E00-E90 — Capítulo IV – Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas

  • Doenças endócrinas e metabólicas
  • Distúrbios nutricionais e metabólicos
  • Capítulo IV CID-10 E00-E90

O que este código significa?

Este capítulo reúne doenças das glândulas endócrinas, transtornos da nutrição e distúrbios metabólicos. Inclui blocos muito buscados como E00-E07 (tireóide), E10-E14 (diabetes mellitus), E65-E68 (obesidade), E40-E46 (desnutrição) e E70-E90 (erros inatos do metabolismo). A maioria dos códigos corresponde a condições crônicas que exigem investigação laboratorial, monitorização e seguimento especializado. Em geral o problema é classificado ao nível do bloco conforme a glândula, o tipo de regulação glicêmica ou a natureza nutricional/metabólica.


Quando se usa um código deste grupo?

Chega-se a esta página quando a busca ou o quadro clínico indica uma doença endócrina, nutricional ou metabólica sem selecionar um código específico. Para descer ao código certo, avaliam-se a glândula envolvida (ex.: tireóide vs outras), exames objetivos (glicemia/HbA1c, TSH/free T4, marcadores nutricionais) e manifestações antropométricas (IMC, perda de peso). Use os blocos listados para navegar ao diagnóstico mais preciso.

Com que grupos este se confunde?

E10-E14 versus E15-E16: separar diabetes mellitus (E10-E14) de outros transtornos da regulação da glicose (E15-E16) por critérios diagnósticos de diabetes persistente (ex.: glicemia de jejum/HbA1c) versus hipoglicemia transitória ou outras causas não diabéticas.

E00-E07 versus E20-E35: distinguir transtornos da tireoide (E00-E07) de doenças de outras glândulas endócrinas (E20-E35) pela origem glandular — alterações de TSH/free T4 indicam codificação em E00-E07.

E65-E68 versus E40-E46: obesidade (E65-E68) e desnutrição (E40-E46) são separados por avaliação antropométrica e sinais de déficit nutricional; IMC elevado direciona para E65-E68, sinais de carência nutricional para E40-E46.

O que é?

Reúne doenças produzidas por disfunção das glândulas endócrinas, por déficits ou excessos nutricionais e por erros do metabolismo. O critério comum é pertencer a sistemas que regulam hormônios, o estado nutricional ou vias metabólicas essenciais. Varia conforme o bloco: alguns códigos descrevem síndromes glandulares (tireoide, supra‑renal), outros, distúrbios glicêmicos, alterações antropométricas ou defeitos enzimáticos congênitos.

Que queixas costumam cair neste grupo?

Queixas que tipicamente encaminham para este capítulo incluem alterações de peso (perda ou ganho), fadiga, sede e micção aumentadas, intolerância ao frio/calor, alterações do apetite, fraqueza muscular, atraso de crescimento, alterações cognitivas ou crises metabólicas agudas. Muitas vezes são sintomas sistêmicos pouco específicos que levam à investigação laboratorial.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Os mecanismos variam: deficiência ou excesso hormonal (ex.: autoimunidade da tireoide em E00-E07), distúrbios da regulação glicêmica por perda de insulina ou resistência (E10-E14), deficiências nutricionais (E50-E64) por dietas inadequadas ou absorção prejudicada, e erros inatos do metabolismo por defeitos enzimáticos (E70-E90). Podem ainda ser iatrogênicos, genéticos, endócrino‑degenerativos ou nutricionais.

Como se chega a um código deste grupo?

Na prática, um exame laboratorial ou antropométrico costuma definir o código: valores persistentes de glicemia/HbA1c, perfis hormonais (TSH, T4, cortisol), níveis de vitaminas/minerais, medidas de IMC e testes genéticos/metabólicos. O que separa blocos é a natureza da anormalidade (glândula afetada, glicose vs outras causas, deficiência nutricional vs obesidade, erro metabólico congênito).

Como costuma ser tratado?

Os cuidados são em geral ambulatoriais, com atenção primária, endocrinologia e nutrição; programas crônicos do SUS oferecem seguimento para diabetes e nutrição. Internação ocorre para crises agudas (cetoacidose, insuficiência adrenal, crises metabólicas). Alguns distúrbios raros exigem referência a centros especializados e programas de apoio contínuo.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

As classes comuns incluem: insulinas (reposição de insulina), antidiabéticos orais (sensibilizadores da insulina, secretagogos, inibidores da absorção de glicídios), hormônios tireoidianos (reposição), antitireoidianos (inibidores da síntese hormonal), corticosteroides (substituição ou supressão), hormônios sexuais e moduladores ósseos, suplementos vitamínicos e minerais. A escolha depende do mecanismo primário (deficiência, excesso, resistência) e da gravidade clínica.

Quando procurar um médico?

Procurar atendimento imediato em caso de sinais de alarme do grupo: coma ou confusão aguda, hipoglicemia grave, cetoacidose ou hiperglicemia extrema, crise adrenal (hipotensão, vômitos intensos), tempestade tireoidiana, perda de peso rápida e severa ou sinais de desnutrição avançada.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento, e o período é definido pelo médico que examinou, pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

O prazo funciona dentro das regras previdenciárias: até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia o INSS assume o pagamento e passa a exigir perícia; atestados pelo mesmo motivo emitidos dentro de 60 dias somam para esse cálculo dos 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). A identificação do mesmo motivo entre atestados é feita pelo perito a partir do CID indicado no documento — ou seja, é o código que o perito usa para verificar se os episódios são a mesma causa, fato que muita gente desconhece.

Para que um atestado seja aceito precisa constar identificação do paciente, período de afastamento, data, assinatura e CRM do médico. A indicação do CID só deve constar com anuência do paciente; não há obrigação de informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código não é possível somar os atestados para efeitos da regra dos 60 dias.

Em geral, no capítulo E00-E90 a maioria das condições é crônica ou de acompanhamento contínuo — doenças endócrinas, transtornos nutricionais e distúrbios metabólicos costumam exigir investigação laboratorial, monitorização e seguimento especializado. Internações ocorrem em crises agudas específicas (por exemplo, cetoacidose ou insuficiência adrenal), mas muitos casos são tratados em ambulatório com programas crônicos do SUS.

Esse perfil crônico e recorrente torna a verificação do mesmo CID especialmente relevante para este conjunto: quando quadros retornam ou exigem vários atestados espaçados, a possibilidade de somar episódios pelo critério dos 60 dias interfere na transição entre o pagamento pelo empregador e a necessidade de perícia pelo INSS, e por isso costuma ser importante registrar o CID com consentimento do paciente para fins de comprovação e acompanhamento.

Perguntas frequentes sobre E00-E90

Quando devo procurar códigos E10-E14 (diabetes mellitus) em vez de E15-E16?

Use E10-E14 quando há diagnóstico de diabetes confirmado por critérios laboratoriais persistentes (glicemia/HbA1c) e para subtipos conhecidos; E15-E16 é para outros distúrbios da regulação da glicose, hipoglicemias ou alterações transitórias.

Como diferenciar problemas da tireoide (E00-E07) de outras doenças endócrinas (E20-E35)?

A distinção baseia‑se nos exames hormonais específicos: alterações em TSH/free T4 direcionam para E00-E07; alterações em hormônios de outras glândulas (cortisol, gonadotrofinas, paratormônio) apontam para E20-E35.

Quando usar E65-E68 (obesidade) versus E40-E46 (desnutrição)?

A separação é feita por avaliação antropométrica e sinais nutricionais: IMC elevado e medidas de adiposidade indicam E65-E68; perda ponderal significativa e sinais de carência nutricional indicam E40-E46.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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