M75.0 — Capsulite adesiva do ombro

  • ombro congelado
  • capsulite fibrosa
  • frozen shoulder

Em palavras simples

Receber o código CID M75.0 significa que seu ombro tem o que é chamado de capsulite adesiva, popularmente conhecido como “ombro congelado”. Isso quer dizer que a cápsula que envolve a articulação do ombro ficou inflamada e mais rígida, formando aderências que limitam o movimento.

Você provavelmente sente uma dor difusa no ombro que costuma piorar à noite e atrapalhar ao deitar sobre o lado afetado. Com o tempo a dor costuma dar lugar a uma sensação de travamento: fica difícil levantar o braço, pentear o cabelo ou alcançar o bolso de trás. Tanto o movimento que você faz sozinho quanto o movimento quando outra pessoa tenta mexer seu braço (passivo) ficam reduzidos.

Na maioria dos casos não é algo contagioso nem imediatamente perigoso, mas pode ser bastante incômodo. O quadro costuma evoluir em fases e pode durar vários meses; muitas pessoas melhoram com tratamento e reabilitação, embora a recuperação total possa demorar. Pessoas com diabetes e algumas outras doenças têm maior risco de ter um curso mais longo.

O que vem a seguir normalmente é uma avaliação médica para confirmar que a perda de movimento vem da cápsula e não de outra lesão. Podem ser pedidos exames de imagem para excluir artrose ou ruptura tendínea. O tratamento habitual inclui fisioterapia e medidas para controlar a dor; em alguns casos são consideradas intervenções específicas por um especialista. Retornos regulares ao médico ajudam a acompanhar a evolução e ajustar a reabilitação.

Em casa observe se a dor piora muito, se aparece febre, inchaço com calor local ou sinais de infecção, ou se você perde movimento muito rapidamente. Nesses casos procure atendimento. Se a dor e a limitação atrapalham bastante o trabalho ou atividades diárias, leve ao médico registros de dificuldade funcional, pois isso orienta atestados e a programação da reabilitação.

O que este código significa?

O CID M75.0 designa a capsulite adesiva do ombro, condição caracterizada por inflamação e fibrose da cápsula articular glenoumeral que leva a dor e perda progressiva de movimento. Costuma surgir de forma insidiosa, com dor noturna e limite ativo e passivo da elevação e rotação do ombro. Não inclui outras causas estruturais primárias de perda de movimento, como fratura, luxação crônica, artrose glenoumeral avançada ou lesão isolada do manguito rotador. Este código é usado quando o quadro clínico e os exames suportam rigidez capsular generalizada, não meramente dor rotuliana ou bursite. Em geral o diagnóstico é clínico suportado por imagem para excluir outras causas.


Quando este código é usado?

Usar quando houver dor no ombro associada a perda progressiva e significativa da amplitude de movimento, com limitação tanto ativa quanto passiva, sem diagnóstico alternativo estruturante que explique a rigidez.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

M75.1 (Síndrome do manguito rotador): distingue-se pela presença de dor mais localizada ao movimento de elevação e abdução com preservação parcial da amplitude passiva; testes de força e de impacto são mais sugestivos de lesão tendínea. M75.5 (Bursite do ombro): bursite costuma causar dor à palpação e ao movimento, mas preserva maior amplitude passiva e melhora rápida com infiltração; ausência de rigidez global diferencia. M75.4 (Síndrome de colisão do ombro): colisão apresenta dor mecânica ao elevar o braço acima da cabeça com testes de impacto positivos e sem perda importante da rotação interna passiva; capsulite tem limitação tanto ativa quanto passiva em várias direções. M75.9 : apenas quando não há dados suficientes para caracterizar rigidez capsular; presença documentada de redução passiva acentuada e evolução típica justifica M75.0.

O que é?

Capsulite adesiva do ombro é uma condição em que a cápsula da articulação do ombro sofre inflamação seguida de fibrose, reduzindo o espaço articular e limitando os movimentos. Manifesta-se por dor difusa no ombro e perda progressiva da mobilidade, especialmente na rotação externa e abdução.

O quadro costuma afetar adultos de meia-idade, com maior frequência em pessoas com diabetes, doenças endócrinas ou após imobilização do membro; pode ocorrer sem causa óbvia. O curso costuma evoluir em fases: dor inicial, progressiva rigidez e eventual recuperação, embora a melhora total possa levar meses a anos.

Quais sintomas aparecem?

Principais sintomas incluem dor difusa no ombro, pior à noite e ao deitar sobre o lado afetado, e perda progressiva da amplitude de movimento ativa e passiva. No início predomina a dor, especialmente à movimentação e na fase noturna; a seguir predomina a rigidez, com dificuldade para elevar o braço, pentear o cabelo ou alcançar o próprio dorso. Sinais de agravamento são perda rápida e marcante da rotação externa e elevação, dor refratária a medidas analgésicas simples e limitação funcional significativa nas atividades de vida diária.

O que causa?

O mecanismo envolve inflamação da cápsula glenoumeral seguida por depósito de tecido fibroso e aderências que retraiem a cápsula, reduzindo a cavidade articular. Na prática brasileira as causas mais associadas são imobilização prolongada após lesão ou cirurgia e doenças metabólicas como diabetes, que aumentam o risco e a gravidade. Traumatismos menores, processos inflamatórios locais e causas idiopáticas também são descritas; nem sempre há fator desencadeante identificado.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico de M75.0 é essencialmente clínico: documenta-se dor no ombro e redução significativa da amplitude de movimento tanto ativa quanto passiva, especialmente rotação externa. Exames de imagem são usados para excluir alternativas: radiografia para descartar artrose e fraturas, ultrassom ou ressonância magnética para avaliar manguito rotador e bursas; a confirmação do código exige quadro consistente de rigidez capsular e exclusão de causas que expliquem isoladamente a limitação.

Como costuma ser tratado?

O manejo habitual é conservador e ambulatorial, combinando medidas para controle da dor e fisioterapia dirigida à mobilização e recuperação da amplitude. Procedimentos intervencionistas podem ser considerados quando há dor intensa ou bloqueio funcional, sempre com avaliação individual. O curso terapêutico típico pode durar meses e requer acompanhamento periódico para ajustar reabilitação funcional.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes de medicamentos usadas para controle de sintomas incluem analgésicos e anti-inflamatórios não esteroidais para reduzir a dor inflamatória, e agentes adjuvantes para melhora do sono ou dor neuropática quando presentes; corticoterapia local pode ser empregada para reduzir inflamação em episódios agudos. A escolha e administração dependem da avaliação clínica e das comorbidades.

Quando procurar um médico?

Procurar avaliação quando a dor impede o sono ou as atividades diárias, quando há perda rápida e marcante da mobilidade do ombro, ou se sintomas persistem apesar de medidas iniciais. Busque atendimento também se houver febre, vermelhidão intensa local ou sinais de infecção, ou trauma agudo com deformidade.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes.

Na prática legal, até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16.º dia em diante o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. A legislação também prevê que atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para efeito desses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).

Sobre essa regra dos 60 dias: é o código CID constante no atestado que o perito usa para verificar se a doença é a mesma — ou seja, o CID é a referência prática para somar períodos de afastamento e poucos pacientes sabem que isso existe.

Para que um atestado seja aceito ele precisa identificar o paciente, informar o período de afastamento, data, assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID depende da anuência do paciente: o empregador não é obrigado a ser informado do diagnóstico, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pela perícia.

No caso do CID M75.0 (capsulite adesiva do ombro), trata‑se de uma condição que costuma evoluir por fases, com dor inicial e posterior perda progressiva de mobilidade, e o curso muitas vezes exige acompanhamento e reabilitação ao invés de resolução imediata. Esse quadro pode ocasionar limitação funcional que interfere nas atividades de trabalho dependendo da gravidade e das tarefas do empregado, e portanto costuma ser registrado e monitorado ao longo do tratamento. Como episódios relacionados ao mesmo problema podem levar a múltiplos atestados, a regra dos 60 dias é especialmente relevante para quem tem recorrência ou continuidade de tratamento, pois é por meio do CID que períodos sucessivos são avaliados para efeitos dos primeiros 15 dias pagos pelo empregador.

Perguntas frequentes sobre M75.0

O CID M75.0 significa que meu ombro nunca mais vai voltar ao normal?

Nem sempre; muitas pessoas recuperam boa parte da mobilidade com tratamento e fisioterapia, mas a recuperação pode levar meses a um ano e, em alguns casos, persistir alguma rigidez residual.

É contagioso ou causado por infecção?

Não, capsulite adesiva não é contagiosa; trata-se de um processo inflamatório e de fibrose local, raramente associado a infecção verdadeira.

Preciso de raio‑X ou ressonância para confirmar o diagnóstico?

Exames de imagem são usados principalmente para excluir outras causas como artrose ou lesões do manguito rotador; o diagnóstico de capsulite é primariamente clínico.

O CID M75.0 permite afastamento do trabalho automaticamente?

O código registra o diagnóstico, mas afastamento depende da avaliação da incapacidade funcional pelo médico e da perícia; documentação clínica detalhada é necessária.

Como diferenciar capsulite de bursite?

Na capsulite há redução tanto do movimento ativo quanto do passivo em várias direções; na bursite a amplitude passiva costuma estar mais preservada e a dor é mais localizada.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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