M92.7 — Osteocondrose juvenil do metatarso

O CID M92.7 designa alterações de crescimento e consolidação do núcleo ossificante dos ossos metatarsais em crianças e adolescentes, levando a dor e desconforto no antepé. Aparece tipicamente durante picos de crescimento ou após microtrauma repetido; não descreve fratura aguda nem infecção. Não inclui osteocondroses de outros segmentos (ver M92.0M92.6) nem alterações degenerativas do pé em adultos.


Em palavras simples

Este código significa que um osso do antepé, chamado metatarso, está passando por uma alteração do crescimento típica de crianças e adolescentes. Não é infecção nem fratura clássica, e aparece porque o núcleo de ossificação do osso está sofrendo uma mudança temporária que causa dor. O termo “osteocondrose” descreve justamente esse processo de maturação óssea alterada.

Você provavelmente sente dor localizada na parte anterior do pé, perto dos dedos, que piora quando anda ou corre. Pode haver sensibilidade ao toque naquela região e a criança pode mancar ou evitar atividades que exigem ficar na ponta do pé. Em geral não há febre nem vermelhidão intensa; se esses sinais aparecerem, é preciso investigação adicional.

Na maioria dos casos, o quadro não é grave nem contagioso. Trata‑se de uma condição relacionada ao crescimento e à sobrecarga; costuma melhorar com medidas que reduzem a pressão sobre o metatarso e com tempo, à medida que o osso amadurece. A duração varia, mas o curso costuma ser semanas a meses; o acompanhamento médico avaliará a evolução.

O próximo passo costuma ser uma avaliação médica com radiografia do pé para confirmar a alteração no núcleo do metatarso. Comprovado o diagnóstico, o plano usual inclui medidas para aliviar a carga ao caminhar, orientação sobre calçados e fisioterapia para ajustar a marcha e reduzir a dor. A necessidade de afastamento escolar ou esportivo é avaliada caso a dor limite a atividade.

Em casa observe se a dor aumenta, se a criança deixa de apoiar o pé, se aparece inchaço, vermelhidão ou febre — nesses casos procure atendimento. Se a dor não melhora com as orientações iniciais ou volta com maior intensidade, retorne ao serviço de saúde para reavaliação e possíveis exames complementares. Essas observações ajudam a distinguir um processo de crescimento esperado de complicações que exigem investigação.

Quando usar este código

Usa‑se este código quando a apresentação clínica e os exames de imagem indicam uma osteocondrose localizada em um metatarso de paciente em fase de crescimento, sem evidência de fratura aguda, tumor ósseo ou infecção. Deve ser aplicado apenas quando a lesão é identificada como processo de osteocondrose juvenil e não como outra causa de dor metatarsal.

Não confunda com

M92.6 (Osteocondrose juvenil do tarso): separa‑se por topografia; M92.6 é usada quando a alteração está no tarso (ex.: navicular) e não nos metatarsos. M92.2 (Osteocondrose juvenil da mão): ambos afetam epífises em crescimento, mas M92.2 refere‑se a ossos da mão—localização clínica e radiografia direciona a distinção. M92.9 : aplica‑se quando há diagnóstico de osteocondrose juvenil sem localização precisa; M92.7 exige especificação do metatarso.

O que é

Osteocondrose juvenil do metatarso é um distúrbio do crescimento ósseo em que o núcleo de ossificação de um metatarso sofre alteração da vascularização e remodelamento, resultando em dor localizada, sensibilidade plantar e possível claudicação. A manifestação surge durante a infância ou adolescência, frequentemente em meninos e meninas ativos, e costuma afetar um ou poucos metatarsos.

Clinicamente apresenta‑se com dor ao caminhar ou correr, aumento de dor após atividade e sensibilidade à palpação sobre o dorso ou planta do antepé. Em muitos casos há história de sobrecarga repetida, calçado inadequado ou aumento súbito de atividade esportiva.

Sintomas

Os sintomas principais incluem dor localizada no antepé, piora ao caminhar ou correr, sensibilidade à compressão dos metatarsos e possível claudicação. Sinais iniciais são desconforto intermitente ao praticar atividades e sensibilidade à palpação; agravamento se manifesta por dor contínua, limitação funcional significativa e recusa de apoiar o pé. Inchaço local é menos comum e sugere diagnóstico alternativo ou complicação.

Causas

O mecanismo envolve alteração temporária da vascularização e do crescimento do núcleo ossificante do metatarso, associada à sobrecarga mecânica repetida, microtrauma e às mudanças do pico de crescimento. Na prática brasileira, o fator mais frequente é a carga esportiva incrementada em adolescentes com ossos em maturação, muitas vezes combinada com calçados inadequados ou alterações biomecânicas do pé que concentram tensão nos metatarsos.

Como é diagnosticado

O diagnóstico se sustenta pela correlação entre quadro clínico compatível (dor focal no antepé em criança/adolescente) e achados radiológicos que mostram alterações típicas do núcleo de crescimento do metatarso afetado. Radiografia simples dirigida ao antepé é o exame inicial e confirma alterações do núcleo ossificante; a ausência de sinais de fratura, lesão agressiva ou processo infeccioso ajuda a consolidar a codificação como M92.7. Em casos incertos, imagem complementar ou acompanhamento evolutivo clarifica o diagnóstico.

Como costuma ser tratado

O tratamento é conservador e visa reduzir a dor e a sobrecarga do metatarso, com medidas de alívio de carga, adaptação de calçado e fisioterapia funcional para correção de fatores biomecânicos. O objetivo é permitir consolidação e remodelamento do núcleo de crescimento sem intervenção cirúrgica na grande maioria dos casos; procedimentos invasivos são raros e reservados a situações atípicas ou refratárias com complicações.

Classes de medicamentos

Classe de medicamentos utilizada de forma sintomática engloba analgésicos e anti‑inflamatórios com indicação médica para controle da dor e inflamação aguda; o uso deve ser orientado por profissional. Em alguns casos, adjuvantes tópicos ou medidas locais são considerados para alívio sintomático; antibióticos e outros fármacos não são indicados a menos que haja diagnóstico concomitante específico.

Quando procurar ajuda

Deve‑se procurar avaliação quando a criança apresenta dor no antepé que limita atividades, piora progressiva, incapacidade de apoiar o pé ou sinais inflamatórios importantes (vermelhidão, calor, febre). Também é indicado retorno quando a dor não melhora com medidas conservadoras iniciais, há piora funcional ou dúvida diagnóstica que requeira exclusão de fratura, infecção ou lesão tumoral.

Uso em atestado

Em atestados e laudos, descrever localização precisa (metatarso afetado), início dos sintomas, impacto funcional e exames que sustentam o diagnóstico. Informar claramente se o quadro é temporário e relacionado a fase de crescimento, com previsão de acompanhamento e necessidade de medidas temporárias de restrição de atividades, sem afirmar concessões administrativas ou previdenciárias.

Perguntas frequentes sobre M92.7

O que exatamente significa receber o código CID M92.7?

Significa que foi identificada uma alteração do crescimento em um metatarso compatível com osteocondrose juvenil, explicando dor localizada no antepé. O diagnóstico costuma ser apoiado por radiografia.

Isso é contagioso ou vai afetar o desenvolvimento a longo prazo?

Não é contagioso. Na maioria dos casos não provoca prejuízo permanente ao desenvolvimento ósseo, pois costuma melhorar com o amadurecimento e manejo adequado.

Preciso de afastamento da escola ou do esporte?

A necessidade depende da intensidade da dor e da limitação funcional; manifestações leves são tratadas com adaptação de atividades, enquanto dor intensa pode exigir suspensão temporária de esportes até melhora.

Quais exames confirmam o diagnóstico?

Radiografia direcionada do antepé é o exame inicial que geralmente confirma a alteração do núcleo do metatarso; em dúvidas, exames de imagem complementares podem ser solicitados.

Como diferenciar de uma fratura por estresse?

A diferenciação baseia‑se na história (trauma agudo versus sobrecarga), exame físico e achados radiológicos específicos; às vezes exame complementar é necessário para excluir fratura.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu advogado (3)
  • O laudo médico e radiológico detalham limitação funcional para justificar afastamento previdenciário?
  • Em perícia, qual documentação é aceita como prova suficiente de incapacidade temporária por M92.7?
  • Casos de afastamento por tratamento ou reabilitação podem gerar estabilidade de emprego; quais são os critérios periciais aplicáveis?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • A operadora exige relatório com radiografias para autorizar procedimentos de fisioterapia ou órtese?
  • Existe carência ou restrição para cobertura de tratamento conservador relacionado a diagnósticos de osteocondrose juvenil?
  • Que documentação mínima a operadora pede para análise de reembolso ou autorização de recursos auxiliares (p.ex., órteses)?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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