens direcionadas ao local correto distinguem os códigos.

Fratura de sobrecarga ou epifisiólise (capítulos S/M) — fraturas apresentam interrupção cortical ou história traumática aguda; osteocondrose tem padrão de alteração da ossificação e evolução subaguda/chônica sem fratura completa.

O que é?

Osteocondrose juvenil do rádio e do cúbito é um transtorno do desenvolvimento ossário em que a cartilagem de crescimento e o osso subcondral apresentam alterações de mineralização, necrose focal ou remodelamento retardado. Essas alterações ocorrem durante a fase de crescimento e refletem uma combinação de microtrauma repetido, vascularização precária da região e susceptibilidade individual ao estresse mecânico.

Clinicamente manifesta‑se por dor localizada no antebraço, sensibilidade à palpação sobre a epífise afetada, possível edema regional e limitação do movimento do cotovelo ou do punho conforme a topografia. Costuma ocorrer em crianças e adolescentes em crescimento, com maior incidência em indivíduos fisicamente ativos.

Quais sintomas aparecem?

Principais sintomas incluem dor localizada no antebraço que aumenta com atividade e diminui com repouso, rigidez matinal leve, redução da amplitude de movimento do cotovelo ou punho e sensibilidade à palpação sobre o rádio ou cúbito. Sintomas precoces podem ser vagos: desconforto ao lançar ou carregar objetos e fadiga muscular regional. Sinais que indicam agravamento são dor persistente progressiva, limitação funcional marcada, inchaço visível, perda rápida da amplitude articular ou alteração neurológica associada (entorpecimento ou fraqueza), que sugerem complicações ou outro diagnóstico.

O que causa?

O mecanismo envolve falha na adaptação da placa de crescimento e do osso subcondral ao estresse repetitivo, resultando em isquemia focal, necrose e posterior fragmentação ou remodelamento. No contexto brasileiro, a causa mais frequente observada na prática é a sobrecarga mecânica em crianças ativas (atividades esportivas com uso repetitivo do membro superior). Fatores contribuintes incluem variações individuais na vascularização da epífise, atividade física excessiva durante picos de crescimento e, ocasionalmente, biomecânica alterada do membro superior.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico deste código é sustentado por correlação entre história clínica (dor localizada e limitação funcional no antebraço em paciente pediátrico) e achados de imagem focalizados no rádio ou cúbito. Radiografia simples seriada pode mostrar alterações da ossificação, fragmentação ou esclerose subcondral; tomografia computadorizada e ressonância magnética são úteis para definir extensão, avaliar necrose e excluir outras causas. Exclusão de infecção, tumor e fratura aguda é parte do processo diagnóstico.

Como costuma ser tratado?

O tratamento é conservador na maioria dos casos, orientado para redução da sobrecarga do membro afetado, medidas de suporte funcional e acompanhamento clínico‑radiológico para monitorar a evolução do crescimento e a consolidação. Em casos com fragmentação significativa, perda de função ou complicações mecânicas, intervenção ortopédica especializada pode ser considerada. O curso costuma ser ambulatorial, com duração variável conforme resposta e maturação esquelética.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes medicamentosas empregadas em manejo sintomático incluem analgésicos e anti‑inflamatórios não esteroides para controle da dor e inflamação, quando indicados por profissional. Em situações específicas de dor intensa ou inflamação persistente, outras classes podem ser avaliadas pelo médico responsável. Não há medicações que revertam diretamente a alteração da ossificação; o enfoque é sintomático e mecânico.

Quando procurar um médico?

Procurar avaliação médica se a dor for progressiva, limita atividades diárias ou esportivas, houver inchaço local persistente, perda rápida de movimento articular ou sinais infecciosos (febre, rubor acentuado). Retorno precoce é indicado quando há piora súbita após trauma, que pode indicar fratura associada.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período concreto é definido pelo médico que examinou e pelas características do caso — duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes.

Na prática legal brasileira, até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador; a partir do 16º dia o INSS assume e passa a exigir perícia. A legislação também prevê que atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias sejam somados para efeito desses 15 dias.

A soma dentro do prazo de 60 dias é verificada pelo perito a partir do CID registrado no atestado: é esse código que o perito usa para apurar se a doença é a mesma entre atestados sucessivos — é a razão prática de o código aparecer no documento e pouco conhecida entre pacientes.

Para que um atestado seja aceito, ele precisa conter identificação do paciente, o período de afastamento indicado, a data, a assinatura do médico e o número do CRM. A inclusão do CID depende da anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo INSS.

No caso específico do CID M92.1 (osteocondrose juvenil do rádio e do cúbito), trata‑se de uma alteração do desenvolvimento ósseo que costuma ter curso relacionado às fases de crescimento e ao estresse mecânico. Muitos casos são acompanhados de modo ambulatorial e evoluem com recuperação conforme a maturação esquelética e a redução da sobrecarga; quando há fragmentação importante ou perda de função pode haver necessidade de tratamento ortopédico especializado. Esse padrão — episódios relacionados ao crescimento que podem reaparecer se a sobrecarga persistir — é justamente o motivo pelo qual a regra dos 60 dias costuma ser relevante para este código: atestados sucessivos por recidiva ou piora do mesmo processo podem ser somados para fins do tempo pago pelo empregador e da avaliação pericial do INSS.

Perguntas frequentes sobre M92.1

Este problema é contagioso ou hereditário?

Não é contagioso; a maioria dos casos está ligada a sobrecarga mecânica e características do crescimento. Há pouca ou nenhuma prova de padrão hereditário claro na prática clínica.

Preciso de cirurgia para CID M92.1?

A maioria dos casos é tratada de forma não cirúrgica com observação e modificação de atividades. Indicação cirúrgica depende de complicações específicas documentadas por imagem e função.

Quanto tempo vou ficar sem esportes ou atividade física intensa?

A duração varia conforme a dor e a imagem; o retorno é orientado pelo médico com base na evolução clínica e radiológica. Em muitos casos o retorno é gradual após melhora dos sintomas.

O CID M92.1 aparece em exames de rotina?

O diagnóstico costuma surgir quando há dor ou queixa funcional e o médico solicita radiografias; alterações iniciais podem ser sutis e requerer acompanhamento por imagem.

Qual a diferença entre M92.1 e M92.3?

M92.1 refere‑se especificamente ao rádio e/ou cúbito; M92.3 abrange outras osteocondroses do membro superior que não estejam localizadas no rádio ou cúbito. A separação é anatômica e depende do exame de imagem.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Há evidência radiográfica de fragmentação ou apenas alteração da ossificação na epífise do rádio/cúbito?
  • Qual é a topografia exata (rádio distal, rádio proximal, cúbito proximal) e como isso altera o prognóstico?
  • Existe história de trauma ou sobrecarga repetitiva vinculável ao início dos sintomas?
  • Como progrediram os achados em imagens seriadas e há sinais de consolidação ou necrose persistente?
  • Que limitações funcionais o paciente apresenta nas atividades escolares/esportivas e qual intervenção não cirúrgica já foi tentada?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Qual a duração provável de incapacidade para atividades específicas (escolar, esportiva ou laboral) baseada em documentação clínica e de imagem?
  • Que documentação médica e de imagem são necessárias para instruir perícia trabalhista ou previdenciária?
  • Em caso de afastamento, quais elementos do prontuário fortalecem justificativa para auxílio por incapacidade temporária?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • O plano exige autorização prévia para exames de imagem avançados (ressonância ou tomografia) em suspeita de osteocondrose do rádio/cúbito?
  • Quais códigos de procedimento e justificativas clínicas são aceitos pela operadora para cobertura de imobilização ou intervenção cirúrgica, se indicada?
  • Há prazos de carência ou restrições contratuais específicas que possam afetar cobertura de tratamento especializado para condições osteocondrais?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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