CIDs Med
I00–I99 · Capítulo IX · Doenças do aparelho circulatório
  • varicose inflamada
  • varizes com flebite superficial
  • varicoflebite superficial

Na dúvida entre códigos parecidos? Veja CID de varizes e insuficiência venosa: todos os códigos que podem aparecer e o que diferencia cada um.

Em palavras simples

O código CID I83.1 significa que você tem varizes nas pernas que apresentaram também um processo inflamatório na veia afetada. Em linguagem simples, algumas veias dilatadas estão vermelhas, mais quentes e doloridas ao longo do trajeto, o que indica uma reação local — às vezes chamada de flebite ou tromboflebite superficial.

Você provavelmente sente dor localizada ao longo da veia, vermelhidão e um cordão endurecido sob a pele; pode haver sensação de peso ou cansaço na perna e pouco inchaço. Nem sempre vem febre, mas se houver calor intenso e aumento da dor isso indica que a inflamação está ativa. O problema não é contagioso; não passa de pessoa para pessoa.

Se isso é grave depende do caso: muitos episódios de inflamação superficial são desconfortáveis mas tratáveis fora do hospital; em outros, quando há suspeita de trombose mais profunda ou sinais sistêmicos, a avaliação se torna urgente. O tempo que dura varia muito e é definido pelo médico que acompanha você — não existe um período fixo para todos com o mesmo código.

O que geralmente acontece a seguir é uma avaliação clínica e, frequentemente, um ultrassom doppler das pernas para ver até onde está a inflamação e se há trombo. Pode haver prescrição de medidas para aliviar a dor e controlar a inflamação, orientações de cuidado local e retorno para reavaliação. Em alguns casos são recomendadas medidas para tratar a veia de base e reduzir chances de novos episódios.

Em casa observe se a vermelhidão e a dor estão aumentando, se aparece inchaço muito maior que antes, febre ou dificuldade para caminhar; nesses casos procure atendimento médico sem esperar. Mantenha o registro dos atestados e anote o que o médico descreveu para facilitar acompanhamento e, se precisar, perícia. Tire dúvidas com seu médico sobre o retorno, exames e opções de tratamento para sua situação específica.

O que este código significa?

O CID I83.1 designa varizes dos membros inferiores acompanhadas de inflamação local das veias superficiais. Aparece quando há veias varicosas visíveis ou palpáveis que apresentam calor, dor localizada, vermelhidão ou endurecimento ao longo do trajeto venoso. Inclui episódios de flebite ou tromboflebite superficial associados a veias varicosas. Não inclui varizes com úlcera (I83.0) nem varizes sem inflamação (I83.9), e não engloba doenças trombóticas profundas sem varizes predominantes.

Quando este código é usado?

Usa-se este código quando a avaliação clínica documenta varizes dos membros inferiores com sinais inflamatórios ao longo das veias superficiais, com ou sem suspeita de trombo superficial, e quando esse quadro é o motivo principal da consulta, atestado ou autorização.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

I83.0 — Varizes dos membros inferiores com úlcera: separa-se por presença de úlcera cutânea atribuída às varizes; se houver lesão ulcerada no local da variz, use I83.0 em vez de I83.1. I83.9 — Varizes dos membros inferiores sem úlcera ou inflamação: diferencia-se pela ausência de sinais inflamatórios; varizes apenas com sintomas crônicos sem rubor, calor ou induração não devem receber I83.1. I80.1/I80.2 — Flebite e trombose venosa profunda: distingue-se pelo nível venoso afetado e pela gravidade; quando predomina inflamação de veias profundas ou trombose venosa profunda documentada, os códigos I80.x são preferíveis em vez de I83.1.

O que é?

Varizes dos membros inferiores com inflamação corresponde a veias superficialmente dilatadas (varizes) que apresentam um processo inflamatório local, frequentemente chamado de flebite ou tromboflebite superficial. A inflamação pode ser desencadeada por estase venosa crônica sobre uma veia varicosa, pequenas tromboses na luz venosa ou trauma local.

O quadro costuma manifestar-se por dor localizada ao longo da veia, vermelhidão, calor e às vezes um cordão endurecido sob a pele. É mais frequente em adultos com insuficiência venosa crônica, história de varizes prévias, gravidez, obesidade ou profissão que exige longos períodos em pé.

Quais sintomas aparecem?

Os sinais principais são dor localizada ao longo da veia varicosa, vermelhidão e calor regional, além de possível induração em cordão ao toque; esses são sintomas de instalação relativamente precoce. Edema discreto e sensação de tensão ou cansaço nas pernas podem acompanhar. Sinais que indicam agravamento incluem aumento súbito da dor, extensão rápida da vermelhidão, febre alta ou sintomas que sugerem comprometimento venoso mais profundo — esses pontos merecem avaliação imediata.

O que causa?

Mecanisticamente, a inflamação sobre varizes decorre de estase e dano endotelial em veias superficialmente dilatadas, favorecendo formação de trombos pequenos e reação inflamatória da parede venosa. Na prática brasileira o evento mais comum é a insuficiência venosa crônica de longa data com sobrecarga hemodinâmica das safenas e tributárias, seguida por episódios de trombose superficial desencadeados por trauma local, imobilização parcial ou procedimentos venosos.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico deste código se apoia sobretudo no exame clínico: presença de veias varicosas com sinais inflamatórios ao longo do trajeto venoso. A ultrassonografia doppler venosa (duplex) é o exame que confirma extensão da doença venosa, detecta trombos superficiais e avalia refluxo venoso, apoiando a indicação deste CID quando busca-se documentar a inflamação associada às varizes.

Como costuma ser tratado?

O manejo documentado para este código varia conforme gravidade: na maioria dos casos o tratamento é ambulatorial e visa controlar a dor e a inflamação, reduzir o edema e prevenir progressão para trombose mais extensa ou recorrência. Em alguns cenários é necessária intervenção para tratar a veia acometida a fim de reduzir recidivas. A escolha entre medidas conservadoras, terapêuticas locais ou procedimentos intervencionistas depende da avaliação clínica e do exame por imagem.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes medicamentosas usadas no contexto deste quadro incluem anti-inflamatórios não esteroidais para controle da inflamação e da dor, analgésicos, e anticoagulantes ou agentes que modulam a coagulação quando há indicação de trombose superficial extensa; em casos selecionados podem ser considerados flebotônicos como adjuvantes. A prescrição específica e as doses cabem ao médico assistente.

Quando procurar um médico?

Procurar ajuda médica se houver aumento rápido da dor, extensão rápida da vermelhidão ou aparecimento de febre; também se surgir inchaço intenso, dificuldade para caminhar, sinais sugestivos de trombose profunda (dor intensa, edema assimétrico), ou piora apesar de medidas iniciais. Qualquer duvida sobre necessidade de imagem ou mudança de tratamento justifica contato com o profissional que acompanha o caso.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes. Até 15 dias de afastamento o empregador paga o salário; a partir do 16º dia o INSS assume e pode exigir perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias. A soma dos 60 dias é verificada pelo perito a partir do CID indicado no atestado: sem o código não há como aferir automaticamente se os atestados referem-se à mesma condição.

Para que um atestado seja aceito, ele deve identificar o paciente, indicar o período de afastamento, conter data, assinatura e o CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente; o diagnóstico não precisa ser informado ao empregador, mas sem o CID a contagem prática dos 60 dias não pode ser feita pelo INSS.

Especificamente para varizes dos membros inferiores com inflamação (I83.1), o curso costuma ser de um episódio inflamatório agudo sobre uma condição venosa crônica que pode requerer tratamento e acompanhamento, mas nem sempre leva a incapacidade prolongada. O código frequentemente aparece em atestados de curta duração ou em registros de acompanhamento, e quando há recorrência do quadro a regra dos 60 dias passa a ser mais relevante para somar períodos de afastamento e avaliar continuidade do problema.

Perguntas frequentes sobre I83.1

CID I83.1 significa que minhas varizes estão infectadas?

Não necessariamente; o termo inflamação refere-se a reação local da veia, que pode ser por trombose superficial ou irritação, e não implica sempre infecção bacteriana.

Preciso de ultrassom para confirmar o CID I83.1?

O diagnóstico clínico é central, mas o ultrassom doppler venoso costuma ser solicitado para confirmar extensão da inflamação e excluir trombose profunda.

O CID I83.1 aparece no atestado automaticamente?

O CID só entra com sua anuência; o médico pode registrar o código se você concordar que ele conste no atestado.

Posso transmitir isso para colegas e familiares?

A condição não é contagiosa; informar familiares pode ajudar no cuidado, mas a notificação ao empregador sobre diagnóstico não é obrigatória.

Qual a diferença entre este código e I83.0?

I83.0 é usado quando há varizes com úlcera cutânea atribuída às varizes; se houver úlcera no local, esse é o código correto.

Este CID implica afastamento do trabalho automaticamente?

Não; o afastamento depende da avaliação médica do seu caso concreto e, se houver, do entendimento da perícia quando aplicável.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.