M75.5 — Bursite do ombro

  • bursite subacromial
  • bursite subdeltoidea

Em palavras simples

Receber o termo “bursite do ombro” significa que a pequena bolsa (bursa) que facilita o deslizamento dos tendões no ombro está inflamada. Isso costuma causar dor ao levantar o braço, sensibilidade ao toque e dificuldade para movimentos acima da cabeça. Nem sempre é algo grave, mas atrapalha tarefas do dia a dia como pentear o cabelo, alcançar prateleiras ou dormir sobre o lado afetado.

A maior parte dos casos tem relação com uso repetitivo ou esforço do braço, e tende a melhorar com repouso relativo, exercícios orientados e medidas para reduzir inflamação. Se houver febre, dor muito intensa, vermelhidão local ou perda forte da força, pode ser sinal de infecção ou outra condição e merece avaliação imediata. Em geral, o médico solicita exames de imagem para confirmar que a bursa é a fonte da dor e para descartar lesão dos tendões.

Enquanto isso, continue com atividades que não provoquem dor intensa e busque orientação profissional para reabilitação. O tempo de recuperação varia: muitas pessoas melhoram em semanas, outras precisam de tratamento prolongado ou intervenções dirigidas conforme a causa e a resposta ao tratamento.

O que este código significa?

Bursite do ombro (CID M75.5) refere-se à inflamação da bursa — pequena bolsa que reduz atrito entre tendões e osso — na região do ombro. Manifesta-se por dor localizada, piora ao elevar o braço e sensibilidade à palpação. O diagnóstico combina história clínica e exames de imagem para confirmar inflamação da bursa.


Quando este código é usado?

Usar quando a principal alteração clínica e/ou de imagem é inflamação da bursa subacromial/subdeltoidea sem lesão predominante do manguito rotador.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

M75.1 — Síndrome do manguito rotador: distinguir quando há ruptura ou tendinopatia do manguito rotador como alteração principal; M75.5 é usado quando a bursa é a alteração predominante.

O que é?

A bursite do ombro é a inflamação de uma pequena bolsa cheia de líquido (bursa) que fica entre tendões e a parte superior do úmero ou o acrômio. A função da bursa é reduzir o atrito durante o movimento do ombro; quando inflamada, causa dor ao movimentar ou levantar o braço.

Quais sintomas aparecem?

Dor localizada na face lateral ou superior do ombro, piora ao elevar o braço acima da cabeça, sensibilidade ao toque, desconforto ao dormir sobre o lado afetado e limitação funcional para atividades que exijam elevação do braço.

O que causa?

Microtrauma por movimentos repetitivos (elevação do braço, trabalho acima da cabeça), sobrecarga, posições prolongadas, degeneração associada à idade e episódios de inflamação aguda. Menos frequentemente, infecção pode causar bursite, o que exige investigação específica.

Como o médico confirma o diagnóstico?

Diagnóstico baseado em história e exame físico (dor localizada, teste de elevação do braço). Exames de imagem como ultrassonografia ou ressonância magnética confirmam líquido ou sinais de inflamação na bursa e ajudam a excluir lesões do manguito rotador.

Como costuma ser tratado?

Medidas conservadoras e reabilitação funcional são comumente empregadas. Em alguns casos, intervenções locais ou procedimentos guiados por imagem podem ser considerados. A escolha do manejo depende da duração dos sintomas, impacto funcional e achados complementares.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes usadas para controlar dor e inflamação incluem anti-inflamatórios não esteroides e, em casos específicos, analgésicos adjuvantes. Em bursites infecciosas, usam-se antibióticos apropriados conforme agente identificado.

Quando procurar um médico?

Procurar avaliação se a dor for intensa, houver febre, sinais de infecção local, perda acentuada de movimento ou se os sintomas persistirem e limitarem atividades diárias apesar de medidas iniciais.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

O pagamento e a responsabilidade administrativa seguem regras legais: até 15 dias de afastamento o salário é pago pelo empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia o INSS assume e passa a exigir perícia. Atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para fins desses primeiros 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).

A regra dos 60 dias funciona na prática porque é o CID indicado no atestado que o perito utiliza para verificar se se trata da mesma condição. Ou seja, o código no atestado é a razão prática para identificar se episódios distintos são considerados o mesmo motivo para contagem conjunta — informação que muitos desconhecem.

Para que um atestado seja aceito ele precisa conter identificação do paciente, o período de afastamento, a data, a assinatura e o CRM do médico. A inclusão do CID só ocorre com anuência do paciente; não existe obrigação legal de informar o diagnóstico ao empregador, e sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo INSS.

No caso específico de M75.5 (bursite do ombro), o quadro costuma responder a medidas conservadoras e reabilitação funcional, podendo ser episódico ou recorrente dependendo da exposição a fatores mecânicos e da evolução individual. Este código pode resultar em limitação funcional que prejudica atividades que exijam elevação do braço, mas a ocorrência e a duração de incapacidade para trabalho dependem do exame e da avaliação clínico-funcional do caso concreto. Quando a bursite do ombro é recorrente, a regra dos 60 dias torna-se particularmente relevante, pois episódios sucessivos registrados com o mesmo CID permitirão ao perito avaliar a continuidade do mesmo problema para fins de contagem dos períodos iniciais pagos pelo empregador.

Perguntas frequentes sobre M75.5

A bursite do ombro é contagiosa?

Não; bursite por uso ou sobrecarga não é contagiosa. Somente bursites causadas por infecção podem envolver microrganismos.

Posso trabalhar com bursite do ombro?

Depende da gravidade e do tipo de atividade; tarefas que exigem elevação repetitiva do braço podem ser limitadas até melhora.

Quanto tempo leva para melhorar?

O tempo varia: alguns melhoram em semanas com medidas conservadoras, outros precisam de semanas a meses de reabilitação.

Quando é indicada investigação por imagem?

Exames são indicados quando há dúvida diagnóstica, sintomas persistentes ou para excluir lesão do manguito rotador.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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