G35-G37 — Doenças desmielinizantes do sistema nervoso central

Este bloco (G35-G37) reúne doenças caracterizadas por processos desmielinizantes primários ou de causa conhecida que afetam o sistema nervoso central. Inclui códigos mais consultados como G35 (esclerose múltipla) e outras formas menos frequentes e sequelares descritas em G36 e G37. Serve como agrupamento para pacientes com perda focal ou difusa de mielina, que precisam ser classificados em subcódigos por achados clínicos, sorológicos e por imagem.


Quando usar este código

Usa-se este agrupamento quando o diagnóstico inicial indica lesão desmielinizante do sistema nervoso central sem outra classificação em infecções (G00-G09) ou doenças degenerativas (G30-G32). Adescida ao código específico exige revisão de história, imagem de ressonância magnética, exame do líquor e testes sorológicos; em geral a escolha do subcódigo depende da entidade presumida e do curso clínico.

Não confunda com

G35 vs G36: distinguir esclerose múltipla (G35) de outras desmielinizantes especificadas (G36) pelo padrão clínico e imagem — G35 costuma ter lesões disseminadas no tempo e espaço e achados típicos no líquor.

G35 vs G30-G32: distinguir desmielinização inflamatória (G35) de doenças degenerativas (G30-G32) pelos sinais inflamatórios em exames e pelo curso subagudo/recorrente em G35.

O que este grupo reúne

São condições que cursam com perda ou dano da mielina no sistema nervoso central. O núcleo do agrupamento é a destruição ou alteração funcional da bainha de mielina, por mecanismos inflamatórios, autoimunes ou pós-infecciosos. Em geral diferem entre si por causa, extensão, curso temporal e achados laboratoriais.

Queixas que levam a este capítulo

Quadros que levam a este bloco costumam iniciar com déficit neurológico focal (visão borrada, perda sensitiva, fraqueza), alterações motoras e gaitárias, diplopia, problemas de equilíbrio, fadiga marcante e alterações cognitivas leves. Sintomas variam conforme localização e extensão das lesões e podem surgir em episódios ou com progressão insidiosa.

Mecanismos em comum

Os mecanismos incluem processos autoimunes que atacam a mielina (ex.: esclerose múltipla), reações pós-infecciosas ou pós-vacinais e causas relacionadas a doenças sistêmicas; alguns códigos descrevem formas identificadas por agente ou situação. O bloco separa essencialmente causas primárias desmielinizantes de outras etiologias do sistema nervoso.

Como se define o código

O código específico é definido por combinação de quadro clínico, achados em ressonância magnética compatíveis com desmielinização, alterações no líquor (ex.: bandas oligoclonais) e exames sorológicos quando aplicáveis. Na prática, distingue-se subgrupo por padrão temporal (recorrente vs progressivo), marcadores imunológicos e exclusão de causas alternativas.

Como o cuidado se organiza

O manejo costuma ser multidisciplinar e varia conforme a entidade: intervenções agudas podem ocorrer em ambiente hospitalar, acompanhamento e terapêutica de manutenção em ambulatório especializado. Programas do SUS oferecem atendimento neurológico e reabilitação; a decisão terapêutica depende do diagnóstico preciso e da evolução clínica.

Classes de medicamentos

As classes usadas abrangem corticosteroides para surtos inflamatórios, agentes imunomoduladores e imunossupressores de manutenção, e medicamentos sintomáticos para dor, espasticidade e disfunção vesical. A escolha entre classes depende do diagnóstico específico, da atividade da doença e do perfil de risco do paciente.

Sinais de alarme do grupo

Procurar avaliação urgente diante de piora rápida de fraqueza, alterações respiratórias, perda aguda da visão, diminuição do nível de consciência, sinais de cordão medular agudo ou sintomas que progressam em horas/dias. Estes sinais podem indicar surto grave ou complicação que exige intervenção imediata.

Uso em atestado

Para atestados e afastamentos, peritos costumam exigir documentação clínica, exames de imagem e resultados do líquor. Notificação compulsória não é típica deste grupo como um todo; omissão do CID a pedido do paciente é acatável em atestados, mas a perícia pode solicitar detalhes clínicos e evidências diagnósticas para avaliar incapacidade.

Perguntas frequentes sobre G35-G37

Quando uso G35 e quando uso G36?

G35 é usado para esclerose múltipla quando o quadro clínico e os exames suportam esse diagnóstico; G36 é para outras doenças desmielinizantes especificadas que não se enquadram como esclerose múltipla.

Este grupo exige notificação compulsória?

Não há notificação compulsória única para todo o bloco G35-G37; a obrigatoriedade depende da doença específica e das normas locais, e a perícia pode pedir documentação completa.

Que exames a perícia espera ver para validar um código neste grupo?

Em geral a perícia solicita ressonância magnética compatível, estudo do líquor quando disponível e relatórios clínicos que documentem início, curso e déficits neurológicos.

Posso omitir o CID no atestado a pedido do paciente?

Sim, a omissão do CID no atestado pode ser atendida; entretanto, para fins de perícia e benefícios será exigida documentação detalhada.

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