E00-E07 — Transtornos da glândula tireóide

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O que este código significa?

Este bloco reúne os transtornos primários da glândula tireoide: hipertireoidismo e hipotireoidismo, bócios (com ou sem nódulos), e formas inflamatórias como tireoidites. Inclui códigos mais procurados como E03 (hipotireoidismo), E05 (hipertireoidismo) e E04 (bócio não tóxico). A página serve de navegação para escolher o código específico conforme função hormonal, presença de tumor ou inflamação.


Quando se usa um código deste grupo?

Aplica-se quando o diagnóstico envolve a própria tireoide — alteração da função hormonal, aumento do volume glandular ou processo inflamatório. Para chegar ao código certo é preciso identificar se predomina hipo ou hipertireoidismo, se há bócio simples, nódulo ou doença inflamatória subaguda. Use exames de função, imagem e, quando necessário, anatomia patológica para descer ao subcódigo específico.

Com que grupos este se confunde?

E03 (hipotireoidismo) vs E05 (hipertireoidismo): critério é o perfil hormonal (TSH e hormônios livres) – TSH elevado sugere E03, suprimido sugere E05.

E04 (bócio não tóxico) vs E01/E02 (bócios por deficiência iodada e sequelas): critério é a causa conhecida; presença de déficit de iodo histórico orienta E01/E02.

E06 (tireoidite) vs E05 (hipertireoidismo) quando tireoidite causa tirotoxicose transitória: critério é a evolução temporal e achados inflamatórios (dor, velocidade de captação no cintilograma).

O que é?

Reúne doenças cuja origem primária é a tireoide, manifestas por alteração da produção de hormônios tireoidianos, mudança do volume glandular ou inflamação. O critério comum é o comprometimento anatômico ou funcional da glândula tireoide. Varia conforme se trata de disfunção hormonal (hipo/hipertireoidismo), alteração estrutural (bócio, nódulos) ou processo inflamatório/autoimune.

Que queixas costumam cair neste grupo?

Queixas que conduzem a códigos deste bloco incluem fadiga, ganho ou perda de peso inexplicada, intolerância ao frio ou ao calor, palpitações, aumento perceptível do pescoço, dor cervical ou alteração de voz. Sintomas variam com hiper ou hipoatividade e com efeito compressivo de bócios ou nódulos.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Mecanismos incluem autoimunidade (ex.: doença de Hashimoto, Graves), deficiência ou excesso de iodo, processos inflamatórios subagudos ou infecciosos e alterações nodulares (hiperplasia, adenoma, carcinoma). Em geral a causa define o bloco: disfunção hormonal primária, alteração estrutural ou inflamação.

Como se chega a um código deste grupo?

A definição do código depende do conjunto clínico-laboratorial: exames de função (TSH, T4 livre), imagem de pescoço (ultrassonografia), cintilografia e, quando indicado, punção aspirativa por agulha fina ou biópsia para caracterizar nódulos. Na prática, o bloque separa-se por predominância de disfunção hormonal, presença de bócio/nódulo e etiologia inflamatória ou iatrogênica.

Como costuma ser tratado?

O cuidado é majoritariamente ambulatorial e especializado em endocrinologia, com seguimento clínico-laboratorial periódico. Casos agudos ou complicados (coma mixedematoso, tempestade tireoidiana, cirurgia) exigem internação. Programas do SUS oferecem diagnóstico e tratamento ambulatorial e cirúrgico conforme protocolos locais.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes utilizadas incluem hormônios tireoidianos (reposição com levotiroxina para hipotireoidismo), antitireoidianos de síntese (tiamazol, propiltiouracila) para controle de hipertireoidismo, betabloqueadores para controle sintomático e agentes iodados ou hormonioterápicos em situações específicas. A escolha entre classes depende da etiologia, gravidade, idade e intenção terapêutica (controlo temporário, definitivo ou substituição).

Quando procurar um médico?

Procure avaliação emergencial se houver palpitações intensas e tontura, dispneia, edema facial ou dificuldade para engolir por aumento rápido do pescoço, febre com dor cervical intensa ou alteração súbita do estado mental.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

Na prática legal, o empregador paga o salário nos afastamentos de até 15 dias (Lei 8.213/91, art. 60, §3º). A partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia médica. Atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para efeito desses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).

Sobre a regra dos 60 dias: é o CID anotado no atestado que o perito usa para verificar se a doença é a mesma e, assim, somar os períodos. Essa é a razão prática pela qual o código aparece no documento, e poucas pessoas sabem que sem o CID essa verificação não é possível.

Para que um atestado seja aceito ele deve conter identificação do paciente, o período de afastamento, a data, a assinatura e o número do CRM do médico. O CID só deve constar com anuência do paciente — informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo INSS.

No caso dos transtornos da glândula tireoide (E00–E07), trata‑se de condições que costumam ter curso crônico ou recorrente (como hipotireoidismo, hipertireoidismo, bócio e tireoidites) e são, em sua maioria, manejadas em ambulatório com acompanhamento clínico e laboratorial. Incapacidade para o trabalho permanente não é a regra, exceto em situações agudas ou complicadas que exijam internação ou cirurgia; entretanto, por serem condições que frequentemente recorrentemente exigem avaliações e ajustes terapêuticos, a regra dos 60 dias é relevante para quem precisa somar atestados pelo mesmo diagnóstico.

Perguntas frequentes sobre E00-E07

Quando uso E03 (hipotireoidismo) em vez de E05 (hipertireoidismo)?

Use E03 quando o quadro for de função reduzida com TSH elevado e sintomas de hipotireoidismo; E05 é para tirotoxicose com TSH suprimido.

Um bócio sem alteração hormonal deve ir para E04 ou E01? Como escolher?

Bócio não tóxico sem causa iododeficiente conhecida é classificado em E04; se houver história ou provas de deficiência de iodo, considerar E01/E02 conforme a sequência e sequelas.

A tireoidite dolorosa aguda é E06 ou E05 quando há hipertireoidismo transitório?

Tireoidites inflamatórias entram em E06; se houver tirotoxicose transitória por inflamação, mantém-se E06 e descreve-se a fase funcional nos exames.

É obrigatório notificar transtornos da tireoide ao SUS?

Não há notificação compulsória rotineira para a maioria dos transtornos tireoidianos; casos específicos guiados por protocolos locais podem exigir registro.

Que documentos a perícia costuma pedir para avaliar afastamento por doença tireoidiana?

Normalmente a perícia solicita exames de função (TSH, T4 livre), imagens (USG), relatórios clínicos e registros de tratamento e evolução.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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