M92.4 — Osteocondrose juvenil da rótula [patela]
- apofisite patelar
- osteocondrite da patela
- doença de Sinding-Larsen-Johansson
Em palavras simples
O código CID M92.4 significa que o foco do problema é a rótula (patela) de uma criança ou adolescente em fase de crescimento. É uma alteração na maneira como essa parte do osso se desenvolve, geralmente devido a sobrecarga repetida: é uma condição do crescimento, não uma infecção nem um câncer. Em palavras simples, a patela está irritada ou com ossificação incompleta por causa de esforço excessivo para aquela fase do corpo.
Quem recebe esse diagnóstico costuma sentir dor na frente do joelho, que aparece ou piora quando sobe escadas, corre, salta ou se ajoelha. Pode haver sensibilidade ao pressionar sobre a patela e cansaço ao praticar esportes. No começo a dor pode ser intermitente e amena; se continuar a forçar a perna sem ajuste de atividade, a dor tende a ficar mais constante e pode atrapalhar o dia a dia.
Na maioria dos casos, não é uma condição perigosa nem contagiosa. O tempo de recuperação varia, porque depende do crescimento e de quanto se altera a carga sobre o joelho; muitos jovens melhoram com medidas conservadoras ao longo de semanas a meses enquanto o corpo se ajusta. Em alguns casos o tratamento e a recuperação podem durar mais, especialmente se o paciente mantiver atividades que sobrecarreguem a patela.
O que vem a seguir normalmente é uma avaliação médica detalhada, imagens (radiografia ou ressonância) para confirmar a localização e a intensidade da alteração, e orientações para reduzir a sobrecarga: isso inclui ajustar atividades, fisioterapia focada no fortalecimento e alongamento, e retornos regulares ao médico para acompanhar a evolução. A necessidade de afastamento de atividades escolares ou esportivas depende da dor e da limitação funcional observada pelo médico.
Em casa, observe se a dor melhora com descanso e redução de atividades de impacto. Procure ajuda médica rapidamente se a dor começar a aumentar, se houver inchaço marcado, vermelhidão, febre ou perda da capacidade de apoiar o pé; esses sinais podem indicar outras condições que precisam de avaliação urgente. Em resumo, CID M92.4 é uma condição de crescimento tratável na maioria dos casos, mas requer acompanhamento para evitar que a atividade excessiva prolongue o problema.
O que este código significa?
O CID M92.4 designa a osteocondrose juvenil da rótula (patela), um distúrbio de crescimento que afeta a placa de crescimento e o núcleo ossificável da patela em crianças e adolescentes. Manifesta‑se tipicamente como dor na parte frontal do joelho associada a atividades que envolvem corrida, salto ou subida de escadas. Inclui alterações radiológicas ou por imagem compatíveis com processos de fragmentação, irregularidade ou apofisite da patela. Não engloba outras causas de dor anterior do joelho por lesão traumática aguda, infecção ou doenças reumatológicas sistêmicas; nesses casos, outros códigos são usados.
Quando este código é usado?
Usa‑se este código quando há quadro clínico e exames de imagem típicos de osteocondrose da rótula em paciente em fase de crescimento, sem sinal de lesão traumática aguda ou de doença sistêmica. Deve corresponder à localização na patela e aos achados radiológicos/ressonância que suportem diagnóstico de osteocondrose juvenil nessa topografia.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
M92.6 (Osteocondrose juvenil do tarso) — separa‑se por topografia: M92.4 é exclusiva da rótula; alterações no tornozelo/retropé pertencem a M92.6.
M92.5 (Osteocondrose juvenil da tíbia e perônio [fíbula]) — a tíbia proximal ou tuberosidade anterior da tíbia (doença de Osgood‑Schlatter) tem local distinto; se o foco for a tuberosidade tibial, usar M92.5, não M92.4.
S86.8 (Lesão de outros tendões e ligamentos do joelho) — lesões tendíneas agudas ou rupturas têm história de trauma e exame físico dirigido; M92.4 refere‑se a processo de crescimento crônico da patela, não a ruptura tendínea aguda.
O que é?
Osteocondrose juvenil da rótula é uma condição relacionada ao desenvolvimento ósseo na infância e adolescência em que a região de crescimento da patela apresenta processos de irritação, fragmentação ou apofisite. Ocorre enquanto os ossos ainda têm núcleos de crescimento ativos e a cartilagem de crescimento é suscetível a sobrecarga repetida.
Clinicamente, manifesta‑se por dor difusa ou focal na face anterior do joelho, frequentemente piora com atividade física, saltos ou agachamentos, e pode haver sensibilidade local ao toque e desconforto ao subir escadas. É mais comum em adolescentes ativos, especialmente na puberdade, com predomínio em meninos em algumas séries e em meninas em outras, dependendo das práticas esportivas.
Quais sintomas aparecem?
Principais sintomas incluem dor anterior do joelho que aumenta com esforço, sensibilidade sobre a patela e desconforto ao ajoelhar, subir escadas ou correr. Sintomas iniciais costumam ser dor intermitente e leve limitação funcional; agravo manifesta‑se por dor persistente, dificuldade para atividades esportivas, edema local e crepitação ou sensação de instabilidade em casos com fragmentação significativa.
O que causa?
Mecanismos envolvem sobrecarga mecânica repetitiva sobre a rótula e sua apófise em ossos em crescimento, levando a microtrauma, inflamação entre cartilagem de crescimento e osso e alterações da ossificação endocondral. Na prática brasileira, as causas mais comuns são atividades esportivas de impacto e desequilíbrios musculares que aumentam a tração sobre a patela; fatores biomecânicos e crescimento acelerado também contribuem.
Como o médico confirma o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico-radiológico: baseia‑se na história compatível (adolescentes com dor anterior do joelho agravada por atividade) e na confirmação por imagens que mostram alterações da patela compatíveis com osteocondrose juvenil, como irregularidade do núcleo ossificável, fragmentação ou apofisite. Exames de imagem (radiografia e, quando necessário, ressonância magnética) sustentam este código ao localizar a lesão na patela e excluir outras causas.
Como costuma ser tratado?
O manejo é conservador na maioria dos casos, com medidas destinadas a reduzir a sobrecarga patelar e promover recuperação durante o período de crescimento. Programas de reabilitação abordam alongamento e fortalecimento muscular, modificação de atividades e uso de medidas físicas locais quando indicado. Procedimentos cirúrgicos são raros e reservados a complicações ou fragmentos sintomáticos que não respondem ao tratamento conservador.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Classes medicamentosas utilizadas de forma sintomática incluem analgésicos e anti‑inflamatórios para controle da dor e inflamação quando necessário, e em alguns casos adjuvantes para alívio temporário durante fases de crise. A escolha e prescrição são responsabilidade do clínico conforme quadro individual.
Quando procurar um médico?
Procurar avaliação médica se a dor no joelho persistir por semanas, piorar com atividades diárias, limitar participação em esportes ou vier acompanhada de aumento de volume, febre, perda rápida de função ou incapacidade de apoiar o membro. Busca precoce ajuda a confirmar o diagnóstico, excluir causas urgentes e iniciar medidas de alívio e reabilitação.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que avaliou o caso, considerando o quadro concreto — duas pessoas com o mesmo código podem ter períodos diferentes.
Na prática, a divisão do pagamento segue regras legais: até 15 dias de afastamento o empregador é responsável pelo pagamento; a partir do 16º dia o INSS assume e passa a exigir perícia. A soma de atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias é considerada para contabilizar esses 15 dias de responsabilidade do empregador. O CID anotado no atestado é o que o perito usa para decidir se dois atestados têm a mesma razão e, portanto, se devem ser somados — essa é a função prática do código no controle desses prazos.
Para que um atestado seja aceito deve conter identificação do paciente, o período de afastamento, a data, e a assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID só ocorre com anuência do paciente; o empregador não tem obrigação de ser informado do diagnóstico. Sem o código, a soma dos atestados para o cálculo dos 15 dias não pode ser verificada pelo INSS.
No caso específico de M92.4 (osteocondrose juvenil da rótula), trata‑se de uma condição relacionada ao crescimento que costuma seguir curso predominantemente conservador, com sintomas que podem ser intermitentes e recorrentes durante o período de desenvolvimento ósseo. Raramente implica apresentação definitiva de incapacidade laboral permanente; muitas vezes exige acompanhamento clínico e registro do quadro, com adaptação de atividades enquanto persistem sintomas. Como os episódios podem reaparecer com sobrecarga e atividade, a regra dos 60 dias é relevante: atestados sucessivos com o mesmo CID dentro desse intervalo podem ser somados para efeito do limite de responsabilidade do empregador.
Que direitos este código envolve?
Direitos relacionados ao diagnóstico seguem a legislação trabalhista e previdenciária aplicável: perícias médicas podem avaliar incapacidade temporária, e benefícios ou afastamentos dependem de critérios formais. A codificação sozinha não garante direito; decisões dependem de documentos, laudos e normas do empregador ou previdência.
Perguntas frequentes sobre M92.4
Este diagnóstico significa que meu filho precisa parar de fazer esporte?
Nem sempre; a decisão depende da intensidade da dor e da limitação funcional. Profissionais costumam recomendar reduzir ou modificar atividades de impacto até melhora dos sintomas e progresso na reabilitação.
O CID M92.4 é contagioso?
Não. Trata‑se de uma alteração do crescimento ósseo por sobrecarga mecânica, não por agente infeccioso.
Quais exames confirmam o diagnóstico?
Radiografias do joelho que mostrem alterações na patela sustentam o diagnóstico; ressonância magnética esclarece casos duvidosos ou avalia extensão de lesão cartilaginosa.
O atestado médico com este CID garante afastamento do trabalho ou escola?
O atestado documenta a limitação, mas concessão de afastamento depende da avaliação do empregador, plano ou previdência; cada caso é avaliado conforme regras específicas.
Como se diferencia M92.4 de uma lesão por entorse ou trauma?
História de trauma agudo com início súbito da dor e achados compatíveis em imagem favorecem lesão traumática; M92.4 associa‑se a dor progressiva por sobrecarga em fase de crescimento e alterações crônicas na imagem.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Quando os achados por imagem tornam‑se suficientes para codificar M92.4 em vez de um diagnóstico inespecífico?
- Qual a duração típica dos sintomas antes que seja esperado alterar o código para sequelas ou outra classificação?
- Que sinais clínicos ou de imagem justificariam encaminhar para cirurgia em vez de manter manejo conservador?
- Como distinguir radiologicamente fragmentação por osteocondrose juvenil de lesão osteocondral pós‑traumática na patela?
- Que critérios clínicos mudariam o código para uma condição inflamatória sistêmica ou infecciosa?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- Em perícia, quais documentos e exames sustentam afastamento por M92.4 e por quanto tempo costumam ser aceitos?
- A codificação M92.4 por si só é suficiente para justificar estabilidade de benefício previdenciário em afastamento por incapacidade temporária?
- Como contestar negativa de benefício quando a operadora alega ausência de incapacidade funcional apesar do diagnóstico e laudos de imagem?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- Que exames de imagem são habitualmente solicitados pelo plano para confirmar M92.4 antes de autorizar fisioterapia?
- Quais justificativas clínicas o médico deve apresentar na guia para solicitar procedimentos de reabilitação por M92.4?
- Em que situações o plano pode pedir documentação adicional para tratamentos prolongados relacionados a M92.4?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
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Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco M80-M94
- OMS — ICD-10, versão 2019 (M92.4)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.