E65-E68 — Obesidade e outras formas de hiperalimentação

  • obesidade
  • hiperalimentação
  • obesidade mórbida
  • sobrepeso
  • excesso de peso

O que este código significa?

Este agrupamento reúne transtornos ligados ao excesso de ingestão e acúmulo corporal de gordura: os códigos E65–E68 agrupam obesidades e outras formas de hiperalimentação. Inclui subgrupos buscados com frequência, como obesidade de diferentes graus (E66) e hiperalimentação não especificada (E68). Serve de nó de navegação para chegar ao código mais preciso do subtipo e para diferenciar de transtornos metabólicos ou desnutrição.


Quando se usa um código deste grupo?

Usa‑se este bloco quando o paciente apresenta excesso de peso ou quadro catalogado como hiperalimentação e o registrador precisa escolher o código específico (por exemplo E66.x). Para descer ao código certo verifica‑se grau, causa conhecida ou associação a condições endócrinas; se faltar especificidade usa‑se o código do grupo mais geral.

Com que grupos este se confunde?

Confusão com E40–E46 (Desnutrição): Critério que separa é o estado nutricional oposto — perda ponderal e déficit nutricional vs excesso ponderal documentado por IMC.

Confusão com E10–E14 (Diabetes mellitus): Separar por diagnóstico primário — quando a preocupação é glicêmica predominante e descrita como diabetes, usa‑se códigos do grupo E10–E14; se o destaque é obesidade sem diabetes primária, permanece E65–E68.

O que é?

Reúne condições cujo traço comum é o consumo calórico superior às necessidades resultando em acúmulo excessivo de tecido adiposo ou padrões de hiperalimentação. O agrupamento inclui obesidade por grau, obesidade associada a condições específicas e formas não especificadas. Varia conforme identificação de causa secundária (endócrina, medicamentosa) ou grau de comprometimento.

Que queixas costumam cair neste grupo?

Queixas que conduzem a códigos deste grupo são aumento de peso progressivo, dificuldade para perda ponderal, queixa de gordura localizada generalizada, fadiga relacionada ao excesso de peso e problemas funcionais (mobilidade, dor articulação) que motivam avaliação.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Mecanismos comuns incluem balanço energético positivo crônico, predisposição genética e fatores ambientais. Exemplos por bloco: obesidade simples ou relacionada a sedentarismo (E66), hiperalimentação por causas psicológicas ou comportamentais (E68), e formas secundárias associadas a distúrbios endócrinos (relacionar a E20–E35 quando houver causa hormonal identificada).

Como se chega a um código deste grupo?

O que define o código dentro do grupo é a documentação clínica: índice de massa corporal, classificação por grau, identificação de causa secundária ou descrição explícita de hiperalimentação. Na prática, separa‑se obediência ao critério de gravidade (graus de E66), etiologia secundária e se há especificação insuficiente que leva a um código mais geral.

Como costuma ser tratado?

O cuidado costuma ser ambulatorial e multiprofissional: orientação nutricional, atividade física, acompanhamento médico e apoio psicológico; casos complexos podem ser referenciados a serviços especializados ou programas do SUS. Internação ocorre em complicações agudas ou em processos terapêuticos específicos avaliados por equipe.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes usadas neste grupo incluem agentes para perda ponderal aprovados, medicamentos que tratam causas secundárias (p.ex. terapia hormonal) e fármacos para comorbidades metabólicas. A escolha depende do perfil do paciente, comorbidades e evidência de benefício/risco.

Quando procurar um médico?

Sinais de alarme incluem perda rápida de mobilidade, sintomas respiratórios graves, dor torácica, ganho de peso muito rápido associado a edema ou sinais de distúrbio endócrino; nesses casos busca‑se avaliação imediata.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento, e o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

Na prática, parte do prazo é regulada por lei: até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). É o CID do atestado que o perito usa para saber se a doença é a mesma — ou seja, o código é a razão prática pela qual a soma desses períodos é avaliada.

Para que um atestado seja aceito por empregador ou INSS ele precisa identificar o paciente, indicar o período de afastamento, conter a data, a assinatura e o CRM do médico. O CID só entra com anuência do paciente: informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, e sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo perito.

Este agrupamento (E65–E68) reúne condições de hiperalimentação e obesidade, que costumam corresponder a uma condição crônica e de acompanhamento ambulatorial multiprofissional, com períodos de piora ou de limitação funcional que podem levar a afastamentos. Em regra não se trata de um quadro agudo que se resolve sozinho, mas de um transtorno com curso prolongado e recorrente, com impacto variável sobre a capacidade para o trabalho.

Por isso, para este código a regra dos 60 dias tem importância prática: episódios distintos relacionados à mesma condição podem somar para os 15 dias pagos pelo empregador, e recaídas ou ciclos de piora e controle tornam relevante que o CID conste no atestado para que o perito possa avaliar a continuidade do quadro.

Perguntas frequentes sobre E65-E68

Quando uso E66 em vez de E68?

Use E66 quando houver classificação explícita de obesidade por grau; E68 é para hiperalimentação não especificada ou quando não há detalhamento suficiente.

Devo registrar causas endócrinas no mesmo código E66–E68?

Se houver causa endócrina conhecida, registra‑se a obesidade no bloco E65–E68 e complementa‑se com o código da condição endócrina (p.ex. E03) conforme guia de codificação.

O CID deste grupo é obrigatório em atestado médico?

O CID pode ser incluído, mas o paciente pode pedir omissão; para perícia e afastamento a documentação objetiva (IMC, relatórios) costuma ser exigida.

Como distinguir obesidade por sedentarismo de obesidade secundária?

Distinção exige investigação clínica e laboratorial; se houver evidência de doença endócrina ou medicamentosa, classifica‑se como secundária com código de causa associado.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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