E20-E35 — Transtornos de outras glândulas endócrinas

O que este código significa?

Este bloco (E20-E35) reúne transtornos de glândulas endócrinas que não pertencem às categorias da tireoide (E00-E07) nem ao diabetes (E10-E14) ou às nutrições/ganho de peso. Inclui doenças das paratireoides, hipófise, suprarrenais e outras glândulas endócrinas, com códigos muito pesquisados como E21 (hiperparatireoidismo), E24 (síndrome de Cushing) e E27 (insuficiência adrenal). A página agrupa manifestações, exames e o caminho para chegar ao código específico dentro do bloco.


Quando se usa um código deste grupo?

Usa-se este agrupamento quando a queixa ou exame aponta para disfunção endócrina fora da tireoide ou do diabetes. O fluxo usual é identificar o órgão afetado (paratireoide, hipófise, suprarrenal, etc.), depois baixar ao bloco e ao código que descreve o quadro (por exemplo E21 para hiperparatireoidismo). A codificação definitiva depende de achados bioquímicos, hormonais e de imagem detalhados.

Com que grupos este se confunde?

E24 versus E27: diferenciar síndrome de Cushing (E24) de insuficiência adrenal (E27) por cortisol plasmático e resposta ao estímulo; critério: excesso versus deficiência de cortisol.

E21 versus N25: hiperparatireoidismo (E21) separado de alterações renais do metabolismo do cálcio (N25) por níveis de PTH e função renal.

E23 versus E35: insuficiência hipofisária (E23) distinta de outras disfunções hipotalâmicas/endócrinas múltiplas (E35) pelo padrão de hormônios pituitários comprometidos.

O que é?

Reúne doenças que afetam glândulas endócrinas distintas da tireoide e do pâncreas, caracterizadas por produção hormonal anormal — excesso ou deficiência — ou por tumores funcionantes/não funcionantes. O critério comum é a alteração na secreção hormonal por lesão primária glandular, disfunção central (hipófise/hipotálamo) ou causas iatrogênicas/endógenas. Varia conforme o sítio anatômico e o eixo hormonal envolvido.

Que queixas costumam cair neste grupo?

São as queixas que levam a investigação endócrina: fraqueza, fadiga, perda ou ganho de peso inexplicados, hipertensão de difícil controle, alterações do cálcio (pedras nos rins, dores ósseas), alterações menstruais/sexuais, alterações neuropsiquiátricas, hiperpigmentação, desidratação e crises adrenais. O padrão varia conforme excesso ou falta hormonal e o órgão afetado.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Mecanismos incluem tumores secretantes (adenomas hipofisários, feocromocitoma, adenoma das paratireoides), atrofia autoimune, insuficiência adrenal primária (autoimune ou infecciosa), cirurgia ou radioterapia, doenças genéticas e iatrogênicas (uso crônico de glicocorticoides). Exemplos: E21 (hiperparatireoidismo primário por adenoma), E24 (Cushing por adenoma ou hiperplasia), E27 (insuficiência adrenal primária por autoimunidade).

Como se chega a um código deste grupo?

O diagnóstico em geral depende de dosagens hormonais específicas (cortisol, ACTH, PTH, hormônios hipofisários), testes dinâmicos (supressão ou estímulo) e exames de imagem localizadora (ressonância magnética da hipófise, tomografia de adrenais, cintilografia para paratireoide). Na prática, o que separa blocos é o eixo e o padrão bioquímico: excesso versus deficiência e primário versus central.

Como costuma ser tratado?

O manejo varia conforme a entidade: muitas condições são tratadas em ambulatório especializado em endocrinologia; algumas exigem cirurgia (paratireoidectomia, adrenalectomia, cirurgia hipofisária) e cuidados hospitalares; crises endócrinas demandam atendimento emergencial. No SUS, o atendimento envolve atenção especializada, exames diagnósticos e programas de saúde que cobrem cirurgias e terapias conforme protocolos locais.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes usadas incluem glicocorticoides (para reposição ou controle inflamatório), antagonistas de hormônio ou inibidores de síntese hormonal (por ex. medicamentos que reduzem cortisol), moduladores do cálcio (bisfosfonatos) em hiperparatireoidismo secundário e agentes adrenolíticos/antihipertensivos para feocromocitoma. A escolha depende do diagnóstico (deficiência vs excesso), gravidade e objetivo: reposição, supressão hormonal ou estabilização antes de cirurgia.

Quando procurar um médico?

Procure atendimento urgente em sinais de crise adrenal (hipotensão, vômitos intensos, confusão), crise hipertensiva ou taquicardia paroxística em suspeita de feocromocitoma, hipercalcemia sintomática (confusão, arritmias, desidratação) ou déficits neurológicos agudos sugestivos de apoplexia hipofisária.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

Na prática legal, até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, §3º); a partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. Atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias, conforme o Decreto 3.048/99, art. 75. O CID constante no atestado é a referência que o perito utiliza para saber se se trata da mesma doença e, por isso, permite fazer essa contagem — é um detalhe prático importante que muitas pessoas desconhecem.

Para que um atestado seja aceito deve conter identificação do paciente, o período de afastamento, a data, a assinatura e o CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente: informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, e sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo sistema de perícia.

As condições agrupadas em E20–E35 incluem doenças das paratireoides, hipófise, suprarrenais e outras glândulas endócrinas, com variação grande no curso clínico. Algumas entidades são crônicas e requerem acompanhamento e registro em ambulatório especializado; outras podem manifestar episódios agudos ou crises que demandam atendimento emergencial. Em termos de capacidade para o trabalho, muitos casos são acompanhados sem afastamento prolongado, mas determinadas apresentações — por exemplo, crises endócrinas ou preparos cirúrgicos — podem levar à incapacidade temporária, dependendo do quadro e da avaliação médica.

Como muitos transtornos deste bloco têm curso recorrente ou fases intermitentes, a regra dos 60 dias é especialmente relevante: atestados sucessivos pelo mesmo CID permitem somar os períodos iniciais pagos pelo empregador para fins de registro e perícia, o que afeta a análise em caso de reaparecimento ou recorrência da doença.

Perguntas frequentes sobre E20-E35

Quando usar E21 em vez de N25?

Use E21 para hiperparatireoidismo primário com PTH elevado e hipercalcemia; N25 refere-se a alterações renais do cálcio com função renal comprometida.

E24 ou E27: como a perícia diferencia Cushing de insuficiência adrenal?

A perícia baseia-se em testes hormonais (cortisol/plasmático e salivar, resposta à dexametasona, ACTH) e imagem; excesso de cortisol aponta para E24, deficiência para E27.

Posso omitir o CID no atestado por questões de privacidade?

O paciente pode solicitar omissão do CID em atestados, e a prática depende do serviço; a perícia pode exigir documentação completa quando houver pedido de benefício.

Onde encontro o código para tumores hipofisários?

Tumores funcionantes ou insuficiência hipofisária entram no grupo E20-E35, frequentemente E23 para insuficiência hipofisária ou códigos específicos conforme atividade hormonal.

Exames básicos que a perícia costuma pedir em suspeita de transtorno endócrino?

Dosagens hormonais (cortisol, ACTH, PTH), eletrólitos, cálcio, exames de imagem como ressonância de sela túrcica ou tomografia de suprarrenais.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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