Q10-Q18 — Malformações congênitas do olho, do ouvido, da face e do pescoço

Este bloco reúne malformações congênitas que envolvem estruturas da cabeça e pescoço: olhos (Q10–Q15), orelhas e mastoide (Q16), face e mandíbulas (Q17) e pescoço (Q18). Entre os códigos mais procurados estão anomalias orbitárias e palpebrais, atresia do conduto auditivo externo, microtia/anoquia e malformações da face como hipoplasia mandibular. A página serve como índice para descer aos códigos específicos conforme a localização e a descrição anatômica.


Quando usar este código

Usa-se este bloco quando a anomalia congênita está localizada no olho, orelha, face ou pescoço e não pertence a outro sistema. Do pesquisador codificador espera-se detalhar a estrutura afetada e a natureza da alteração (por exemplo, atresia, anomalia do tamanho, fenda, malformação dérmica) para escolher o código exato dentro de Q10–Q18.

Não confunda com

Q10–Q18 versus Q35–Q37: Distinga malformações faciais gerais (Q17) de fenda labial/palatina (Q35–Q37) pela presença explícita de fenda labial ou palatina reportada no exame.

Q10–Q18 versus Q00–Q07: Diferença entre malformação craniofacial com envolvimento do sistema nervoso (Q00–Q07) e malformação isolada de olho/ouvido/face (Q10–Q18) pela existência de anomalias neurais associadas em exames de imagem.

O que este grupo reúne

Grupo de malformações congênitas que afetam estruturas sensoriais e anatômicas da cabeça e pescoço. O critério que reúne os códigos é a localização anatômica (globo ocular, anexos oculares, orelha externa e média, estruturas faciais e do pescoço) e a natureza congênita da alteração.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que levam aqui incluem alterações visíveis ao nascer (assimetria facial, ausência ou deformidade da orelha), diminuição ou perda de função sensorial (hipoacusia, diminuição da visão), obstrução local (apneia, obstrução nasal) e presença de massas cervicais congênitas.

Mecanismos em comum

Etiologias variam: erros no desenvolvimento embrionário de arcos faríngeos e placódios (ex.: malformações de orelha e face), defeitos na formação ocular, além de fatores genéticos e exposições ambientais. Alguns blocos destacam malformações de origem do 1º e 2º arcos faríngeos (Q16–Q17) e defeitos da camada ectodérmica que afetem o olho (Q10–Q15).

Como se define o código

O código é definido pela descrição anatômica e etiológica no prontuário ou relatório de imagem: exame clínico neonatal, documentação cirúrgica ou achados de ecografia/TAC/RMN. Na prática, separa-se blocos conforme o órgão primariamente afetado (olho versus ouvido versus face/pescoço) e pela natureza da anomalia (atresia, aplasia, hipoplasia, fenda).

Como o cuidado se organiza

O cuidado varia conforme a anomalia: muitos casos são acompanhados em ambulatório especializado (otorrinolaringologia, oftalmologia, cirurgia plástica/crânio-maxilo-facial). Intervenções cirúrgicas e reabilitação auditiva/visual são previstas conforme a gravidade; o SUS costuma oferecer seguimento em referência, reabilitação e cirurgias reparadoras quando indicadas.

Classes de medicamentos

Classes farmacológicas usadas no contexto são de suporte, como analgésicos e anti-inflamatórios para período perioperatório, antibióticos para infecções secundárias e corticoterapia em casos inflamatórios–mas a escolha da classe depende do quadro clínico e da presença de infecção ou procedimento.

Sinais de alarme do grupo

Procurar avaliação urgente se houver obstrução respiratória, impossibilidade de proteger as vias aéreas, sinais de infecção aguda (febre, eritema, dor intensa) ou perda súbita de função sensorial. Em neonatos, qualquer dificuldade para respirar ou alimentar exige atendimento imediato.

Uso em atestado

Em atestados e afastamentos, registre claramente a malformação descrita e o código específico quando conhecido. Não há notificação compulsória geral apenas por malformação congênita; a omissão do CID a pedido do paciente segue regra comum, e a perícia costuma exigir documentação clínica e exames que comprovem a alteração e a necessidade de afastamento.

Perguntas frequentes sobre Q10-Q18

Quando usar Q15 em vez de Q12?

Q15 refere-se a malformações específicas da conjuntiva e anexos, enquanto Q12 engloba malformações das pálpebras e órbita; escolha conforme a estrutura primária afetada descrita no laudo.

Como diferenciar Q16.0 (atresia do conduto auditivo externo) de Q16.1 (anel ausente/hipoplásico)?

Atresia implica fechamento ou ausência do conduto auditivo externo documentado; anomalia do pavilhão auricular ou ausência do anel é codificada quando a descrição foca na orelha externa e seu formato.

Para fenda labial devo usar Q17 ou Q35?

Use Q35–Q37 para fenda labial/palatina isolada; Q17 é reservado para outras malformações faciais não classificadas como fenda labial/palatina.

O perito costuma aceitar exame clínico neonatal para codificar estas malformações?

Sim, exame clínico detalhado e documentação fotográfica ou cirúrgica são frequentemente aceitos, complementados por imagens (TC/RMN) quando houver dúvida anatômica.

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