M92.5 — Osteocondrose juvenil da tíbia e perônio [fíbula]
- osteocondrose tibial
- osteocondrose do perônio
- osteocondrose juvenil da fíbula
- osteocondropatia tibial juvenil
O CID M92.5 designa alterações de crescimento no osso da tíbia e/ou do perônio (fíbula) em crianças e adolescentes, caracterizadas por distúrbios da ossificação enfocados na metáfise ou em núcleos epifisários. Aparece tipicamente em pacientes em fase de crescimento, muitas vezes associado a dor localizada e limitação funcional. Não inclui osteocondroses de outros ossos como patela (M92.4) ou tarso (M92.6), nem lesões traumáticas agudas sem alteração da placa de crescimento. O código cobre quadros primários de osteocondrose dessas localizações, não sequelas pós-infecciosas específicas ou tumores ósseos. É um código usado para registrar a condição clínica baseada em quadro e exames de imagem compatíveis.
Em palavras simples
Receber o código CID M92.5 significa que foi identificada uma alteração no crescimento ósseo da tíbia (canela) ou do perônio (fíbula) que costuma ocorrer em crianças e adolescentes. Em linguagem simples, trata‑se de um problema na forma como esse osso está se calcificando enquanto a pessoa ainda cresce. O termo técnico é “osteocondrose juvenil” e descreve uma alteração do núcleo de crescimento do osso, não uma infecção nem um tumor na maioria dos casos.
Quem tem esse diagnóstico costuma sentir dor localizada na área afetada, que aparece ou piora com atividades físicas, corrida ou saltos. Pode haver sensibilidade ao toque, algum inchaço discreto ou dificuldade em movimentar o joelho ou tornozelo dependendo de onde a alteração esteja. A intensidade varia: para alguns é incômodo que melhora com descanso, para outros a dor limita esportes ou brincadeiras.
A maioria dos casos não é grave nem contagiosa. O tempo de recuperação varia conforme a idade, a atividade física e a gravidade da alteração nas imagens, mas muitos pacientes melhoram com redução de esforços e acompanhamento. Em diversos casos há remodelamento natural do osso à medida que o crescimento avança, embora o processo possa durar meses até que a imagem e os sintomas se resolvam.
O caminho comum após o diagnóstico inclui exames de imagem (radiografia e, se necessário, ressonância) para avaliar a extensão da alteração, orientação sobre ajustar atividades que sobrecarregam a área e retornos periódicos para acompanhar evolução. Em geral o tratamento é ambulatorial e baseado em observação e medidas para controlar dor e proteger a região; intervenções invasivas são menos frequentes e consideradas em situações com dor persistente ou comprometimento funcional.
Em casa, observar se a dor melhora com repouso relativo e se não há aumento de volume, calor local intenso, febre ou incapacidade para carregar peso. Procure avaliação médica sem demora se a dor piorar progressivamente, se dificultar caminhar, ou se surgir deformidade visível. Leve aos retornos as imagens anteriores e relate detalhadamente as atividades e sintomas para que o acompanhamento seja adequado.
Quando usar este código
Usa-se este código quando o quadro clínico e os exames suportam diagnóstico de osteocondrose localizada à tíbia ou ao perônio em paciente em crescimento, com alterações radiográficas ou por imagem que correspondem ao processo osteocondral. Deve ser aplicado quando não houver informação suficiente para código mais específico ou quando a doença afeta explicitamente essas localizações.
Não confunda com
M92.4 (Osteocondrose juvenil da rótula [patela]) — diferenciar pela topografia clínica e radiográfica: dor e alterações de ossificação centradas na patela e seu ápice indicam M92.4, enquanto segmento tibial ou fíbular orienta para M92.5.
M92.6 (Osteocondrose juvenil do tarso) — separação por local anatômico: sinais e imagens no tornozelo/tarso não pertencem a M92.5.
S93.4 (Entorse e distensão do tornozelo e pé) — entorse aguda é evento traumático sem alterações da placa de crescimento; presença de ossificação anômala ou fragmentação epifisária favorece M92.5.
O que é
Osteocondrose juvenil da tíbia e perônio é um distúrbio do desenvolvimento ósseo durante o crescimento, em que há alteração do processo de ossificação endocondral na metáfise ou nos núcleos de crescimento desses ossos. Manifesta-se por dor localizada, sensibilidade à palpação e, em alguns casos, edema ou limitação de movimento, normalmente em crianças e adolescentes ativos.
O quadro resulta de alterações do suprimento vascular e do metabolismo do núcleo de crescimento, que produzem fragmentação, necrose parcial ou retardo de ossificação. A evolução pode variar de autorresolução com remodelamento até persistência de sintomas que requerem acompanhamento e, ocasionalmente, intervenção.
Sintomas
Dor localizada na face anterior ou lateral da tíbia ou ao longo do perônio, que pode aumentar com atividade física ou palpação. Rigidez e redução da amplitude de movimento do joelho ou tornozelo quando a lesão está próxima às articulações; sensibilidade focal e, por vezes, edema ou calor discreto na região. Sinais de agravamento incluem dor persistente em repouso, limitação progressiva das atividades, crescimento de um nódulo ósseo palpável ou deformidade visível.
Causas
Mecanismos incluem perturbação do suprimento sanguíneo ao núcleo de crescimento, microtrauma repetido em ossos submetidos a sobrecarga durante o crescimento rápido, e alterações na cartilagem de crescimento que levam a fragmentação e retardo de ossificação. Na prática brasileira o fator mais frequentemente observado é a combinação de esforço físico repetitivo em crianças em pico de crescimento e susceptibilidade individual ao comprometimento vascular do núcleo epifisário.
Como é diagnosticado
O diagnóstico baseia-se em história compatível (idade, dor localizada, atividades) e exame físico que demonstra sensibilidade focal. Confirma-se e caracteriza-se pela imagem: radiografia simples inicial pode mostrar irregularidade, fragmentação ou áreas de esclerose/retardo da ossificação; tomografia ou ressonância magnética são usados quando necessário para avaliar extensão, edema medular e sequência cronológica, e para diferenciar de sequela de fratura ou condição inflamatória. A consolidação do diagnóstico M92.5 requer correlação entre clínica e achados de imagem na tíbia/perônio.
Como costuma ser tratado
O manejo costuma ser conservador e orientado pela intensidade dos sintomas e pela atividade da lesão nas imagens; inclui medidas de proteção da região, modificação de atividades e acompanhamento clínico e por imagem para documentar evolução. Casos com persistência de dor, fragmentação extensa ou complicação funcional podem requerer avaliação ortopédica especializada para considerar intervenções não farmacológicas ou cirúrgicas em centros de referência.
Classes de medicamentos
Analgesia e anti-inflamatórios usados na prática comum pertencem a classes de medicamentos para controle sintomático da dor e inflamação; agentes adjuvantes para controle de dor musculo-esquelética podem ser considerados conforme avaliação clínica. Terapias tópicas analgésicas e medidas físicas são opções complementares avaliadas pelo profissional assistente.
Quando procurar ajuda
Procurar avaliação médica se a dor for persistente, piora com o tempo, limitar atividades diárias, houver deformidade progressiva ou sinais de inflamação importante como aumento de volume e calor local. Retorno precoce é indicado quando há piora súbita, incapacidade para caminhar ou sinais sugestivos de complicação que exijam reavaliação e possíveis novos exames.
Uso em atestado
Atestados e relatórios devem especificar CID M92.5, localização anatômica precisa e período estimado de limitação funcional quando solicitado; justificar necessidade de afastamento com base em incapacidade comprovada para a atividade habitual e evidência clínica/imagem. A duração do afastamento e a necessidade de reavaliação dependen do curso clínico e da resposta ao manejo.
Direitos e benefícios
Direitos relacionados a afastamento salarial, auxílio-doença ou reabilitação variam conforme legislação e tipo de vínculo empregatício; laudos e perícias médicas são instrumentos centrais em processos administrativos ou judiciais. A interpretação do CID em perícia não determina automaticamente concessões; cada caso é avaliado conforme critérios do benefício ou contrato.
Perguntas frequentes sobre M92.5
O CID M92.5 significa que meu filho terá problema ósseo para a vida toda?
Na maioria dos casos não; trata-se de uma alteração do crescimento que muitas vezes melhora com o tempo e acompanhamento. A evolução depende da idade, da extensão da lesão e da atividade física.
Preciso de atestado para afastamento escolar ou esportivo quando o CID é M92.5?
A necessidade de atestado depende da limitação funcional e da recomendação do médico assistente; a decisão sobre afastamento e sua duração é individualizada e deve constar em relatório clínico.
O CID M92.5 é contagioso?
Não; é uma condição de crescimento ósseo, não uma doença infecciosa. Não há risco de contágio para outras crianças.
Quais exames confirmam o diagnóstico?
Radiografia é o exame inicial para documentar alterações de ossificação; ressonância ajuda a avaliar atividade e extensão quando houver dúvida ou sintomas persistentes.
Quando o código muda para outro diagnóstico?
A reclassificação ocorre se surgir evidência de outra condição (por exemplo fratura, sequela ou doença inflamatória) nas imagens ou na evolução clínica que explique melhor os achados.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Qual a localização exata da lesão na tíbia ou perônio e como isso altera o prognóstico?
- Que alterações radiográficas ou por ressonância confirmam atividade da osteocondrose nesta topografia?
- Em que momento a persistência de fragmentação ou dor levaria à troca do código por outro diagnóstico (por exemplo, sequela traumática)?
- Qual a duração esperada do acompanhamento por imagem antes de considerar remodelamento concluído?
- Que sinais clínicos indicam necessidade de avaliação ortopédica ou intervenção adicional?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- Quais documentos e laudos são necessários para fundamentar perícia relacionada a afastamento por M92.5?
- Como a localização precisa (tíbia versus perônio) influencia avaliação de incapacidade laboral em perícia?
- Que critérios periciais ajudam a distinguir incapacidade temporária de sequela permanente em osteocondrose juvenil?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- Que documentação clínica e de imagem a operadora costuma solicitar para autorizar procedimentos de imagem avançada para CID M92.5?
- Existem procedimentos diagnósticos ou terapêuticos que habitualmente exigem justificativa para cobertura quando o CID informado é M92.5?
- Quais prazos de autorização e reavaliação são mais frequentemente pedidos por operadoras para seguimento desta condição?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
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