G60-G64 — Polineuropatias e outros transtornos do sistema nervoso periférico

  • Neuropatias periféricas
  • Polineuropatia
  • Transtornos do sistema nervoso periférico

Este bloco reúne polineuropatias, neuropatias sensoriais ou motoras, neuropatias hereditárias e outros transtornos do sistema nervoso periférico classificados em G60-G64. Inclui códigos buscados como G60 (polineuropatia hereditária), G61 (neuropatias inflamatórias), G62 (neuropatias tóxicas/metabólicas) e G63 (neuropatia em doença sistêmica). A página orienta a navegação para o código específico segundo causa, distribuição e achados eletrofisiológicos.


Quando usar este código

Usa-se este agrupamento quando o quadro envolve comprometimento de nervos periféricos em mais de um território, ou quando a documentação não especifica ainda uma etiologia única. O próximo passo é diferenciar por história (hereditária, tóxica, metabólica, inflamatória), exame neurológico e eletroneuromiografia para escolher o código exato.

Não confunda com

G60 vs G62: separar polineuropatia hereditária (G60) de neuropatia tóxica/metabólica (G62) pela história familiar e início gradual versus exposição tóxica ou diabetes.

G61 vs G63: distinguir neuropatia inflamatória aguda/subaguda (G61) de neuropatia associada a doença sistêmica (G63) pelo início rápido, resposta a imunoterapia e pela presença de doença de base documentada.

O que este grupo reúne

Condições que comprometem nervos periféricos — fibras sensitivas, motoras ou autonômicas — isoladas do sistema nervoso central. Reúne distúrbios difusos (polineuropatias) e formas mais localizadas quando o mecanismo é sistêmico ou generalizado. Critério operacional: lesão periférica multifocal ou simétrica que afeta múltiplos nervos ou raízes.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que direcionam para este bloco incluem parestesias/“formigamento” difusas, perda sensitiva em luvas/meias, fraqueza distal progressiva, alteração da marcha, queda de reflexos e sintomas autonômicos como hipotensão postural. Sintomas podem surgir de forma aguda, subaguda ou crônica conforme a causa.

Mecanismos em comum

Mecanismos comuns: degeneração metabólica (diabetes, insuficiência renal), toxicidade (álcool, quimioterápicos), inflamação/imunitária (neuropatias inflamatórias), causas hereditárias (neuropatias hereditárias) e neuropatia secundária a doenças sistêmicas (multissistêmicas, neoplasias). Cada bloco do G60-G64 agrupa principais mecanismos.

Como se define o código

O diagnóstico que define o código combina história, exame neurológico e exames complementares. Eletroneuromiografia (ENMG) diferencia axonal de desmielinizante; exames laboratoriais e imagem identificam causas metabólicas, tóxicas ou compressivas; biópsia nervosa raramente é necessária. Na prática, o critério que separa blocos é a etiologia documentada e o padrão eletrofisiológico.

Como o cuidado se organiza

O cuidado varia com a causa: muitas situações são manejadas em ambulatório especializado (neurologia, referência em neuropatias) com seguimento crônico; formas graves ou com risco respiratório demandam hospitalização. Programas do SUS envolvem atenção básica para rastreio (ex.: diabetes) e encaminhamento para serviços de neurologia, reabilitação e intolerância ocupacional conforme necessidade.

Classes de medicamentos

Classes usadas incluem imunomoduladores/imunossupressores (para neuropatias inflamatórias), analgésicos neuromoduladores e antidepressivos para dor neuropática, agentes quelantes ou antídotos em intoxicações específicas e terapias de suporte (corretivos metabólicos). A escolha depende do mecanismo etiológico e do perfil eletrofisiológico.

Sinais de alarme do grupo

Procurar atendimento imediato em caso de progressão rápida da fraqueza, queda de cabeça respiratória ou deglutição, perda sensitiva que progride para incapacidade, dor intensa refratária ou sinais autonômicos severos (hipotensão sintomática).

Uso em atestado

Atestados e afastamentos costumam exigir descrição objetiva do déficit (parestesias, fraqueza, resultados de ENMG) e, quando possível, a etiologia. Notificação compulsória não é rotineira para o grupo como um todo; omissão do CID a pedido do paciente é possível, mas a perícia pode solicitar documentação detalhada para concessão de benefícios.

Perguntas frequentes sobre G60-G64

Quando uso G60 em vez de G62?

Use G60 quando houver evidência de neuropatia hereditária (história familiar, início insidioso e quadro típico); use G62 quando houver associação clara com toxinas, medicamentos ou distúrbios metabólicos documentados.

G61 inclui síndrome de Guillain-Barré?

Sim; G61 cobre neuropatias inflamatórias agudas e crônicas, incluindo a síndrome de Guillain-Barré, caracterizada por início subagudo a agudo e frequentemente identificada por ENMG e exame clínico.

O que a perícia costuma pedir para validar um afastamento por neuropatia (G60-G64)?

Documentação de déficit neurológico objetivo, relatórios de ENMG, exames que sustentem a etiologia e registros de incapacidade funcional; a perícia avalia tempo de recuperação e tratamentos já tentados.

Deve-se notificar casos deste bloco ao SUS?

Não há notificação compulsória geral para G60-G64; notificação depende da causa específica identificada (ex.: intoxicações, certas infecções) conforme normas vigentes.

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